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| Joaquim Sequeira e Pedro Figueiredo campeões nacionais de profissionais de 2013 |
O JOVEM DE 22 ANOS, PROFISSIONAL
APENAS HÁ UM MÊS, CONQUISTOU O PRIMEIRO TORNEIO DO PGA PORTUGAL TOUR QUE
DISPUTOU E JUNTOU O TÍTULO NACIONAL DE PROFISSIONAIS AOS DOIS QUE JÁ TINHA COMO
AMADOR EM 2007 E 2008
Pedro Figueiredo sagrou-se passado domingo (dia 18 )
campeão nacional de profissionais, ao vencer o Campeonato Nacional PGA, torneio
de 8.300 euros em prémios monetários, organizado pela PGA de Portugal no
Pestana Golf Resort de Vila Sol, no Algarve.
O profissional da Quinta do Peru juntou o seu primeiro título de
profissionais aos dois alcançados enquanto amador em 2007 e 2008. Têm sido
poucos os jogadores capazes de vencer ambos os campeonatos e “Figgy” juntou-se
a Sean Côrte-Real, Nuno Campino e Hugo Santos. Note-se que Gonçalo Pinto, em
2012, cometeu a proeza inédita de ser o 1º classificado em ambos os Campeonatos
Nacionais, num mesmo ano, mas no de profissionais não pode ficar com o título
por ter ainda o estatuto de amador.
«São dois Campeonatos Nacionais, cada um com as suas características. Não ligo
muito a esses recordes, mas estou orgulhoso de ter sido campeão nacional amador
e profissional. Cada um vale o que vale e este foi alcançado diante de grandes
jogadores. É um título com categoria», afirmou, após receber o primeiro prémio
monetário da sua carreira, de 1.400 euros.
«Sinto-me bem por ter ganho o meu primeiro prémio, mas é mais simbólico. Tive a
sorte de começar a minha carreira há um mês com patrocínios e não sinto a
pressão de meter um “putt” para poder pagar o hotel. Veja-se como nos três
primeiros torneios do Challenge Tour que joguei gastei cerca de 6 mil euros»,
acrescentou.
Mais importante para Pedro Figueiredo é a sensação com que sai de Vila Sol:
«Dá-me confiança e motivação para o futuro. Um título de campeão nacional tem
sempre prestígio e é uma sensação óptima depois de três torneios menos
conseguidos no Challenge Tour».
Foi uma vitória “wire-to-wire”, como se diz na gíria do golfe, ou seja,
liderando a prova do início ao fim, com o sabor especial de ir dilatando cada
vez mais a sua vantagem. Após as 69 pancadas, 3 abaixo do Par, de sexta-feira,
terminou a primeira volta com 1 “shot” de vantagem do 2º classificado, Artur
Freitas. No sábado apresentou um “score” de 70 (-2) e no final da segunda volta
já dispunha de 5 de avanço sobre o novo 2º posicionado, Tiago Cruz. Hoje,
repetiu o resultado de 70 (-2) e concluiu a terceira e última ronda com um
fosso de 8 pancadas sobre o mesmo Tiago Cruz.
“Figgy”, de 22 anos, totalizou 209 (-7), foi o único a jogar abaixo do Par
de Vila Sol nas três voltas, o único a chegar aos 54 buracos abaixo do Par,
somando em três voltas 13 “birdies” e apenas 6 “bogeys”.
Mais “birdies” poderiam ter caído para o seu lado, «se tivesse estado mais
concretizador nos “greens”», mas esse foi o único aspecto em que se sentiu
menos bem. De resto, o discurso de hoje repetiu o dos dias anteriores, «muitos
“fairways”, muitos “greens”, jogo consistente». Talvez o aspecto mais
importante, ter conseguido dominar finalmente o “back-nine”, dado ter carimbado
“birdies” nos buracos 14 e 15 e ter sofrido um “bogey” no 17. O “front-nine”
foi, como de costume, positivo, com pancadas ganhas no 4 e no 6 e apenas 1
perdida no 7.
O antigo top-ten mundial amador, profissional há apenas um mês, nunca sentiu
o título em perigo, pois deu-se ao luxo de assinar o melhor cartão do dia. E os
perseguidores mais directos ficaram bem atrás: Tiago Cruz com 73 (+1) e António
Rosado com 75 (+3): «O Tiago começou bem, com um “birdie” no buraco 1, mas
depois teve “bogeys” no 2 e 3, pelo que, quando fiz o meu primeiro “birdie” no
4 senti-me logo mais à vontade, sempre em controlo”. Tiago Cruz terminou em 2º
com 1 acima do Par.
À excepção de Pedro Figueiredo, só mais dois jogadores bateram hoje o Par-72
do campo: o algarvio Ricardo Santos e o açoriano André Medeiros, ambos com 71
(-1).
Para Ricardo Santos, de 30 anos, o mais conceituado profissional português e
o único a representar Portugal no European Tour, esta terceira volta foi
importante porque foi a sua única abaixo do Par, depois de 72 e 75 nos dias
anteriores e permitiu-lhe subir de 5º para 3º, com 2 acima do Par. Há um ano
não pôde defender o título de campeão nacional conquistado em 2011 e este ano
obteve, apesar de tudo, um razoável 3º lugar.
O seu irmão mais velho, Hugo Santos, de 33 anos, defendia o título averbado
no ano passado, mas uma terceira volta de 74 (+2) manteve-o no 5º lugar, com um
agregado de 5 acima do Par, empatado com Almerindo Sequeira, o treinador de
Ricardo Santos.
Continuando a referir antigos campeões nacionais, António Rosado, o titulado
em 2009, terminou em 4º (+4); António Sobrinho, o recordista de 11 troféus
nacionais, foi 7º (+6); e Henrique Paulino, coroado em 2003, concluiu em 17º
(+25).
O top-ten integrou ainda os açorianos Artur Freitas e André Medeiros,
respectivamente em 8º (+9) e 9º (+11), bem como o algarvio José Dias em 10º
(+12).
Note-se que José Dias não quis defender o seu título de campeão nacional de
seniores de 2012, preferindo jogar o torneio principal. Como costuma referir o
profissional da Oceânico Golf, dá-lhe mais gozo ser top-ten entre os mais
jovens do que nº1 de veteranos.
E o novo campeão nacional de seniores é Joaquim Sequeira, o carismático
treinador de Vilamoura, também da Oceânico Golf, com 7 acima do Par, voltas de
75 e 76. O 2º lugar, a 7 de distância de Sequeira, foi partilhado pelo
ex-seleccionador nacional, Sebastião Gil, e pelo britânico Brian Evans.
Este ano não houve Campeonato Nacional Feminino por falta de inscritas.
TEXTO:
Press PGA PORTUGAL
FOTO: Ricardo Lopes