domingo, setembro 22, 2019

Solverde Campeonato Nacional PGA

TOMÁS SILVA BICAMPEÃO NACIONAL SUSANA RIBEIRO E JOAQUIM SEQUEIRA JÁ LEVAM QUATRO TÍTULOS


Tomás Silva voltou a mostrar que sabe lidar com a pressão de tentar defender um título nacional e hoje (Sábado) venceu pelo segundo ano consecutivo o Solverde Campeonato Nacional PGA, de 13.400 euros em prémios monetários, no Oporto Golf Club, no concelho de Espinho. Já Susana Ribeiro e Joaquim Sequeira, que no ano passado tinham sido vice-campeões, respetivamente nos torneios feminino e de seniores, recuperaram os seus títulos de campeões nacionais nessas variantes, fazendo-o, cada um deles, pela quarta vez nas suas brilhantes carreiras.
A vitória de Tomás Silva foi a mais aguardada no torneio da PGA de Portugal e da Federação Portuguesa de Golfe, pois partiu para a última volta com 5 pancadas de vantagem sobre os mais diretos rivais. Com a chuva e o vento que afetaram bastante a última jornada, tornou-se ainda mais difícil atacar o resultado, sendo mais fácil saber gerir o resultado e o jogador do Clube de Golfe do Estoril aproveitou para dilatar a sua vantagem para 8 pancadas.
Tomás Silva liderou da primeira à última volta e fechou com um total de 204 pancadas, 9 abaixo do Par, após voltas de 63, 69 e 72, para um prémio final de dois mil euros. Em 2.º lugar, pelo segundo ano seguido, ficou o campeão nacional de 2011 e 2016, Ricardo Santos, o melhor português nos rankings mundial e olímpico, com 212 (72+71+69), empatado com Miguel Gaspar, pela primeira vez na sua carreira vice-campeão nacional (71+72+69). Cada um embolsou 1.300 euros.
«Sinto-me muito feliz, pois era um objetivo que tinha traçado para esta época», disse Tomás Silva, que em 2014 e 2015 já tinha ganho consecutivamente dois Campeonatos Nacionais Amadores. Gerir a pressão é com ele e desde Tiago Cruz (2014/2015) que não havia um bicampeão nacional.
Este ano houve 16 amadores a jogarem o torneio masculino do Solverde Campeonato Nacional PGA. Desde 2008 que não havia tantos e é preciso elogiar o bom 7.º lugar de Pedro Silva, de 17 anos, com 216 (70+69+77), +3. O torneio contou pela primeira vez para o ranking mundial amador e Pedro Silva vai subir bastante. Esta semana melhorou 46 posições por ter sido o melhor amador (63.º) no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort. O progresso vai continuar para a semana.
No torneio feminino também houve quatro amadoras e uma delas quase ganhava o torneio. Sofia Barroso Sá, de apenas 16 anos, a n.º1 do Ranking Nacional BPI (para amadoras da FPG) liderou durante duas voltas mas hoje claudicou com a sua pior volta do torneio, de 82 pancadas, 11 acima do Par.
Pelo contrário, Susana Ribeiro, que no passado, desde os tempos de amadora, habituou-nos a grandes recuperações em últimas voltas, anulou a desvantagem de 4 pancadas com que entrou para a última volta.
Susana Ribeiro, campeã em 2015, 2016 e 2017, venceu com 230 pancadas, 17 acima do Par, com rondas de 71, 81 e 78, para um prémio de 750 euros.
Sofia Barroso Sá também apresentou 230 (70+78+82), +17, mas não houve direito a play-off por ser ainda amadora e, mesmo em caso de vitória em play-off, o título ir sempre a melhor profissional.
«Gostaria que tivesse havido um play-off. Teria sido interessante», disse a jovem do Quinta do Peru Golf & Country Club, embora seja na realidade residente em Belmonte.
Isso não retira em nada o mérito a Susana Ribeiro, a melhor golfista portuguesa de sempre, que ganhou três Campeonatos Nacionais Amadores e agora já coleciona quatro sucessos no Campeonato Nacional de Profissionais, desempatando com Mónia Bernardo que tem três. Bernardo, hoje em dia treinadora, foi 3.ª a 6 pancadas das duas da frente e ganhou 400 euros.
«Esta vitória é muito importante porque é o único torneio que tenho da minha categoria no circuito da PGA de Portugal. Para mim é muito importante ser campeã nacional e dá sempre confiança para o resto da época», comentou Susana Ribeiro. 
Se para Susana Ribeiro vencer o Solverde Campeonato Nacional PGA é um dos pontos altos da época, para Joaquim Oliveira o quarto triunfo no torneio de seniores não se reveste de grande relevância. «Para mim é mais uma questão de convívio do que de ganhar», assegurou o conceituado treinador do Clube de Golfe de Vilamoura, que totalizou 155 pancadas, 13 acima do Par, entregando cartões de 74 e 81. Joaquim Sequeira, que já tinha sido campeão nacional de seniores em 2013, 2015 e 2016, recebeu um prémio de 500 euros.
O vice-campeão foi o brasileiro residente em Portugal, Alan Lopes (79+77), que ficou a 1 pancada de Sequeira, arrecadando 300 euros, enquanto o campeão nacional de seniores do ano passado, José Dias, terminou em 3.º (76+81), a 2 pancadas do vencedor, merecendo 200 euros.Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quinta-feira, setembro 19, 2019

Solverde Campeonato Nacional PGA


NO OPORTO GOLF CLUB, EM ESPINHO COM 13.400 EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS, UMA DAS MAIS COMPETITIVAS EDIÇÕES, COM QUASE DUAS DEZENAS DE AMADORES A DESAFIAREM OS PROFISSIONAIS

A falta de comparência da campeã Leonor Bessa e a grande primeira volta do campeão Tomás Silva marcaram o arranque hoje (quinta-feira 19) do Solverde Campeonato Nacional PGA. Em 2019 o torneio apresenta algumas novidades, designadamente o aumento de prémios monetários para 13.400, o montante mais elevado dos últimos anos; o regresso dos amadores em força, com quase duas dezenas a desafiarem os profissionais; e o aumento de competição no torneio feminino de duas para três voltas, tal como o masculino.
E foi exactamente esta última alteração que motivou a falta de comparência de Leonor Bessa à prova organizada pela PGA de Portugal e pela Federação Portuguesa de Golfe, no Oporto Golf Club, em Espinho.
As principais jogadoras portuguesas há muito desejavam que o seu torneio também se estendesse por 54 buracos e este ano a FPG conseguiu que a competição contasse para o ranking mundial amador mas, para isso, seria preciso haver um mínimo de três voltas.
Ora a campeã nacional pensava que a prova iria começar apenas na sexta-feira como nos anos anteriores e quando soube já era tarde. Leonor Bessa admitiu o erro, ficou verdadeiramente consternada, lamentou o sucedido, mas compreendeu ser impossível abrir uma exepção.
Com Leonor Bessa de fora, Susana Ribeiro assume ainda mais favoritismo. Campeã nacional três vezes seguidas entre 2017 e 2017, tinha ficado no ano passado no 2.º lugar, e hoje igualou o Par-71 do campo de Espinho, melhor do que qualquer uma das suas voltas do ano passado. No entanto, apesar de ter sido um bom resultado, nem por isso aquela que é considerada a melhor jogadora portuguesa de sempre assumiu a liderança.
Tudo porque uma jovem de apenas 15 anos, Sofia Barroso Sá, a atual n.º1 no ranking amador da FPG, deslumbrou com um cartão de 70 pancadas, 1 abaixo do Par.
A jovem jogadora de Belmonte anda a deslumbrar o golfe nacional há mais de um ano, com vitórias na Taça FPG e o 2.º lugar no Campeonato Nacional Amador Audi deste ano. Há pouco mais de um mês, na Taça Manuel Agrellos, foi uma dor de cabeça às melhores profissionais portuguesas e hoje voltou a fazer-lhes o mesmo.
No torneio masculino, Tomás Silva iniciou a defesa do título da melhor maneira, ao protagonizar uma volta de 63 pancadas, 8 abaixo do Par. Para se ter a noção da qualidade deste resultado, basta dizer que em 2018, no mesmo campo, ao longo dos três dias de prova, só João Carlota foi capaz de igual resultado.
Tomás Silva comanda já com uma vantagem de três pancadas sobre Tomás Melo Gouveia e Tomás Bessa, ambos com 66 (-5) a partilharem o 2.º lugar. Qualquer um deles irmão de jogadores famosos. Tomás Bessa irmão de Leonor, a ausente campeã de 2018. Tomás Melo Gouveia irmão do famoso Ricardo que hoje terminou em 69.º (72, Par) no BMW PGA Championship, um dos mais importantes torneios do European Tour, em Inglaterra.Foto de PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
 

57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort - ADRIAN MERONK CAMPEÃO

TORNEIO PORTUGUÊS DO CHALLENGE TOUR ENTRA PARA A HISTÓRIA POR DAR O PRIMEIRO TÍTULO À POLÓNIA
 
A última jornada do 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort não foi positiva para Filipe Lima. A vitória do polaco Adrian Meronk, o 2.º lugar do espanhol Sebastian Rodríguez e o 3.º posto do italiano Francesco Laporta (empatado com o austríaco Martin Wiegele) fez com que estes três jogadores o ultrapassassem hoje (Domingo) na Corrida para Maiorca. Filipe Lima chegou a Portugal no 11.º lugar desse ranking do Challenge Tour e sabia que um top-10 em Portimão, onde no ano passado fora 2.º, poderia cimentar o seu lugar no top-15 a segunda divisão europeia. E estar nos 15 primeiros no final da época garante a subida à primeira divisão, o European Tour.
Ricardo Santos falhou o cut no Morgado Golf Course mas nem por isso prejudicou a sua classificação, mantendo-se no 4.º posto, mas Filipe Lima desceu hoje ao 14.º lugar do ranking. A sua situação é ainda boa mas já não é tão confortável. Daí algum desagrado do português que este ano voltou às vitórias ao conquistar o torneio finlandês do Challenge Tour, quebrando um jejum de três anos. «Este bogey no buraco 18 pode custar-me muitos pontos», disse o ex-campeão nacional, que chegou a andar no 3.º lugar do leaderboard depois de converter 1 birdie no buraco 14 e 1 eagle no 16. Só que depois, 1 bogey sofrido no último buraco, impediu-o de chegar ao top-10, fechando com 280 pancadas, 8 abaixo do Par, após voltas de 72, 70, 69 e 69, para um prémio de 3.200 euros, por partilhar o 14.º posto com o escocês Chris Rob e o alemão Philipp Mejow.
Em torneios do circuito europeu é mesmo assim, uma única pancada teve, neste caso, um custo de quase mil euros, mas mais ainda em pontos para o ranking.
«Pus-me em posição de pensar ganhar este torneio caso fizesse birdies no 17 e no 18, mas aquele bogey no 18… Mas foi um torneio positivo e sinto-me a jogar bem», analisou o atleta olímpico, que dificilmente virá jogar ao Portugal Masters, do European Tour, em outubro: «Coincide com os dois torneios da China que são muito importantes para o ranking. Teria de ganhar um dos torneios do Challenge Tour até lá para assegurar o meu lugar no top-15 para poder vir a Vilamoura».
Quem também espera vir ao Portugal Masters é Adrian Meronk, mas em 2020. «Para o ano espero não vir defender o título do Open de Portugal mas, em contrapartida, quero estar em Vilamoura», disse a sorrir, depois de conquistar o seu primeiro título de profissionais com um agregado de 273 pancadas, 15 abaixo do Par, após voltas de 67, 72, 68 e 66. Recebeu um prémio de 32 mil euros, a maior fatia dos 200 mil que estavam em jogo esta semana, e ascendeu do 19.º ao 7.º lugar da Corrida para Maiorca.
Para ele o sonho de tornar-se no primeiro jogador polaco a competir no European Tour está cada vez mais perto, mas, para já, entrou para a história como o primeiro polaco a vencer um torneio do Challenge Tour. «Não podia estar mais orgulhoso por esse recorde», disse o gigante de 1,97 metros, de 26 anos.
Adrian Meronk é um jogador da Hambric Sports e o seu agente é Rory Flanagan, os mesmos representantes de Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia.
Tal como os dois ilustres portugueses do European Tour, o polaco foi um dos melhores amadores da Europa, incluindo a nível universitário.
«Tornei-me profissional há três anos pelo que já há algum tempo que andava à procura de um primeiro título. Isto muda completamente a minha época», disse Meronk, que adora jogar no Morgado Golf Resort, tendo jogado aqui todas as três edições do Open de Portugal. A 2 pancada de distância de Adrian Meronk ficou o espanhol Sebastian Garcia Rodríguez (73+64+69+69), um jogador que fez duas voltas finais iguais às de Filipe Lima e uma primeira volta ainda pior, mas que teve a melhor volta do torneio no segundo dia. Foram essas 64 pancadas que lhe valeram hoje 22 mil euros e a subida ao 13.º lugar da Corrida para Maiorca.
O 3.º lugar, a 4 pancadas do campeão, foi dividido pelo austríaco Martin Wiegele (69+70+69+69) e pelo italiano Francesco Laporta (71+69+67+70). Cada um ganhou 13 mil euros e Laporta subiu ao 12.º posto do ranking do Challenge Tour. 
O último dia do 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort foi ainda caracterizado por quatro portugueses terem jogado abaixo do Par. E se o 69 (-3) de Filipe Lima não espanta, já Daniel da Costa Rodrigues ter feito o mesmo resultado é extraordinário.
O amador de 17 anos cumpridos ontem vinha de um pesadelo de 79 pancadas na véspera. Hoje melhorou em 10 ‘shots’. Simplesmente soberbo numa volta de apenas três horas. Foi o primeiro a sair, apanhou o campo perfeito e soube tirar partido disso. O melhor amador foi, contudo, Pedro Silva. Dani Rodrigues foi 66.º (+5) e Pedro Silva 63.º (+4), embora hoje com 75 (+3). Hugo Santos também teve uma volta de 74 (+2), que não manchou a excelente prestação do treinador de Vilamoura, de 39 anos, que fechou em 36.º (-2). O seu melhor Open de sempre rendeu-lhe 1220 euros.
João Ramos, em 49.º (a Par), jogou hoje 70 (-2), arrecadou 812 euros e também foi o seu melhor Open de sempre. Pelo contrário, Tiago Cruz, apesar de hoje jogar abaixo do Par, 71 (-1), também integrou o mesmo grupo dos 49.º classificados (a Par), muito longe do 4.º posto do ano anterior.
O 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort recebeu hoje a visita da presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Maria Gomes, que entregou a Medalha de Ouro da Cidade Europeia do Desporto de 2019 à Federação Portuguesa de Golfe e ao Challenge Tour.
A autarca fez votos de que o Open se mantenha no seu concelho, mas as três entidades organizadores – FPG, PGA de Portugal e Grupo Nau Hotels & Resorts – encerram em 2019 a parceria estabelecida para três anos.
Ainda não está definido o palco do Open de Portugal de 2020, mas como disse o diretor de torneio, Gary Butler, no seu discurso «o Morgado Golf Course é um campo de excepção». Foto de: Octávio Passos / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
 

sábado, setembro 14, 2019

RHYS ENOCH lidera o 57.º Open de Portugal Morgado Golf Resort

PELA PRIMEIRA VEZ DESDE QUE O TORNEIO FAZ PARTE DO EUROPEAN TOUR OU DO CHALLENGE TOUR HÁ DOIS AMADORES A PASSAREM O CUT NUMA MESMA EDIÇÃO. CONSAGRADO RHYS ENOCH LIDERA. VELEJADORES VISITAM OPEN

Seis portugueses passaram o cut no 57.º Open de Portugal  Morgado Golf Resort, ficando a apenas um do recorde atingido no ano passado. No entanto, há um novo recorde nacional a registar pois, desde que nasceu o European Tour em 1972, é a primeira vez que dois amadores se qualificam para os dois últimos dias numa mesma edição desta prova.
À partida eram 18 os portugueses a competir no único torneio português do Challenge Tour, de 200 mil euros em prémios monetários, que a Federação Portuguesa de Golfe, a PGA de Portugal e o Grupo Nau Hotels & Resorts estão a organizar em Portimão. Mas no final da primeira volta só três jogadores nacionais estavam dentro do cut provisório. Foi preciso um esforço notável para esse número dobrar hoje para seis, com os profissionais Tiago Cruz e Hugo Santos saltarem para o top-20, entre 151 participantes, no 16.º lugar, com 3 pancadas abaixo do Par; Filipe Lima entrar no top-30 em 27.º (-2); João Ramos subir para 34.º (-1); e os amadores Pedro Silva e Daniel da Costa Rodrigues fazerem história, empatados em 58.º (+1).
«O primeiro dia, na generalidade, não correu tão bem como estaríamos à espera mas já temos a certeza de que temos alguns jogadores dentro do cut, o que já por si é um bom sinal e acredito que vamos ter os portugueses em grande no fim de semana, o que vai ser, obviamente, muito importante. Mas estamos muito contentes por termos tido 18 portugueses, isso é fruto do trabalho que se tem feito com os nossos parceiros e também de termos um torneio do Challenge Tour que é da mais elementar importância para o golfe nacional», comentou Miguel Franco de Sousa, o presidente da FPG, numa altura em que ainda nem todos os seis portugueses estavam apurados.
 
Tiago Cruz estava ontem no top-25, mas hoje começou mal a segunda volta, com 2 bogeys nos primeiros quatro buracos, mas depois arrancou para uma boa exibição, com 4 birdies em cinco buracos (entre o 17 e o 3) para voltas de 71 e 70. Uma reação digna de um jogador que aos 36 anos tem outra experiência. «Se calhar há uns dez anos não teria sido capaz de manter esta calma», admitiu o ex-bicampeão nacional que foi 4.º classificado no ano passado e admite que é possível «sonhar com melhor».
Hugo Santos está a ser a agradável surpresa do Open. O antigo campeão nacional, de 39 anos, partilha hoje em dia a carreira de jogador com a de treinador. Só foi convocado pelo Team Portugal para o Open três dias antes da prova começar e pela primeira vez na sua longa carreira passou o cut no Open de Portugal, um torneio em que ele se estreou em… 1998. «Foram realmente dois dias bons (72 e 69 pancadas) e só tenho é de estar feliz, mas quem me conhece sabe que não sou de andar aí aos pulos», afirmou o irmão mais velho de Ricardo Santos. Ricardo, a grande estrela portuguesa do Challenge Tour de 2019, 4,º do ranking, que despediu-se do torneio em 139.º (+10).
Só houve outro jogador português, para além de Hugo Santos, a conseguir jogar hoje em 69 pancadas, 3 abaixo do Par. Referimo-nos a João Ramos, que melhorou 48 posições na tabela para o grupo dos 34.º classificados, com um agregado de 1 abaixo do Par. «Sem dúvida que foi bom, a volta de hoje foi ótima mas amanhã é outro dia», disse João Ramos, de 25 anos, que também passou o cut pela primeira vez no Open.
Pelo meio, ou seja, entre a dupla de Cruz e Santos em 16.º e Ramos em 34.º, está Filipe Lima, o vice-campeão do ano passado, que chega a meio da prova em 27.º empatado (-2) com voltas de 72 e 70. O bogey no buraco 18 de hoje ficou-lhe atravessado na garganta.
«Depois de tantas oportunidades falhadas (para birdie) saio com um sabor amargo na boca por causa daquele bogey», admitiu o português de 37 anos, residente em França. Não fosse essa pancada perdida e estaria em 16.º com Cruz e Santos. Como detetou que o único aspeto que necessita de melhorar para o resto do torneio é o putting, foi treinar essa pancada até anoitecer ao lado de Dani Rodrigues e Pedro Silva.
Pedro Silva tem 17 anos, Daniel da Costa Rodrigues celebra o 17.º aniversário amanhã (Sábado) e não poderia ter obtido melhor presente. Dani jogou de manhã e depois de juntar uma volta de 72 à de 73 da véspera ficou em pulgas, horas a fio, de telemóvel na mão, à espera de saber se seria suficiente para passar o cut. Pedro Silva jogou à tarde, chegou a andar com 4 abaixo do Par, acabou com -2, uma volta de 70 para adicionar à de 75 do dia anterior. Uma enorme recuperação. Já numa fase crepuscular do dia souberam ambos que estavam apurados para a fase seguinte logo na estreia de ambos no Challenge Tour. «Não estou completamente satisfeito, mas joguei bom golfe nos dois dias. Hoje comecei e acabei da pior forma, com 1 duplo-bogey e 1 bogey, mas consegui fazer uma volta a Par do campo que, não sendo perfeita, é uma boa volta. O cut era o primeiro objetivo, mas é claro que ambiciono mais do que o cut», sublinhou Dani, talvez recordando que ainda no ano passado o então amador Vítor Lopes foi top-15.
«Joguei bastante bem e são bons indícios para o meu futuro. Quero ir para os Estados Unidos em 2020, para poder conciliar os estudos com o golfe, e depois disso quer tornar-me profissional. Agora, nos próximos dois dias quero tentar jogar o máximo possível e ir lá para cima», adiantou Pedro Silva, ambicioso, em declarações à SportTV.
«Ter um jogador de 17 anos e outro que amanhã faz 17 a jogarem todos os dias num torneio do Challenge Tour, é positivo, até porque eles conseguiram melhorar os resultados do dia anterior, quando seria expectável que pudessem vacilar um bocadinho por terem pouca experiência e estarem debaixo de pressão», analisou Nelson Ribeiro, o seleccionador nacional da FPG.
O 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort é liderado por uma das figuras do Challenge Tour de 2019, o galês de 31 anos Rhys Enoch, 20.º na Corrida para Maiorca e campeão em julho do D+D REAL Slovakia Challenge. Enoch igualou a melhor volkta do torneio, de 66 (-6), para saltar para o topo com um total de 135 (-9), com 1 de vantagem sobre o inglês Richard Bland (68+68), o n.º2 do ranking.
O 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort prossegue amanhã (Sábado) a partir das 7h57 mas a jornada de hoje ficou ainda marcada pela visita especial ao Morgado Golf Resort dos skippers Lyndsay Barnes, Dan Jones, Ryan Barkley e Jerónimo Gonzales, envolvidos numa regata que passa por Portimão, a Clipper Around the World Race, que Domingo prossegue para Punta del Este, no Uruguai.Foto de: Octávio Passos / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, setembro 13, 2019

57.º Open de Portugal Morgado Golf Resort - TIAGO CRUZ COM BOAS MEMÓRIAS É O MELHOR PORTUGUÊS EM 24.º

O EX-CAMPEÃO NACIONAL FOI 4.º CLASSIFICADO EM 2018 NESTE TORNEIO DO CHALLENGE TOUR. FILIPE LIMA E HUGO SANTOS ESTÃO DENTRO DO CUT PROVISÓRIO. O AMADOR DANIEL DA COSTA RODRIGUES ESTÁ PERTO. HENRIC STUREHED LIDERA
 
Tiago Cruz foi o melhor dos 18 portugueses que hoje (quinta-feira) iniciaram o 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, um torneio do Challenge Tour, de 200 mil euros em prémios monetários, que a Federação Portuguesa de Golfe, a PGA de Portugal e o Grupo Nau Hotels & Resorts estão a organizar em Portimão. 
«Foi uma volta positiva. Fiquei contente. O dia não está fácil e o campo não perdoa um mau shot. Estou satisfeito por ter entrado bem neste primeiro dia», disse Tiago Cruz, que integra o grupo dos 24.º classificados, entre 156 participantes, após uma primeira volta em 71 pancadas, 1 abaixo do Par do Morgado Golf Course. Há um ano, o antigo bicampeão nacional obteve um bom 4.º lugar, algo ofuscado pelo 2.º de Filipe Lima e essas boas sensações ajudaram: «Durante o treino veio à memória o bom resultado do ano passado, mas este ano as coisas são diferente, com o rough tão alto e os greens duros e hoje só estive focado no dia de hoje». Com 4 birdies e 3 bogeys, o profissional do BiG evitou grandes complicações e o facto de ter ganho na semana passada o 38.º Open Pro-Am da Ilha Terceira, nos Açores, também ajudou a esta boa entrada em prova. «Ganhar nos Açores moralizou-me, porque não andava a jogar bem e agora estou mais em cima», admitiu à SportTV. Para os dois últimos dias de provam passa apenas o top-60 da classificação geral do torneio e, para já, provisoriamente, há apenas mais dois portugueses dentro desse ‘cut’: Filipe Lima e Hugo Santos, ambos no grupo dos 39.º classificados, com 72 pancadas, a Par do campo que há três anos seguidos recebe a prova.
«A volta de hoje foi sólida, não foi mau. Joguei bem no jogo comprido e do tee ao green, tive poucos resultados nos greens mas irei ter de ter paciência nisso. Tive oportunidade de ficar abaixo do Par mas o mais importante é ter continuado a lutar. Estou bastante satisfeito de fazer o Par do campo tendo em conta que o campo está difícil, os ‘roughs’ estão perigosos. Agora é continuar assim, com a mesma cabeça e espero que venha a dar num bom resultado», disse Lima, vencedor este ano de um torneio na Finlândia, que pode regressar ao top-10 do Challenge Tour.
«Senti-me bem, mas sempre na espectativa de cada shot, se a bola iria ficar boa ou rolar para aquele ‘rough’ tão denso! Acho que o campo está em muito boas condições, e beneficia muito quem anda no fairway e acerta o green», comentou, por seu lado, Hugo Santos, outro ex-campeão nacional, como Lima e Cruz, mas que, ao contrário deles, já abraçou a carreira de treinador.
Hugo Santos só entrou na lista de inscritos poucos dias antes do início do torneio, o que faz que este primeiro dia positivo seja ainda mais saboroso: «Os meus alunos ficam algo orgulhosos por ver-me competir e aceitam com alguma facilidade a mudança das aulas, e mesmo tendo sido convidado para jogar a poucos dias do inicio, é um enorme orgulho estar presente neste tipo de palco, onde posso acompanhar de perto as tendências dos jogadores e dessa forma aprender algo mais!». Os irmãos Santos são famosos no golfe nacional mas talvez se esperasse mais de Ricardo Santos, afinal, o 4.º classificado da Corrida para Maiorca do Challenge Tour, mas o campeão de um torneio deste ano na Suíça viveu um pesadelo e só aparece no 125.º posto com 77 (+5), empatado entre outros com João Carlota.
Dos restantes portugueses, merece destaque o jovem de 16 anos, que irá completar 17 no Sábado, Daniel Rodrigues, o campeão nacional amador, que aparece num honroso 61.º lugar (empatado), a apenas 1 pancada do cut, com 73 (+1). «O balanço é positivo. É a primeira vez que eles (Dani e Pedro Silva) estão a participar num torneio do Challenge Tour e senti-os estranhamente calmos e descontraídos. O Dani jogou bem, fez um green a três putts e fez um resultado de +1, o Pedro fez três greens a três putts e apresentou +3, isso mostra a qualidade do que jogaram hoje», analisou Nelson Ribeiro, o selecionador nacional da FPG. João Ramos e Tomás Silva estão na 82.ª posição com 74 (+2); o amador Pedro Silva, João Magalhães e Tomás Melo Gouveia são 96.º com 75 (+3); Alexandre Abreu, Francisco Oliveira e Miguel Gaspar são 113.º com 76 (+4), Tomás Bessa, Vítor Lopes e Nathan Brader são 137.º com 78 (+6) e Tiago Rodrigues é 141.º com 79 (+7).
O 57.º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort é liderado por um quase desconhecido, o sueco de 29 anos cumpridos esta semana, Henric Sturehed, autor de uma soberba volta de 66 (-6), que aproveitou o vento que foi caindo de intensidade ao final da tarde para fechar a sua volta com 3 birdies nos últimos quatro buracos. «Hoje joguei mesmo bem este campo e consegui manter-me na relva baixa, o que foi muito importante porque o ‘rough’ está mesmo denso», explicou o 93.º classificado na Corrida para Maiorca do Challenge Tour. Classificado apenas no 1008.º posto do ranking mundial, Sturehed entrou no Challenge Tour em 2018 e só alcançou dois top-10: foi 5.º no Challenge de Espanha em 2018 e 9.º no mesmo torneio este ano. Hoje lidera o torneio de profissionais, um dia depois de ter-se imposto no Pro-Am, ao lado dos amadores André Castelo Branco, António Kankura Salazar e João Alfredo Branco com 43 abaixo do Par.
O escandinavo está a candidatar-se a uma rara dobradinha e vencer as duas provas, embora a concorrência seja feroz. Com efeito, dois jogadores habituados a treinar e jogar no Algarve durante o inverno perseguem-no a apenas 1 pancada de distância, o polaco Adrian Meronk e o canadiano Aaron Cockerill.
Foto de: Octávio Passos / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
 

A minha sardinha é o golfe

A minha sardinha é o golfe : Hoje deixem-me por favor puxar a brasa à minha sardinha. Peço desculpa, mas ninguém percebe porque é que o golf...