LETIZIA BAGNOLI PRIMEIRA CAMPEÃ ITALIANA
FORA DAS 600 PRIMEIRAS DO RANKING MUNDIAL AMADOR E DO
TOP-100 EUROPEU, A JOGADORA DE 17 ANOS DOMINOU O TORNEIO DO INÍCIO AO FIM NO
MONTADO HOTEL & GOLF RESORT. NAS PORTUGUESAS LEONOR BESSA FOI A MELHOR

Letízia Bagnoli tornou-se (DIA 28) na primeira vencedora
italiana do Campeonato Internacional Amador Feminino de Portugal (CIAFP), o
torneio a contar para os rankings amadores europeu e mundial, que a Federação
Portuguesa de Golfe (FPG) organizou no Montado Hotel & Golf Resort. Letízia
Bagnoli é, assim, a primeira líder do novo ranking europeu da PING Junior
Solheim Cup, cujo objetivo será convocar seis jogadoras para a seleção europeia
que irá defrontar a sua congénere dos Estados Unidos, de 14 e 15 de agosto, no
Des Moines Golf & Country Club, no Estado norte-americano do Iowa.
O triunfo por 282 pancadas, 6 abaixo do Par, após voltas de 67, 73, 72 e 70, é
completamente inesperado, mas totalmente merecido, uma vez que Letízia Bagnoli
liderou do início ao fim um torneio em que estiveram presentes seis jogadoras
que já representaram a Europa na PING Junior solheim Cup e que integram o
top-100 do ranking mundial.
«É um sentimento espantoso, porque não esperava nada vencer», concordou a
jogadora de Florença em declarações prestadas ao site especializado
“GolfTattoo”, depois de conquistar o seu primeiro título em torneios integrados
no calendário maior da Associação Europeia de Golfe (EGA).
Aliás, em provas a contar para o ranking europeu, foi apenas o seu segundo
top-10, depois do 9º posto alcançado no ano passado no Campeonato Internacional
Amador de Itália. E em torneios a contar para o ranking mundial amador, foi
apenas o seu segundo título depois do bem menos importante Gran Premio Vecchio
Monastero, em abril último.
Numa 87ª edição do CIAFP fustigado pela chuva em dois dos quatro dias e com
muito vento, o resultado final de -6 não pode ser comparado com o fantástico
recorde de -17 da espanhola Maria Parra no ano passado, mas, tendo em conta que
este ano só seis jogadoras lograram chegar aos 72 buracos abaixo do Par do
percurso desenhado por Jorge Santana da Silva, acaba por tratar-se de um bom
resultado. Letízia Bagnoli terminou em grande, com uma derradeira volta em que
só perdeu 1 pancada em contraponto com os 3 birdies convertidos, deixando a 2ª
classificada, a dinamarquesa Line Toft Hansen (68+73+75+69) a 3 pancadas de
distância, de nada lhe valendo ter feito o terceiro melhor resultado do dia. As
suecas Beatrice Wallin (73+72+72+69) e Julia Engstrom (69+73+72+72), e a
francesa Mathilde Claisse (70+75+72+69) repartiram entre si o 3º lugar a 4
pancadas da campeã. Engstrom é a 18ª classificada no ranking mundial amador,
Wallin é a 79ª, Claisse é a 21ª no ranking europeu e todas justificaram fazerem
parte do lote de favoritas, valorizando ainda mais o êxito de Bagnoli, que
surgia apenas na 624ª posição do ranking mundial amador e na 161ª da tabela
europeia, indo agora subir substancialmente em ambas as hierarquias.
O CIAFP foi disputado por 90 jogadoras da elite europeia (o
máximo permitido pelo regulamento), mas, como frisou Miguel Franco de Sousa, o
presidente da FPG, ao siete “GolfTattoo”, poderiam ter sido muitas mais:
«Batemos o recorde de inscritas, estivemos muito perto de 170 inscritas (…) e o
facto de termos aqui o Campeonato da Europa Amador de Equipas Femininas, em
julho, fez com que houvesse um interesse acrescido por parte de todas as
federações». A participação portuguesa não foi positiva e pelo segundo ano
seguinte não houve nenhuma a passar o cut, ou seja, a apurar-se para o último
dia de prova. Uma série inesperada, depois de em 2015 termos tido pela primeira
vez três representantes na última jornada.
A melhor portuguesa foi Leonor Bessa, empatada no 69º lugar, justificando, uma
vez mais, o facto de ser a nossa jogadora melhor classificada no ranking
mundial amador.
«Nestes três dias não me senti a jogar mau golfe, mas alguns “shots” falhados
para sítios errados comprometeram o meu resultado. Sinto-me triste, mas com
vontade de continuar a trabalhar e de acreditar no processo», disse ao Gabinete
de Imprensa da FPG a bicampeã nacional de sub-18.
«Atravesso uma fase em que estou a fazer várias adaptações na minha vida, com o
objetivo de tornar-me numa melhor atleta a todos os níveis. Estou a investir em
mim e sei que, mais tarde ou mais cedo, as coisas vão resultar e não vou deixar
de lutar por isso», acrescentou a jogadora que no ano passado nem pode jogar o
CIAFP por ter fraturado uma mão logo no primeiro buraco da prova, tendo ficado
ausente do circuito durante cerca de quatro meses.
As principais classificações e resultados do CIAFP, bem como das jogadoras
portuguesas, foram as/os seguintes:
1ª Letízia Bagnoli (Itália) 282 pancadas (67+73+72+70), 6
abaixo do Par
2ª Line Toft Hansen (Dinamarca) 285 (68+73+75+69), -3
3ª (empatada) Julia Engstrom (Suécia) 286 (69+73+72+72), -2
3ª (empatada) Beatrice Wallin (Suécia) 286 (73+72+72+69), -2
3ª (empatada) Mathilde Claisse (França) 286 (70+75+72+69),
-2
Portuguesas (falharam o cut)
69ª (empatada) Leonor Bessa 235 (74+80+81), +19
79ª (empatada) Beatriz Themudo 239 (79+83+77), +23
86ª Leonor Medeiros 245 (79+86+80), +29
87ª (empatada) Rita Costa Marques 247 (80+81+86), +31
Sara Gouveia 78 (+6) e desistência por doença
ASSESSORIA DE MEDIA DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE
GOLFE. foto: João
Coutinho / FPG