sexta-feira, abril 21, 2017

Pedro Figueiredo, Soma & Segue

Pedro Figueiredo conquistou o seu 3º título da época no Portugal Pro Golf Tour, o circuito que este mês sucedeu ao Algarve Pro Golf Tour, e o seu 5º troféu nos últimos seis meses em todos os circuitos em que compete. De uma assentada o campeão nacional de 2013 arrecadou um prémio de 5 mil euros e posicionou-se na linha da frente da lista de candidatos portugueses a receberem um convite da PGA de Portugal para o Open de Portugal Morgado Golf Resort do próximo mês de Maio.

O jogador do Sport Lisboa e Benfica poderia ter sofrido menos e conseguido a vitória mais cedo, mas 1 duplo-bogey no 54º e último buraco do torneio forçou-o a discutir um “play-off” com o inglês Jamie Abbott, que se tinha cotado como o melhor jogador do Algarve Pro Golf Tour de 2016/2017, tendo mesmo garantido um convite para o Open de Portugal antes do circuito mudar de nome e rumar a Óbidos.
Pedro Figueiredo (voltas de 70, 68 e 71) estava a mostrar-se consistente no seu jogo e em três voltas tinha perdido apenas 3 pancadas, face a 12 birdies, mas talvez a vertigem da vitória o tenha levado ao erro e àquele duplo-bogey final que por pouco não lhe era fatídico. Felizmente para o profissional do Quinta do Peru Golf & Country Club Jamie Abbott (68+72+69) também tinha feito 1 bogey no 18, depois de 1 eagle no 17.«Fiz tudo para perder este torneio», lamentou-se Pedro Figueiredo ao site especializado “GolfTattoo”, acrescentando: «Joguei bastante bem nestes três dias. Nos dois primeiros não bati tão bem na bola mas “patei” muito bem. Hoje foi o contrário e até ao 18 não falhei nenhum green, mas pequei bastante nos greens, não meti muitos putts e depois acabei por fazer um duplo no 18».
Com os dois jogadores empatados com 209 pancadas, 7 abaixo do Par, foi necessário ir à “morte-súbita” e o jogador da Navigator recuperou facilmente em termos psicológicos daquele rude golfe, como o próprio frisou ao “GolfTattoo”: «No “play-off” joguei bastante bem. O 18 é um buraco bem difícil e consegui fazer Par e birdie, acabando por levar a melhor sobre o Jamie». Parece ter sido já noutra vida, mas Pedro Figueiredo não tinha ganho qualquer torneio entre o Campeonato Nacional de 2013 (em agosto) e o Hilti / Mota Engil PGA Open, do PGA Portugal Tour em novembro do ano passado. Um jejum doloroso, mas paulatinamente ultrapassado. Depois disso, em dezembro, ganhou o 2º Pinheiros Altos Classic do Algarve Pro Golf Tour e a Gran Final Gambito Golf do circuito profissional espanhol.
Já este ano, mas ainda referente à época de 2016/2017, impôs-se no 1º Morgado Classic do Algarve Pro Golf Tour, mostrando à PGA de Portugal e à FPG que pode jogar bem no percurso que irá acolher em maio o Open de Portugal; e agora foi o melhor na Final do rebatizado Portugal Pro Golf Tour! Ou seja, depois de um período de seca de mais de três anos, colecionou cinco títulos em seis meses, sendo que dois desses cinco torneios ganhos foram em finais de circuitos muito competitivos. Por outro lado, não podemos esquecer que é o atual nº1 da Ordem de Mérito do Pro Golf Tour, o circuito profissional germânico que funciona como a mais conceituada 3ª divisão europeia, onde, em 8 torneios disputados conseguiu três 2º lugares e mais três top-10!
É certo que tanto Tiago Cruz como Ricardo Santos também venceram três vezes neste Algarve Pro Golf Tour / Portugal Pro Golf Tour, mas nenhum português venceu tantos torneios como Pedro Figueiredo neste último meio ano. E ele não escondeu o que tal significa, uma vez mais, em declarações ao “GolfTattoo”: «Ganhar um torneio é sempre bom, é bom para a confiança, é sinal de que o jogo está bem». É, de facto, impressionante que, encerrada mais uma época do Portugal Pro Golf Tour, os portugueses continuem a dominar, com 12 títulos conquistados em 25 torneios organizados pela PGA de Portugal e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.
No entanto, ao contrário do ano passado, desta feita, nenhum golfista nacional terminou na primeira posição do ranking e não há dúvida que Jamie Abbott foi o mais regular.
Mesmo o convite para o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort que estava em jogo nos três torneios de Óbidos acabou por não ficar em casa, apesar de todos os títulos terem ido para portugueses: Tiago Rodrigues, Ricardo Santos e Pedro Figueiredo.
Acabou por ser o inglês Craig Farrelly a ficar com esse convite, graças à sua regularidade: 5º (-3) hoje, 15º (-2) em Royal Óbidos e 3º (-6) no 1º Guardian Bom Sucesso Classic.
Olhando um pouco para a classificação final do torneio que hoje terminou, vale a pena ver como a grande estrela destes três eventos de Óbidos, o escocês Paul Lawrie, confirmou toda a sua categoria. O antigo campeão do British Open, que ainda há poucos meses foi 5º no Portugal Masters, ficou sempre no top-10 e melhorou em todos os torneios, terminando hoje no 3º lugar (-6).
Merecem ainda destaque os outros portugueses que terminaram no top-10 entre 35 participantes: Tiago Cruz foi 4º (-5), sendo o único jogador a igualar a melhor volta da prova de Paul Lawrie (66); João Carlota foi 8º (-2) e Tomás Silva e Hugo Santos empataram em 10º (-1).
O torneio foi também importante para Leonor Bessa, Tomás Bessa e Gonçalo Costa treinarem em competição, antes de iniciarem no próximo Sábado o Campeonato Nacional Absoluto (Amador) Peugeot, no Santo Estêvão Golfe, em Benavente, onde terão de ser incluídos no lote de favoritos ao título, embora nenhum deles tenha sido ainda campeão nacional amador.
As classificações, resultados e prémios monetários dos jogadores portugueses no 2º Guardian Bom Sucesso Classic foram os seguintes:
1º Pedro Figueiredo (Sport Lisboa e Benfica), 209 (70+68+71), -7, €5.000 (venceu no 2º buraco de play-off)
4º Tiago Cruz (BiG), 211 (70+66+75), -5, €1.000
8º (empatado) João Carlota (Team Portugal), 214 (71+76+67), -2, €462,5
10º (empatado) Tomás Silva (Club de Golf do Estoril), 215 (74+72+69), -1, €400
10º (empatado) Hugo Santos (Algarve Unique Properties), 215 (71+73+71), -1, €400
16º (empatado) João Ramos (Oitavos Dunes), 220 (74+78+68), +4
18º Tomás Bessa (Club de Golf de Miramar), 221 (70+77+74), +5
19º Gonçalo Pinto (Hilti), 222 (75+72+75), +6
20º (empatado) Tiago Rodrigues (Ping We Love Technology), 224 (78+73+73), +8
25º (empatado) Miguel Gaspar (Belas Clube de Campo), 227 (77+74+76), +11
27º (empatado) Rui Morris (Club de Golf de Miramar), 228 (76+81+71), +12
27º (empatado) Miguel Lourenço (Guardian Bom Sucesso Golf), 228 (72+82+74), +12
29ª Leonor Bessa (Club de Golf de Miramar), 229 (73+76+80), +13
30º Alexandre Abreu (Club de Golf de Miramar), 232 (74+83+75), +16
31º Filipe Corte-Real (Guardian Bom Sucesso Golf), 234 (76+81+77), +18
33º Gonçalo Costa (Lisbon Sports Club), 238 (78+86+74), +22
34º Rogério Brandão (Clube de Golfe de Vilamoura), 243 (89+74+80), +27
TEXTO Hugo Ribeiro / FPG adaptação de Luís Manuel Noguria
Fotografias: Publicadas pelo Portugal Pro Golf Tour no Facebook

terça-feira, abril 18, 2017

7º Açores Ladies Open


A BICAMPEÃ NACIONAL DE PROFISSIONAIS, SUSANA RIBEIRO, SONHA VENCER UM DIA A PROVA, ENQUANTO A Nº1 NACIONAL, JOANA DE SÁ PEREIRA, VAI ESTA SEMANA AO CLUBE DE GOLFE DA ILHA TERCEIRA PARA TESTAR UM NOVO SWING

Joana de Sá Pereira e Susana Ribeiro, as duas únicas portuguesas cotadas no ranking mundial feminino de golfe, irão estar juntas esta semana apenas pela segunda vez num torneio nacional, quando partirem na próxima sexta-feira para a 7ª edição do Açores Ladies Open. Será o início de época para qualquer uma delas no Ladies European Tour Access Series (LETAS).
Trata-se do único torneio português a contar para o ranking mundial feminino e para o ranking olímpico. Este ano o seu total de prémios monetários elevou-se para 35 mil euros e regressa pela terceira vez ao Clube de Golfe da Ilha Terceira (CGIT), onde também se realizou em 2013 e 2015. E foi exatamente em 2015 que as duas portuguesas estiveram juntas pela primeira vez em Portugal. As memórias não foram as melhores, na medida em que falharam o cut.
Em contrapartida, no ano passado, no palco em que o Açores Ladies Open nasceu, no Batalha Golf Course, na ilha de São Miguel, Susana Ribeiro estabeleceu um novo recorde nacional na prova, ao ser a primeira portuguesa a terminar no top-10, num 10º lugar partilhado com outras três jogadoras, ao totalizar 221 pancadas, 5 acima do Par, após voltas de 79, 70 e 72.
É a melhor classificação de sempre de uma portuguesa no Açores Ladies Open mas em torneios do LETAS já houve melhor, dado que Joana de Sá Pereira foi 7ª no CreditGate24 Golf Series Hamburg Open (Alemanha) em 2015.
As duas portuguesas sabem, por isso, que têm nível para lutar com as melhores da segunda divisão europeia feminina e estão dispostas a tornarem-se nas primeiras golfistas nacionais a passarem o cut no CGIT.
«O Açores Ladies Open é o meu primeiro torneio do ano. Por isso, vou concertar -me nas rotinas e lutar pelo melhor lugar possível. Mas o meu sonho seria ganhar este torneio e sei que tenho capacidade para conseguir lutar por isso», disse a bicampeã nacional de profissionais, a 1031ª no ranking mundial.
Há um ano, depois de consumado o seu inédito top-10 nos Açores, a profissional do Guardian Bom Sucesso Golf disse aos media: «É o meu melhor torneio de sempre no LETAS, aquele em que obtive a melhor classificação, com o melhor resultado. Claro que é ótimo bater recordes e ficar na história».
Na semana passada, Susana Ribeiro participou no 1º Guardian Bom Sucesso Classic, um torneio internacional de 10 mil euros em prémios monetários, integrado no Portugal Pro Golf Tour, e não se saiu nada mal – foi 15ª empatada, a Par do campo, entre 34 jogadores, entre os quais um campeão de Major e jogador de Ryder Cup, o escocês Paul Lawrie. O Portugal Pro Golf Tour, para Susana Ribeiro, serve sobretudo de preparação para o LETAS e embora a bicampeã nacional de profissionais não tenha podido jogar o primeiro torneio do LETAS de 2017, o Terre Blanche Ladies Open, no mês passado, por a sua categoria não permitir-lhe a entrada direta, é com uma enorme motivação que parte para esta nova temporada: «Para este ano, o meu objetivo será conseguir o cartão do Ladies European Tour (LET) para 2018».
Uma salutar ambição gigantesca, pois só o top-5 da Ordem de Mérito do LETAS no final de 2017 irá apurar-se para a primeira divisão europeia em 2018.
O caso de Joana de Sá Pereira é bem diferente, na medida em que ainda não competiu este ano, pelo que o Açores Ladies Open será um teste ao seu estado de forma atual.
«Durante a pré-temporada, neste inverno, trabalhei muito na minha preparação física e mental e fiz enormes progressos nesses departamentos. No que se refere ao golfe (técnica), tenho afinado todas as partes do swing com o meu treinador. Penso (cada vez) menos no meu swing, o que permite-me jogar mais descontraída. O meu swing progrediu muito e passei um nível mental no que se refere ao swing e à estratégia de jogo», assegurou a 965ª do ranking mundial.
Joana de Sá Pereira reside em França, como Filipe Lima, e não tem vindo jogar torneios do PGA Portugal Tour ou do Portugal Pro Golf Tour, apesar de já ser sócia da PGA de Portugal desde o ano passado.
A profissional do Golf Swing Institute prometeu participar este ano no Solverde Campeonato Nacional PGA, mas enquanto isso não se concretiza, irá jogar pela segunda vez na Terceira, as únicas vezes que soube o que é jogar em casa: «Estou muito contente de regressar aos Açores. Tenho boas memórias e é sempre bom voltar a jogar em casa».
O Açores Ladies Open decorre este ano de 20 a 22 de abril, com o Pro-Am marcado para dia 19.
O mais importante torneio feminino de golfe português é organizado e promovido pela Stream Plan, empresa que encerra nos seus quadros e em parcerias diretas uma vasta equipa com grande experiencia na organização de eventos desportivos (Volta a Portugal em Bicicleta, Volvo Ocean Race, Rali Dakar, Campeonatos do Mundo de Vela, Troféu de Portugal TP52, Lisbon Grand Prix Offshore, WCT Figueira Pro, etc.).Assinatura de fotografias: Jorge Figueira / Stream PLan e Luís Ribeiro Soares/Stream Plan
Adaptação: Luís Manuel Nogueira 


quinta-feira, abril 06, 2017

Hole19 e Turismo de Portugal juntam-se para promover o país enquanto destino global de Golfe

O Hole19 Reach irá permitir a promoção de produtos e serviços de Golfe em Portugal a uma comunidade superior a 1 milhão de utilizadores

A Hole19, anuncia uma nova ferramenta para promover Portugal enquanto destino de referência mundial para o desporto do Golfe, em conjunto com o Turismo de Portugal. Através da Hole19 Reach, ferramenta disponível na aplicação, será criada a promoção de produtos e serviços junto da comunidade global de golfistas da Hole19. Para breve, esta funcionalidade que neste momento é exclusiva ao Turismo de Portugal, será também disponibilizada a outras entidades. As campanhas decorrerão ao longo de 2017, e servirão para promover também alguns dos maiores eventos de golfe em Portugal, tais como o Open de Portugal, em maio, e o Portugal Masters, em setembro.
Esta nova ferramenta irá permitir que a comunidade global da Hole19, que abrange mais de 1 milhão de golfistas em todo o mundo, fique a conhecer as coisas incríveis que Portugal tem para oferecer como destino de golfe e não só. Nós já sabemos que Portugal é um dos melhores locais do mundo para a prática do desporto, e queremos ajudar o Turismo de Portugal a mostrá-lo ao resto do mundo”, explica Anthony Douglas, fundador e CEO da Hole19.
Recentemente, a Hole19 anunciou também o lançamento de uma nova funcionalidade que permite aos resorts e clubes de Golfe a possibilidade de venda de inventário disponível, em tempo real, e consequentemente a criação de novas fontes de receitas e a venda do inventário de tee-times que de outra forma poderiam ser desperdiçados.
Em todo o mundo, a indústria do Golfe está valorizada em mais de 100 mil milhões de dólares, com os Estados Unidos, o Japão, Coreia e Reino Unido a representar mais de 90% deste valor. “A possibilidade de promoção de Portugal enquanto destino de excelência para a prática de Golfe junto dos golfistas destes países é uma excelente forma de criar um maior awareness e notoriedade, não só para este “nicho”, no nosso país, mas também para outros setores como a hotelaria e restauração”, explica ainda Anthony Douglas.
A Hole19 está a criar novas oportunidades no mercado do golfe, em todo o mundo, e a facilitar a comunicação entre proprietários e golfistas, quer sejam sócios ou apenas jogadores ocasionais. Desde o lançamento da Hole19 que já foram jogadas mais de 5.5 milhões de rondas usando a aplicação, nos mais de 40.000 percursos de Golfe que têm mapeados.


terça-feira, abril 04, 2017

Campeonato Nacional de Mid-Amateurs BPI

CAZAL RIBEIRO ESTÁ DE VOLTA
PAULA SAÚDE É TETRACAMPEÃ

PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO, O TÍTULO MASCULINO SÓ FOI ATRIBUÍDO NUM PLAY-OFF, NUM EVENTO MUITO CONCORRIDO. NO TORNEIO FEMININO A CAMPEÃ DE SENIORES E DE MID-AMATEURS LAMENTOU A ESCASSEZ DE INSCRIÇÕES

Ana Paula Saúde e José Maria Cazal Ribeiro venceram o 26º Campeonato Nacional de Mid-Amateurs BPI, que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) organizou no campo nº1 do Ribagolfe, no Concelho de Benavente, pertencente ao Grupo Orizonte Golf.
Ana Paula Saúde conquistou o seu quarto título na prova, repetindo os sucessos de 2012 (no Aroeira-1), 2013 (Troia) e 2015 (Ribagolfe-2), enquanto José Maria Cazal Ribeiro averbou o seu primeiro sucesso na principal competição portuguesa para maiores de 30 anos, que foi ainda mais saborosa por, há um ano, no Quinta do Peru Golf & Country Club, ter sofrido uma derrota difícil de engolir num play-off.
Os dois torneios, apesar de diferentes – com o masculino a registar o bom número de 95 participantes e o feminino a ficar-se pelas 5 concorrentes – tiveram em comum o facto de terem sido extremamente competitivos, decidindo-se por margens mínimas.
Na prova feminina, Ana Paula Saúde, do Club de Golf do Estoril, cometeu a proeza de deter ao mesmo tempo os títulos de campeã nacional de seniores (alcançado em 2016) e de mid-amateurs (2017), algo que não sucedia deste Graça Medina em 2010, mas só bateu por 1 única pancada Mafalda Magalhães (Oeiras), a campeã de 2014. Ana Paula Saúde somou 177 pancadas, 33 acima do Par, entregando cartões de 88 e 89, enquanto Mafalda Magalhães totalizou 178 (90+88), +34. Entre as cinco jogadoras, ao longo de dois dias de prova, só houve 3 birdies, todos carimbados na segunda volta: 1 de Ana Basílio dos Santos e 2 de Ana Paula Saúde. Isso fez toda a diferença.
Se no torneio feminino houve apenas 1 pancada a decidir a campeã, no masculino nem isso, uma vez que José Maria Cazal Ribeiro e Luís Costa Macedo – que se consideram os dois melhores amigos e representam ambos o Lisbon Sports Club – chegaram ao final dos 36 buracos regulamentares empatados com 151 pancadas, 7 acima do Par! Cazal Ribeiro protagonizou voltas de 76 e 74, Costa Macedo entregou cartões de 77 e 74, sendo este 74 (+2) o melhor resultado de todo o torneio. Pelo segundo ano consecutivo foi necessário recorrer a um play-off e se há um ano, na Quinta do Peru, Cazal Ribeiro jogou mal a “morte súbita” (1 duplo-bogey) e ganhou Romeu Gonçalves (4º classificado este ano com +12), desta feita o diretor comercial da Orizonte Golf desforrou-se e arrumou logo a questão com 1 birdie no buraco 18, representando  da primeira vitória individual em campeonatos nacionais de Cazal Ribeiro «desde que foi campeão nacional amador absoluto em 2000, no mesmo ano em que também venceu o outro Major amador do calendário português, a Taça da FPG/BPI». Pelo meio ficou uma breve carreira profissional em que chegou a ser nº3 da Ordem de Mérito da PGA de Portugal, o regresso ao golfe amador, o abraçar de uma nova vida como diretor do Ribagolfe, ajudando a organizar grandes eventos como a Primeira Fase da Escola de Qualificação do European Tour e agora como diretor comercial.
«A satisfação de ganhar este torneio é comparável a essas vitórias de outros tempos, embora hoje em dia tenha objetivos de carreira muito diferentes. Mas este era um torneio que eu queria mesmo ganhar», disse José Maria Cazal Ribeiro, de 40 anos, ao Gabinete de Imprensa da FPG (declarações mais completas no Facebook da FPG).
«Esta vitória foi engraçada por eu ser também a campeã de seniores, mas não joguei bem. Com o meu handicap deveria ter feito 11 acima do Par, como, aliás, aconteceu na volta de treino. Ganhei menos por mérito próprio e mais por ausência das jogadoras daquela geração que agora têm mais de 30 anos e que, lamentavelmente, não aparece», declarou Ana Paula Saúde, que considerou o sucesso de 2016 nos seniores mais desafiante «porque estava muito vento em Miramar e foi difícil dominá-lo».

ASSESSORIA DE MEDIA: DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE
ADAPTAÇÃO: Luís manuel Nogueira
FOTOGRRAFIA: 
Filipe Guerra / Golftattoo


         

quarta-feira, março 29, 2017

XXI TAÇA MACPHERSON

Orlando Oio vence em Gross

Decorreu no último sábado, dia 25 de março, a XXI TAÇA MACPHERSON – torneio realizado ininterruptamente, desde a inauguração do campo, em homenagem a Ian Macpherson, engenheiro responsável pela construção do Campo de Golfe de Ponte de Lima.
A prova, organizada pelo Axis Golfe Ponte de Lima, foi disputada na modalidade Stableford – Individual por categorias – e teve a participação de cerca de uma centena de jogadores, entre os quais um grupo de amigos de Ian Macpherson, que viajaram propositadamente de Inglaterra para participar nesta homenagem. A entrega habitual de prémios foi realizada pela esposa e filhos de Ian Macpherson – Louise, Laura e Andrew.
Orlando Oio destacou-se como primeiro classificado na categoria Gross Geral. No sorteio final, os jogadores receberam presentes oferecidos pelos sponsors que apoiaram o torneio. As excelentes condições do campo foram uma vez mais tema de conversa entre os participantes, principalmente por aqueles que jogaram pela primeira vez no Axis Golfe de Ponte de Lima.



CLASSIFICAÇÃO GROSS GERAL
1º GROSS: ORLANDO OIO 23 PTS (9:14)
2º GROSS: MARINHO SANTOS 23 PTS (13:10)

CLASSIFICAÇÃO NET 1ª Cat. 0.00 a 17.7:
1º NET: ANTONIO PEREIRA 35 PTS
2º NET: JOSE MANUEL QUINTAS 32 PTS
  
CLASSIFICAÇÃO NET 2ª Cat. 17.8 A 36:
1º  NET: MANUEL PIZARRO 40 PTS
2º NET: FERNANDO DALOT 38 PTS

1º NET JR. JOAO CARLOS RODRIGUES 37 PTS

DRIVE MAIS LONGO HOMENS: NUNO VIEIRA
DRIVE MAIS LONGO SENHORAS: ANA KANKURA

BOLA MAIS PERTO GERAL: PHILIP ROBINS

segunda-feira, março 20, 2017

LEONOR BESSA E PEDRO LENCART CAMPEÕES NA PENHA LONGA

A BICAMPEÃ NACIONAL DE SUB-18 E O CAMPEÃO NACIONAL AMADOR CONQUISTARAM OS SEUS PRIMEIROS TÍTULOS DO ANO
 
Leonor Bessa e Pedro Lencart venceram os seus primeiros títulos do ano no 2º Torneio do Circuito Allianz que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) organizou no Penha Longa Hotel & Golf Resort, no concelho de Sintra.
 A bicampeã nacional de sub-18 e o campeão nacional amador, ambos jogadores do Club de Golf de Miramar, de Vila Nova de Gaia, estão habituados a estes triunfos. Leonor Bessa ganhou três dos seis torneios do Circuito Allianz em 2016 e Pedro Lencart apoderou-se do seu terceiro troféu de carreira neste circuito, depois dos alcançados em 2016 em Montebelo e em 2015 no Clube de Campo da Aroeira (Almada). As suas vitórias na Penha Longa foram, contudo, bem distintas.
 Leonor Bessa dominou o segundo evento do mais importante circuito da FPG, pois já liderava aos 18 buracos, com uma vantagem de 2 pancadas sobre Joana Mota, do Clube de Golfe de Vilamoura, a vencedora do 1º Torneio do Circuito Allianz de 2017, em janeiro, no Oceânico Faldo Golf Course; mas no final do torneio a sua superioridade tinha crescido para 9 pancadas sobre Sara Gouveia, do Clube Laranjas, e menos 11 do que Joana Mota.
O seu final de prova foi de elevada qualidade, com os últimos oito buracos a serem jogados em 3 pancadas abaixo do Par, para um agregado de 155 pancadas, 11 acima do Par, após voltas de 79 e 76.
Pelo contrário, Pedro Lencart assinou uma das melhores recuperações da sua carreira, senão mesmo a maior, pois no final da primeira jornada estava a 6 pancadas dos líderes, acabando por triunfar no segundo dia, num play-off de dois buracos com Nathan Brader, um inglês com residência oficial no Algarve, que representa há muito o Clube de Golfe de Vilamoura.
Curiosamente, iniciaram ambos a última volta no grupo dos 10º classificados, assinaram os dois cartões de 77 e 72, para um agregado de 149 (+5), mas Lencart quase evitou o play-off, não fosse 1 bogey sofrido no último buraco.
TEXTO: ASSESSORIA DE MEDIA - ADAPTAÇÃO: Luís Manuel Nogueira - FotoFilipe Guerra / Golftattoo


quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Jogue das Brancas

Divirta-se mais a jogar no mesmo campo

#5 Par3 155 metros (brancas)
A maior parte dos jogadores de golfe, jogam com muita frequência no mesmo campo, isto por inerência de serem sócios desse campo, esta situação pode por vezes tornar o seu jogo um pouco monótono.
Então porque não mudar a rotina?

O golfe, proporciona-nos um-cem-numero de possibilidades de o jogar, podendo torna-lo mais “funny” e ao mesmo tempo criar um modelo de treino diferente, por forma a evoluir no jogo! 
Assim da próxima vez jogue alguns buracos das saídas das BRANCAS. Das brancas? sim das brancas, não tenha “medo” de ouvir aquelas observações próprias dos menos “entendidos”...
- Escolha os tees Brancos à medida que vai jogando, não determine quais os buracos que vai jogar das brancas, na medida em que, ao fazer isso está à partida a condicionar-se.
- Não interessa o numero de tees brancos que vai jogar, se são 10 ou 6, o importante é criar competências com ferros diferentes dos que habitualmente joga, uma vez que vai ter distâncias diferentes do habitual o que o vai obrigar a ser mais “estratega” a jogar o jogo de golfe.
Se nesse determinado buraco, (explo. Um Par 4) joga; Drive e ferro 6. Provavelmente irá jogar o Drive e um ferro 4. Talvez nesse buraco, vai descobrir que tem treinado muito pouco o ferro 4.
Se não vejamos; usou o ferro 4 para atingir o green, o shot saiu à esquerda ou à direita do green. Não entrou! Então vai ter de fazer mais um shot, talvez um chipping, provavelmente um tipo de shot que também não treina com a frequência que devia. Assim, o resultado foi um duplo-bogey e que habitualmente era um buraco em que fazia Par ou Bogey. No subconsciente o resultado não é bom. Mas vejamos em que situação esse resultado aconteceu.
Esta é a primeira premissa, mas também é muito provável que aconteça o inverso, ou seja, fazer o mesmo resultado que faz quando joga das amarelas. Ou seja, pode ser um indicador que o seu jogo está a adquirir maior competência e que o seu handicap irá melhorar.
- A conclusão que se pode tirar tem muito a ver com padrões de treino, ou até mesmo com a sua ausência, o treino!
Quando colocar aquela afirmação; mas eu treino muito ! não se esqueça que treinar não é ir ao Driving Range “despachar” bolas, mas sim criar rotinas, fazer esquemas de treino por modo atingir um objetivo.
Então o mais provável é ter de alterar os seus padrões de treino.
Aconteceu (neste exemplo) que se deparou com duas situações de jogo, (falhou o green com um ferro que não é habitual jogar, que teve como consequência ter de fazer um tipo de shot que também não é habitual) e que regularmente estão fora da rotina do seu jogo e talvez do seu treino. 
No entanto neste tipo de jogo/treino, há ainda outras situações que são paradoxais. Se não vejamos; um jogador joga (regularmente ou não), no AROEIRA I, tem um Par 3 com 185 metros das amarelas (buraco 8). Se for jogar ao Penha Longa, tem um Par 3 com 166 metros das Brancas (buraco 5), e como esta há outras situações em diferentes “buracos”.
#18
Este apontamento, serve também para desmistificar que o jogar das brancas é somente para jogadores profissionais ou jogadores de “single-digit”.
No final do jogo, vai ver que houve “buracos” com resultados surpreendentes e tudo isto graças a uma certa dose de divertimento com que encarou a partida.
Sugestões:
- Faça isto regularmente e treine no Driving Range os shots que correrem menos bem.
- Jogue com os amigos partidas em Match-Play, onde as escolhas de quem sai das brancas é à sorte buraco a buraco.
Vai ver que quando jogar num torneio (amarelas), vai ter mais confiança nos mais diversos tacos a usar, pois criou competências com os exercícios que fez neste tipo de jogo.
Bom jogo 

TEXTO: Luís Nogueira Treinador de Golfe certificado Grau II
  

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

87º Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal

TRÊS PORTUGUESES PASSAM O CUT - GONÇALO COSTA, VÍTOR LOPES E VASCO ALVES CUMPRIRAM O QUE VINHAM PROMETENDO DESDE O PRIMEIRO DIA E FORAM OS ÚNICOS PORTUGUESES A PASSAR O CUT.
JOSHUA MCMAHON SEGUROU O COMANDO NO MONTADO

O golfe masculino português continua a produzir novas fornadas de jogadores e hoje (sexta-feira) três portugueses passaram o cut no 87º Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal (CIAMP). Vítor Lopes, de 20 anos; Vasco Alves, de 16; e Gonçalo Costa, de 21, foram os jogadores que marcaram esta boa prestação, ficando a apenas um jogador do recorde nacional fixado no ano passado, quando quatro se apuraram para o último dia de prova. Em 2016 tinham sido Tomás Silva, em 15º empatado (a Par do campo); Vítor Lopes, em 24º empatado (+2); Afonso Girão e Pedro Lencart no grupo dos 29º classificados (+3). Pois bem, um ano depois, Tomás Silva já é profissional e anda a brilhar no Algarve Pro Golf Tour; Afonso Girão foi contratado por uma universidade e compete e estuda nos Estados Unidos; Vítor Lopes repetiu o feito do ano passado, mas melhorou a sua prestação, na medida em que chega ao final da terceira volta no grupo dos 16º classificados, com 1 pancada abaixo do Par. Só Pedro Lencart não logrou passar o cut pelo terceiro ano consecutivo e foi hoje eliminado em 55º empatado (+8). E se Vítor Lopes parecia um pouco abatido depois de ter feito a sua primeira volta deste torneio acima do Par, em 73 (+1), a verdade é que só perdeu 3 posições na classificação geral e um top-10 continua a ser possível amanhã, pois está a apenas 2 pancadas dessa elite.
«O meu jogo esteve igual mas hoje vivi um dia doloroso dentro dos greens, porque fiz 38 putts, o que é inadmissível, com seis greens a 3 putts, e nem estava muito longe pois meti a bola perto», lamentou-se o segundo melhor português no ranking mundial amador, que se recusou, contudo, a baixar os braços: «… mas pronto, há sempre uma má volta, acredito que poderia estar facilmente entre os líderes (…), tenho já muitos Campeonatos Internacionais (nas pernas), aprendi bastante, sei que são quatro dias, estive calmo, paciente e, quem sabe, talvez amanhã seja aquela volta que estou à espera desde o primeiro dia» (entrevista completa na FPG-TV). Palavras agridoces do melhor português em prova, a contrastar com a natural alegria de Vasco Alves e Gonçalo Costa, por terem passado pela primeira vez o cut neste torneio importante, sendo que para o jovem do Oporto Golf Club foi apenas a sua segunda participação e surge em 23º empatado (+1), enquanto o jogador da seleção nacional da FPG está a jogar o evento pela quinta vez e fixou-se em 27º empatado (+2).
«É um dos momentos mais felizes da minha carreira, joguei bem nos três dias e acho que só posso compará-lo com o Campeonato Nacional Amador Peugeot que joguei há dois anos em Santo Estêvão, quando, com 15 anos acabei com 1 pancada abaixo do Par. Hoje fiquei muito satisfeito com mais uma volta a Par do campo», rejubilou Vasco Alves, que foi de novo acompanhado pelo treinador do Oporto Golf Club, Eduardo Maganinho, como caddie (entrevista completa na FPG-TV).


«Comecei muito mal hoje, ao fim de cinco buracos vinha com 4 acima do Par, depois consegui recuperar e fiz 2 birdies, e só fiz Par até ao fim. Foi bem recuperado e acho que a presença do meu pai foi essencial para acalmar-me naquele momento e ajudar-me a passar o cut. É um prémio para o trabalho que tenho vindo a fazer desde julho, estou a treinar bastante e os frutos estão aí», afirmou Gonçalo Costa (entrevista completa na FPG-TV). O terceiro dia do CIAMP foi o mais chuvoso de todos, o frio e o vento mantiveram-se agrestes e foi uma provação para jogadores, caddies, treinadores, árbitros e scorers, mas a organização da FPG lá conseguiu cumprir o programa, fazendo com que amanhã só se dispute a última volta, a partir das 8h30, com todas as saídas do buraco 1 a partir das 8h30.
Em condições de jogo tão difíceis, não admira que tenham sido dois ingleses a sobressair no penúltimo dia: Bailey Gill porque assinou o melhor resultado do dia, em 67 pancadas, 5 abaixo do Par, para ascender ao 3º lugar (-5); e Joshua McMahon, que manteve a liderança (-8) (entrevistas completas dos dois ingleses na FPG-TV).
Nos últimos três anos Portugal tem tido sempre um jovem a passar o cut: Pedro Lencart em 2015 e 2016, respetivamente com 14 e 15 anos, e Vasco Alves em 2017 com 16 anos.
A Taça das Nações, que hoje terminou, foi ganha pela Itália com 422 (-10), contando os resultados de Giacomo Fortini, Luca Cianchetti e Francesco Donaggio. Foi uma vitória arrancada a ferros, pois Inglaterra ficou a 1 pancada, atuando com Joshua McMahon, Jake Burnage e George Bloor. Portugal foi 15º (+7) com Vítor Lopes, Pedro Lencart e Tomás Melo Gouveia, enquanto a equipa 2 de Portugal foi 18ª (+12) com Gonçalo Costa, Carlos laranja e Tomás Bessa. Houve um total de 24 formações.
Texto FPF/ Hugo Ribeiro - Foto: Rui Frazão / FPG

António Rosado regressa ao Sunshine Tour

foto arquivo Luís Nogueira
António Rosado regressou ao Sunshine Tour após um mês de paragem, passa o cut com o Par com voltas de volta de 71 e 73 pancadas, no Eye of Africa Signature Golf Estate, em Joanesburgo.


O campeão nacional de 2009 (Porto Santo) está no grupo dos 52º classificados do Eye of Africa PGA Championship, um torneio de grande prestígio na África do Sul. O profissional dos Red Skins fez (primeiro dia) 5 birdies, 1 duplo-bogey e 2 bogeys. Já no segundo “Tó” fez  uma volta com 2 birdies  e 3 bogey.

Menos sorte teve Stephen Ferreira, que ficou no 131 posto com mais 13 pancadas; (76 + 80).
O torneio é liderado pelo norte-americano Justin Hicks, com menos 13 pancadas.
Nota: à hora da publicação da noticia, o torneio tinha sido  suspenso por questões climáticas (chuva intensa)

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

87º Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal


GONÇALO COSTA, VÍTOR LOPES E VASCO ALVES SÃO OS PORTUGUESES DENTRO DO CUT PROVISÓRIO. FINLANDÊS HONKALA TEM APENAS 17 ANOS, JÁ É O 14º DO RANKING EUROPEU AMADOR E GOSTOU


Gonçalo Costa, Vítor Lopes e Vasco Alves são os três portugueses – dos 16 inscritos – que conseguiram terminar a primeira volta no top-40, abrindo boas perspetivas para a 87ª edição do Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal (CIAMP), que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) está a organizar até Sábado no Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela.
O “Portuguese International Amateur Championship” é um dos torneios tradicionais da Associação Europeia de Golfe (EGA) e atribui pontos para o ranking mundial amador de golfe, atraindo alguns dos melhores jogadores do Mundo. Este ano a lista de inscritos é melhor do que nunca, com sete jogadores entre os 100 primeiros do ranking mundial amador e um deles, o finlandês Matias Honkala, assumiu hoje (terça-feira) o comando.

Matias Honkala tem apenas 17 anos, surge já no 14º posto do ranking amador europeu e no 52º mundial, e hoje (quarta-feira) nem parecia que estava a competir pela primeira vez no Montado. Somou 67 pancadas, 5 abaixo do Par. O finlandês sofreu 1 bogey no buraco 3 mas depois disparou para uma boa exibição com 6 birdies nos últimos 13 buracos. Voltando aos portugueses, se Vítor Lopes e Gonçalo Costa pertencem à seleção nacional da FPG e os seus resultados de 71 pancadas, 1 abaixo do Par, não são surpreendentes, figurando ambos no grupo dos 18º classificados, já as 72 pancadas (Par) de Vasco Alves são um feito. Trata-se de um jovem de apenas 16 anos, a representar o Oporto Golf Club, que contou com o treinador do seu clube, Eduardo Maganinho como caddie. Está a disputar este prestigiante evento apenas pela segunda vez na sua carreira e 38º posto empatado que ocupa, entre 120 participantes da elite europeia, só pode deixá-lo entusiasmado. Basta ver que está empatado com o campeão
europeu, o italiano Luca Cianchetti. «Fiquei muito satisfeito com a volta de hoje, fiz 1 birdie no buraco 12 em que dei um bom shot ao green e depois meti um putt de 4 metros, e depois também fiz outro birdie no 16 com um putt de 3 metros e este soube ainda melhor porque recuperei de 1 bogey no 15. Hoje foi uma grande vantagem ter o Eduardo como caddie», disse. Gonçalo Costa é muito mais experiente e colocou-se em boa posição de passar pela primeira vez o cut no CIAMP. Seguro, correu os primeiros nove buracos a Par, perdeu 1 pancada no 10 e recuperou com birdies nos buracos 13 e 14. «Foi uma volta bastante regular, estive sempre em jogo com muitos fairways e greens, o putt é que não entrou tantas vezes quanto desejaria. Fico satisfeito mas também com um sabor amargo. Num dia normal de putt teria feito facilmente mais uns 3 birdies», comentou o jogador que levou o seu pai como caddie. Do mesmo problema queixou-se Vítor Lopes, que até começou mal, com 1 bogey logo no buraco 1 depois de uma saída demasiado à direita, mas compensou bem com birdies no 2 e no 4. Voltou a perder 1 pancada no 11 mas o birdie no 17 deixou-o no grupo dos 37 jogadores que lograram bater o Par-72 do campo desenhado por Jorge Santana da Silva, um antigo presidente do Vitória de Setúbal. «As condições estiveram perfeitas para bons resultados e eu fiz uma volta consistente, acertei muitos greens e só falhei 2. Não é o resultado de que estava à espera porque hoje poderia fazer-se uns 6 abaixo, mas (…) Infelizmente, a patar, estava muito ondulado à tarde, não consegui converter putts pequenos, apesar de ter tido muitas oportunidades. De qualquer modo é um bom começo, a jogar abaixo do Par, não é para todos», disse Vítor Lopes, que no ano passado passou o cut e foi 24º empatado.  

É verdade que a esmagadora maioria dos bons resultados foram arrancados de manhã, com os greens ainda pouco pisados, mas o líder, Matias Honkala, jogou à tarde, no mesmo grupo do madeirense Carlos Laranja, mostrando que, apesar de tudo, era possível “patar” bem: «Hoje não comecei bem, mas como estava a “patar” bem os birdies começaram a acumular-se e no buraco 9 estive mesmo perto de fazer 1 eagle. Nos últimos nove buracos não falhei nenhum green, fiquei sempre a 6 metros ou menos da bandeira e estava a meter tudo».
Matias Honkala teve uma boa época em 2016: foi 2º no German Boys, 3º no European Boys Team Championship, 5º no Finnish Amateur, quartofinalista no British Boys, merecendo a convocação para a seleção europeia da Junior Ryder Cup. No Montado dispõe de 1 pancada de vantagem sobre três jogadores: o inglês Toby Briggs, o italiano Giacomo Fortini e o espanhol Adria Arnaus, vice-campeão na Andaluzia em janeiro.
Dos restantes jogadores portugueses, Tomás Melo Gouveia e Pedro Lencart estão a apenas 1 pancada do cut provisório que só será decidido na sexta-feira para o top-40 do torneio. Lencart (outro que só tem 16 anos), que foi o vencedor do Campeonato Nacional Amador Peugeot em 2016, e Melo Gouveia, o titular da Taça FPG/BPI, estão no grupo dos 47º classificados, com 73 (+1), depois de voltas sólidas que lhes abrem boas hipóteses para os próximos dias.
Sendo impossível referir todos os 16 portugueses, merece destaque o mais jovem jogador do torneio, Pedro Silva, o único sub-16 entre os 120 participantes. Pedro Silva tem apenas 14 anos, veio em representação do Club de Golf de Miramar e está empatado no 55º lugar, com 74 (+2). O último jogador português de 14 anos a passar o cut no CIAMP foi Pedro Lencart em 2015. A segunda volta do CIAMP começa amanhã às 7h45, com saídas simultâneas dos buracos 1 e 10.


ASSESSORIA DE MEDIA DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE - Fotos Hugo Ribeiro 

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

PEDRO FIGUEIREDO VENCE o 1º Morgado Classic


O CAMPEÃO NACIONAL DE 2013 GANHOU O 1º MORGADO CLASSIC, INTEGRADO NO ALGARVE PRO GOLF TOUR, NO PALCO DO PRÓXIMO TORNEIO DO EUROPEAN TOUR A REALIZAR-SE NO NOSSO PAÍS E RECOLHEU INFORMAÇÕES ANIMADORAS

Pedro Figueiredo está a atravessar a sua melhor forma desde que passou a profissional no verão de 2013 e a recente vitória no 1º Morgado Classic, no mesmo campo onde irá disputar-se o 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, leva-o a pensar que terá hipóteses de brilhar em maio, quando o European Tour regressar ao Algarve. O campeão nacional de 2013 conquistou o seu 4º título nos últimos quatro meses, o 2º no Algarve Pro Golf Tour, um circuito internacional, sancionado pelo britânico Jamega Pro Golf Tour e pela PGA de Portugal.
«Não posso dizer que seja uma vitória com um sabor necessariamente diferente (das anteriores), mas faz-me acreditar que posso jogar bem e fazer bons resultados no Morgado Golf Course», disse Pedro Figueiredo ao Gabinete de Imprensa da FPG, depois de arrancar um excelente resultado de 136 pancadas, 10 abaixo do Par, após voltas de 69 e 67.
As 10 pancadas abaixo do Par são um bom resultado em qualquer campo, em qualquer torneio de apenas duas voltas mas o feito é ainda mais assinalável pelo forte vento que se fez sentir.
Para “Figgy” é obviamente importante ter somado o seu 2º título no Algarve Pro Golf Tour de 2016/2017, num torneio de 10 mil euros em prémios monetários, que lhe rendeu um cheque de 2 mil euros.
Mas muito mais relevante é a perspetiva que se lhe abre de poder brilhar no 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, o torneio de meio milhão de euros em prémios monetários, que vai decorrer de 11 a 14 de maio naquele campo de Portimão. Afinal, uma vitória garante logo o acesso ao European Tour, a primeira divisão europeia!
«Até pensava que não fosse um campo ideal para as minhas características de jogo, por ser largo, com greens grandes, mas consegui provar o contrário», acrescentou o profissional do Sport Lisboa e Benfica, depois de deixar, no 2º lugar, Tomás Santos Silva a apenas 1 pancada de distância.
O 1º Morgado Classic contou com 73 participantes vindos do Reino Unido, Irlanda, França, África do Sul, incluindo 11 portugueses.
Apesar do Algarve Pro Golf Tour atrair membros de circuitos internacionais importantes (como o Challenge Tour), os portugueses têm mostrado ser competitivos e ganharam 6 dos 13 torneios disputados: Tiago Cruz no 1º Pinheiros Altos Classic, Ricardo Santos no San Lorenzo Classic e no Duvalay Classic, Ricardo Melo Gouveia no Tile Mountain Classic e Pedro Figueiredo no 2º Pinheiros Altos Classic e agora, no fim de semana passado, no 1º Morgado Classic.
O Algarve Pro Golf Tour tem permitido aos portugueses uma boa rodagem internacional antes do início dos principais circuitos europeus, o Challenge Tour (segunda divisão) e o European Tour (primeira), mas este ano há um aliciante extra: desde o início do 3º Swing (e este 1º Morgado Classic foi o evento inaugural do 5º Swing) que todos os torneios pontuam para a Corrida para o Open de Portugal e o nº1 desse ranking irá merecer um convite para o 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort. Antes do 1º Morgado Classic, Ricardo Santos liderava essa ordem de mérito, com o inglês Jamie Abbott mesmo à perna no 2º lugar e Tiago Cruz em 3º. O ranking ainda não foi atualizado mas é provável que Pedro Figueiredo tenha subido ao top-10 com esta vitória.

“Figgy” está, contudo, a jogar em várias frentes e já partiu para Marrocos para competir em torneios do Pro Golf Tour, o circuito profissional alemão, que funciona como uma espécie de terceira divisão europeia, com torneios de 30 mil euros em prémios monetários.
A época de 2017 está a correr bem ao representante do Team Portugal e surge posicionado no 3º lugar da Ordem de Mérito, depois de ter sido 2º (-10) classificado no Red Sea Egyptian Classic e 6º (-13) no Red Sea Ain Sokhna Classic, ambos no Egito.
«É um circuito onde os cinco primeiros da Ordem de Mérito no final da época garantem acesso ao Challenge Tour. Por isso, pelo menos até meados de abril ou maio, irei concentrar-me neste circuito. Depois, dependendo dos resultados, verei o que será melhor para mim. Nos próximos dois meses tenho seis torneios sete circuito, todos em Marrocos», explicou o 4º melhor golfista português no ranking mundial, depois de Ricardo Melo Gouveia, Filipe Lima e Ricardo Santos. De 2008 a 2011, Pedro Figueiredo foi a grande figura do golfe nacional, a par de Filipe Lima e ainda hoje detém o melhor palmarés amador de sempre de um golfista português. Mas em 2012 e 2013 Ricardo Santos viveu épocas de luxo no European Tour e depois, em 2015 e 2016 foi Ricardo Melo Gouveia a surgir em grande força. “Figgy” acreditou sempre que poderia voltar à ribalta e está num crescente momento de forma. «Desde que me tornei profissional (em 2013), tinha apenas ganho o Campeonato Nacional, logo no início (2013), de maneira que a minha melhor fase tem sido, sem dúvida, a destes últimos tempos», tinha dito há poucas semanas à FPG o jogador de apenas 25 anos, uma idade muito jovem para a modalidade.
Pedro Figueiredo, Tomás Silva e Tiago Cruz têm legítimas aspirações a poderem conseguir convites da PGA de Portugal para o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort e os amadores Tomás Bessa, Vítor Lopes e Tomás Melo Gouveia serão candidatos a receber convites da FPG para o mesmo torneio do European Tour. Ter competido no fim de semana passado no palco do Open só poderá ter-lhes sido positivo.
O 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort é organizado pelo NAU Hotels & Resorts (proprietário do campo de golfe), pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG) e pela PGA de Portugal, em associação com o European Tour e o Challenge Tour. O torneio assume o formato de dual ranking, contando simultaneamente para a Corrida para o Dubai (o ranking do European Tour) e para a Corrida para Omã (o ranking do Challenge Tour). Para além de atribuir pontos para o Ranking Mundial e para o ranking europeu da Ryder Cup.

Fotografia: Algarve Pro Golf Tour

LPGA Tour pode cancelar o torneio Blue Bay

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