quinta-feira, maio 11, 2017

PRO-AM 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort


FILIPE LIMA GANHA PRO-AM LUÍS FIGO RECUSA POLÉMICA


Filipe Lima é o rei dos Pro-Am e tornou-se no primeiro português a vencer por duas vezes esta competição na história do Open de Portugal, e logo duas seguidas.
Em 2010, da última vez que se tinha disputado o torneio da Federação Portuguesa de Golfe, o vencedor do Pro-Am na Penha Longa foi… Filipe Lima, com 21 pancadas abaixo do Par. 
O n.º2 português também venceu um Pro-Am do European Tour há sete anos em Sevilha, jogando ao lado do antigo guarda-redes de futebol, Ricardo Pereira, e em 2011 triunfou num dos dois Pro-Am da Grande Final do Challenge Tour, em Itália.

«Tivemos um grande profissional ao lado e é a ele que devemos esta vitória. Está a jogar muito bem», disse Carlos Tinoco, no discurso oficial da equipa campeã, na cerimónia de entrega de prémios. Filipe Lima, um português residente em França, emparceirou com os amadores Carlos Tinoco, Francisco Brito e Paulo Nuno Martins e foi preciso recorrer ao sistema de desempate dos melhores últimos nove buracos para superarem a formação do espanhol Álvaro Quirós, o campeão do Portugal Masters de 2008, associado aos amadores Ricardo Pereira, Pedro Silvestre e Luís Filipe Luís, que também fizeram -35.
O Pro-Am foi muito mediatizado graças à presença dos embaixadores da prova, convidados pelo presidente-executivo do Grupo Nau Hotels & Resorts, Mário Azevedo Ferreira: Luís Figo, Ricardo Pereira e Humberto Coelho.
Equipas de reportagem da RTP, SIC, SportTV e também do programa “Fama Show”, acompanharam de perto as exibições dos craques do futebol de outros tempos, mais ou menos recentes, e no final houve entrevistas para todos os gostos.
Humberto Coelho, por exemplo, recusou falar de futebol, mas sempre contou que o golfe permite-lhe «manter aquele espírito competitivo», que nunca abandona um atleta de alta competição, sobretudo por ser um desporto «tão difícil e desafiador». Ricardo Pereira contou que o golfe tem-lhe permitido «conhecer muitas pessoas diferentes, novos amigos», mas nem por isso deixa de querer «jogar para ganhar» e considera os Pro-Am como momentos preciosos: «Só de ver jogar o profissional que estava connosco, apreendi imenso». Luís Figo enfrentou sem rodeios uma série de perguntas difíceis sobre uma suposta crise no Sporting, mas, sem querer entrar em polémica, lá deu a sua opinião: «Só posso falar de fora, mas posso dar a minha opinião pessoal sobre o Jesus – acho que é um belíssimo treinador, e não é por ele ganhar ou deixar de ganhar um ano ou outro que não tem qualidade». O ex-melhor jogador de futebol do Mundo sentiu-se, porém, muito mais à vontade para falar de golfe: «Jogo sempre a sério e dedico-me muito a isto, mas a qualidade não me permite chegar a outros patamares, pratico por hobby e as minhas expectativas são baixas».
"Acho que eu e os restantes jogadores portugueses estamos numa média boa, ou seja, temos condições de lutar pela vitória, embora o golfe, ao contrário de modalidades como o ténis e o futebol, permita que qualquer um possa vencer um torneio», disse Filipe Lima, o bicampeão do Pro-Am, que ainda detém o recorde do melhor resultado de um profissional luso na prova, quando foi 3º classificado em 2005.
«Sem dúvida que pode haver um vencedor português. Temos qualidade para isso. O Ricardo Santos e o Filipe Lima já mostraram isso. Estamos a jogar em casa e muitos de nós já jogámos bastantes torneios neste campo, temos essa vantagem, e sem dúvida vamos ter boas hipóteses de ter um vencedor português», corroborou Ricardo Melo Gouveia.

 Foto de: PGA PORTUGAL Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

segunda-feira, maio 08, 2017

Campeonato Internacional de Espanha de Stroke Play

LEONOR BESSA NO 7º LUGAR
MELHOR PORTUGUESA DE SEMPRE e SARA GOUVEIA NO 23º POSTO

Leonor Bessa obteve a melhor classificação de sempre de uma jogadora portuguesa no Campeonato Internacional de España Stroke Play Femenino, organizado pela Real Federación Española de Golf no Panorámica Golf & Country Club, em Castellón. A recém-coroada campeã nacional amadora e ainda bicampeã nacional de sub-18 terminou a prova no 7º lugar, empatada com a espanhola Sara Navarro Morilla, ambas com 221 pancadas, 5 acima do Par.
«O balanço é muito positivo, porque joguei muito bom golfe, nunca me senti tão confiante e tão segura do meu jogo», disse Leonor Bessa, que alinhou voltas de 73, 74 e 74, superando o anterior recorde nacional nesta prova, que pertencia a Susana Ribeiro, com um 15º lugar em 2014. Leonor Bessa, de 18 anos, não pode jogar no ano passado por lesão e em 2015 tinha sido 28ª com 15 pancadas acima do Par. Também Sara Gouveia, a recente vice-campeã nacional amadora, alcançou um máximo pessoal, ao concluir o torneio no 23º lugar, empatada com a espanhola Maria Serrano Torres, com 233 pancadas, 17 acima do Par.
«Foi muito positivo, visto que foi apenas a segunda vez que estive a jogar pela seleção nacional no estrangeiro, o que é sempre diferente. Em geral, senti-me bem a jogar», declarou a jogadora de 17 anos, que assinou cartões de 78, 78 e 77 e que, em 2016 tinha falhado o cut no 65º posto (+23).
A sexta edição do Campeonato Internacional de España Stroke Play Femenino contou para o ranking mundial amador e foi disputada por 58 jogadoras.
Só duas conseguiram ficar abaixo do Par, ambas espanholas: a campeã Elena Arias Quiros com 213 (69+76+68), -3, e a vice-campeã Blanca Garcia-Poggio, com 214 (71+73+70), -2. Houve apenas 9 voltas abaixo do Par, o que mostra bem da qualidade dos resultados das portuguesas, sobretudo de Leonor Bessa. O selecionador nacional, Nélson Ribeiro, ficou, naturalmente, satisfeito com as classificações das suas jogadoras:


«O desempenho foi positivo, até porque chegaram a Espanha com a recordação de que quatro jogadoras portuguesas tinham falhado o cut no ano passado. A Sara esteve muito bem, dado que foi apenas a terceira vez que participou num torneio internacional (duas vezes em Espanha e uma em Portugal). Conseguiu manter o resultado durante os três dias e passou o cut com uma margem de 10 pancadas. Demonstrou uma evolução tremenda. A Leonor, mais experiente a nível internacional, conhecia bem as jogadoras que estavam presentes em campo, conseguiu também manter o resultado durante os três dias».
Os três protagonistas lusos acreditam, porém, que há aspetos a melhorar. «Fiz 4 duplos-bogeys que fizeram-me perder 8 pancadas. Saio descontente porque sei que tive nível esta semana para ficar em primeiro lugar, mas venho com vontade de treinar e trabalhar para o próximo», disse Leonor Bessa. «Sinto e sei que estive bastante aquém em termos de resultados do que poderia ter feito», acrescentou Sara Gouveia.
«Numa visão mais técnica, o desempenho das nossas jogadoras, comparativamente às líderes, mostra não estivemos bem em situações como um chip à volta do green; shot do rough com greens rápidos; e a distância do tee, pois as líderes batem muito mais longe», concluiu Nelson Ribeiro.
Foto de: Hugo Ribeiro Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


domingo, maio 07, 2017

Optilink PGA Open


RICARDO SANTOS REVALIDA TÍTULO  COM 3 EAGLES NA ÚLTIMA VOLTA

Ricardo Santos revalidou o título de campeão do Optilink PGA Open e tornou-se no primeiro bicampeão deste torneio de 6 mil euros em prémios monetários, que inaugurou o PGA Portugal Tour de 2017. Há um ano o algarvio de 34 anos tinha regressado aos triunfos neste circuito profissional português após um jejum de cinco anos, motivado em grande parte por competir sobretudo no European Tour. O torneio jogou-se então nos percursos Alvor e Lagos do Onyria Palmares Beach & Golf Resort, no Algarve, onde fez 134 pancadas, 10 abaixo do Par. Este ano, o campeão nacional revalidou o título de forma ainda mais impressionante. O torneio voltou a disputar-se no Onyria Palmares Beach & Golf Resort, mas desta feita nos percursos Lagos e Praia, e Ricardo Santos totalizou 130 pancadas, 14 abaixo do Par, com voltas de 68 e 62. Não é habitual uma volta de 62 pancadas e muitos menos com 3 eagles (todos em buracos de Par-5) e 4 birdies, sem sofrer qualquer bogey. Aliás, nos dois dias de prova, o profissional do Victoria Clube de Golfe só perdeu 1 pancada.
O prémio de mil euros coloca-o como o primeiro líder da Ordem de Mérito 1080 produções da PGA de Portugal de 2017, ele que bateu Tomás Silva por apenas 2 pancadas. O jogador do Clube de Golfe do Estoril até tinha liderado aos 18 buracos com 64 (-2) e apesar da boa segunda volta de 68 (-4) viu-se ultrapassado pela sensacional volta final de Ricardo Santos.
Tomás Silva ganhou 800 euros de prémios e consolou-se com a vitória no Pro-Am. Fez equipa com os amadores João Paulo Pingo, José Carlos Marques e José Lourenço, e somaram 91 pontos stableford net fourball. O 2º lugar no Pro-Am, com 87 pontos, foi para o profissional Hugo Santos, com os amadores Gonçalo Mota Carmo, Luís Gambino e Pedro Tomé.
Dos 26 participantes do Optilink PGA Open, 7 terminaram as duas voltas abaixo do Par, o que revela bem a subida de nível de jogo no circuito nacional, algo que se nota desde que a PGA de Portugal se juntou ao circuito britânico Jamega Pro Golf Tour para organizar o Portugal Pro Golf Tour, um circuito internacional de 25 torneios de 10 mil euros, que decorreu entre novembro e abril.
A rodagem competitiva é fundamental para que os melhores jogadores portugueses cheguem em forma ao 55º Open de Portugal@Morgado Golf Resort que se inicia já no dia 11.
Ricardo Melo Gouveia, Ricardo Santos, Pedro Figueiredo, Tiago Cruz e Tiago Rodrigues venceram torneios nesse Portugal Pro Golf Tour de 2016/2017, enquanto Tomás Silva e João Carlota, mesmo sem terem ganho, estiveram a um nível elevado, com, respetivamente, 14 e 10 top-10 alcançados.
No Optilink PGA Open esses jogadores voltaram a sobressair e Carlota foi 3º classificado, com 133 (69+64), -11, recebendo 700 euros; Tiago Cruz foi 5º, com 138 (70+68), -6, embolsando 525 euros. Pelo meio, em 4º, ficou o britânico Jay Taylor, com 137 (68+69), -7, arrecadando 600 euros.
Os campeões das quatro edições do Optilink PGA Open foram António Rosado em 2013, Sean Hawker em 2014 e Ricardo Santos em 2015 e 2016.   


Foto de: PGA PORTUGAL Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, abril 28, 2017

55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort

TOMÁS MELO GOUVEIA
JUNTA-SE AO IRMÃO RICARDO

O CAMPEÃO NACIONAL AMADOR, DE 22 ANOS, GESTOR DE PROFISSÃO MAS MEMBRO DAS SELEÇÕES NACIONAIS DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE, RECEBEU UM CONVITE E VAI JOGAR PELA PRIMEIRA VEZ NO EUROPEAN TOUR

Tomás Melo Gouveia recebeu hoje (sexta-feira) um convite da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) para disputar o 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, o torneio do European Tour que irá decorrer de 11 a 14 de maio, no Morgado Golf Course, em Portimão. A organização do torneio de meio milhão de euros em prémios monetários está a cargo da FPG, PGA de Portugal e Grupo Nau Hotels & Resorts e decidiu que só haveria um amador português a receber um “wild card”.

Nesse contexto, a escolha óbvia recaiu sobre o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia, o atual nº1 do golfe português. Afinal, Tomás Melo Gouveia, de 22 anos, detém neste momento os dois títulos “Majors” amadores: no final do ano passado conquistou a Taça FPG/BPI e esta semana venceu o Campeonato Nacional Absoluto Peugeot. Vai dar-se, assim, um caso não muito habitual de termos dois irmãos portugueses a disputarem um torneio da primeira divisão europeia, sendo que Ricardo Melo Gouveia, de 26 anos, devido à sua boa cotação internacional, entrou diretamente na lista de inscritos do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, tal como Filipe Lima e Ricardo Santos.
«Não estava nada à espera (do convite). O dia de hoje não estava a correr-me muito bem, mas esta notícia meteu-me um grande sorriso na cara e fiquei logo todo entusiasmado», comentou Tomás Melo Gouveia, ao saber do “wild Card”.«Será o meu primeiro torneio do European Tour e será muito especial por ser o regresso do Open de Portugal. É um torneio muito importante para o golfe nacional e para o país e é uma honra e um privilégio fazer parte dele», acrescentou o jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, que reside e trabalha como gestor em Lisboa.
Tomás Melo Gouveia referia-se a esta 55ª edição histórica, por ser o regresso de um torneio que tinha sido interrompido em 2010, voltando agora como um “dual ranking”, por contar simultaneamente para a Corrida para o Dubai do European Tour e para a Corrida para Omã do Challenge Tour, para além de também distribuir pontos para o ranking mundial.
Como os promotores e o European Tour tem a prerrogativa de poderem organizar grupos mais mediáticos nas duas primeiras voltas, Tomás não esconde que apreciaria poder jogar ao lado de Ricardo nos dias 11 e 12.
«Jogar num mesmo torneio que o meu irmão é simplesmente um sonho tornado realidade. Quando acabei o curso nos Estados Unidos não sonharia vir a jogar um torneio do European Tour e ainda por cima com o meu irmão. Não poderia pedir melhor. É uma semana que irei aproveitar ao máximo e tentar aprender o máximo que conseguir. Adoraria poder jogar com o meu irmão nos primeiros dois dias. Seria um espetáculo estar "inside the ropes" com ele. Diria que seria a cereja no topo do bolo», concluiu Tomás, que até ao ano passado representou o Rollins College, na Florida, onde se licenciou.
Em dezembro, na Taça Manuel Agrellos, em Palmela, Tomás integrou a seleção nacional da FPG e Ricardo a equipa da PGA de Portugal. Defrontaram-se duas vezes em pares e registou-se uma vitória para Tomás e um empate.
Outro momento importante em que estiveram juntos no campo foi quando Ricardo conquistou o seu segundo título do Challenge Tour, na época de 2015, Aegean Airlines Challenge Tour by Hartl Resort, em Bad Griesbach, na Alemanha, onde Tomás foi o caddie de luxo do irmão mais velho, ajudando-o a vencer a prova.

Foto de: Filipe Guerra / GolfTattoo Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


domingo, abril 23, 2017

7º Açores Ladies Open - JOANA DE SÁ PEREIRA COM PRIMEIRO TOP-10 SUSANA RIBEIRO TOP-15

A Nº1 NACIONAL FEZ O SEU SEGUNDO TOP-10 DE CARREIRA EM TORNEIOS DO LETAS. MEGHAN MACLAREN VENCEU O EVENTO DE 35 MIL EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS, QUE HOJE TERMINOU NO CLUBE DE GOLFE DA ILHA TERCEIRA E É A NOVA Nº1

Joana de Sá Pereira igualou o recorde nacional que já lhe pertencia da melhor classificação de sempre de uma portuguesa em torneios do Ladies European Tour Access Series, a segunda divisão europeia, ao concluir hoje (Domingo) o Açores Ladies Open no grupo das 7ª classificadas.
 A portuguesa residente em França, que brilhou hoje com 1 eagle no buraco 8 (Par-5), completou a última volta em 73 pancadas, 1 acima do Par do campo do Clube de Golfe da Ilha Terceira, numa terceira jornada mais difícil, com mais vento, mais frio e mais chuva. Nos dias anteriores tinha devolvido cartões de 75 e 70, pelo que totalizou 218, 2 acima do Par, recebendo um prémio de 1.13267 euros.
«No início da semana o meu objetivo era fazer um top-10 ou um top-5. Fazer um top-7 não é nada mau. O vento de hoje tornou as coisas um pouquinho mais difíceis, fiz 2 bogeys provocados por ter-me enganado nos tacos, culpa minha. Hoje foi uma montanha russa completa, estava com -1 no buraco 14 e depois fiz 2 bogeys nos buracos 15 e 16. Mas 2017 está a começar muito bem», congratulou-se a jogadora do Old Course Cannes Mandelieu e Royal Mougins, que já tinha sido 7ª classificada em Hamburgo, em 2017, pouco tempo depois de ter-se tornado profissional. Joana de Sá Pereira e Susana Ribeiro tinham feito ontem (Sábado) um recorde nacional, ao passarem ambas o cut, e Susana Ribeiro tentava hoje repetir o top-10 alcançado neste torneio no ano passado em São Miguel. Não conseguiu porque teve um mau início de última volta e após quatro buracos ia com 4 acima do Par, mas depois mostrou-se forte mentalmente e terminou com um cartão de 76 (+4). Tinha feito 71 no primeiro dia e 75 no segundo, pelo que totalizou 222 (+6), no grupo das 15ª classificadas, embolsando 729 euros.
É normal que a bicampeã nacional de profissionais sinta que poderia fazer melhor, pois começou no 7º lugar, desceu para 13ª e terminou no 15º posto, mas há muito de positivo a retirar desta semana, a começar pelo facto de ter passado o cut em três dos últimos quatro torneios que disputou no LETAS (no final do ano passado e agora logo neste primeiro torneio de 2017).
«Dei o meu máximo, de uma forma geral fiquei contente com a minha prestação, mas foi pena hoje ter começado tão mal. Fiz 3 putts no buraco 1, depois fiz 1 duplo-bogey no buraco 3, logo a seguir fiz 1 mau bogey, portanto, as coisas estavam um pouco tremidas. No buraco 5 fiz um bom Par com um putt comprido e a seguir consegui logo 1 birdie, o que deu-me um bocadinho de ânimo. A partir daí andei a correr atrás do prejuízo e não estava habituada a isso esta semana», disse a profissional do Guardian Bom Sucesso Golfe, que acrescentou: «Esta semana foi um bom teste e tirei nota positiva».
O 7º Açores Ladies Open consagrou como campeã a inglesa Meghan Maclaren, de 22 anos, com um resultado agregado de 214 pancadas, 2 abaixo do Par, após voltas de 70, 70 e 74, que lhe valeram um prémio monetário de 5.600 euros, o mais elevado de sempre de uma vencedora nesta prova.
Foi o segundo título da filha de David MacLaren – diretor executivo do European Seniors Tour – em torneios do LETAS, mas o primeiro como profissional, uma vez que no ano passado, quando se impôs em Saragoça, era ainda amadora. É, aliás, impressionante que Meghan tenha já dois títulos LETAS em apenas quatro torneios disputados, ela que foi uma estrela do golfe universitário norte-americano, colecionando oito títulos. Parece predestinada para uma bela carreira, já tem cartão para jogar algumas provas da primeira divisão europeia, o LET, e com a vitória de hoje apoderou-se do posto de nº1 da Ordem de Mérito (ranking) do LETAS de 2017.
Líder desde a primeira volta, Meghan MacLaren perdeu o comando durante parte desta última jornada para a francesa Eva Gilly. Um final de torneio emocionante, com as duas jogadoras a chegarem empatadas ao buraco 16, mas Gilly fez 1 duplo-bogey no 16, enquanto MacLaren fechou com bogey-birdie-Par nos últimos três buracos. Hoje só houve duas voltas abaixo do Par, ambas de 71 (-1), uma delas da galesa Chloe Williams, que terminou empatada no 2º lugar com Gilly com 216 (Par).
Foto de: Jorge Figueira / FPG-TV Texto e Contactos:Hugo Ribeiro/ FPG 
Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sábado, abril 22, 2017

84º Campeonato Nacional Absoluto Peugeot

IRMÃOS BESSA ASSUMEM COMANDO
Leonor Bessa

EM SANTO ESTÊVÃO, O JOGO PODEROSO DE AMBOS É UMA VANTAGEM MAS HÁ AINDA TRÊS DIAS DE COMPETIÇÃO


Os irmãos Leonor e Tomás Bessa, ex-campeões nacionais de pares mistos, assumiram hoje (Sábado) a liderança da 84ª edição do Campeonato Nacional Absoluto Peugeot, que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) está a organizar até terça-feira no Santo Estêvão Golfe, no concelho de Benavente. Ambos procuram conquistar o seu primeiro título de campeão nacional amador e os dois estiveram até há poucos dias em Óbidos a competir entre profissionais, em dois torneios do Portugal Pro Golf Tour, para prepararem da melhor maneira este grande objetivo a que se propuseram.
No torneio feminino, a liderança de Leonor Bessa não surpreende. Apesar de uma lesão grave que a afastou vários meses do golfe no início do ano passado, tem sido a amadora portuguesa mais consistente nos últimos dois anos e hoje arrancou uma volta de 73 pancadas, a Par do campo da Orizonte Lisbon Golf.
Leonor Bessa, a atual bicampeã nacional de sub-18, é perseguida de perto, apenas a 2 pancadas de distância, por Sara Gouveia, uma jogadora que, tal como ela, também jogou alguns torneios profissionais, do Algarve Pro Golf Tour, para ganhar rodagem.
A vice-campeã nacional e atual titular da Taça FPG/BPI, Beatriz Themudo, surge em 3º, a 8 pancadas da líder, enquanto a campeã em título, Joana Silveira, só aparece no 11º lugar (+13). Defender o título poderá ser difícil, na medida em que tem treinado menos para intensificar mais os estudos.
Em contrapartida, no torneio masculino, a liderança de Tomás Bessa é uma pequena surpresa, embora o percurso de Santo Estêvão se adeque bem ao seu golfe híper agressivo. O amador português que mais longe bate na bola fez 70 pancadas, 3 abaixo do Par, e só outro jogador logrou bater Par do campo, Gonçalo Teodoro, com 72 (-1).
Gonçalo Teodoro vem de boas prestações no Campeonato Nacional de Clubes de sub-18 e é o atual vice-campeão nacional de sub-16.
O campeão em título, Pedro Lencart, sentiu hoje dificuldades e está em 21º (+3).
Se os campeões nacionais de 2016 não começaram nada bem este torneio – embora ainda tenham mais três dias de competição pela frente e nada esteja perdido –, o mesmo poderemos dizer dos dois nº1 do Ranking Nacional BPI da FPG: Joana Mota é 9ª (+12) e Vítor Lopes 11º (+2).
O 84º Campeonato Nacional Absoluto Peugeot começou hoje com um total de 116 jogadores, uma das maiores listas de inscritos dos últimos anos. Com 99 jogadores (superou os 43 do ano passado e os 84 em 2015) e 17 jogadoras (igualou 2016 e mais 1 do que em 2015), o torneio só aceita jogadores até handicap de 11,4 e não se distingue apenas pela qualidade, mas também pela qualidade.
Este ano sente-se ainda mais essa realidade e João Coutinho, o diretor-técnico nacional da FPG e diretor de torneio, salientou o facto de «metade da lista de inscritos do torneio masculino ser composta por jogadores de Primeiras Categorias».
O torneio irá também decidir os campeões nacionais de Segundas Categorias (handicaps a partir de 4,5). Em 2016 foram Berenice Nunes Pedro e Pedro Silva, mas o ainda campeão nacional de Segundas já passou a Primeiras Categorias pelo que não poderá defender o título.

Foto de: Jorge Figueira / FPG-TV Texto e Contactos:Hugo Ribeiro/ FPG 
Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, abril 21, 2017

7º Açores Ladies Open - SUSANA RIBEIRO NO TOP-10


PELA PRIMEIRA VEZ UMA PORTUGUESA ESTEVE NO TOPO DA TABELA DE UM TORNEIO DO LETAS NO TORNEIO DE 35 MIL EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS QUE HOJE COMEÇOU NO CLUBE DE GOLFE DA ILHA TERCEIRA


Susana Ribeiro tornou-se hoje (sexta-feira dia 21) na primeira portuguesa a liderar durante algum tempo um torneio a contar para o ranking mundial feminino de profissionais e também para o ranking olímpico, quando andou quase uma hora e meia no topo da classificação do 7º Açores Ladies Open com 2 pancadas abaixo do Par do campo do Clube de Golfe da Ilha Terceira (CGIT). A bicampeã nacional de profissionais acabou a primeira volta com 1 pancada abaixo do Par (71), o seu melhor início de sempre neste torneio de 35 mil euros em prémios monetários, organizado pela Stream Plan, e colocou-se na luta pelo título, pois está empatada no 7º lugar, a apenas 1 pancada de um extenso grupo de seis líderes com 70 pancadas, 2 abaixo do Par, composto pelas francesas Émilie Alonso e Eva Gilly, a belga Manon de Roey, a italiana Lucrezia Rosso, a inglesa Meghan MacLaren e a checa Lucie Hinnerova. Quanto a Joana de Sá Pereira, fez a sua melhor volta de sempre no Açores Ladies Open, de 75 pancadas, 3 acima do Par, integra o grupo das 33ª classificadas e está, por isso, em boa posição de amanhã passar pela primeira vez o cut no único torneio do Ladies European Tour Access Series (a segunda divisão europeia) em que joga em casa.
«Entrei bem, comecei logo com 1 birdie, comecei bem, dei bons shots, no início tive muitas oportunidades para birdie, falhei algumas, mas de uma forma geral estou muito contente com a minha prestação. É a minha melhor volta neste campo mas poderia ter sido ainda melhor, se tivesse conseguido converter alguns dos muitos putts para birdie que tive, e alguns muito perto; tive também 1 putt para eagle de 3 metros», disse Susana Ribeiro, de 26 anos, que hoje fez 3 birdies e 2 bogeys. 
«Torneio-me profissional há quase dois anos, é apenas a segunda vez que estou a jogar em Portugal e é um enorme prazer, é mesmo jogar em casa», disse Joana de Sá Pereira, que reside em França e que viveu um início de volta atribulado, mas com os últimos nove buracos jogados a Par: «O final de volta foi muito bom e com tudo aquilo que me aconteceu no campo +3 não foi mau. Desde uma bola fora do campo, a outra num bunker de onde era impossível sair, uma bola que ficou na copa de uma árvore…». Os greens de leitura difícil do CGIT têm sido a maior dificuldades das jogadoras e só nove das 66 participantes conseguiram bater o Par-72 do belo campo terceirense, num dia em que quase não choveu e esteve muito pouco vento.
Entre as seis líderes, destaca-se a inglesa Meghan MacLaren, que ainda na semana passada esteve a jogar um torneio da primeira divisão europeia (LET) em Marrocos, depois de ter passado a Escola de Qualificação no final da época transata, mas como não tem acesso a todos os torneios optou e bem por continuar a competir na segunda divisão, vindo pela primeira vez jogar a Portugal. E que estreia, com 6 birdies na primeira volta.
«Joguei bem, só cometi um erro no buraco 15 (1 duplo-bogey), porque o meu drive foi para fora de limites, mas recuperei bem com 2 bons birdies depois disso, o que retirou-me o sabor amargo da boca. É agradável estar nesta posição, é desafiador mas há ainda muito caminho pela frente», disse a filha do responsável máximo do European Senior Tour, cuja Escola de Qualificação decorre todos os anos no Algarve.
A 7ª edição do Açores Ladies Open registou um recorde de 66 participantes de 22 países, num ano em que já tinha outro recorde, o da elevação dos prémios monetários para 35 mil euros. O segundo torneio do Ladies European Tour Access Series (LETAS) de 2017 prossegue amanhã (Sábado), com a segunda volta a começar às 8h30. Susana Ribeiro sai às 8h41 do buraco 10, enquanto Joana de Sá Pereira começa às 9h03, também do 10.
TEXTO: Hugo Ribeiro 
Adaptação: Luís Manuel Nogueira
Foto:  Rui Caria / Stream Plan

Pedro Figueiredo, Soma & Segue

Pedro Figueiredo conquistou o seu 3º título da época no Portugal Pro Golf Tour, o circuito que este mês sucedeu ao Algarve Pro Golf Tour, e o seu 5º troféu nos últimos seis meses em todos os circuitos em que compete. De uma assentada o campeão nacional de 2013 arrecadou um prémio de 5 mil euros e posicionou-se na linha da frente da lista de candidatos portugueses a receberem um convite da PGA de Portugal para o Open de Portugal Morgado Golf Resort do próximo mês de Maio.

O jogador do Sport Lisboa e Benfica poderia ter sofrido menos e conseguido a vitória mais cedo, mas 1 duplo-bogey no 54º e último buraco do torneio forçou-o a discutir um “play-off” com o inglês Jamie Abbott, que se tinha cotado como o melhor jogador do Algarve Pro Golf Tour de 2016/2017, tendo mesmo garantido um convite para o Open de Portugal antes do circuito mudar de nome e rumar a Óbidos.
Pedro Figueiredo (voltas de 70, 68 e 71) estava a mostrar-se consistente no seu jogo e em três voltas tinha perdido apenas 3 pancadas, face a 12 birdies, mas talvez a vertigem da vitória o tenha levado ao erro e àquele duplo-bogey final que por pouco não lhe era fatídico. Felizmente para o profissional do Quinta do Peru Golf & Country Club Jamie Abbott (68+72+69) também tinha feito 1 bogey no 18, depois de 1 eagle no 17.«Fiz tudo para perder este torneio», lamentou-se Pedro Figueiredo ao site especializado “GolfTattoo”, acrescentando: «Joguei bastante bem nestes três dias. Nos dois primeiros não bati tão bem na bola mas “patei” muito bem. Hoje foi o contrário e até ao 18 não falhei nenhum green, mas pequei bastante nos greens, não meti muitos putts e depois acabei por fazer um duplo no 18».
Com os dois jogadores empatados com 209 pancadas, 7 abaixo do Par, foi necessário ir à “morte-súbita” e o jogador da Navigator recuperou facilmente em termos psicológicos daquele rude golfe, como o próprio frisou ao “GolfTattoo”: «No “play-off” joguei bastante bem. O 18 é um buraco bem difícil e consegui fazer Par e birdie, acabando por levar a melhor sobre o Jamie». Parece ter sido já noutra vida, mas Pedro Figueiredo não tinha ganho qualquer torneio entre o Campeonato Nacional de 2013 (em agosto) e o Hilti / Mota Engil PGA Open, do PGA Portugal Tour em novembro do ano passado. Um jejum doloroso, mas paulatinamente ultrapassado. Depois disso, em dezembro, ganhou o 2º Pinheiros Altos Classic do Algarve Pro Golf Tour e a Gran Final Gambito Golf do circuito profissional espanhol.
Já este ano, mas ainda referente à época de 2016/2017, impôs-se no 1º Morgado Classic do Algarve Pro Golf Tour, mostrando à PGA de Portugal e à FPG que pode jogar bem no percurso que irá acolher em maio o Open de Portugal; e agora foi o melhor na Final do rebatizado Portugal Pro Golf Tour! Ou seja, depois de um período de seca de mais de três anos, colecionou cinco títulos em seis meses, sendo que dois desses cinco torneios ganhos foram em finais de circuitos muito competitivos. Por outro lado, não podemos esquecer que é o atual nº1 da Ordem de Mérito do Pro Golf Tour, o circuito profissional germânico que funciona como a mais conceituada 3ª divisão europeia, onde, em 8 torneios disputados conseguiu três 2º lugares e mais três top-10!
É certo que tanto Tiago Cruz como Ricardo Santos também venceram três vezes neste Algarve Pro Golf Tour / Portugal Pro Golf Tour, mas nenhum português venceu tantos torneios como Pedro Figueiredo neste último meio ano. E ele não escondeu o que tal significa, uma vez mais, em declarações ao “GolfTattoo”: «Ganhar um torneio é sempre bom, é bom para a confiança, é sinal de que o jogo está bem». É, de facto, impressionante que, encerrada mais uma época do Portugal Pro Golf Tour, os portugueses continuem a dominar, com 12 títulos conquistados em 25 torneios organizados pela PGA de Portugal e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.
No entanto, ao contrário do ano passado, desta feita, nenhum golfista nacional terminou na primeira posição do ranking e não há dúvida que Jamie Abbott foi o mais regular.
Mesmo o convite para o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort que estava em jogo nos três torneios de Óbidos acabou por não ficar em casa, apesar de todos os títulos terem ido para portugueses: Tiago Rodrigues, Ricardo Santos e Pedro Figueiredo.
Acabou por ser o inglês Craig Farrelly a ficar com esse convite, graças à sua regularidade: 5º (-3) hoje, 15º (-2) em Royal Óbidos e 3º (-6) no 1º Guardian Bom Sucesso Classic.
Olhando um pouco para a classificação final do torneio que hoje terminou, vale a pena ver como a grande estrela destes três eventos de Óbidos, o escocês Paul Lawrie, confirmou toda a sua categoria. O antigo campeão do British Open, que ainda há poucos meses foi 5º no Portugal Masters, ficou sempre no top-10 e melhorou em todos os torneios, terminando hoje no 3º lugar (-6).
Merecem ainda destaque os outros portugueses que terminaram no top-10 entre 35 participantes: Tiago Cruz foi 4º (-5), sendo o único jogador a igualar a melhor volta da prova de Paul Lawrie (66); João Carlota foi 8º (-2) e Tomás Silva e Hugo Santos empataram em 10º (-1).
O torneio foi também importante para Leonor Bessa, Tomás Bessa e Gonçalo Costa treinarem em competição, antes de iniciarem no próximo Sábado o Campeonato Nacional Absoluto (Amador) Peugeot, no Santo Estêvão Golfe, em Benavente, onde terão de ser incluídos no lote de favoritos ao título, embora nenhum deles tenha sido ainda campeão nacional amador.
As classificações, resultados e prémios monetários dos jogadores portugueses no 2º Guardian Bom Sucesso Classic foram os seguintes:
1º Pedro Figueiredo (Sport Lisboa e Benfica), 209 (70+68+71), -7, €5.000 (venceu no 2º buraco de play-off)
4º Tiago Cruz (BiG), 211 (70+66+75), -5, €1.000
8º (empatado) João Carlota (Team Portugal), 214 (71+76+67), -2, €462,5
10º (empatado) Tomás Silva (Club de Golf do Estoril), 215 (74+72+69), -1, €400
10º (empatado) Hugo Santos (Algarve Unique Properties), 215 (71+73+71), -1, €400
16º (empatado) João Ramos (Oitavos Dunes), 220 (74+78+68), +4
18º Tomás Bessa (Club de Golf de Miramar), 221 (70+77+74), +5
19º Gonçalo Pinto (Hilti), 222 (75+72+75), +6
20º (empatado) Tiago Rodrigues (Ping We Love Technology), 224 (78+73+73), +8
25º (empatado) Miguel Gaspar (Belas Clube de Campo), 227 (77+74+76), +11
27º (empatado) Rui Morris (Club de Golf de Miramar), 228 (76+81+71), +12
27º (empatado) Miguel Lourenço (Guardian Bom Sucesso Golf), 228 (72+82+74), +12
29ª Leonor Bessa (Club de Golf de Miramar), 229 (73+76+80), +13
30º Alexandre Abreu (Club de Golf de Miramar), 232 (74+83+75), +16
31º Filipe Corte-Real (Guardian Bom Sucesso Golf), 234 (76+81+77), +18
33º Gonçalo Costa (Lisbon Sports Club), 238 (78+86+74), +22
34º Rogério Brandão (Clube de Golfe de Vilamoura), 243 (89+74+80), +27
TEXTO Hugo Ribeiro / FPG adaptação de Luís Manuel Noguria
Fotografias: Publicadas pelo Portugal Pro Golf Tour no Facebook

terça-feira, abril 18, 2017

7º Açores Ladies Open


A BICAMPEÃ NACIONAL DE PROFISSIONAIS, SUSANA RIBEIRO, SONHA VENCER UM DIA A PROVA, ENQUANTO A Nº1 NACIONAL, JOANA DE SÁ PEREIRA, VAI ESTA SEMANA AO CLUBE DE GOLFE DA ILHA TERCEIRA PARA TESTAR UM NOVO SWING

Joana de Sá Pereira e Susana Ribeiro, as duas únicas portuguesas cotadas no ranking mundial feminino de golfe, irão estar juntas esta semana apenas pela segunda vez num torneio nacional, quando partirem na próxima sexta-feira para a 7ª edição do Açores Ladies Open. Será o início de época para qualquer uma delas no Ladies European Tour Access Series (LETAS).
Trata-se do único torneio português a contar para o ranking mundial feminino e para o ranking olímpico. Este ano o seu total de prémios monetários elevou-se para 35 mil euros e regressa pela terceira vez ao Clube de Golfe da Ilha Terceira (CGIT), onde também se realizou em 2013 e 2015. E foi exatamente em 2015 que as duas portuguesas estiveram juntas pela primeira vez em Portugal. As memórias não foram as melhores, na medida em que falharam o cut.
Em contrapartida, no ano passado, no palco em que o Açores Ladies Open nasceu, no Batalha Golf Course, na ilha de São Miguel, Susana Ribeiro estabeleceu um novo recorde nacional na prova, ao ser a primeira portuguesa a terminar no top-10, num 10º lugar partilhado com outras três jogadoras, ao totalizar 221 pancadas, 5 acima do Par, após voltas de 79, 70 e 72.
É a melhor classificação de sempre de uma portuguesa no Açores Ladies Open mas em torneios do LETAS já houve melhor, dado que Joana de Sá Pereira foi 7ª no CreditGate24 Golf Series Hamburg Open (Alemanha) em 2015.
As duas portuguesas sabem, por isso, que têm nível para lutar com as melhores da segunda divisão europeia feminina e estão dispostas a tornarem-se nas primeiras golfistas nacionais a passarem o cut no CGIT.
«O Açores Ladies Open é o meu primeiro torneio do ano. Por isso, vou concertar -me nas rotinas e lutar pelo melhor lugar possível. Mas o meu sonho seria ganhar este torneio e sei que tenho capacidade para conseguir lutar por isso», disse a bicampeã nacional de profissionais, a 1031ª no ranking mundial.
Há um ano, depois de consumado o seu inédito top-10 nos Açores, a profissional do Guardian Bom Sucesso Golf disse aos media: «É o meu melhor torneio de sempre no LETAS, aquele em que obtive a melhor classificação, com o melhor resultado. Claro que é ótimo bater recordes e ficar na história».
Na semana passada, Susana Ribeiro participou no 1º Guardian Bom Sucesso Classic, um torneio internacional de 10 mil euros em prémios monetários, integrado no Portugal Pro Golf Tour, e não se saiu nada mal – foi 15ª empatada, a Par do campo, entre 34 jogadores, entre os quais um campeão de Major e jogador de Ryder Cup, o escocês Paul Lawrie. O Portugal Pro Golf Tour, para Susana Ribeiro, serve sobretudo de preparação para o LETAS e embora a bicampeã nacional de profissionais não tenha podido jogar o primeiro torneio do LETAS de 2017, o Terre Blanche Ladies Open, no mês passado, por a sua categoria não permitir-lhe a entrada direta, é com uma enorme motivação que parte para esta nova temporada: «Para este ano, o meu objetivo será conseguir o cartão do Ladies European Tour (LET) para 2018».
Uma salutar ambição gigantesca, pois só o top-5 da Ordem de Mérito do LETAS no final de 2017 irá apurar-se para a primeira divisão europeia em 2018.
O caso de Joana de Sá Pereira é bem diferente, na medida em que ainda não competiu este ano, pelo que o Açores Ladies Open será um teste ao seu estado de forma atual.
«Durante a pré-temporada, neste inverno, trabalhei muito na minha preparação física e mental e fiz enormes progressos nesses departamentos. No que se refere ao golfe (técnica), tenho afinado todas as partes do swing com o meu treinador. Penso (cada vez) menos no meu swing, o que permite-me jogar mais descontraída. O meu swing progrediu muito e passei um nível mental no que se refere ao swing e à estratégia de jogo», assegurou a 965ª do ranking mundial.
Joana de Sá Pereira reside em França, como Filipe Lima, e não tem vindo jogar torneios do PGA Portugal Tour ou do Portugal Pro Golf Tour, apesar de já ser sócia da PGA de Portugal desde o ano passado.
A profissional do Golf Swing Institute prometeu participar este ano no Solverde Campeonato Nacional PGA, mas enquanto isso não se concretiza, irá jogar pela segunda vez na Terceira, as únicas vezes que soube o que é jogar em casa: «Estou muito contente de regressar aos Açores. Tenho boas memórias e é sempre bom voltar a jogar em casa».
O Açores Ladies Open decorre este ano de 20 a 22 de abril, com o Pro-Am marcado para dia 19.
O mais importante torneio feminino de golfe português é organizado e promovido pela Stream Plan, empresa que encerra nos seus quadros e em parcerias diretas uma vasta equipa com grande experiencia na organização de eventos desportivos (Volta a Portugal em Bicicleta, Volvo Ocean Race, Rali Dakar, Campeonatos do Mundo de Vela, Troféu de Portugal TP52, Lisbon Grand Prix Offshore, WCT Figueira Pro, etc.).Assinatura de fotografias: Jorge Figueira / Stream PLan e Luís Ribeiro Soares/Stream Plan
Adaptação: Luís Manuel Nogueira 


quinta-feira, abril 06, 2017

Hole19 e Turismo de Portugal juntam-se para promover o país enquanto destino global de Golfe

O Hole19 Reach irá permitir a promoção de produtos e serviços de Golfe em Portugal a uma comunidade superior a 1 milhão de utilizadores

A Hole19, anuncia uma nova ferramenta para promover Portugal enquanto destino de referência mundial para o desporto do Golfe, em conjunto com o Turismo de Portugal. Através da Hole19 Reach, ferramenta disponível na aplicação, será criada a promoção de produtos e serviços junto da comunidade global de golfistas da Hole19. Para breve, esta funcionalidade que neste momento é exclusiva ao Turismo de Portugal, será também disponibilizada a outras entidades. As campanhas decorrerão ao longo de 2017, e servirão para promover também alguns dos maiores eventos de golfe em Portugal, tais como o Open de Portugal, em maio, e o Portugal Masters, em setembro.
Esta nova ferramenta irá permitir que a comunidade global da Hole19, que abrange mais de 1 milhão de golfistas em todo o mundo, fique a conhecer as coisas incríveis que Portugal tem para oferecer como destino de golfe e não só. Nós já sabemos que Portugal é um dos melhores locais do mundo para a prática do desporto, e queremos ajudar o Turismo de Portugal a mostrá-lo ao resto do mundo”, explica Anthony Douglas, fundador e CEO da Hole19.
Recentemente, a Hole19 anunciou também o lançamento de uma nova funcionalidade que permite aos resorts e clubes de Golfe a possibilidade de venda de inventário disponível, em tempo real, e consequentemente a criação de novas fontes de receitas e a venda do inventário de tee-times que de outra forma poderiam ser desperdiçados.
Em todo o mundo, a indústria do Golfe está valorizada em mais de 100 mil milhões de dólares, com os Estados Unidos, o Japão, Coreia e Reino Unido a representar mais de 90% deste valor. “A possibilidade de promoção de Portugal enquanto destino de excelência para a prática de Golfe junto dos golfistas destes países é uma excelente forma de criar um maior awareness e notoriedade, não só para este “nicho”, no nosso país, mas também para outros setores como a hotelaria e restauração”, explica ainda Anthony Douglas.
A Hole19 está a criar novas oportunidades no mercado do golfe, em todo o mundo, e a facilitar a comunicação entre proprietários e golfistas, quer sejam sócios ou apenas jogadores ocasionais. Desde o lançamento da Hole19 que já foram jogadas mais de 5.5 milhões de rondas usando a aplicação, nos mais de 40.000 percursos de Golfe que têm mapeados.


LPGA Tour pode cancelar o torneio Blue Bay

O medo do coronavírus levou o LPGA Tour a cancelar a prova na china -Blue Bay LPGA, torneio com um US$ 2,1 milhões em prémios, que teria ...