domingo, março 17, 2019

Tour Championship em Troia - DALE WHITNELL REPETE HISTÓRIA

O INGLÊS DALE WHITNELL É O CAMPEÃO DO THE TOUR CHAMPIONSHIP EM CONDIÇÕES IDÊNTICAS À VITÓRIA NO CAMPEONATO INTERNACIONAL AMADOR MASCULINO DE PORTUGAL EM 2009. TIAGO CRUZ FOI 3.º A APENAS 1 PANCADA DO PLAY-OFF
 

Tiago Cruz e os ingleses Dale Whitnell e Matt Ford partiram empatados na frente para o último dia do The Tour Championship e no final da volta decisiva foi Whitnell a embolsar os cinco mil euros destinados ao campeão, do total de 25 mil que estiveram em jogo nesta etapa final do Portugal Pro Golf Tour (PPGT) de 2018/ 2019. O inglês de 30 anos somou o seu terceiro título (o segundo consecutivo) nesta temporada no PPGT, mas o êxito de hoje (Domingo dia 17), no Troia Golf, remeteu-o sobretudo para algo que tinha feito há dez anos neste mesmo palco.
«Isto traz-me memórias do que vivi aqui em Troia há dez anos, quando ganhei o Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal de forma muito idêntica. Os 2 birdies nos dois últimos buracos, depois de ter perdido 1 pancada no buraco 16 foram muito importantes. E depois, no play-off fiz um grande drive, seguido de um bom ferro-8 para ficar a 4,5 metros da bandeira, o George não conseguiu fazer birdie e foi suficiente para eu ganhar», disse Dale Whitnell à SportTV. É realmente incrível que em 2009, também no Troia Golf, Dale Whitnell tenha ganho o Campeonato Internacional Amador Masculino de Portugal num play-off para bater Jamie Abott. A história às vezes repete-se e o inglês, em declarações ao Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal, assegura que «nem em Inglaterra» tem colecionado «tantos títulos profissionais».
O campeão tinha empatado no final das três voltas regulamentares com o seu compatriota George Bloor, com 207 pancadas, 9 abaixo do Par; Whitnell com voltas de 67, 71 e 69; Bloor com rondas de 72, 68 e 67. No play-off Whitnell sacou o seu terceiro birdie seguido para se impor. Dale Whitnell tinha ganho em fevereiro o 6.º Palmares Classic e na semana passada o 2.º Amendoeira O’Connor Classic, sendo espantoso ser bem-sucedido em três percursos de características diferentes.
«Eu próprio fiquei surpreendido com a vitória no O’Connor porque não é um campo onde eu pensaria sair-me bem, mas o meu jogo está em forma, estou a drivar bem, os meus ferros estão bons e o meu jogo curto tem estado fantástico», acrescentou o inglês que se juntou ao holandês Lars Van Meijel e ao luso-suíço Raphael de Sousa como os únicos a terem conquistado três títulos no PPGT de 2018 / 2019.
Quem ficou esta época “em branco” foi Tiago Cruz, pois o seu último título remonta a janeiro de 2018, ou seja, referente à temporada de 2017 / 2018. Mas o antigo bicampeão nacional lutou bastante pelos 5 mil euros e pelos cinco convites para o Challenge Tour de 2019 do campeão. O profissional do Club de Golf do Estoril integrou o grupo dos 3.º classificados, com 208 pancadas, 8 abaixo do Par, ficando a apenas 1 de ir a play-off.
O seu calcanhar de Aquiles foi 1 triplo-bogey no buraco 9: «Saí de ferro-2 mas dei-lhe uma rosca e foi parar ao campo de treino. Na bola provisória abri um bocadinho e fui parar à areia numa moita e tive de dropar, e só depois fiz o shot ao green e 2 putts».
Noutras alturas o jogador do BiG poderia ter baixado os braços, mas apesar de admitir que foi um rude golpe, conseguiu recompor-se e terminou em grande estilo: «Não consegui o objetivo que era o 1.º lugar mas joguei bem. Fiz um erro bastante grave no buraco 9 e a este nível não se pode cometer erros destes. Mas depois ainda fiz 3 birdies nos últimos três buracos para tentar chegar à liderança. Em termos globais, estou satisfeito com este torneio».
Tiago Cruz assinou cartões de 70, 68 e 70, e empatou com o irlandês John-Ross Galbraith (69+70+69), o inglês Matt Ford (69+69+70), o holandês Lars Van Meijel (68+72+68) e o sueco Hannes Ronneblad (74+69+65). Cada um recebeu 1.500 euros.
Esta última volta de 65 (-7) do escandinavo passou a ser o novo recorde do campo do Troia Golf, superando as 66 (-6) da primeira volta de Tomás Silva e Richard Mansell.
Entre os 54 participantes, 13 eram portugueses e para além de Tiago Cruz, também Tomás Bessa terminou no top-10, no 8.º lugar, com 210 pancadas, 6 abaixo do Par, juntando rondas de 71,71 e 68, para um cheque de 800 euros.
O campeão nacional Tomás Silva, que liderava no final da primeira volta, tombou para o 14.º lugar, mas ainda logrou ficar abaixo do Par, com 215 (66+74+75), -1, que lhe valeu um prémio de 437,5 euros.
O The Tour Championship encerrou o circuito sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour. Os dois promotores, José Correia e Gary Harris, prometeram que o PPGT irá regressar em novembro para a temporada de 2019 /2020. «Contamos apresentar muitas novidades», afirmou José Correia, igualmente presidente da PGA de Portugal. Alexandre Barroso, diretor do Troia Golf, na cerimónia de entrega de prémios, agradeceu aos jogadores a qualidade que apresentaram: «-9 é um bom resultado. Quando o Open de Portugal do European Tour foi aqui jogado o campo ganhou a fama de monstro. Obrigado por terem provado o contrário».
Foto de: Ramiro Jesus / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

Tour Championship em Troia - TIAGO CRUZ NA FRENTE

TRÊS JOGADORES LIDERAM COM 6 ABAIXO DO PAR E TIAGO CRUZ ESTÁ EMPATADO COM OS INGLESES DALE WHITNELL E MATT FORD


Tiago Cruz tenta superar uma das mais prolongadas secas de resultados da sua carreira e saltou hoje (Sábado dia 16) para o comando do The Tour Championship do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), o torneio internacional de 25 mil euros em prémios que amanhã termina no Troia Golf. O antigo bicampeão nacional foi um dos cinco jogadores que assinaram hoje 68 pancadas, 4 abaixo do Par, o melhor resultado da segunda volta do torneio sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour. Os restantes jogadores com uma segunda volta de 68 (-4) foram os ingleses George Bloor, Miles Collins e Marco Penge, bem como o galês Toby Hunt, o vencedor do Pro-Am do passado dia 14.
Tiago Cruz foi, contudo, o único a aproveitar esse resultado para ascender ao topo da classificação com um agregado de 138 pancadas, 6 abaixo do Par, pois na primeira volta tinha apresentado 70 (-2).
Uma liderança partilhada com os ingleses Matt Ford (69+69) e Dale Whitnell (67+71), dois rivais de peso. Ford joga no Challenge Tour, a segunda divisão europeia, e só veio a Portugal jogar em três torneios para preparar o início da época. Whitnell venceu recentemente dois torneios do Portugal Pro Golf Tour: o 5.º Palmares Classic em fevereiro e o 2.º Amendoeira O Connor Classic em março, exatamente a etapa do circuito que antecedeu esta final em Troia. Tiago Cruz habituou-nos ao longo dos anos a vencer torneios no antigo Swing Ibérico do Jamega Pro Golf Tour, depois no Algarve Winter Tour e no Algarve Pro Golf Tour. Mesmo quando nasceu este Portugal Pro Golf Tour o jogador do BiG continuou a cotar-se entre os melhores, mas o seu último título já data de janeiro de 2018, o 3.º Palmares Classic.
Nesta temporada de 2018 / 2019 do Portugal Pro Golf Tour, iniciada em novembro, o melhor que Tiago Cruz fez foram dois 6.º lugares e uma 10.ª posição. Mas as exibições têm melhorado nas últimas semanas: foi 16.º no 1.º Amendoeira Faldo Classic e 6.º no 2.º Amendoeira O’Connor Classic.
Amanhã parte na coliderança para tentar conquistar o seu primeiro título do ano e logo um que oferece um prémio de 5 mil euros e cinco convites para o Challenge Tour em 2019, circuito em que o português de quase 37 anos tem a presença garantida em alguns torneios, mas não em todos.
«Desde o início do ano que eu e o meu treinador (Luís Barroso) temos estado a mexer em algumas fases do meu backswing e isso tem-me dificultado bastante o shot. É difícil controlar a bola, às vezes tenho receio, não acredito no que tenho de fazer e sai um mau shot. Ultimamente a bola já tem saído mais de acordo com o que temos vindo a trabalhar e os resultados têm vindo a aparecer», disse Tiago Cruz ao Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal. Outra questão a levar em conta é a sua adaptação aos novos ferros que utiliza desde dezembro: «Jogava com outra marca e este ano estou com a Wilson Staff. Os tacos também são bastante diferentes, porque a cabeça do taco da Wilson é um pouco mais fina e pequena, e levei algum tempo a habituar-me».
Aos poucos esses obstáculos têm sido superados e será um dos favoritos amanhã. «Este circuito está recheado de bons jogadores. É importante para os portugueses evoluírem e compararmos o nosso jogo com o deles, e é bom estar na frente. Vou lutar amanhã», acrescentou o profissional do Club de Golf do Estoril, que hoje brilhou com 1 eagle no buraco 18 (o seu nono), aproveitando a saída (tee) mais avançada (quase nas saídas amarelas). Amanhã prevê-se menos calor e mais vento, tornando o campo de Troia num desafio muito maior. Aliás, hoje, a meio da volta, já surgiu uma brisa que criou mais dificuldades e essa foi uma das razões que levou a que os resultados não fossem tão bons.
«Implicou uma diferença de um ferro, mas já se sentiu influência», explicou Tomás Silva, que liderava ontem o The Tour Championship com um recorde do campo de 66 (-6), mas que tombou entretanto para o 5.º lugar, com 140 (-4), a 2 dos líderes.
O campeão nacional teve uma segunda volta de 74 (+2), fruto de uma série negra de 5 bogeys entre os buracos 8 e 15, e está empatado no 5.º posto com o perigoso holandês Lars Van Meijel (68+72), vencedor de dois torneios este ano, e ainda com o inglês George Bloor (72+68).
«Como disse ontem, este campo pode ser brutal do tee se estivermos erráticos e foi o que me aconteceu hoje. Não tive um bom momento desde o buraco 8 ao 15, senti dificuldade em colocar a bola em jogo, mas depois consegui acabar com 1 birdie no 18 para manter-me na luta. Comecei bem, estava confiante num bom resultado (fez birdies no 3 e no 6 para chegar às 8 pancadas abaixo do Par), depois compliquei, mas amanhã acredito que posso ter um dia positivo», analisou Tomás Silva, também do Club de Golf do Estoril e do Team Portugal.
Entretanto, o inglês Richard Mansell (66+76), que partilhava a liderança ontem com Tomás Silva, tropeçou para o 10.º lugar (-2), empatado com o português Tomás Bessa (71+71). Entre os 54 jogadores, 15 jogadores estão agora abaixo do Par do campo (eram 13 ontem).
Foto de: PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, março 15, 2019

Tour Championship em Troia 2019


A ETAPA DE ENCERRAMENTO DO CIRCUITO INTERNACIONAL PARA PROFISSIONAIS EM PORTUGAL DISTRIBUI 20 MIL EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS, O DOBRO DE UM EVENTO REGULAR, E ATRIBUI 5 CONVITES PARA O CHALLENGE TOUR



Treze jogadores portugueses integram a elite de 54 jogadores que irão disputar o Tour Championship do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), entre amanhã (sexta-feira dia 15) e Domingo, no Troia Golf Resort. 
O campeão nacional Tomás Silva e os ex-campeões nacionais Tiago Cruz e Hugo Santos serão acompanhados por alguns jogadores que militam em circuitos superiores como João Carlota (Challenge Tour), Tomás Bessa, Vítor Lopes e Miguel Gaspar (no Alps Tour), Tiago Rodrigues e Tomás Melo Gouveia (no Pro Golf Tour), e ainda por Francisco Oliveira, Gonçalo Pinto, Alexandre Abreu e João Ramos, o melhor português no PPGT, ao terminar a época de 2018 / 2019 no 3.º lugar do ranking.
O PPGT Tour Championship é o mais importante torneio de sempre deste circuito internacional para profissionais de golfe, sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.
Reúnem-se 54 participantes, oriundos de Portugal, Inglaterra, Holanda, Irlanda, País de Gales, Escócia e Suécia, que lutarão por um prémio monetário global de 20 mil euros, o dobro dos 10 mil que normalmente constituem o “prize-money” de uma prova regular deste circuito.
O Troia Golf Resort será um palco perfeito para a conclusão do circuito, após 21 torneios realizados em Portugal, sobretudo no Algarve, entre novembro e março. Troia é um enorme desafio que já recebeu o Open de Portugal do European Tour, bem como o Campeonato da Europa Amador da Associação Europeia de Golfe, entre muitos outros eventos.
O melhor prémio do Tour Championship consiste na oferta de cinco convites para torneios do Challenge Tour de 2019, a segunda divisão europeia, onde cada torneio distribui no mínimo 180 mil euros em prémios.
Esses cinco convites irão para o melhor classificado do Tour Championship mas não necessariamente o vencedor da prova, pois é imperativo que tenha chegado a este último campeonato entre os 50 primeiros do ranking (Ordem de Mérito) do PPGT.
Dos 13 portugueses em prova, nenhum é membro do Challenge Tour, embora alguns saibam que irão ter convites para poder jogar na segunda divisão europeia. Por isso, para qualquer um deles, os cinco “wild cards” são mais valiosos do que o primeiro prémio de quatro mil euros do torneio.
Embora no golfe tudo possa acontecer e qualquer um dos 54 jogadores possa ganhar o torneio, a verdade é que entre os 13 portugueses há uns mais favoritos do que outros e é importante salientar que nove deles conseguiram colecionar classificações no top-10 de torneios ao longo da temporada: Hugo Santos (6), João Ramos (5), Tomás Melo Gouveia (5), Tomás Bessa (4), Tiago Cruz (3), Miguel Gaspar (3), João Carlota (3), Tomás Silva (3) e Vítor Lopes (2).
E se restringirmos este lote aos portugueses presentes em Troia que venceram torneios do PPGT na época de 2018 / 2019 ficamos limitados a dois: Tomás Bessa no 2.º Penina Classic em janeiro e Miguel Gaspar no 3.º Palmares Classic, também em janeiro. Ricardo Santos, um dos melhores golfistas portugueses de sempre, venceu igualmente o torneio inaugural, em novembro, o 1.º Palmares Classic, mas optou por não competir em Troia.
Entre os jogadores estrangeiros a jogarem o PPGT Tour Championship a partir de amanhã, destacam-se, naturalmente, os jogadores que já conquistaram títulos este ano: o n.º1 do ranking, o irlandês Paul McBride (3.º Penina Classic); o n.º2 do ranking, o inglês Dale Whitnell (6.º Palmares Classic e 2.º Amendoeira O’Connor Classic); o holandês Lars Van Meijel (1.º Pinheiros Altos Classic e 1.º San Lorenzo Classic); o inglês de origem italiana Gian-Marco Petrozzi (5.º Palmares Classic); e os ingleses Daniel Brooks (4.º Penina Classic), Patrick Ruff (2.º Palmares Classic), e Liam Hancock (1.º Amendoeira O Connor Classic).
O PPGT está a completar a sua segunda época (sendo uma evolução de outros circuitos) e tem registado significativos índices de crescimento, tanto na quantidade como na qualidade de jogadores, atraindo cada vez mais membros de circuitos importantes como o European Tour, Challenge Tour, Alps Tour e Pro Golf Tour.
O norte-irlandês Michael Hoey, antigo vencedor do Open de Portugal, do Madeira Islands Open e do Alfred Dunhill Links Championship ganhou este ano um torneio no Algarve. E tanto este ano como no ano passado jogadores como o escocês Paul Lawrie (antigo campeão do British Open) e o sueco Jarmo Sandelin (que jogou na Ryder Cup) passaram por estes torneios.
 No sentido inverso, o inglês Jordan Smith e os portugueses Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia brilharam nestes circuitos antes de ascenderem ao European Tour.
Foto de: PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quarta-feira, março 06, 2019

Dustin Johnson lidera do ranking mundial de golfe

O jogador americano, subiu à liderança WGR, com 9,9231 pontos de média, beneficiado pela "queda" do britânico Justin Rose, que agora tem 9,9223, na segunda posição. Nenhum dos dois golfistas participou de competições na última semana, a nona do calendário desportivo. Entretanto, enquanto Rose competiu pela última vez na quinta semana, Johnson foi campeão do WGC - Mexico Championship, em Naucalpan, na oitava posição.


CLASSIFICAÇÃO 2019
1. Dustin Johnson (EUA) 9,9231 pts
2. Justin Rose (ING) 9,9223 
pts 
3. Brooks Koepka (EUA) 9,0672 pts
4. Justin Thomas (EUA) 8,5832 
pts
5. Bryson DeChambeau (EUA) 7,5432 
pts
6. Rory McIlroy (IRN) 6,7270 
pts 
7. Rickie Fowler (EUA) 6,3113 pts
8. Xander Schauffele (EUA) 6,2191 
pts 

9. Jon Rahm (ESP) 6,1165 pts
10. Francesco Molinari (ITA) 5,5966 
pts

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

​PORTUGAL PRO GOLF TOUR em Troia

A ETAPA DE ENCERRAMENTO DO CIRCUITO INTERNACIONAL PARA PROFISSIONAIS EM PORTUGAL DISTRIBUI 25 MIL EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS, MAIS DO DOBRO DE UM EVENTO REGULAR, E ATRIBUI 5 CONVITES PARA O CHALLENGE TOUR


O Portugal Pro Golf Tour (PPGT) vai realizar em março o mais importante torneio de sempre deste circuito internacional para profissionais de golfe, sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour. 
O PPGT Tour Championship irá reunir um máximo de 78 participantes, oriundos de todo o Mundo, que lutarão por um prémio monetário global de 25 mil euros, bem mais do que os 10 mil que normalmente constituem o “prize-money” de uma prova regular deste circuito.
O vencedor embolsa 5 mil euros, o equivalente ao primeiro prémio de circuitos superiores como o Alps Tour ou o Pro Golf Tour. 
A joia da coroa do PPGT decorrerá de 15 a 17 de março, no Troia Golf Resort, um palco que já recebeu o Open de Portugal do European Tour, bem como o Campeonato da Europa Amador da Associação Europeia de Golfe, entre muitos outros eventos.​ ​Um dia antes, a 14, disputa-se um Pro-Am com o exclusivo número de 18 equipas.
«Temos o objetivo de melhorar o circuito e este Tour Championship vem premiar os jogadores mais regulares e elevar a qualidade do mesmo. É um esforço enorme, mas estamos muito satisfeitos e honrados por termos conseguido concretizar este projeto», disse José Correia.
«O Troia Golf é um campo desafiante e de excelência. É o palco perfeito para este torneio e não podemos deixar de agradecer ao seu diretor, Alexandre Barroso, por acreditar e ter aceitado este desafio. O torneio terá de entrada livre e quem quiser assistir a bom golfe e apoiar os jogadores nacionais será muito bem-vindo», acrescentou o promotor do PPGT.​ ​José Correia é igualmente presidente da PGA de Portugal e membro da Direção da Federação Portuguesa de Golfe, pelo que tem a perfeita noção de que o torneio poderá ser importante para alguns dos melhores jogadores profissionais portugueses.
«Aguardamos cerca de 15 jogadores nacionais. Neste momento o João Ramos está no 2.º lugar da Ordem de Mérito do PPGT e o Tour Championship será uma oportunidade enorme».
José Correia e o seu sócio britânico, Gary Harris, estão há vários anos a desenvolver um circuito internacional em Portugal, que recebe entre novembro e março várias dezenas de profissionais de golfe que nessa altura do ano têm dificuldade de competir na Europa, por os circuitos profissionais estarem encerrados no inverno.
Tudo começou com o Algarve Winter Tour, continuou com o Algarve Pro Golf Tour e culminou agora no Portugal Pro Golf Tour, com 22 torneios na temporada de 2018 / 2019, cada um com 10 mil euros em prémios, à exceção deste Tour Championship. «Nesta época superámos já o acumulado de um milhão de euros em prémios distribuídos ao longo destes anos», assegurou José Correia.
Para os jogadores portugueses, o PPGT é fundamental como rampa de lançamento, pois é nesta altura do ano que se preparam para os circuitos europeus mais importantes e podem fazê-lo com uma concorrência muito superior ao do circuito profissional português (PGA Portugal Tour). Por outro lado, como os prémios monetários são superiores, com 2 mil euros para o vencedor de cada etapa, as verbas angariadas são relevantes para serem investidas nas suas digressões ao estrangeiro.
Na presente temporada, por exemplo, já venceram torneios do PPGT Ricardo Santos (um dos melhores golfistas portugueses de sempre), Tomás Bessa e Miguel Gaspar. Em anos anteriores, nestes vários circuitos, registaram-se triunfos de Ricardo Melo Gouveia, Pedro Figueiredo, Tiago Cruz, Tiago Rodrigues, Hugo Santos e João Ramos.
O PPGT está a meio da sua segunda época e tem registado significativos índices de crescimento, tanto na quantidade como na qualidade de jogadores, atraindo cada vez mais membros de circuitos importantes como o European Tour, Challenge Tour, Alps Tour e Pro Golf Tour.
O norte-irlandês Michael Hoey, antigo vencedor do Open de Portugal, do Madeira Islands Open e do Alfred Dunhill Links Championship ganhou este ano um torneio no Algarve.
Em anos anteriores, jogadores como o escocês Paul Lawrie (antigo campeão do British Open) e o sueco Jarmo Sandelin (que jogou na Ryder Cup) passaram por estes torneios.
No sentido inverso, o inglês Jordan Smith e os portugueses Pedro Figueiredo e Ricardo Melo Gouveia brilharam nestes circuitos antes de ascenderem ao European Tour.
João Ramos é o melhor português no PPGT de 2018 / 2019, ocupando o 2.º lugar no ranking do circuito após a conclusão do 4.º Swing.
Mas o melhor prémio do Tour Championship está guardado para o fim. O PPGT assegurou a oferta de cinco convites para torneios do Challenge Tour de 2019, a segunda divisão europeia, onde cada torneio distribui no mínimo 180 mil euros em prémios. Esses cinco convites irão para o melhor classificado do Tour Championship mas não necessariamente o vencedor da prova, pois é imperativo que tenha chegado a este último campeonato cotado entre os 50 primeiros do ranking (Ordem de Mérito) do PPGT. Atempadamente será divulgada a lista de inscritos.
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Foto de: Ricardo Lopes / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


terça-feira, dezembro 04, 2018

​ Jamie Mann foi o vencedor absoluto do 31.º Grande Troféu de Vilamoura

Jovem escocês de 14 anos da equipa de elite do clube de Vilamoura venceu a XXXI edição do troféu Vilamoura 

O jovem aluno do Joaquim Sequeira Jamie Mann, foi o vencedor absoluto do 31.º Grande Troféu de Vilamoura, que este ano reuniu quase três centenas de jogadores de 28 países e decorreu em três dos campos do Algarve – Dom Pedro Victoria, Old Course e Pinhal.
Jamie, de apenas 14 anos, nascido na Escócia, radicado com a família no Algarve e tem já a nacionalidade portuguesa. É um dos jogadores de elite do CG de Vilamoura.
O Grande Troféu de Vilamoura é talvez um dos mais importantes torneios desta região do ponto de vista internacional, uma vez que vem desde à mais de três décadas trazendo jogadores/ turistas ao Algarve. Além das três voltas de golfe os participantes tiveram todos os dias eventos sociais: a noite portuguesa no Fórum Dom Pedro (jantar com cocktail a abrir), jantar no Casino de Vilamoura com o show Timeless e-Motions e a encerrar o cocktail de distribuição dos prémios no Hilton Vilamoura, onde foram distribuídos 36 troféus, dos quais apenas seis a jogadores portugueses.
Entre os 271 jogadores (certos), metade tinha handicap inferior a 1o, o que vem acentuar o cariz competitivo deste evento. 
O ex-ministro Teixeira dos Santos, foi segundo na quarta categoria e o irlandês Columb Harrington (vencedor da 1.ª categoria), irmão do profissional Padraig Harrington, um dos melhores da Europa.
De volta à juventude, Jamie Mann concluiu as três voltas com 212 pontos, seguido do irlandês Patrick Kelly e do inglês John Kokolay (vencedor em 2017) ambos com 216. O vencedor gross foi o inglês Sandy Bolton com 229 pontos.
Os portugueses premiados foram; Maria José Pinto, João Carlos Martins, Serafim Sousa Carvalho, Teixeira dos Santos, Nuno Filipe Pereira e António Libório.

terça-feira, novembro 27, 2018

XXXI Grande Trofeu Vilamoura

​Tem inicio no próximo dia 28 de novembro, um dos mais prestigiantes torneios para amadores do Algarve, o Grande Troféu de Vialmoura . Disputado na modadlidade de Medal, 54 buracos, o torneio desenrola em tres campos, Don Pedro Pinhal, Don Pedro Victoria e Don Pedro Old Course. A este evento, acorrem jogadores vindos de todo o mundo.
Durante quase uma semana, os participantes usufruem de excepicionais condições climáticas, únicas na Europa, tendo ainda a oportunidade de poderem jogar em três dos mais emblemáticos campos algarvios, nomeadamente Dom Pedro Victoria "palco" do Portugal Masters.
Este evento, é ainda acompanhado de um prestigiante programa social.

TOMÁS SILVA VENCE Solverde Campeonato Nacional PGA 2018


JOGADOR DO CLUBE DE GOLF DO ESTORIL VENCEU PELA PRIMEIRA VEZ, TAL COMO LEONOR BESSA QUE DESTRONOU SUSANA RIBEIRO. JOSÉ DIAS GANHOU PELA SEGUNDA VEZ O TÍTULO DE SENIORES. 
Leonor Bessa e Tomás Silva conquistaram hoje (Sábado), pela primeira vez, o Solverde Campeonato Nacional PGA, enquanto José Dias somou o seu segundo título de seniores. O torneio de 13 mil euros em prémios monetários, a decorrer no Oporto Golf Club, em Espinho, termina amanhã com o Mateus Rosé Pro-Am. Leonor Bessa e Tomás Silva já tinham sido campeões nacionais amadores recentemente. O profissional do ClubE de Golf do Estoril foi campeão amador em 2010, 2014 e 2015. Interessante que Tomás Silva também já tinha sido, em 2017, o n.º1 da Ordem de Mérito 1080 Produções/PGA Portugal, no seu primeiro ano de profissional e agora, na segunda época, sagra-se campeão nacional. No caso da jogadora do Club de Golf de Miramar, foi campeã nacional amadora em 2017 e em 2018. Este foi, aliás, o seu primeiro torneio como profissional e sagrou-se logo campeã nacional. Desde Pedro Figueiredo em 2013 que não havia uma estreia tão auspiciosa.Quanto a José Dias, profissional do Dom Pedro Golf Collection, já tinha arrebatado o título de seniores em 2012, no Quinta do Peru Golf & Country Club, e agora repetiu a dose.
No torneio feminino, Leonor Bessa totalizou 146 pancadas, 4 acima do Par, após voltas de 72 e 74, que lhe valeram o primeiro prémio monetário da sua carreira no valor de 500 euros. Susana Ribeiro, a tricampeã nacional de 2015, 2016 e 2017, teve de contentar-se desta feita com os 300 euros do vice-campeonato, na sequência das suas 148 pancadas, 6 acima do Par, com rondas de 72 e 76.
Na competição masculina, Tomás Silva totalizou 201 pancadas, 12 abaixo do Par, entregando cartões de 67, 65 e 69. Embolsou 2 mil euros e deixou a 3 pancadas de distância Ricardo Santos (70+67+67), que auferiu 1.500 euros.
Ricardo Santos, fora campeão neste mesmo campo de Espinho em 2016 e no Ribagolfe em 2011. Este ano jogou lesionado nas costa e mesmo assim foi 2.º classificado graças a tratamentos diários. O 3.º lugar foi dividido entre quatro jogadores com 205 (-8): João Ramos (65+68+72), que liderou o torneio aos 18 buracos; João Carlota (68+63+64), que comandou a prova aos 36 buracos; Tomás Melo Gouveia (69+67+69) e o britânico residente no Algarve, Nathan Brader (66+70+69). Cada um arrebatou 812,5 euros.
Na prova de seniores, José Dias agregou 146 pancadas, 4 acima do Par, após jornadas de 72 e 74, com uma remuneração de 500 euros. Joaquim Sequeira (campeão no Oporto em 2015 e 2016) e Elídio Costa (vencedor em 2017) partilharam o segundo lugar com 151 (+9). Cada um ganhou 250 euros. Sequeira fez voltas de 78 e 73, enquanto Costa apresentou 76 e 75.
O torneio sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe e organizado pela PGA de Portugal terminou com os melhores resultados de sempre nos quatro anos em que se realizou no Oporto Golf Club. Em parte devido ao bom tempo, sem vento nos dois primeiros dias, com sol e calor, mas, sobretudo, «porque os jogadores mostram cada vez mais a sua qualidade», como explicou José Correia, o presidente da PGA de Portugal.
«O golfe profissional está em clara ascensão em Portugal. Para o ano vamos ter dois jogadores no European Tour, uns cinco ou seis a competirem regularmente no Challenge Tour, mais dois ou três no Alps Tour Golf, e muitos no Portugal Pro Golf Tour», acrescentou o também membro da Direção da Federação Portuguesa de Golfe.
«Tivemos a ajuda do tempo e o campo estava fantástico – admitiu Tomás Silva – mas não foi só o meu resultado, houve muitos abaixo do Par. O nível profissional em Portugal está muito alto, ganhou-se em Palmares com -12 (João Carlota), no Bom Sucesso com -11 (João Carlota), em Ponte de Lima com -1 (Nelson Cavalheiro) e um tempo terrível, no Penina com -9 (Tomás Bessa), em Vidago com -4 (Vítor Lopes), na Terceira com -6 (Miguel Gaspar). O último Campeonato Nacional que joguei neste campo como amador, em quatro voltas, ganhou-se com -4 (Pedro Lencart). Esta semana foram -12 em três dias. Tudo isto mostra a evolução do nível dos profissionais em Portugal».
O Solverde Campeonato Nacional PGA e o Mateus Rosé Pro-Am são patrocinados pela Câmara Municipal de Espinho, Federação Portuguesa de Golfe, Audi e Hotel Apartamento Solverde (alojamento oficial do torneio). Têm ainda os apoios da Vitalis, GreatGolf, e apresentam como parceiros media a SportTV, Porto Canal, Forum TV, Record, Portugal Golf & Islands, Golf 2 All, GolfTattoo e Cision.

Declarações dos campeões nacionais

Leonor Bessa: «É uma boa forma de começar esta nova etapa de carreira profissional e fico com mais motivação para o que vem a seguir, a final da Escola de Qualificação do Ladies European Tour».

José Dias: «Há um gozo especial em ser campeão nacional. Não vinha cá à espera de ganhar. Nos seniores o mais importante é a camaradagem e não tanto ganhar ou perder. Eu trabalho no Dom Pedro Victoria Golf Club onde há muito trabalho e às vezes é difícil poder vir jogar dias seguidos e tive de faltar uns anos».

Tomás Silva: «Era um dos objetivos que tinha traçado era o de ser campeão nacional. Joguei muito bem ao longo destes três dias, consegui ‘patar’ muito bem. Foi uma prova renhida, com muitos jogadores abaixo do Par».Foto de: Ramiro Jesus  / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


sábado, novembro 17, 2018

JOÃO CARLOTA LIDERA COM MELHOR VOLTA DE SEMPRE

O VICE-CAMPEÃO NACIONAL ASSINOU UMA SEGUNDA RONDA DE 63 (-8), BATENDO O RECORDE DE 64 (-7) DE TIAGO CRUZ EM 2016. SUSANA RIBEIRO E LEONOR BESSA EMPATADAS NO TORNEIO FEMININO. JOSÉ DIAS NA FRENTE DOS SENIORES
 
João Carlota assumiu hoje (sexta-feira) o comando do Solverde Campeonato Nacional PGA, após uma segunda volta recorde de 63 pancadas, 8 abaixo do Par do Oporto Golf Club, enquanto no torneio feminino, que hoje arrancou, Susana Ribeiro e Leonor Bessa estão empatadas com 72 (+1), o mesmo resultado que deu a liderança a José Dias na competição de seniores.
João Carlota vai partir no sábado na frente com um agregado de 131 pancadas, 11 abaixo do Par do campo de Espinho, após voltas de 68 e 63, e dispõe de uma vantagem de 1 ‘shot’ sobre Tomás Silva (67+65) e de 2 do líder de ontem, João Ramos (65+68).
As 63 pancadas, 8 abaixo do Par de João Carlota foram o melhor resultado de sempre no Oporto Golf Club em Campeonatos Nacionais, superando as 64 (-7) de Tiago Cruz há dois anos e as 65 (-6) de Ricardo Melo Gouveia há três anos. O profissional da Hilti assinou um cartão quase perfeito, sem qualquer bogey, com 1 eagle no buraco 9 de Par-5 e mais 6 birdies, com destaque para aquela série de eagle-birdie-birde entre os buracos 9 e 11. João Carlota tirou muito bom partido dos Par-5, pois também fez birdie no 18, pelo que jogou hoje os Par-5 em -4!
«Hoje foi um dia muito bem conseguido. Estive tranquilo do início ao fim, dei bons ‘shots’ ao green e isso foi essencial hoje porque coloquei a bola muitas vezes perto da bandeira», disse o jogador do Dom Pedro Golf Collection, que no ano passado só foi superado neste torneio por Filipe Lima.
«É sempre bom estar na frente. Agora, amanhã há que continuar com as mesmas rotinas e objetivos e vamos ver se as coisas acontecem para o meu lado», acrescentou o algarvio, que este ano foi 3.º classificado no Obidos International Open, um torneio de 30 mil euros em prémios, integrado no Alps Tour Golf, uma das terceiras divisões do golfe profissional europeu.
Dos 36 jogadores em prova, 11 estão agora abaixo do Par e há ainda muitos candidatos ao título. Mesmo Ricardo Santos, o campeão nacional de 2011 e 2016, no 8.º lugar (70+67), ainda não está arredado de um terceiro título, pois dista apenas 6 pancadas de Carlota.
Kiko Matos Coelho, de apenas 15 anos, continua a ser o melhor amador, num positivo 13.º lugar (70+72), a Par do campo
No torneio feminino a luta pelo título está acesa, dado o empate de Susana Ribeiro e Leonor Bessa, embora com voltas bem distintas. Leonor, de 20 anos, a jogar o seu primeiro torneio como profissional, foi bastante regular. A ainda bicampeã nacional amadora liderou a prova durante muito tempo, dado que a sua rival e amiga sofreu bogeys nos buracos 2 e 3. No entanto, Susana, de 28 anos, recuperou com birdie-bogey-Par-birdie entre os buracos 11 e 14.
«Não foi uma volta muito regular, embora pareça pelo cartão, mas houve momentos em que suei para salvar o Par em vários buracos. Aqueles 2 birdies foram bons porque não tive muito mais oportunidades de birdie, dado que andei quase sempre fora dos 5 metros da bandeira», disse a tricampeã nacional, Susana Ribeiro.
«O jogo correu mais ou menos. Vinha com 1 abaixo do Par no 15, mas nesse buraco fui à água e fiz 1 duplo-bogey. Isso que fez com que terminasse com +1. Se amanhã não cometer erros em buracos fundamentais poderei fazer um resultado melhor», declarou Leonor Bessa.  
José Dias, campeão nacional de seniores em 2012, então na Quinta do Peru, com uma volta de 72 (+1) cavou um fosso de 4 pancadas em relação ao campeão nacional desse escalão etário de veteranos de 2017, Elídio Costa, com 76 (+5). Joaquim Sequeira, campeão nacional de seniores em 2015 e 2016 no Oporto, é 3.º com 78 (+7).
Foto de: Ricardo Lopes - PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, novembro 16, 2018

JOÃO RAMOS COMANDA COM MELHOR VOLTA EM ESPINHO

João Ramos foi a boa surpresa da volta inaugural do Solverde Campeonato Nacional PGA, ao assumir o comando do torneio sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe e organizado pela PGA de Portugal, pelo quarto ano consecutivo no Oporto Golf Club, em Espinho, com 13 mil euros em prémios monetários.


A surpresa não é a qualidade de jogo do profissional do Oitavos Dunes, em Cascais. Pelo contrário, em 2015, ainda amador, já jogava um ‘play-off’ para discutir um título internacional do Algarve Pro Golf Tour e em 2016, como profissional, conquistou mesmo um desses torneios do agora rebatizado Portugal Pro Golf Tour. A surpresa prende-se com o excelente resultado de 65 pancadas, 6 abaixo do Par, no Oporto Golf Club.Não é a melhor volta da sua carreira, mas é o seu melhor resultado de sempre neste campo de Espinho, que tantos problemas lhe causou no passado. Com efeito, nas três edições anteriores do Solverde Campeonato Nacional PGA no Oporto Golf Club, João Ramos nunca tinha sido capaz de bater o Par do campo. O melhor que fez foi igualar o Par-71 em três de nove voltas aqui disputadas. Em termos de classificação geral final, foi 5.º (+1) em 2015, 15.º (+9) em 2016 e 14.º (+11) em 2017. «O objetivo é sempre o mesmo, que é ganhar, e fiz uma boa primeira volta, mas nada está decidido, longe disso, faltam ainda dois dias», disse o português de 24 anos, que deslumbrou com um cartão com 1 eagle e 5 birdies para apenas 1 bogey.«Aqui no Oporto foi sem dúvida o meu melhor resultado, porque aqui nunca jogado grande coisa e este ano vinguei-me. Fiz 1 eagle num Par-4, de resto foi um jogo sólido de fairways e greens. Hoje tivemos sorte não houve vento, esteve calor, com condições perfeitas e aproveitei. Os shots de saída foram bons, os shots ao green também e, claro que foi preciso meter os putts», acrescentou o profissional da Wilson Staff, que mudou há pouco tempo de movimento de putt e de putter (taco), com os resultados a virem agora ao de cima.As excelentes condições meteorológicas associaram-se «a um posicionamento acessível das bandeiras», como referiu Tomás Bessa, e «à qualidade dos jogadores, com muitos candidatos», como frisou Tomás Silva, para além de os jogadores chegarem hoje em dia a este torneio «bastante rodados, depois de um ano recheado de competição internacional», como salientou o presidente da PGA de Portugal, José Correia.Não admira, por isso, os bons resultados neste primeiro dia do Solverde Campeonato Nacional PGA, com nove dos 36 participantes do torneio masculino a baterem o Par-71 do campo mais antigo de Portugal.João Ramos tem a sua liderança presa por 1 escassa pancada sobre o inglês residente no Algarve, Nathan Brader, cuja volta de 66 (-5) incluiu 5 birdies, sem ter perdido qualquer pancada. Tal como Ramos, também Brader procura um primeiro título na prova, embora, no seu caso, tenha sido campeão nacional de sub-18 nos tempos de amador. O 3.º lugar é partilhado por três jogadores com 67 pancadas, 4 abaixo do Par: o campeão nacional de 2012, Hugo Santos; o campeão nacional de 2014 e 2015, Tiago Cruz; e o n.º1 da Ordem de Mérito 1080 Produções da PGA de Portugal de 2017, Tomás Silva, este ainda à procura do seu primeiro título nacional de profissionais, depois de ter sido triplo campeão nacional amador.Ainda com resultados abaixo do Par estão o vice-campeão nacional de 2017, João Carlota, com 68 (-3) em 6.º; o 7.º posto é dividido por dois jogadores que nos seus tempos de amadores venceram Majors da Federação Portuguesa de Golfe, Tomás Melo Gouveia e Miguel Gaspar, ambos com 69 (-2); e no grupo dos 9.º classificados, com 70 (-1), surgem o campeão nacional de 2011 e 2016, Ricardo Santos, e Kiko Matos Coelho. Ricardo Santos é o mais consagrado de todos os presentes, enquanto Kiko Matos Coelho tem apenas 15 anos e é o melhor amador em prova. Já foi campeão nacional de sub-12 e de sub-14, está no seu primeiro ano de sub-16 e é impressionante que esteja a apenas 5 pancadas do líder!Amanhã (sexta-feira) começam os torneios feminino e de seniores e os três eventos do Solverde Campeonato Nacional PGA terminam no Sábado.Foto de: Ricardo Lopes - PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quarta-feira, novembro 14, 2018

Solverde Campeonato Nacional PGA 2018

Ricardo Santos e Susana Ribeiro são as grandes figuras do Solverde Campeonato Nacional PGA, o torneio sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe e organizado pela PGA de Portugal, pelo quarto ano consecutivo no Oporto Golf Club, em Espinho, de 15 a 17 de novembro, distribuindo 13 mil euros em prémios monetários.

O Solverde Campeonato Nacional PGA compreende três competições distintas: o evento masculino de três voltas de 18 buracos, o feminino de duas voltas e o de veteranos (seniores) também em duas voltas. 
No Domingo, o mais antigo clube de golfe de Portugal e um dos mais antigos da Europa recebe o Mateus Rosé Pro-Am, num dia em que os praticantes amadores são convidados pelos patrocinadores, pelo clube e pela organização para jogarem ao lado dos melhores portugueses, no sistema de stableford net com três quartos de handicap (2 Ball / Better Ball). O algarvio Ricardo Santos, de 36 anos, que joga pelo Guardian Bom Sucesso Golf, sagrou-se campeão nacional em 2011 no Ribagolfe e em 2016 neste mesmo Oporto Golf Club.
Susana Ribeiro, de 28 anos, que representa o Skip Golfe, venceu as três edições anteriores do Campeonato Nacional em Espinho, bem perto do seu clube de Miramar, e procura um inédito “tetra”. São nomes enormes da história do golfe nacional. Santos é um dos únicos três jogadores portugueses a ter conquistado um título do European Tour e é o único a ter andado classificado no top-10 da Corrida para o Dubai, o ranking da primeira divisão europeia.Susana Ribeiro tem vários recordes nacionais, amadores e profissionais, e é uma das duas únicas portuguesas a ter conseguido terminar no top-10 em torneios do Ladies European Tour Access Series, a segunda divisão europeia.
A concorrência será, no entanto, dura e a grande novidade será a estreia de Leonor Bessa enquanto profissional. Na semana passada foi ainda como amadora que a jogadora do Club de Golf de Miramar se qualificou para a Final da Escola de Qualificação do European Tour. Poucos dias depois tornou-se profissional, ela que este ano ainda se sagrou bicampeã nacional amadora.
Em 2016 Leonor Bessa jogou pela primeira vez este Solverde Campeonato Nacional PGA e até foi a melhor jogadora em prova, com 6 pancadas acima do Par, mas o título de campeã nacional de profissionais foi atribuído a Susana Ribeiro, que ficou a 10 pancadas da sua amiga e rival.
Sendo amadora, Leonor Bessa não podia ficar com o título. Note-se que nesse ano Susana Ribeiro jogou doente e este quase a desistir da prova. Desta feita a rivalidade entre ambas será ainda maior, tendo em conta que Leonor Bessa, de 20 anos, já surge como profissional.
«Será uma boa competição para preparar a Final da Escola de Qualificação do Ladies European Tour, mas é claro que a expectativa é sempre jogar para ganhar», disse Leonor Bessa.
«Claro que vou encará-lo da mesma forma dos últimos anos e espero estar à altura de voltar a defender o título. Mas, sinceramente, se tivesse de escolher onde jogar pior, nas três semanas que tenho pela frente, escolheria esta semana, porque as outras implicam maior responsabilidade. Um bom resultado no Open de Espanha ou na Escola de Qualificação são bastante mais importantes. Mas vou encará-lo da mesma forma, vou dar o meu melhor como sempre e vou jogar para defender o título», declarou Susana Ribeiro.
No torneio masculino Ricardo Santos é a grande figura da prova, pelo seu rico palmarés, mas não pode ser apontado como o principal favorito.
 Olhando para a lista de inscritos veem-se outros três jogadores que já venceram o Campeonato Nacional: o seu irmão mais velho Hugo Santos, Tiago Cruz em 2014 e 2015 (este último já em Espinho), e Gonçalo Pinto, este numa situação semelhante à de Leonor Bessa, ou seja, Gonçalo Pinto foi o melhor em prova mas não recebeu o título por ser então ainda amador. E entre os favoritos é imperativo nomear João Carlota, que adora jogar em Espinho e sagrou-se ali vice-campeão nacional, tanto em 2017 como em 2015 (empatado com Ricardo Melo Gouveia).
Note-se que tanto Tiago Cruz como João Carlota estão em boa forma e passaram há uma semana a Segunda Fase da Escola de Qualificação do European Tour, em Espanha. Infelizmente, ambos falharam hoje o cut dos 72 buracos na Escola e por isso decidiram inscrever-se imediatamente neste Solverde Campeonato Nacional PGA, Cruz em perseguição de um terceiro título e Carlota de um primeiro. Ambos estiveram em destaque este ano em circuitos internacionais. Cruz foi 4.º classificado no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, do Challenge Tour (segunda divisão europeia), enquanto Carlota foi 3.º no Obidos International Open, do Alps Golf Tour (terceira divisão).
Há ainda uma nova leva de profissionais que há pouco tempo eram ainda amadores e que surgem com boas hipóteses de sagrarem-se pela primeira vez campeões nacionais de profissionais, casos de Tomás Melo Gouveia, Tomás Silva, Vítor Lopes, Tiago Rodrigues, Miguel Gaspar e Tomás Bessa, todos habituados a competirem em circuitos internacionais.
Jogadores como João Ramos, Rui Morris, Nelson Cavalheiro e Sérgio Ribeiro também já mostraram que são capazes de dias de golfe de excelente qualidade e podem incomodar os favoritos. 
Como todos os anos, há um contingente de amadores, sobretudo jovens, com ambições a mostrarem-se diante dos profissionais e nessa categoria sobressaem os nomes de Kiko Matos Coelho, João Pedro Maganinho, Pedro Almeida e José Maria Cunha.
Merece ainda uma especial menção a presença de uma forte digressão de profissionais da Região Autónoma da Madeira, com João Pedro Sousa, Andrew Oliveira, Luís Franco e Edgar Rodrigues. Nathan Brader (há muito residente em Portugal), Robert Menzies e Tomás Ballesteros dão, por outro loado, um sabor internacional ao evento.
No torneio de seniores despontam dois antigos campeões nacionais neste escalão etário, Joaquim Sequeira e José Dias, mas atenção ao profissional da casa, Eduardo Maganinho, que conhece o campo como ninguém.
O ex-selecionador nacional, Sebastião Gil, o mediático Miguel Nunes Pedro e os históricos João Couto e Vasco Espírito Santo completam o ramalhete que conta ainda com o amador Fernando Serpa.
O ano de 2018 está a ser histórico para o golfe português. Ricardo Melo Gouveia (vice-campeão nacional em 2015) manteve-se no European Tour e para o ano vai ter a companhia de Pedro Figueiredo (campeão nacional em 2013), que terminou a temporada no top-15 do Challenge Tour. Ambos começam já a competir no Open de Hong Kong, têm de viajar no dia 18 para a China e viram-se impossibilitados de jogar o Solverde Campeonato Nacional PGA em 2018.
Também Filipe Lima (o campeão nacional de 2017) viu-se forçado a não defender o título por uma boa razão, já que hoje mesmo passou o cut na Final da Escola de Qualificação do European Tour, em Espanha, onde ocupa o 33.º lugar, com 10 abaixo do Par. O ainda campeão nacional necessita de subir ao top-25 nos próximos dois dias para poder fazer companhia a Ricardo melo Gouveia e Pedro Figueiredo no European Tour em 2019. Uma ausência por uma boa razão. Daí a satisfação de José Correia, o presidente da PGA de Portugal.
«O golfe profissional português tem tido uma evolução enorme nestes últimos anos. Estamos a atravessar um momento de clara ascensão, com resultados desportivos de enorme relevo, e muito se deve ao apoio dos nossos parceiros, neste caso em particular da Solverde, Mateus Rosé e também da Federação Portuguesa de Golfe», considerou.
«Uma vez mais, o Solverde Campeonato Nacional da PGA de Portugal conta com uma lista de jogadores recheada de qualidade. Irão viver-se grandes momentos no Oporto Golf Club, que encontra-se em excelentes condições. Sentimos os atletas muitíssimo motivados e com muita vontade de lutar pelo prestigiante título de campeão nacional», acrescentou.Foto de: Ramiro Jesus - PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
 

ARMADA PORTUGUESA NO EUROPEANTOUR

A décima - Foto arquivo: Tom Dulat-Getty Images quarta prova do europenatour teve a presença de três jogadores Portugueses;   José-Fil...