terça-feira, novembro 26, 2019

58.º Open de Portugal no Royal Óbidos

A Federação Portuguesa de Golfe assinou hoje (26.11) o contrato com o Royal Óbidos Spa & Golf Resort para ser o palco da 58.ª edição do Open de Portugal at Royal Óbidos, sob a chancela do European Challenge Tour, numa cerimónia realizada esta manhã, no Hotel Albatroz, em Cascais, na presença de, entre outros, o atleta olímpico Ricardo Melo Gouveia e o bicampeão nacional Tomás Santos Silva.

O único torneio de golfe português do European Challenge Tour muda de local, após três anos no Morgado Golf Resort, no Algarve, e atrairá a elite deste circuito europeu, de 17 a 20 de setembro de 2020.  
O Royal Óbidos Spa & Golf Resort foi desenhado por Severiano Ballesteros. Foi, aliás, como salientou Kostantin Ranchinskiy, administrador do resort, «o último projeto concretizado por essa grande figura do golfe mundial». O saudoso Seve, provavelmente o melhor golfista europeu de sempre, disputou várias vezes o Open de Portugal, tentando conquistar um dos raros Opens nacionais do European Tour que faltam ao seu palmarés. «É uma homenagem a ele», sublinhou Kostantin Ranchinskiy.
O contrato será por três anos, como patenteou Miguel Franco de Sousa, o presidente da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), «de 2020 a 2022», com prémios monetários no valor de «200 mil euros, o mesmo deste ano» e um orçamento global «que ascende a 350 mil euros», suportados por apoios do «Turismo de Portugal, IPDJ, câmara Municipal de Óbidos e patrocínios privados».
Para além de Miguel Franco de Sousa e de Konstantin Ranchinskiy, esteve também na cerimónia de assinatura Alain de Soultrait, o diretor-geral do Challenge Tour que anunciou que o número de participantes será reduzido para «144 jogadores em vez de 156», acrescentando que o número de convites para portugueses competirem no Challenge Tour em 2020 irá manter-se na ordem dos «quatro dezenas».
Miguel Franco de Sousa frisou a relevância desses convites: «Fazermos esta competição é a única forma de darmos oportunidades de jogo no Challenge Tour a jogadores que não tenham o cartão. O Ricardo Melo Gouveia beneficia de um cartão “full” para 2020, não vai beneficiar destes “wild cards” e é uma grande honra para nós tê-lo no nosso torneio. Mas outros como o Tomás Santos Silva, o João Carlota, o Tomás Bessa, o Tiago Cruz, enfim, tantos outros jogadores, beneficiam muito pelo facto de organizarmos o Open de Portugal como uma prova do Challenge Tour».
O presidente da FPG referiu, para além da dimensão desportiva do Open de Portugal, a dimensão económica é igualmente determinante, explicando parte da decisão de sair do Algarve e de deslocar o torneio para o Oeste: «Entre 2017 e 2019 estivemos no Morgado Golf Resort no Algarve, e agora temos a oportunidade de ir para uma nova região, para um novo destino como Óbidos, porque para nós também faz todo o sentido haver alguma descentralização nos grandes eventos. Há outras regiões do país que devem beneficiar do turismo de golfe. O Algarve é o melhor destino de golfe do Mundo, mas também temos a responsabilidade de estabelecer e de criar novos destinos que sejam atrativos para os jogadores estrangeiros que nos visitam».
Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva serão duas das estrelas do golfe nacional que irão jogar o Open de Portugal at Royal Óbidos, mas com objetivos muito diferentes em 2020. Ricardo Melo Gouveia terá de ser considerado um dos candidatos ao título, ele que conta no seu palmarés com três troféus neste circuito, mas o atleta olímpico português no Rio 2016 tem objetivos ainda mais ambiciosos, o que é natural, tendo em conta que, em 2015, foi o n.º1 do ranking do Challenge Tour, um recorde nacional: «O meu objetivo principal é voltar ao European Tour. Ganhar o cartão e, porque não, tentar vencer o Challenge Tour, outra vez, como fiz em 2015. Foi a minha melhor época, senti que em qualquer torneio tinha hipótese de ganhar. Espero que para o ano voltem essas memórias e energias. Neste momento, não penso muito na qualificação olímpica, mas com bons resultados no início do ano, pode ser que entre no ranking olímpico. Jogar nos Jogos Olímpicos mais uma vez é um dos meus objetivos».
Tomás Santos Silva, por seu lado, também sonha chegar ao European Tour, mas planeia uma escalada mais diluída no tempo e o Open de Portugal será uma das muitas etapas que sente ter pela frente.
«Em 2020, se houver oportunidade, irei querer jogar alguns torneios do Challenge Tour, mas vou estar cem por cento focado no Alps Tour (uma das terceiras divisões europeias), porque penso que será por aí que chegarei ao Challenge Tour em 2021 e, quem sabe, a partir daí, atingir os meus objetivos (de European Tour)», disse.
No fundo, o bicampeão nacional deseja traçar um percurso semelhante ao de Pedro Figueiredo que jogou uma terceira divisão europeia em 2017 (Pro Golf Tour), a segunda divisão em 2018 (Challenge Tour) e que desde 2019 que já está na primeira divisão, onde irá manter-se em 2020 (European Tour).
O Open de Portugal at Royal Óbidos, promovido pela FPG, será a primeira grande competição internacional masculina a contar para rankings mundiais de profissionais na região do Oeste a norte de Lisboa.Fotografia: PRESS OFFICE FPG  Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
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terça-feira, novembro 05, 2019

António Gravelho vence Match-Play 2019

Depois de o Campeão em título José Rocha Vieira ter ficado pelos oitavos de final, António Gravelho defrontou na Final o Luís Serejo com o resultado de 3 buracos acima e dois por jogar, recuperando um título que já não conseguia desde 2016.
De manhã, nas Meias-Finais, António Gravelho venceu o Paulo Alexandre Metelo num match equilibrado e muito bem disputado que só terminou no último buraco com um 1 e 0. Já o Vice-Campeão de Match Play de 2019, Luís Serejo, venceu de manhã a Idalina Silvestre por um 3 e 2. Esta veio a terminar no quarto lugar ao perder na 2ª final com o Paulo Alexandre Metelo por 2 e 1.



segunda-feira, novembro 04, 2019

III Edição do PRO AM VILAMOURA 2019

Pelo terceiro ano consecutivo Vilamoura ,vai se realizar o Pro-Am da GOLF TROTTER’S
Este evento conta com mais de cinco dezenas de jogadores amadores e profissionais, vindos de varias partes da Europa sendo o grade destaque da Suiça, no entanto, e dada as características do evento, começa a ser procurado por jogadores nacionais. A prova terá lugar nos dias 8, 9 e 10 de Nobembro.
A prova de três dias vai se realizar nos dois percursos de Vale do Lobo (Royal e Ocean).
A prova será disputada na modalidade dos dois melhores resultados, sendo os resultados em GROSS.
Um dos parceiros deste evento é o prestigiado hotel; Hilton Vilamoura. O Hilton será a "base" de alojamento para as dezenas de jogadores participantes no evento. 
O Evento termina com um jantar de gala de entrega de prémios no Hilton Vilamoura.

terça-feira, outubro 29, 2019

13º Portugal Masters - STEVEN BROWN CAMPEÃO


DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE, EM VILAMOURA. COROOU PELA SÉTIMA VEZ UM INGLÊS E PELA PRIMEIRA VEZ UM JOGADOR QUE TENHA PASSADO PELO PORTUGAL PRO GOLF TOUR

O inglês de 32 anos está longe de ser uma estrela. Iniciou a semana no 150.º posto da Corrida para o Dubai, estava em sério risco de descer ao Challenge Tour, a segunda divisão europeia, e surgia apenas no 550.º lugar do ranking mundial. Sabia desde o início do torneio de 1,5 milhões de euros em prémios monetários que só conseguiria manter-se na primeira divisão europeia se ganhasse o torneio ou se fosse 2.º classificado. É certo que tinha-se colocado em posição de consegui-lo, pois partiu para a última volta deste domingo (hoje) a 3 pancadas do líder, o sul-africano Brandon Stone, mas ele próprio admitiu que «não estava nada à espera disto».
Num ápice embolsou o cheque de 250 mil euros, saltou para o 69.º lugar da Corrida para o Dubai e não só assegurou que irá continuar na elite europeia até ao final de 2020 como também se apurou no limite para o milionário Turkish Airlines Open, em novembro, reservado ao top-70 do ranking do European Tour, um evento da prestigiada Série Rolex. Steven Brown nunca tinha ganho um torneio do European Tour. O mais perto – e bem perto – fora o ‘play-off perdido para o inglês Matt Wallace no Made in Denmark do ano passado. E este ano ainda não alcançara qualquer top-10, embora na semana passada o 11.º lugar no sempre complicado Open de França já desse a ideia de estar em crescendo de forma.
Tudo acabou por conjugar-se na perfeição nos dois últimos dias. No sábado arrancou uma penúltima volta em 65 pancadas, 6 abaixo do Par, o seu melhor cartão de toda a época. E hoje quase igualou-a com uma ronda em 66 (-5), para um agregado de 267 (-17), dado que nos dois primeiros dias carimbara ‘scores’ de 69 e 67. Como conta o press officer do European Tour, Tom Carlisle, «o birdie no buraco 11 colocou-o em posição de manter o seu cartão no European Tour em 2020 e o eagle no buraco seguinte levou-o para o resultado vencedor de -17». «Aquela pancada no buraco 12 (que deu-lhe o eagle) foi provavelmente o melhor ‘shot’ que alguma vez dei. Não poderia ter sido mais perfeito», disse Steven Brown, o primeiro jogador a ter competido no Portugal Pro Golf Tour a sagrar-se mais tarde campeão do Portugal Masters. «É difícil expresser o que sinto. Sinto alívio, espanto, júbilo, tudo. Estou em choque», admitiu o jogador que deu o sétimo título do Portugal Masters a Inglaterra – foi o sexto a fazê-lo, dado Tom Lewis ter ganho por duas vezes.
Steven Brown foi também o terceiro jogador a triunfar pela primeira vez no European Tour no Portugal Masters, depois do seu compatriota Tom Lewis em 2011 e do dinamarquês Lucas Bjerregaard em 2017. O britânico bateu por 1 única pancada os sul-africanos Brandon Stone (voltas de 66, 66, 66 e 70) e Justin Walters (65+66+71+66).
Para Walters há uma sensação de ‘déjà vu’. Em 2013 a sua mãe tinha falecido três semanas antes de vir para o Algarve. Uma milagrosa última volta levou-o a sagrar-se vice-campeão e a manter-se no European Tour. Este ano o seu pai faleceu no verão e Justin voltou a terminar em 2.º e a segurar o cartão para 2020! Como disse Steven Brown «foi um dia esquisito».
Estranho também para os jogadores portugueses. Nenhum jogou mal, mas também nenhum conseguiu uma daquelas voltas extraordinárias que pudessem levá-los ao topo. Ao contrário de 2017 e 2018, desta feita não houve nenhum golfista nacional no top-10, mas os top-30 de Ricardo Melo Gouveia e de Tomás Santos Silva, bem como o top-40 de Tiago Cruz, são classificações positivas, embora possam, naturalmente, saber a pouco. Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva empataram no 29.º lugar com 276 pancadas, 8 abaixo do Par, merecendo um prémio de 14 mil euros. Mas se o melhor português no European Tour até subiu 6 posições na classificação graças a uma última volta de 68 (-3), o bicampeão nacional, pelo contrário, tombou 10 degraus no leaderboard após um derradeiro cartão de 70 (-1). Diga-se que Tomás Santos Silva esteve no top-20 até ao duplo-bogey no último buraco por um segundo ‘shot’ que foi à água.
«Aquela pancada não pode caracterizar a minha participação no Portugal Masters. Senti-me bem ao longo de todo o torneio e é uma participação muito positiva da minha parte. Este 27.º lugar pode ser visto como satisfatório, mas eu quero sempre mais», disse Tomás Santos Silva, que entregou cartões de 72, 68, 66 e 70, para a sua melhor classificação e o seu melhor resultado de sempre no Portugal Masters.
Agora, para o bicampeão nacional, vem aí a Segunda Fase da Escola de Qualificação, em novembro, em Espanha, pelo que ainda é possível o sonho de estar no European Tour em 2020. Quem também estará nesse Segunda Fase são Tomás Bessa, Tomás Melo Gouveia e Pedro Figueiredo, que falharam o cut neste Portugal Masters, bem como Ricardo Melo Gouveia. «Foi bom acabar com 2 birdies, foi mais uma participação positiva. Claro que queria mais, mas sinto que o meu jogo, mesmo devagarinho, já começa a dar-me voltas mais aceitáveis e sinto que estou no bom caminho. Agora é descansar uns dias e voltar aos treinos para preparar-me para a Segunda Fase da Escola. O meu objetivo principal era ganhar o torneio; se não ganhasse queria garantir pontos suficientes para ir diretamente à Final da Escola; isso não aconteceu, estou um bocadinho desiludido mas acho que tenho ótimas hipóteses de voltar ao European Tour no próximo ano», declarou Ricardo Melo Gouveia, que somou rondas de 70, 68, 70 e 68. O atleta olímpico português, que tinha sido 5.º em 2017 e 7.º em 2018 no Portugal Masters, vai terminar a época na 164.ª posição da Corrida para o Dubai. Uma época difícil em que decidiu redefinir toda a sua técnica para tornar-se num jogador muito mais forte no futuro.
Tiago Cruz também fez grandes alterações técnicas este ano e está a regressar aos poucos ao seu melhor. O 40.º lugar no Portugal Masters é a sua melhor classificação de sempre na prova, tal como são o seu melhor resultado de sempre as suas 278 pancadas (-6), com voltas de 69, 66, 73 e 70, para um prémio de 8.700 euros. Claro que para quem chegou a meio da prova no top-10 poderá saber a pouco, mas não é assim que ele pensa. «O total dos quatro dias foi bastante positivo. Saio de cabeça erguida e sinto que poderia estar a jogar ao mais alto nível», disse o ex-bicampeão nacional. 
 
 Fotografia:  Luke Walker/Getty Images  Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira            

sexta-feira, outubro 25, 2019

13º Portugal Masters - TIAGO CRUZ NO TOP 10


TIAGO CRUZ, RICARDO MELO GOUVEIA E TOMÁS SANTOS SILVA REPETEM O MÁXIMO DE PORTUGUESES NO FIM DE SEMANA NO DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE, EM VILAMOURA, O INGLÊS FISHER COPIA O ANO PASSADO



  
O Portugal Masters de 2019 chega a meio da prova com um cheirinho da edição de 2018. Tal como há um ano, o líder é o inglês Oliver Fisher e também com o mesmo resultado de 130 pancadas, 12 abaixo do Par do Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura. Semelhanças incríveis, mas uma das diferenças é que o profissional de 31 anos partilhava o comando em 2018, enquanto nesta sexta-feira (25) fixou-se isolado na frente, com 1 pancada de vantagem sobre o sul-africano Justin Walters (voltas de 65 e 66) e o sul-coreano Wang Jeunghun (66+65). Outra distinção é que no segundo dia do torneio de 2018 Fisher estabeleceu um recorde do European Tour, ao fazer uma volta em 59 pancadas, depois das 71 no primeiro dia. Desta feita foi mais estável com dois cartões de 65.
«Na semana passada já tinha jogado bem no Open de França e o meu driving até esteve melhor. Aqui também joguei bem, mas hoje estou feliz com este 65 e estou ansioso pelo fim de semana, porque o vento de sudoeste de hoje fez com que fosse traiçoeiro ‘rivar», disse Fisher que está no Algarve a lutar pela manutenção no European Tour.
Quem também está a tentar sobreviver na primeira divisão do golfe profissional europeu é Ricardo Melo Gouveia. Depois de quatro épocas consecutivas no European Tour, o 167.º classificado na Corrida para o Dubai tem a sua permanência em risco. Para terminar a época necessita de vencer em Vilamoura e não exclui esse cenário.
«O objetivo é ganhar o torneio porque é a única maneira de garantir o cartão antes da Esacola de Qualificação. Se não consegui-lo irei procurar o melhor resultado possível. Acho que com um top-5 conseguirei passar à Final da Escola. Vou tentar não pensar nesses fatores que não estão no meu controlo e deixar que o meu jogo continue a melhorar», declarou o português residente em Londres que, de facto, melhorou bastante de um dia para o outro e passou o cut pela sétima vez nos últimos oito anos, um recorde nacional.
O atleta olímpico português tinha feito 1 pancada abaixo do Par na quinta-feira e na sexta-feira andou uma boa parte do dia no top-20 da classificação com um agregado de 5 abaixo do Par. Ao terminar com 1 bogey no buraco 9 chegou a meio da prova no grupo dos 29.º classificandos entre 126 jogadores, quando na véspera era 57.º. Uma segunda ronda em 68 pancadas, 3 abaixo do Par, deixou-o com um total de -4, empatado com outros cinco jogadores.
Depois de ter sido 5.º em 2017 e 7.º em 2018, sabe que um top-10 não é impossível. Para já foi esta subida ao top-30. Se o torneio acabasse agora, iria subir na Corrida para o Dubai para o 164.º lugar, muito longe do top-145 de que necessita para ir à Final da Escola. Mas se não consegui-lo, não será nenhum drama, pois, como ele próprio explicou, «em último caso há sempre a hipótese de ir à Segunda Fase da Escola de Qualificação do European Tour».
É essa, por exemplo, a situação de Pedro Figueiredo, o outro português que em 2019 militou no European Tour, mas que falhou hoje o cut no 114.º lugar, com 149 pancadas, 7 acima do Par, após voltas de 73 e 76. “Figggy” já pensa em «uma semana de treinos para recuperar a forma» e entrar em grande na Segunda Fase da Escola de Qualificação, onde já estão Tomás Melo Gouveia, Tomás Bessa e Tomás Santos Silva, depois deste trio ter superado a Primeira Fase da Escola, no início deste mês, no Bom Sucesso, em Óbidos. Tomás Bessa (+1) e Tomás Melo Gouveia (+4) falharam hoje o cut no Portugal Masters, depois de segundas voltas, recpectivamente, de -2 e +3. Em contrapartida, Tomás Santos Silva protagonizou uma grande recuperação. Era 87.º aos 18 buracos, com 1 pancada acima do Par e subiu ao grupo dos 51.º com 2 abaixo, graças a uma segunda volta de 68 (-3).

«No ano passado tinha sido ao contrário, pois falhei o cut depois de ter feito -3 no primeiro dia», disse o bicampeão nacional, que passou pela segunda vez o cut no Portugal Masters, repetindo o sucesso de 2015, quando era ainda amador.
Mas se Ricardo Melo Gouveia e Tomás Santos Silva contribuíram decisivamente para que Portugal tenha apenas pela segunda vez em 13 anos três jogadores apurados para o fim de semana – depois de Ricardo Santos, Pedro Figueiredo e o mesmo Melo Gouveia em 2012 –, é preciso dizer que a grande figura nacional está a ser o inesperado Tiago Cruz.
O antigo bicampeão nacional está a terminar uma época aquém do que nos habituou e no Portugal Masters só por uma vez tinha passado o cut, exatamente na primeira e longuínqua edição de 2007. Nada fazia prever estas voltas de 69 e 66 pancadas, que colocam-no pela primeira vez na sua carreira (em 12 participações) no top-10 do Portugal Masters, com 135 pancadas, 7 abaixo do Par, no 9.º lugar, emptado, entre outros, com o duplo campeão do mais importante torneio português, o inglês Tom Lewis (também 69+66).
«Não tenho estado a jogar muito bem e até decidi não inscrever-me este ano na Escola de Qualificação. Vim para aqui sem expectativas, mas o meu jogo está aqui. Bati bem na bola, “patei” bem e estou feliz», disse o profissional do BiG que chegou a andar no top-5 do torneio com -8, mas perdeu pancadas nos buracos 16 e 17, antes de recuperar com 1 fabuloso e raro chip-in no 18. «Falhei a segunda pancada à direita, mas o meu caddie, o Luís, disse-me para confiar em mim que iria fazer um chip-in e foi isso que fiz», explicou. Note-se que as 66 pancadas (-5) de hoje igualam o melhor resultado de sempre de Tiago Cruz na competição.
Dos restantes dez portugueses, João Carlota poderia ter feito história se houvesse um quarto golfista nacional a passar o cut. O jogador do grupo Dom Pedro esteve bem, mas perdeu 4 pancadas no buraco 14 por ter ido duas vezes à água e falhou o cut por 4, com um total de +2. Miguel Gaspar também foi eliminado com +4 e os amadores Daniel da Costa Rodrigues (+3) e Pedro Silva (+7) também ficaram pelo caminho mas mostraram aspetos positivos aos 17 anos.
 
 Fotografia:  Getty Images  Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

13º Portugal Masters - TIAGO CRUZ O MELHOR LOUIS DE JAGER COMANDA


A PRIMEIRA VOLTA APRESENTOU CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS BENIGNAS NO DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE, EM VILAMOURA, MAS SÓ QUATRO DOZ DEZ PORTUGUESES BATERAM O PAR DO DESENHO DE ARNOLD PALMER



Depois da ventania que caracterizou o Pro-Am da véspera, o 13.º Portugal Masters inciou-se esta quinta-feira (24) com condições meteorológicas benignas de sol, calor e pouco vento, sobretudo de manhã. Não admira que, como escreveu o press officer do European Tour, Tom Carlisle, «as condições levaram a resultados baixos no Algarve e 75 dos 126 participantes bateram o Par» do campo desenhado pelo saudoso e mítico Arnold Palmer.
O melhor exemplo de todos foi o do sul-africano Louis de Jager, que não perdeu qualquer pancada ao longo dos 18 buracos do Dom Pedro Victoria Golf Course, um percurso nas suas melhores condições de sempre para o único torneio português da primeira divisão europeia. De Jager, apenas o 123.º classificado na Corrida para o Dubai e a lutar pelo top-115 que permita-lhe manter-se na elite europeia, disparou uma ronda inaugural de 63 pancadas, 8 abaixo do Par, dispondo de uma vantagem, de 2 ‘shots’ do inglês Oliver Fisher, do australiano Jake McLeod e de outro sul-africano, Justin Walters. Todos estes quatro jogadores estão a tentar manter o cartão do European Tour para 2020 e Fisher tornou-se Famoso há um ano, aqui mesmo em Vilamoura, por ter sido o primeiro jogador a cumprir uma volta de torneios do European Tour em 59 pancadas.
Os craques do torneio do Turismo de Portugal, de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, já mostraram as suas credenciais. O antigo n.º1 mundial Martin Kaymer (alemão) surge em 12.º lugar, empatado, entre outros com o 5.º classificado na Corrida para o Dubai, Matt Wallace, com 67 (-4). Outro ex-n.º1 mundial, Lee Westwood (inglês), é 23.º com 68 (-3), num grupo que integra também o antigo n.º1 europeu Robert Karlsson (sueco) e o campeão da prova em 2015, o inglês Andy Sullivan.
Portugal está representado por dez jogadores e nenhum aproveitou as boas condições para deslumbrar, mas houve quatro a ficarem abaixo do Par, com destaque para Tiago Cruz, que, apesar de tudo, teve uma boa prestação e aparece empatado em 38.º com 69 (-2). Campeão no mês passado do Open Pro-Am da Ilha Terceira, torneio do PGA Portugal Tour, Tiago Cruz nem começou bem o dia, com 2 bogeys seguidos (nos buracos 10 e 11) mas reagiu em grande. Não perdeu mais nenhuma pancada e somou mais 4 birdies (13, 17, 18 e 8). Estas 69 pancadas de hoje são o seu terceiro melhor resultado de sempre na prova, depois de apresentar 66 na segunda volta de 2012 e 68 na primeira ronda de 2009.
«Estou satisfeito porque comecei mal mas consegui manter a concentração e focar-me para dar a volta ao resultado negativo. Comecei com o pé direito porque 2 abaixo é um resultado satisfatório», disse o antigo bicampeão nacional que procura passar o cut pela segunda vez no Portugal Masters, depois de tê-lo feito logo na primeira edição, em 2007. E esta é já a 12.ª participação de Tiago Cruz na prova. Só falhou em 2011.
Para além de Tiago Cruz, também João Carlota, Ricardo Melo Gouveia e Daniel da Costa Rodrigues fecharam o dia inaugural em “números vermelhos”, ou seja, abaixo do Par, todos empatados no grupo dos 57.º classificados, com 70 (-1), dentro do cut provisório.
Daniel da Costa Rodrigues estreou-se em grande em torneios do European Tour. O amador do Club de Golf de Miramar, de apenas 17 anos, já tinha brilhado em setembro ao passar o cut no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, do Challenge Tour, a segunda divisão europeia, e amanhã poderá repetir o feito ao mais alto njível.
«Só posso tirar boas conclusões do dia de hoje, Joguei sempre muito sólido, não cometi erros estúpidos e “patei” muito bem. Jogar com profissionais é diferente, isto é a vida deles, jogam muito e é neles que vemos a diferença e o que temos de acrescentar ao nosso jogo para podermos equiparar-nos a eles – e é o putt. Eles metem putts de todo o lado e é isso que temos de trabalhar para fazermos também»,analisou o campeão nacional amador, a viver um ano de sonho, que começou logo com o triunfo no Campeonato Internacional Amador de Portugal. João Carlota foi o português que andou melhor classificado no dia de hoje, pois chegou a integrar o top-20 com 3 abaixo do Par. «Estou satisfeito, creio que foi uma volta muito conseguida, tendo em conta que não fui muito penalizado nos maus shots, pois recuperei bem deles. Na parte final é que cometi uns dois ou três erros», analisou o jogador do Dom Pedro.
O grau de exigência de Ricardo Melo Gouveia é necessariamente diferente de “Dani” e de Carlota. Afinal, é o melhor português no European Tour (168.º na Corrida para o Dubai) e arrancou dois top-10 nos dois últimos anos no Portugal Masters. Não pode contentar-se com um lugar no top-60. Sobretudo quando sabe que só a vitória permitir-lhe-á assegurar de rajada a manutenção na primeira divisão europeia por uma quinta época seguida.
«Poderia ter sido melhor. Senti que joguei bem mas deixei algumas pancadas no campo. Falhei alguns putts. Por acaso estava bastante descontraído. Foi mesmo só falta de execução nos greens», explicou o português residente em Londres. Se o Portugal Masters terminasse hoje, Ricardo Melo Gouveia seria o 167.º na Corrida para o Dubai, insuficiente para ir à Final da Escola de Qualificação do European Tour. Por isso, necessita mesmo de fazer melhores resultados nos próximos dias para acabar 2019 pelo menos no top-145 europeu.
A equipa dos campos do grupo Dom Pedro preparou o percurso como nunca, com os greens mais rápidos e duros de sempre, mais ao jeito do que se vê no PGA Tour (a primeira divisão na América do Norte). Tomás Bessa bem avisou que «esta velocidade de greens está muito acima do que nós portugueses estamos habituados. Parece que não mas muitas vezes isso coloca muito mais pressão em alguns putts em que deveríamos ser mais positivos». Os restantes portugueses estão assim classificados: 87.º com 72 (+1) Tomás Melo Gouveia e Tomás Santos Silva; 102.º com 73 (+2) Pedro Figueiredo; 111.º com 74 (+3) Tomás Bessa, Miguel Gaspar e Pedro Silva (este ultimo também um Amador de 17 anos).
Foto de: João Lobato  / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quarta-feira, outubro 23, 2019

13º Portugal Masters - RICARDO MELO GOUVEIA E PEDRO FIGUEIREDO LIDERAM ARMADA DE DEZ PORTUGUESES

OITO PROFISSIONAIS E DOIS AMADORES CONSTITUEM A SEGUNDA MAIOR PARTICIPAÇÃO NACIONAL DE SEMPRE
 
Dez portugueses irão participar no 13.º Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe português, que o European Tour que arranca na quinta-feira (24 de outubro), no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.
 
Uma dezena é a segunda maior participação nacional de sempre no torneio de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, um número superado apenas pelos 13 portugueses que competiram em 2017. 
A armada portuguesa é liderada pelos dois únicos que conseguiram a entrada direta na lista de inscritos: Ricardo Melo Gouveia, o 168.º na Corrida para o Dubai, e Pedro Figueiredo, o 177.º na mesma hierarquia oficial da primeira divisão do golfe profissional europeu.
Os restantes oito jogadores precisaram de convites para aceder aos 120 que jogam o torneio do Turismo de Portugal, poucos dias depois do Algarve ter ganho de novo o prémio de melhor destino turístico de golfe do Mundo para o ano de 2020 na eleição anual da IAGTO, a Associação Internacional de Operadores Turísticos de Golfe.
João Carlota é jogador do Dom Pedro Hotels & Golf Clubs; pela PGA de Portugal foram distinguidos os profissionais Tomás Silva, Tiago Cruz, Miguel Gaspar, Tomás Melo Gouveia e Tomás Bessa; e pela Federação Portuguesa de Golfe foram convocados os amadores Daniel Rodrigues e Pedro Cruz.
Os grandes ausentes são Ricardo Santos e Filipe Lima que, por estarem na luta pelo top-15 final de 2019 do Challenge Tour (a segunda divisão europeia), preferiram ir somar mais pontos para o ranking no Foshan Open, na China. Ricardo Santos está muito perto de conseguir o top-15 e regressar ao European Tour (é o 9.º na Corrida para Maiorca do Challenge Tour), enquanto Filipe Lima (18.º na mesma tabela) necessita de uma boa ponta final de época quando faltam apenas dois torneios para a conclusão do calendário de 2019.
Mas se Santos e Lima têm boas hipóteses de subir de divisão e jogarem no European Tour em 2020, Melo Gouveia e Figueiredo têm no Portugal Masters a sua penultima hipótese de se manterem na elite europeia. Uma vitória em Vilamoura garantir-lhes-á o cartão para 2020, mas se esse objetivo falhar ainda têm uma última chance na Final da Escola de Qualificação do European Tour em novembro, em Espanha.
De acordo com o European Tour, este ano o cartão para 2020 deverá ser atribuído não ao top-110 como no ano passado mas provavelmente ao top-115 ou 116, por razões técnicas algo complicadas de se explicar. E mesmo os jogadores que terminarem a época no top-125 terão hipóteses de entrar em muitos dos torneios do European Tour em 2020.
Neste contexto, mesmo sendo muito difícil fazer-se uma previsão fiável, por haver muitos jogadores na mesma situação de Melo Gouveia e Figueiredo, é bem provável que um top-5 (como Melo Gouveia e Lima fizeram em 2017) ou um top-10 (como Melo Gouveia arrancou em 2018) não sejam suficientes. Seguro, seguro, só mesmo vencer o torneio, que proporciona logo não só a manutenção no European Tour, como a obtenção de uma categoria melhor para 2020. No entanto, mesmo a final da Escola de Qualificação não é garantida e é necessário estar-se no top-145 da “Race to Dubai”. É esse agora o objetivo mais realista de Melo Gouveia e Figueiredo. Um top-5 no torneio assegura-lhes de certeza o esse top-145 no ranking europeu, e talvez um top-10 torne o sonho possível. Os dois portugueses estão particularmente motivados antes do início da prova e como são bons amigos desde infância, impulsionam-se mutuamente para o topo. 
«É um torneio importante e, para mim, é uma final – explicou ‘Figgy’ – visto estar numa posição difícil na ‘Race to Dubai’ e precisar de um grande torneio para conseguir manter o cartão. Jogar em casa poderá ser um fator importante. Essa ajuda do público poderá ser especial para conseguir um grande resultado e seria mais especial fazê-lo em Portugal, mesmo no último torneio da época. Portanto, vou com grandes expectativas para o torneio, vejo com muito bons olhos esta participação e sinto-me com muita vontade de jogar. Espero que seja um torneio grande para mim e para todos os portugueses».
Ricardo Melo Gouveia, antigo jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, parece mais descontraído do que nunca: «O Portugal Masters para mim é o torneio mais importante do calendário, não só por ser em Portugal, mas também por ser onde cresci a jogar. Outra das razões pelo qual é tão especial é o facto de termos sempre bastante apoio do público português. Espero conseguir utilizar as boas memórias que tenho dos últimos dois anos e dar um pouco de alegria àquilo que tem sido uma época muito frustrante em termos de resultados». Dos restantes portugueses em prova, merecem destaque Tomás Silva, o bicampeão nacional de profissionais, que já passou anteriormente o cut no Portugal Masters e os amadores Daniel Rodrigues e Pedro Silva, respetivamente campeão e vice-campeão nacional Amador.
Foto de: João Lobato e Álvaro Marreco / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
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sexta-feira, outubro 18, 2019

Algarve é o Melhor Destino de Golfe do Mundo para o ano de 2020

Ó´Conner Golf - Alcantarilha 
O galardão foi entregue na gala do IGTM – International Golf Travel Market

A região do  Algarve foi eleita como o ‘Melhor Destino de Golfe do Mundo’ para o ano 2020,  galardão entregue ontem (19 Outubro) em Marrakech, no jantar de gala da IGTM - International Golf Travel Market, em que são atribuídos os IAGTO Awards (IGTM).
Este ano só foi atribuído um prémio, na sequência de uma votação entre cerca de 700 operadores turísticos de golfe, de 64 países emissores. O reconhecimento internacional distingue essencialmente um "destino excecional que colocou e coloca a experiência dos visitantes que vão jogar golfe, no topo da sua agenda".
Para o CNIG, que representa os principais players do sector em Portugal,  este prémio vem, mais uma vez, destacar a Região do Algarve, as empresas proprietárias e os campos de golfe, pela excelência da oferta de golfe turístico que apresentam nos mercados a nível europeu e mundial e confere um merecido reconhecimento pelo trabalho de todos aqueles que, na região, trabalham na indústria do golfe e do turismo em geral.
Noutra vertente, valida a importância decisiva dos investimentos na melhoria da qualidade dos campos e dos serviços prestados aos golfistas e os esforços que as empresas e o setor no Algarve têm feito para serem cada vez mais competitivas, disponibilizando uma oferta de excelência para todos os segmentos da procura internacional de golfe, com pacotes de transporte aéreo, alojamento, golfe e serviços complementares mais atraentes que os nossos concorrentes. Confere ainda grande visibilidade à aposta que as empresas e os campos têm feito na sustentabilidade

segunda-feira, outubro 07, 2019

13º Portugal Masters - EX-N.º1 MUNDIAL LEE WESTWOOD REGRESSA DEZ ANOS DEPOIS AO DOM PEDRO VICTORIA GOLF

O INGLÊS DE 46 ANOS, ANTIGO RIVAL DE TIGER WOODS, É UM DOS MAIORES CAMPEÕES DE SEMPRE EM VILAMOURA, E JUNTA-SE AOS SEUS COMPATRIOTAS EDDIE PEPPERELL E ANDY SULLIVAN, O VENCEDOR DA PROVA EM 2015


O antigo n.º1 mundial Lee Westwood e o ex-campeão do Portugal Masters Andy Sullivan juntam-se a Eddie Pepperell num trio inglês de luxo que irá competir no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura. O mais importante torneio de golfe português decorre de 24 a 27 de outubro, com o exclusivo Pro-Am no dia 23. Westwood fará a sua primeira aparição no único torneio português do European Tour desde que, há dez anos, conquistou no Algarve o 30.º título internacional da sua carreira, enquanto Sullivan somou o seu terceiro troféu na primeira divisão europeia no Dom Pedro Victoria Golf Course em 2015, com uma enorme vantagem de 9 pancadas sobre a concorrência – um recorde na prova.
Em 2009, Westwood quebrou em Portugal um jejum de dois anos sem vencer no European Tour, batendo por 2 pancadas o iataliano Francesco Molinari (campeão do British Open em 2018), graças a três voltas (em quatro) de 6 abaixo do Par, para um agregado de 23 abaixo do Par, o segundo melhor resultado de sempre na história do torneio.
Essa vitória catapultou-o para um pico de forma que culminou no final dessa época com a vitória na Corrida para o Dubai, ou seja, sagrou-se n.º1 do ranking do European Tour. E logo no ano seguinte, tornou-se no primeiro inglês desde Nick Faldo em 1994 a ascender à liderança do ranking mundial.
«Tenho memórias felizes do Dom Pedro Victoria Golf Course, da minha vitória ali em 2009», disse Westwood, que alcançara 26 top-tens entre os seus triunfos no British Masters em 2007 e no Portugal Masters em 2009, sem elevar qualquer troféu durante esse período.
«Tive uma série de ‘quases’ entre essas duas vitórias e isso fez com que me sentisse muito feliz por ter finalmente cruzado a meta em Portugal», acrescentou.
«Muitos jogadores têm-me falado de como este torneio tem-se fortalecido nos últimos anos e estou desejoso de regressar e de testemunhar esse crescimento. Dá-me também a oportunidade de preparar-me para a defesa do título do Nedbank Golf Challenge (de 14 a 17 de novembro, na África do Sul). Portanto, estou entusiasmado com essa semana (em Portugal)», concluiu o inglês de 46 anos, que conta com 43 títulos na sua carreira, incluindo 24 no European Tour e 2 no PGA Tour (circuito norte-americano).
Quanto a Andy Sullivan, que foi parceiro de Westwood na seleção europeia da Ryder Cup em 2006 em Hazeltine (nos Estados Unidos), esteve quase a tornar-se no primeiro e único jogador a vencer o Portugal Masters em anos consecutivos. Depois da vitória em 2015, curiosamente também com 23 abaixo do Par como Westwood, o inglês de 32 anos sagrou-se vice-campeão em 2016, ficando a apenas 1 pancada do irlandês Padraig Harrington, outro dos ilustres titulares do torneio português, com três Majors no seu curriculo.
«O Portugal Masters é um evento para o qual olho sempre quando o calendário é anunciado», disse Sullivan.
«É um grande torneio e é sempre agradável regressar a um campo onde vencemos antes. Levo sempre a minha família comigo e eles gostam tanto de lá estar quanto eu – e nunca é demais ter um apoio adicional quando competimos», acrescentou o mais sorridente de todos os golfistas.
«Este torneio dá-nos a oportunidade de começarmos a ganhar um elã tendo em vista os três últimos torneios do ano. Quero mesmo terminar a temporada em força e este evento é a plataforma ideal para isso», concluiu ‘Sully’, vencedor de três títulos internacionais.
Eddie Pepperell, por seu lado, já ganhou por duas vezes no European Tour e também confirmou a sua presença no Dom Pedro Victoria Golf Course, com o objetivo de manter o seu estatuto de top-50 do ranking mundial, que dá-lhe acesso aos Majors e aos World Golf Championships.
E embora a novidade avançada pelo European Tour seja este trio inglês de luxo, na realidade estamos a falar de um quinteto, pois esta semana já tinham sido anunciados os nomes de outros dois ingleses: Tom Lewis (o único jogador a vencer por duas vezes o Portugal Masters), que defende o título, e Oliver Fisher que no ano passado, no Algarve, tornou-se no primeiro jogador a cumprir uma volta no circuito europeu em 59 pancadas.
Outra novidade é a presença do dinamarquês Thomas Bjorn, o capitão da seleção europeia que venceu a Ryder Cup em 2018 em França. Bjorn venceu o Open de Portugal em 2010 e é um veterano de 21 títulos internacionais.
Foto de: Tom Lewis e Oliver Fisher / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

domingo, setembro 22, 2019

Solverde Campeonato Nacional PGA

TOMÁS SILVA BICAMPEÃO NACIONAL SUSANA RIBEIRO E JOAQUIM SEQUEIRA JÁ LEVAM QUATRO TÍTULOS


Tomás Silva voltou a mostrar que sabe lidar com a pressão de tentar defender um título nacional e hoje (Sábado) venceu pelo segundo ano consecutivo o Solverde Campeonato Nacional PGA, de 13.400 euros em prémios monetários, no Oporto Golf Club, no concelho de Espinho. Já Susana Ribeiro e Joaquim Sequeira, que no ano passado tinham sido vice-campeões, respetivamente nos torneios feminino e de seniores, recuperaram os seus títulos de campeões nacionais nessas variantes, fazendo-o, cada um deles, pela quarta vez nas suas brilhantes carreiras.
A vitória de Tomás Silva foi a mais aguardada no torneio da PGA de Portugal e da Federação Portuguesa de Golfe, pois partiu para a última volta com 5 pancadas de vantagem sobre os mais diretos rivais. Com a chuva e o vento que afetaram bastante a última jornada, tornou-se ainda mais difícil atacar o resultado, sendo mais fácil saber gerir o resultado e o jogador do Clube de Golfe do Estoril aproveitou para dilatar a sua vantagem para 8 pancadas.
Tomás Silva liderou da primeira à última volta e fechou com um total de 204 pancadas, 9 abaixo do Par, após voltas de 63, 69 e 72, para um prémio final de dois mil euros. Em 2.º lugar, pelo segundo ano seguido, ficou o campeão nacional de 2011 e 2016, Ricardo Santos, o melhor português nos rankings mundial e olímpico, com 212 (72+71+69), empatado com Miguel Gaspar, pela primeira vez na sua carreira vice-campeão nacional (71+72+69). Cada um embolsou 1.300 euros.
«Sinto-me muito feliz, pois era um objetivo que tinha traçado para esta época», disse Tomás Silva, que em 2014 e 2015 já tinha ganho consecutivamente dois Campeonatos Nacionais Amadores. Gerir a pressão é com ele e desde Tiago Cruz (2014/2015) que não havia um bicampeão nacional.
Este ano houve 16 amadores a jogarem o torneio masculino do Solverde Campeonato Nacional PGA. Desde 2008 que não havia tantos e é preciso elogiar o bom 7.º lugar de Pedro Silva, de 17 anos, com 216 (70+69+77), +3. O torneio contou pela primeira vez para o ranking mundial amador e Pedro Silva vai subir bastante. Esta semana melhorou 46 posições por ter sido o melhor amador (63.º) no Open de Portugal @ Morgado Golf Resort. O progresso vai continuar para a semana.
No torneio feminino também houve quatro amadoras e uma delas quase ganhava o torneio. Sofia Barroso Sá, de apenas 16 anos, a n.º1 do Ranking Nacional BPI (para amadoras da FPG) liderou durante duas voltas mas hoje claudicou com a sua pior volta do torneio, de 82 pancadas, 11 acima do Par.
Pelo contrário, Susana Ribeiro, que no passado, desde os tempos de amadora, habituou-nos a grandes recuperações em últimas voltas, anulou a desvantagem de 4 pancadas com que entrou para a última volta.
Susana Ribeiro, campeã em 2015, 2016 e 2017, venceu com 230 pancadas, 17 acima do Par, com rondas de 71, 81 e 78, para um prémio de 750 euros.
Sofia Barroso Sá também apresentou 230 (70+78+82), +17, mas não houve direito a play-off por ser ainda amadora e, mesmo em caso de vitória em play-off, o título ir sempre a melhor profissional.
«Gostaria que tivesse havido um play-off. Teria sido interessante», disse a jovem do Quinta do Peru Golf & Country Club, embora seja na realidade residente em Belmonte.
Isso não retira em nada o mérito a Susana Ribeiro, a melhor golfista portuguesa de sempre, que ganhou três Campeonatos Nacionais Amadores e agora já coleciona quatro sucessos no Campeonato Nacional de Profissionais, desempatando com Mónia Bernardo que tem três. Bernardo, hoje em dia treinadora, foi 3.ª a 6 pancadas das duas da frente e ganhou 400 euros.
«Esta vitória é muito importante porque é o único torneio que tenho da minha categoria no circuito da PGA de Portugal. Para mim é muito importante ser campeã nacional e dá sempre confiança para o resto da época», comentou Susana Ribeiro. 
Se para Susana Ribeiro vencer o Solverde Campeonato Nacional PGA é um dos pontos altos da época, para Joaquim Oliveira o quarto triunfo no torneio de seniores não se reveste de grande relevância. «Para mim é mais uma questão de convívio do que de ganhar», assegurou o conceituado treinador do Clube de Golfe de Vilamoura, que totalizou 155 pancadas, 13 acima do Par, entregando cartões de 74 e 81. Joaquim Sequeira, que já tinha sido campeão nacional de seniores em 2013, 2015 e 2016, recebeu um prémio de 500 euros.
O vice-campeão foi o brasileiro residente em Portugal, Alan Lopes (79+77), que ficou a 1 pancada de Sequeira, arrecadando 300 euros, enquanto o campeão nacional de seniores do ano passado, José Dias, terminou em 3.º (76+81), a 2 pancadas do vencedor, merecendo 200 euros.Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quinta-feira, setembro 19, 2019

Solverde Campeonato Nacional PGA


NO OPORTO GOLF CLUB, EM ESPINHO COM 13.400 EUROS EM PRÉMIOS MONETÁRIOS, UMA DAS MAIS COMPETITIVAS EDIÇÕES, COM QUASE DUAS DEZENAS DE AMADORES A DESAFIAREM OS PROFISSIONAIS

A falta de comparência da campeã Leonor Bessa e a grande primeira volta do campeão Tomás Silva marcaram o arranque hoje (quinta-feira 19) do Solverde Campeonato Nacional PGA. Em 2019 o torneio apresenta algumas novidades, designadamente o aumento de prémios monetários para 13.400, o montante mais elevado dos últimos anos; o regresso dos amadores em força, com quase duas dezenas a desafiarem os profissionais; e o aumento de competição no torneio feminino de duas para três voltas, tal como o masculino.
E foi exactamente esta última alteração que motivou a falta de comparência de Leonor Bessa à prova organizada pela PGA de Portugal e pela Federação Portuguesa de Golfe, no Oporto Golf Club, em Espinho.
As principais jogadoras portuguesas há muito desejavam que o seu torneio também se estendesse por 54 buracos e este ano a FPG conseguiu que a competição contasse para o ranking mundial amador mas, para isso, seria preciso haver um mínimo de três voltas.
Ora a campeã nacional pensava que a prova iria começar apenas na sexta-feira como nos anos anteriores e quando soube já era tarde. Leonor Bessa admitiu o erro, ficou verdadeiramente consternada, lamentou o sucedido, mas compreendeu ser impossível abrir uma exepção.
Com Leonor Bessa de fora, Susana Ribeiro assume ainda mais favoritismo. Campeã nacional três vezes seguidas entre 2017 e 2017, tinha ficado no ano passado no 2.º lugar, e hoje igualou o Par-71 do campo de Espinho, melhor do que qualquer uma das suas voltas do ano passado. No entanto, apesar de ter sido um bom resultado, nem por isso aquela que é considerada a melhor jogadora portuguesa de sempre assumiu a liderança.
Tudo porque uma jovem de apenas 15 anos, Sofia Barroso Sá, a atual n.º1 no ranking amador da FPG, deslumbrou com um cartão de 70 pancadas, 1 abaixo do Par.
A jovem jogadora de Belmonte anda a deslumbrar o golfe nacional há mais de um ano, com vitórias na Taça FPG e o 2.º lugar no Campeonato Nacional Amador Audi deste ano. Há pouco mais de um mês, na Taça Manuel Agrellos, foi uma dor de cabeça às melhores profissionais portuguesas e hoje voltou a fazer-lhes o mesmo.
No torneio masculino, Tomás Silva iniciou a defesa do título da melhor maneira, ao protagonizar uma volta de 63 pancadas, 8 abaixo do Par. Para se ter a noção da qualidade deste resultado, basta dizer que em 2018, no mesmo campo, ao longo dos três dias de prova, só João Carlota foi capaz de igual resultado.
Tomás Silva comanda já com uma vantagem de três pancadas sobre Tomás Melo Gouveia e Tomás Bessa, ambos com 66 (-5) a partilharem o 2.º lugar. Qualquer um deles irmão de jogadores famosos. Tomás Bessa irmão de Leonor, a ausente campeã de 2018. Tomás Melo Gouveia irmão do famoso Ricardo que hoje terminou em 69.º (72, Par) no BMW PGA Championship, um dos mais importantes torneios do European Tour, em Inglaterra.Foto de PGA PORTUGAL / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
 

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