domingo, março 26, 2006


GOLFE - TORNEIOS

14º Madeira Island Open Caixa Geral de Depósitos

1.ª VITÒRIA PARA JEAN VAN

O FRANCÊS GANHOU O SEU PRIMEIRO TORNEIO NO EUROPEAN TOUR DESDE 1993, ENQUANTO TIAGO CRUZ, NO 28º LUGAR, OBTEVE A MELHOR CLASSIFICAÇÃO DE SEMPRE UM PORTUGUÊS NO SANTO DA SERRA

Jean Van De Velde quebrou hoje (Domingo) um jejum de vitórias em torneios do European Tour que datava de 1993, curiosamente no ano em que nasceu o Madeira Island Open Caixa Geral de Depósitos. Ao conquistar a 14ª edição do torneio madeirense, de 700 mil euros em prémios, tornou-se também no primeiro francês a impor-se no Clube de Golf do Santo da Serra, no dia em que Tiago Cruz quebrou um recorde nacional. Ao terminar no 28º lugar, o profissional da FPG e de Vila Sol passou a deter a melhor classificação de sempre de um português nesta prova que marcou o regresso do European Tour a solo europeu.

O campeão ameaçou o recorde do torneio para 72 buracos, fixado por Des Smyth (-18) em 2001, quando chegou ao buraco 14 com -18, mas, mesmo sem consegui-lo, encerrou a sua participação com um excelente resultado de 273 pancadas (69+65+71+68), 15 abaixo do Par, que lhe valeu um cheque de 116.660 euros e a ascensão do 105º ao 31º lugar da Ordem de Mérito Europeia e ao 28º posto no ‘Ranking’ Europeu da Ryder Cup.

O inglês Lee Slattery, vencedor do Challenge Tour em 2004, logrou um ‘birdie’ no último buraco para ficar em segundo lugar, a 1 ‘shot’ do líder, enquanto o espanhol Pedro Linhart, campeão deste torneio em 1999, fechou o ‘top-3’ com 275 (-3).

Tiago Cruz foi 28º com 285 (-3), depois de um 74, o seu pior resultado da semana, e apoderou-se do recorde nacional no torneio, ultrapassando o 46º posto de Daniel Silva em 2003; Filipe Lima foi 54º com 290 (+2), após ter, finalmente, jogado uma volta abaixo do Par (71, -1); E Ricardo Santos foi 66º com 296 (+8), tendo registado uma derradeira volta de 76 em que cometeu 40 ‘putts’!

UM HOMEM FELIZ

Jean Van de Velde confessou-se «simplesmente um homem feliz», depois de tudo o que se passou na sua vida «nos últimos tempos». Na cerimónia de entrega de prémios, repleta de representantes das mais variadas instituições e entidades (ver mais abaixo), o gaulês brincou, dizendo que «já lá vai tanto tempo, que nem sei como fazer um discurso». «Depois de várias lesões e dramas», como especificou mais tarde, na conferência de Imprensa, voltar ao círculo dos campeões e saber que estará «abençoado por dois anos» (recebeu dois anos de isenção no European Tour), é qualquer coisa de «inesquecível». A emoção foi tanta que avisou o numeroso público que envolveu o ‘green’ do 18 que pretendia «ficar com a taça original» e não só com o cheque. No entanto, foi interessante verificar como, aos 39 anos, «uma idade que nos dá mais sensatez», e depois de um casamento falhado, a sua última mensagem foi para aquilo que apreendeu ser verdadeiramente importante na vida: «Obrigado à minha nova parceira (segunda mulher), por me ter dado a melhor prenda de todas há três meses, um filho (de nome Hugo)».

Foi essa nova tranquilidade que lhe permitiu concluir o 72º e último buraco com um ‘duplo-bogey’ de sorriso no rosto, ele que tinha de ultrapassar o fantasma dos derradeiros buracos. Tanto no British Open de 1999, como no Open de França de 2005, perdidos em ‘play-offs’, Van De Velde deixou-se apanhar exactamente nos últimos buracos, fazendo um ‘triplo-bogey’ em Carnoustie e um ‘bogey’ no Le Golf National. Desta vez, foi tudo diferente. «Essas coisas não se repetem. Acontecem uma vez na vida. Hoje sabia que tinha uma vantagem de 3 pancadas e não iria perdê-la a apenas 10 jardas do buraco (cerca de 8,5 metros). Não me senti minimamente nervoso, mas sei que adicionei algum interesse ao torneio com aquele final», disse o antigo jogador da Ryder Cup, que foi imediatamente regado de champanhe por dois jogadores franceses, Gregory Bourdy e Benoit Teilleria: «Eles era jovens amadores quando eu me tornei profissional e atingi o meu auge. Perceberam a importância desta vitória».

TIAGO CRUZ, ÚLTIMA VOLTA A -3

«Estou muito contente pelo que consegui. Fiz alguns ‘bogeys’ e fiz quatro ‘putts’ no ‘duplo-bogey’ no buraco 15, pelo que tenho de reconhecer que comecei mal o que não é muito vulgar em mim.

«Não sabia que me tinha tornado o melhor português no Open da Madeira, nem sequer me apercebi que ontem tinha igualado o melhor score’ (69) alguma vez conseguido por um jogador nacional. Estou feliz por isso mas não estou totalmente satisfeito.

«Agora tenho de encarar o Open de Portugal com a melhor disposição, o que não quer dizer que vou ter mais tranquilidade. Penso que as pessoas vão olhar para mim de maneira diferente e eu estou a trabalhar para manter o nível de motivação, consciente de que vai ser bastante difícil. Amanhã já vou treinar no Penina.

«Hoje podia ter feito melhor. Nos ‘bogeys’, não estive confiante em alguns ‘shots’ por ter avaliado mal as distâncias. Devia ter pensado duas vezes e depois ir para a bola com mais confiança. Tenho de acreditar mais na avaliação que faço das distâncias.

«O Niclas Fasth, que jogou no meu grupo, é bastante fechado e não me disse nada. Não senti a pressão de ter saído com um jogador dos 60 primeiros do Mundo. Apenas quis fazer as coisas bem feitas, talvez me tenha entusiasmado um pouco demais e isso acabou por não acontecer.

«Ontem senti-me tranquilo, mas hoje tenho de admitir que, por estar no ‘top-12’ e por estar ao pé de dois bons jogadores, senti algum nervosismo».

FILIPE LIMA, ÚLTIMA VOLTA A +2

«Até que enfim consegui uma volta abaixo do Par. Desta vez, até comecei bem a volta, bem melhor, mas fiz 3 ‘bogeys’ nos últimos 5, o que foi fatal. Mas continuo a sentir-me a jogar bem e sei que hoje poderia ter jogado muitas abaixo do Par.

«Magoei o joelho direito, ontem, numa porta do hotel, e por isso coxeei um pouco, mas não me afectou o ‘swing’. Só quando colocava a bola para “patar”.

«Aprendi que é um campo muito mais difícil do que parece à primeira vista mas continuo a achar que poderei jogar melhor aqui no futuro.

«Estou muito contente com esta semana. Passei finalmente um ‘cut’, estou a jogar melhor, reencontrei algumas soluções de jogo. É certo que pensava fazer melhor, mas cumpri a promessa que fiz aos madeirenses de jogar os quatro dias. Mas houve um português melhor do que isso e isso também teve valor.

«Estou muito confiante para o Open de Portugal. O Penina é um campo mais franco».

RICARDO SANTOS, ÚLTIMA VOLTA A +8

«Hoje joguei bem, mas “patei” terrivelmente mal. Fiz 40 ‘putts’, o que significa que mais de metade das minhas 76 pancadas foram ‘putts’.

«Saio contente com o meu jogo até ao ‘green’. Sinto-me mais regular, mais consistente. Nesse ponto, estou quase onde quero.Tenho sempre vontade de jogar bem em todo o lado, mas sinto-me motivado para o Penina.

«Comentei num jantar com o Tiago e com o João Umbelino, esta semana, que o povo português tem de apostar um pouco mais em nós, porque provou-se, com os resultados portugueses desta semana que é preciso competição para que as coisas aconteçam como aqui. Mas também é preciso mais ambição e pensar em irmos mais longe do que só passar o ‘cut’. Apostar nos portugueses e sermos mais ambiciosos são dois factores importantíssimos para darmos o salto. Passar o ‘cut’ é positivo, mas não é uma vitória».

RESULTADOS

O ‘top-5’ da classificação geral, após a última volta (72 buracos), ficou ordenada do seguinte modo:

‘Top-5’

1º Jean Van De Velde (França), 273 (69+65+71+68), -15, €116.660,00
2º Lee Slattery 274 (74+68+66+66), -14, €77.770,00
3º Pedro Linhart (Espanha), 275 (71+67+69+68), -13, €43.820,00
4º Simon Wakefield (Inglaterra), 276 (72+68+68+68), -12, €35.000,00
5º Mattias Eliasson (Suécia), 278 (74+69+71+64), -10, €27.090,00
5º Richard Finch (Inglaterra), 278 (70+69+72+67), -10, €27.090,00

Portugueses que passaram o ‘cut’

28º Tiago Cruz (FPG/Vila Sol/BIG), 285 (71+71+69+74), -3, €4.112,94
54º Filipe Lima (FPG/Titleist), 290 (72+72+75+71), +2, €2.324,00
66º Ricardo Santos (FPG/Lusotur Golfes), 296 (72+71+77+76), +8, €1.540,00

Portugueses eliminados

81º Nuno Henriques (Santo da Serra), 146 (75+71), +2*
124º Sérgio Ribeiro (Rodex-Mazda/Gheisa), 152 (75+77), +8
128º Nuno Campino (Paço do Lumiar), 153 (75+78), +9
128º António Sobrinho (Vale do Lobo), 153 (80+73), +9
133º Duarte Freitas (Overbach Munch), 154 (78+76), +10
137º António Dantas da Silva (Penha Longa), 156 (82+74), +12
137º João Pedro Sousa (Santo da Serra), 156 (81+75), +12*
140º Hugo Santos (Vilamoura), 157 (75+82), +13
142º Gonçalo Brito (Santo da Serra), 169 (86+83), +25*

*Amador

GABINETE DE IMPRENSA - FOTO: Ramiro de Jesus/cortesia de Amen Corner.

terça-feira, março 07, 2006


Golfe - Noticias

Clube de Golfe dos Jornalistas
Plano de Provas e Actividades 2006


1ª Prova – 14 e 15 de Janeiro
Troféu Nacional António Martins Janeiro Taça – Vale do Lobo
*2ª Prova – 11 de Março
Campo de Golfe da Aroeira I
4ª Prova - 3 de Abril **
Penina Golf Course (II edição da Nené Novais Press)
*3ª Prova – Maio**
Campo Real
*5ª Prova - 6 de Maio**
S/campo
*6ª Prova –Sem data**
Golfe de Montebelo
*7ª Prova – 24 de Junho**
Golden Eagle
8ª Prova – 28 de Outubro
1.ª Taça ArquiMedia – Campo Real (Arquitectos vs Jornalistas)
*9ª Prova – 25 de Novembro**
Quinta da Marinha

*Ordem de Mérito
** Data e/ou Campo a confirmar
Mais informações: cj@clubedejornalistas.pt

Solverde Campeonato Nacional PGA -

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