segunda-feira, outubro 18, 2010

IV Portugal Masters


RICHARD GREEN SOMA TERCEIROTÍTULO DO EUROPEAN TOUR


A quarta edição do Portugal Masters, vai por certo ficar na memória do australiano, que levou para a “terra dos cangurus” um cheque de meio milhão de euros, naquela que é prova mais importante de Portugal e foi a conquista mais importante deste jogador na sua carreira. No entanto e em declarações o australiano, afiança que todas as vitórias tiveram a sua importância e recordou, por exemplo, como nos Emirados Árabes Unidos se impôs num ‘play-off’ aos antigos nº1 mundiais Greg Norman e Ian Woosnam. De qualquer modo, mesmo sem querer destacar a superioridade do Portugal Masters, garante que virá «defender o título no próximo ano» e não escondeu que a subida ao 22º lugar da Corrida para o Dubai assegurou a sua presença no Campeonato do Mundo do Dubai de 2010, onde o vencedor arrecadará cinco milhões de euros: «É incrível como a realidade e os objectivos se podem alterar num instante». Richard Green terminou 270 pancadas (70+66+69+65), 18 abaixo do Par do Oceânico Victoria, exactamente o mesmo resultado de -18 que tinha feito no Penha Longa, em Junho, onde se sagrou vice-campeão do Estoril Open de Portugal, batido apenas por Thomas Bjorn.

A segunda posição foi partilhada por quatro jogadores: Robert Karlsson e Francesco Molinari e Joost Luitten e Gonzalo Fernandez-Castaño, todos com 16 abaixo do Par. Note-se que o sueco Karlsson arrancou o seu terceiro ‘top-ten’ em quatro anos no Portugal Masters, enquanto o italiano Molinari repetiu o estatuto de vice-campeão de 2009, tendo na altura cedido perante Lee Westwood. A diferença é que este ano Francesco encerrou com uma excelente última volta em 62 pancadas (-10), graças a um ‘eagle’, nove ‘birdies’ e um ‘bogey’!.

Entre os portugueses a frase “meio milhão de euros” pode bem ter efectado o jogador português Ricardo Santos, que aos 27 anos, que esteve muito próximo de fazer historia no golfe nacional, que ele mesmo admitiu ter entrado nervoso, apesar de todo o apoio que o motivou. Mas os dois ‘bogeys’ nos três primeiros buracos foram o pior início possível e não mais se recompôs. Ainda levantou a cabeça com ‘birdies’ nos buracos 5, 8 e, sobretudo no 13, mas fechou a contagem com quatro ‘bogeys’ seguidos. «Nunca tinha feito 5 pancadas acima do Par neste campo», desabafou.

Mesmo assim, não obstante ter caído do 6º para o 48º posto final, com 8 abaixo do Par, Ricardo Santos considerou que, dadas as circunstâncias e «as lições» que aprendeu, foi uma das suas melhores prestações de sempre em torneios profissionais e os 13.800 euros embolsados dobraram os ganhos do ano e foram o seu segundo melhor cheque de sempre.

O melhor português voltou a ser Filipe Lima, que terminou no 36º posto, com 10 abaixo do Par, após um derradeiro cartão a Par do campo (quatro ‘birdies’ e quatro ‘bogeys’). O prémio de 20.700 euros permitiu-lhe apenas subir do 180º ao 164º lugar na Corrida para o Dubai, muito longe do ‘top-115’ que apura directamente para o European Tour de 2011. Mas Lima, de 28 anos, está confiante, diz-se a jogar «mais consistente» e garante que se não conseguir dois ‘top-5’ nos torneios espanhóis que se avizinham irá tentar a sorte «na Escola de Qualificação». E se todos estes planos falharem, não tem problemas em ser despromovido «ao Challenge Tour (II Divisão) em 2011», convicto que que ainda é «jovem» e poderá «voltar em força».

No que respeita ás audiências e ás entradas, mais uma vitória de Portugal. Venderam-se 12.115 bilhetes, um recorde num único dia, superando os 10.504 da última jornada do ano passado. No final do torneio, foram comprados 36.223 ingressos, ultrapassando pelo segundo ano seguido a fasquia dos 35 mil. Em anos anteriores os espectadores estrangeiros “esmagavam” os portugueses, desta feita ouviu-se o rugir lusitano que tentaram empurrar para a vitória Ricardo Santos e Filipe Lima.

O selecionador nacional, Sebastião Gil, disse que «é possível haver um português numa selecção da Ryder Cup se Portugal organizar o evento em 2018» e entre os nomes possíveis incluiu Santos e Lima.

Acreditar é, sem dúvida, apalavra de ordem e hoje percebeu-se como Richard Green, habituado a altas velocidades, pois há dois anos seguidos que compete com o seu Porsche nacategoria GT do Grande Prémio da Austrália, nunca temeu a desvantagem de 7 pancadas que superou neste último dia.

Foi essa agressividade que lhe mereceu o troféu do Portugal Masters das mãos do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que garantiu «o apoio do Governo ao golfe nos próximos anos», regozijando-se pela «afluência de público». Na cerimónia de entrega de prémios estiveram ainda Gerry Fagan, proprietário da Oceânico Golf, Manuel Agrellos, presidente da FPG, Nuno Aires, presidente do Turismo Algarve,Joaquim Geurreiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, José Maria Zamora e Peter Adams, directores do PGA EuropeanTour.

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