
THOMAS BJOR Bi-Campeão da Ryder Cup vence a edição 54 do Open de Portugal e quer voltar ao Penha Longa em 2011 para defender o titulo.
Depois de uma ausência bem perlongada de vitórias no EuropeanTour, quatro anos, o Dinamarquês Thomas Bjorn conquistou na Penha Longa o seu décimo título europeu ao vencer o 54º Estoril Open de Portugal, torneio da Federação Portuguesa de Golfe , com um Prize-Money de um milhão de euros em prémios monetários.
Thomas Bjorn liderou a prova desde a segunda volta, tendo jogado com parceiro nos dois primeiros dias Filipe Lima, do qual veio a tecer os maiores elogios.
Para o ultimo dia apresentando-se com menos 21 pancadas, seguido do Australiano Richard Green com 19 pancadas. No entanto, logo no primeiro buraco, as coisas ficaram mais uma vez “tremidas” com Thomas a falhar um putt para birdie com menos de um metro, e em contra ponto o australiano Green a fazer um birdie com mais de seis metros. Mas foi no buraco quinze que tudo ficou esclarecido; Thomas faz um especular Par e Green com a bola a poucos centímetros do Par, acabou por fazer um bogey, deitando por terra todas as esperanças. Thomas viria no entanto a a concluir o ultimo dia com a sua pior volta, 68 pancadas menos quatro que o par do campo, num agregado de 265 pancadas menos 23 que o par do campo.
Aos 39 Thomas Bjorn, conquista a sua 10 vitória do Tour, a primeira deste ano e ascendo ao numero 36 do Race To Dubai, bem como vê reforçada a sua conta bancário com um cheque de 166 mil euros.
Para a história de 54 edições do Open de Portugal fica o registo de só nove jogadores ganharam depois de terem representado a selecção europeia da Ryder Cup. O dinamarquês foi o nono, juntando-se a Colin Montgomerie, Miguel Angel Jiménez, Paul Broadhurst, Phillip Price, Sam Torrance, Ronan Rafferty, David Gilford e Sam Richardson. E Bjorn deu-se ainda ao luxo de fazê-lo com um resultado de 23 abaixo do Par, apenas a 1 pancada do recorde do torneio para 72 buracos que continua a pertencer a Colin Montgomerie, com os -24 de 1989 no traçado da Quinta do Lago.
Quanto ao Português em prova, Filipe Lima, viria a terminar na posição 57 com um total de 287, (71+71+70+75). Não conseguindo repetir a volta de sábado, a sua melhor volta de duas pancadas abaixo do par.
Thomas quer voltara ao Penha Longa
Sobre a defesa do titulo, Thomas Bjorn, deixou bastante claro que gostava de o defender neste campo em 2011. Não tendo dúvidas nenhumas: «Adoraria defendê-lo na Penha Longa»
Thomas elogia Filipe Lima
Nas duas primeiras voltas deste 54º Estoril Open de Portugal Thomas Bjorn jogou ao lado de Filipe Lima, um jogador que considera «muito bom, mas a passar por um mau bocado como eu também passei, mas nota-se que o talento está lá», afirmou o vencedor do Open
Thomas e Portugal
Não se esqueceu de agradecer à Federação Portuguesa de Golf, pelos períodos que treinava em Portugal nos invernos Dinamarqueses, quando tinha 14 anos, declarou na cerimónia de entrega de prémios, acrescentando mais tarde, já em conferência de imprensa, que conhece «o presidente da FPG, Manuel Agrellos, há muitos anos». Não quis, no entanto, tornar públicas as suas melhores recordações desses tempos: «Éramos jovens e divertíamo-nos com coisas que é melhor não contar agora não contar, mas posso dizer que passei uns bons tempos com o António Sobrinho».
Thomas e a camdidatura de Portugal à Ruder Cup
Portugal e a FPG poderão necessitar da sua ajuda para a vitória na candidatura à organização da Ryder Cup de 2018. Com a renúncia da Suécia, é provável que o dinamarquês Thomas Bjorn tenha deixado de ter uma candidatura preferida, mas como é o actual presidente da C omissão de Jogadores do European Tour, optou por uma resposta diplomática: «Portugal é um país que está no coração de todos os jogadores do European Tour. É um dos nossos destinos de golfe preferidos. Mas a decisão da Ryder Cup, que terá de ser tomada até Março do próximo ano, é algo de muito sério e eu diria que Portugal tem tão boas hipóteses de ganhar como qualquer outra candidatura».
Manuel Agrelos e Filipe Lima
Para o presidente da FPG, Manuel Agrellos, «o Filipe Lima provou que é o melhor jogador português, aquele que sistematicamente passa mais ‘cuts’ e que está ali na luta nos torneios do European Tour. A FPG nunca deixou de apoiá-lo, mesmo quando outros já não acreditavam nele. Tem jogo para ser um grande vencedor».
Manuel Agrelos em balanço
O balanço da semana «é extremamente positivo. O torneio não começou bem com a mudança de data devido ao mau tempo, mas foi uma decisão acertada a de adiá-lo. O campo da Penha Longa apresentou-se excelentes condições e foi muito elogiado pelos jogadores, terminamos com um lindo dia de sol que possibilitou bonitas imagens na transmissão televisiva internacional e tivemos um grande campeão que nem se esqueceu de agradecer a Portugal e à Federação pelos tempos da sua juventude que passou por cá».
Filipe Lima : O balanço e o Azar
«Faço um balanço positivo deste Open, porque nestes três últimos dias joguei muito bem. Hoje foi mais difícil, fiz algumas asneiras. Tento trocar umas coisas no swing, que de vez em quando falha, mas foi bom, joguei bem, comecei bem, mas depois não consegui segurar. Fiz uma asneira. No buraco 9 passou-se uma coisa que nunca me tinha sucedido: estava na estrada, à direita, quis dropar, o árbitro deixou-me dropar sem penalidade, mas ao dropar a bola bateu no tee e foi contra uma raiz. Se não tivesse batido no tee estava lá e fazia PAR. Foi azar!. Acabei mal a volta, mas joguei bem. Estava com a cabeça virada para casa. Mas estou contente. O putt hoje esteve muito melhor, por isso estou contente. Nos segundo e terceiro dias o jogo curto foi a principal dificuldade. É verdade, mas hoje correu bem,tirando as asneiras que fiz, correu bem.
Filipe Lima e o Mundial
Tenho acompanhado este mundial. Tenho visto os jogos todos. Agora vou concentrar-me no jogo de Portugal. Penso que a equipa vai fazer um bom mundial. Este ano acredito mesmo que a equipa portuguesa vai fazer um bom mundial. Tem boa equipa, não se fala muito, estão discretos e acho que assim é que deve de ser. A equipa para entrar bem no mundial tem de ir com calma, ter confiança e pensarem que têm um povo atrás deles e se falharem não faz mal. Gosto do professor Carlos Queirós. Falhou a convocatória de dois ou três jogadores que eu gostaria de ver na equipa, mas ele sabe o que está a fazer.
Filipe Lima e o “seu” Onze
O meu onze para o jogo com a Costa do Marfim…. O Cristiano Ronaldo, o Hugo Almeida… no ataque; cá atrás… entre Duda e Coentrão decido-me pelo Coentrão. Gosto dele, tem estilo. Dúvidas na frente? Simão ou Danny? Simão. Fez uma boa época, portanto tem de jogar. Deixando uma referencia para o Ronaldo; é o jogador que mais admiro neste mundial? O Cristiano Ronaldo. Vi o jogo do Messi, tem estilo,mas gosto mais do Ronaldo, tem mais potência»…
Filipe Lima e a Madeira
Para a semana vou jogar o torneio de Saint Omer, depois vou para a Alemanha, a seguir vou para França, depois talvez pare uma semana durante o British Open e sou capaz de ir passar umas férias à Madeira
RESULTADOS
‘Top-5’
1º Thomas Bjorn (Dinamarca), 265 (67+65+65+68), -23,€166.660.
2º Richard Green (Austrália), 270 (67+65+64+70), -18,€111.110.
3º Mark Hasstrup (Dinamarca), 272 (67+69+64+70), -16,€62.600.
4º Robert Rock (Inglaterra), 274(68+67+68+71), -14,€50.000.
5º Damien McGrane (Irlanda), 275(64+70+68+73) -13,€42.400.
57º Filipe Lima (FPG), 287(71+71+70+75), -1,€2.750.


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