Nelson
Cavalheiro sagrou-se campeão do Pro-Am que o Clube de Golfe dos Arquitectos
organizou e patrocinou para encerrar em beleza, no RibaGolfe-II, 82 PONTOS NO RIBAGOLFE-II
COM OS AMADORES JOÃO PEREIRA GOMES, ANTÓNIO LIBERAL FERREIRA E ANTÓNIO CATARINO
TAVARES.
O
profissional do Grupo Oceânico jogou ao lado dos amadores João Pereira Gomes,
António Liberal Ferreira e António Catarino Tavares. Somaram 82 pontos net,
tendo-se jogado em stableford full handicap.
«Não foi
a primeira vez que ganhei um Pro-Am, mas foi o primeiro que venci num
Campeonato Nacional», explicou o também vice-presidente da PGA de Portugal,
ex-treinador de campeões nacionais como Nuno Campino e António Rosado.
«Atendendo
às condições de jogo, dado o campo ainda estar molhado, 82 pontos é um bom
resultado. Acho que a vitória foi a consequência de termos combinado bem,
porque eu aguentei os “Pares” dos buracos, enquanto os meus parceiros foram
fazendo os birdies», acrescentou o algarvio que, em 2001, há exactamente dez
anos, conquistou em Tróia o seu principal título, o Masters da PGA de Portugal.
O Pro-Am,
que no calendário do Clube de Golfe de Arquitectos (CGA) aparece com o nome de
Riba Tejo, foi bastante concorrido, com 103 participantes, tendo-se saído em
shot-gun.
A
cerimónia de entrega de prémios realizou-se no requintado restaurante Cozinha
Velha do Palácio de Queluz e foi mais uma oportunidade para se aplaudir a
vitória de Ricardo Santos no Campeonato Nacional, com 14 abaixo do Par, um
resultado histórico que fixa um recorde na prova.
Ricardo
Santos foi o único campeão nacional de 2011 presente no jantar e agradeceu ao
CGA: «É um clube bastante dinâmico e é importante que continue a apoiar a PGA e
os profissionais portugueses».
Dos
outros dois campeões nacionais, Mónia Bernardo jogou o Pro-Am mas regressou ao
Algarve ao final da tarde, enquanto o sénior José Gonçalves já tinha partido na
véspera, não sendo convocado para o Pro-Am.
Outro dos
momentos altos da noite foi a oferta ao CGA de um lob wedge autografado por
Filipe Lima, que só soube do jantar recentemente e tinha-se comprometido com um
dos seus patrocinadores para essa noite, mas marcou presença com o gesto
elogiado pelo presidente do CGA, José Gramaxo.
Foi a
primeira participação de Filipe Lima num Campeonato Nacional e, estando perante
um jogador que já passou por circuitos profissionais como o francês, asiático e
vários na Europa, importava perceber se o nível organizativo da PGA de Portugal
poderia ser comparado com outros: «Uma organização muito boa e fiquei surpreso.
Havia detalhes que não esperava como as distâncias marcadas no chão, os patrocínios
bem afixados no campo, a comunicação constante no site da PGA de Portugal e no
Facebook, a presença nos buracos de águas e bananas. É uma experiência para
repetir. Quero voltar e não me pareceu difícil ter todos os melhores juntos.
Bastou falar com eles e procurar a melhor data. O final da época parece-me uma
boa data».
Segundo, Manuel Agrellos (presidente da Federação
Portuguesa de Golfe): «É uma alegria estar aqui presente. Em primeiro
lugar para verificar os progressos que a PGA de Portugal tem feito nos últimos
tempos. Parabéns ao José Correia e à sua equipa, à sua Direcção, por ter
colocado a PGA de Portugal onde deve estar. A FPG está com a PGA de Portugal e
se às vezes não fazemos mais é porque não podemos. Em segundo lugar, pelos
resultados. O nível de jogo dos profissionais portugueses subiu muito. 14
Abaixo do Par em três voltas é óptimo golfe e mostra que o trabalho
desenvolvido pela alta competição, na FPG e na PGA, tem dado fruto».
Para José Maria Cazal Ribeiro (director do RibaGolfe) «É sempre positivo
receber a PGA de Portugal nos nossos campos e o Campeonato Nacional ainda mais.
O campo revelou-se um teste sério aos profissionais e os resultados foram
extraordinários. O retorno que nos chegou dos jogadores sobre o campo foi
positivo, quer em termos de lay-out quer de desafio que o campo apresentou.
Tínhamos marcado o torneio para o campo nº1, onde tinha decorrido a Escola de
Qualificação do European Tour, mas a PGA de Portugal achou por bem transferir
para o nº2. Houve tempo para preparar o campo porque a decisão foi tomada cerca
de um mês antes. O campo aguentou a provação das condições meteorológicas. Os
greens são óptimos e não apresentam problemas de drenagem. Os fairways não
estavam perfeitos mas jogaram-se em boas condições. Tenho todo o interesse em
voltar a receber o Campeonato Nacional, mas a decisão é da PGA».
Ao passo
que José Gramaxo (presidente do Clube de Golfe dos Arquitectos): «O Pro-Am
ofereceu um dia glorioso e uma vez mais não fomos abandonados pelo padroeiro do
CGA. A ligação à PGA de Portugal já vem de longa data e agora foi reforçada.
Sinto-me orgulhoso, em nome do CGA, pelo apoio grato, pelo prazer que é
estarmos com a PGA de Portugal. Podem contar connosco. Há 11 anos que apoiamos
a formação de golfe e tudo o que temos vindo a fazer com os profissionais é
pela estima que nos merecem. Parabéns ao José Correia e à PGA de Portugal. São
uma equipa ganhadora e não é por acaso que são todos scrach».
Para o Presidente da PGA de Portugal: «Torneio
após torneio, temos tentado melhorar e trazer algo de novo. Neste Campeonato
Nacional, o apoio da equipa do RibaGolfe foi fundamental para o seu sucesso. Em
termos de set-up do campo, destaco as distâncias marcadas no meio do fairway,
os buracos pintados, numa tentativa de aproximação aos torneios do Tour. Fiquei
muito contente com a presença dos melhores jogadores e de todos os outros. Este
ano introduzimos os seniores e as senhoras e foi bom estarmos todos juntos.
Mais uma vez, acolhemos alguns dos melhores amadores e queremos cada vez mais.
Eles são sempre bem-vindos. Sinceramente, tudo o que pensámos para este torneio
correu como idealizámos. É claro que no futuro queremos melhorar. É preciso
agradecer a todos os patrocinadores e em particular ao CGA porque o seu apoio
foi por inteiro para os prémios monetários. Sem o CGA este Campeonato Nacional
não se teria realizado. Espero que a parceria continue por muitos e bons anos.
Agradeço aos media em geral e à SportTV em particular, à FPG e ao João Coutinho
que foi o nosso árbitro do torneio. Agradeço à equipa da PGA de Portugal, em
especial à Isabel e ao Nélson Cavalheiro. Na PGA de Portugal somos 110 sócios.
Não somos muitos, mas somos bons e temos de ser respeitados. Estaremos cá para
o que der e vier».
FOTO: Tiago Rodrigues, o melhor
amador, com o troféu entregue por Nelson Cavalheiro, campeão do Pro-Am do Clube
de Golfe dos Arquitectos no Campeonato Nacional.
ASSINATURA
DE FOTOS: Alexandre Franco