Não posso de deixar de iniciar este artigo, na primeira pessoa do singular; Assim, e após o dia da vitória de Ricardo Santos, no Open da Madeira, os comentários (escritos) são de uma discrepância monumental face aos comentários (verbais) sobre o golfe profissional. Na minha vida, tanto como jornalista como pessoa ligada a esta industria, tenho assistido ás enumeras mudanças de opinião, como quem muda de “Drive”, ou de putter. Hoje o Ricardo é muito bom, a semana passada algum do "bate-bica", já não era talvez, o jogador, que vá, alguma fez ganhar, alguma coisa …. E por ai adiante. Mas o mais chocante, é ouvir estas e outras observâncias sobre a modalidade, daqueles que nada sabem de golfe, opinam porque acham que o seu pequeno handicap lhes dá essas premissa. Só espero que numa altura menos boa, de um qualquer jogador português, os comentários de alguns ilustres entendedores de golfe, não voltem a trocar de ”Drive”, nem que seja por uma semana. Há e já agora, o Open da Madeira é uma prova do EUROPEANTOUR, não venham dizer; há pouco jogadores de renome, baixo prize-money,. bla, bla, bla, conersa mesmo da treta. Para a história fica a vitória de um Português de “gema” que aos 29 aos numa prova do Europeantour, e com ela, leva o nome de Portugal ao top de um dos maiores desportos do mundo,
Dia de Fé
Foi no dia de grande fé nacional,
como é o dia de Nossa Senhora de Fátima, que Ricardo Santos, venceu o 20ª edição do Madeira Islands Open
Portugal, disputado no Santo da Serra Golf. Prova a contar para o calendário do
European Tour e do Challenge, com 675 mil euros em prémios monetários. Assim, Ricardo Santos entrou para a história do golfe
nacional por ser o segundo representante português a vencer uma prova do
principal circuito europeu, e logo no ano de estreia do escalão principal do
golfe europeu. Ao vencer esta prova, Ricardo levou para casa um cheque de
112,500 euros, além de ter garantido o
“cartão” para competir mais uma época no European Tour. Esta vitória valeu-lhe
também um convite para disputar o BMW PGA Championship, torneio de 4,500 mil
euros. A vitória nesta prova, catapultou-ou para o Top 50 do “Race to Dubai”.
E esta vitória não podia ter sido
mais memorável. Ricardo terminou a prova com -22 pancadas, e com uma última
volta incrível de 63 pancadas, 9 abaixo do par do campo, com um registo de 9
“birdies”. Ricardo vê assim, o seu nome não só inscrito no troféu do Madeira
Islands Open Portugal, mas também no “record” da prova, sendo o jogador que
venceu com menos pancadas. O anterior “record” pertencia a James
Morrisson, com -21 pancadas, obtidas em 2010 no Porto Santo Golf. Curiosamente
passaram exactamente 20 anos desde que Daniel Silva, sul-africano (luso
descendente), que representava as cores nacionais, venceu em Inglaterra, o Jersey
European Airways Open (1992), para voltamos a ter um português erguer um troféu
na principal “liga” do golfe europeu.
Ricardo Santos é o primeiro profissional formado pelas escolas portuguesas, Vilamoura, e pela selecção nacional a vencer uma prova desta importância.
Filipe Lima já havia conseguido uma vitória no principal Tour Europeu, em 2004, no Aa St. Omer Open, mas na altura, ainda, ostentava a bandeira francesa no seu saco.
Passo-a-passo
Ricardo Santos é o primeiro profissional formado pelas escolas portuguesas, Vilamoura, e pela selecção nacional a vencer uma prova desta importância.
Filipe Lima já havia conseguido uma vitória no principal Tour Europeu, em 2004, no Aa St. Omer Open, mas na altura, ainda, ostentava a bandeira francesa no seu saco.
Passo-a-passo
As expectativas eram muito grandes, como era de se esperar, e nem por isso Ricardo
deixou-se abalar. Mesmo não começando a ultima ronda a liderar, teve pelo
caminho, o dinamarquês Andreas Harto foi escalando até ao primeiro lugar, com 6
“birdies” nos primeiros nove buracos. O buraco 12, 14 e 15 foram
decisivos uma vez que o jovem de 23 anos não aguentou a pressão e fez “bogey”,
abrindo uma brecha para Santos não desperdiçar e arrematar o título com uma
volta imaculada “bogey-free”.
O ponto de viragem foi no “green” do 17, quando meteu um “putt” de cerca de 10 metros, confirmando assim o seu domínio.
Apesar das quatro dezenas de seguidores que não o largarem desde o início, o português confessou-nos que esteve até ao penúltimo buraco (17) sem perceber que era o líder. Ouviu-o pela boca de um fã inglês que gritou “já temos campeão”.
Nos restantes buracos “só” precisou de controlar as emoções, fazer a volta da sua vida, e viver o momento mais importante da sua carreira.
“Foi um dia memorável para mim e para Portugal não tenho palavras para descrever o momento”, disse o jogador visivelmente emocionado.
À chegada do 18 tinha uma centena de apoiantes à sua espera, ouvia-se palmas, assobios e um coro de “olé, olé” ensaiado pelos jogadores portugueses que não quiseram perder a vitória do luso, entre eles o seu irmão mais velho Hugo, que não passou o “cut” do torneio. Mal a bola entra no buraco do “green” do 18, para “birdie”, uma chuva de champanhe brinda o campeão, e tal como nos confessou depois sentir-se pequeno: “tenho quase 1,90, mas naquele momento senti-me com meio metro”.
Ricardo Santos venceu a 20ª edição do Madeira Islands Open com um agregado de 266 pancadas (-22), voltas de 66+67+68+63.
Na hora de falar com os jornalistas de vários países europeus que se encontravam na Madeira a emoção falou mais alto e a voz tremeu-lhe ao dedicar a vitória à mulher, Rita Brissos, à filha Vitória e aos seus pais.
“ Quero agradecer ao meu “caddy” Jorge Gamarra , a minha mulher Rita Brissos, ao Almerindo Sequeira e David Moura que têm-me ajudando bastante. E claro, aos meus sponsers sem eles não era possível “, disse comovido, enaltecendo , ainda que o Santo da Serra é um campo muito especial para ele e que hoje confirmou-se.
O algarvio ainda não sabia como iria festejar tamanha proeza mas não hesitou em dizer que já só pensava em Wentworth Club, palco do BMW PGA Championship.
Magnus Carlsson foi o vice-campeão do 20º Madeira Islands Open com 270 pancadas (-18) scores de 66+66+71+67. No final não conseguiu esconder a tristeza de não ter subido ao primeiro lugar do pódio.
"Estou desapontado por não ter ganho mas estou satisfeito pelos 67 abaixo na ronda final, outra pessoa jogou melhor do que eu”, disse.
Em terceiro lugar ficou o dinamarquês Andreas Horto com 271 pancadas ( -17), 67+71+66+ 67.
Os portugueses, António Rosado e Nuno Henriques, terminaram a sua prestação de forma positiva, abaixo do par do campo.
O madeirense Nuno Henriques ficou na 53ª posição com 285 pancadas (-3) com 73+67+73+72 pancadas, recebeu um cheque de 2,256 euros.
António Rosado ficou sete posições abaixo (60º) com um total de 286 pancadas (-2) com 72+69+72+73.
O ponto de viragem foi no “green” do 17, quando meteu um “putt” de cerca de 10 metros, confirmando assim o seu domínio.
Apesar das quatro dezenas de seguidores que não o largarem desde o início, o português confessou-nos que esteve até ao penúltimo buraco (17) sem perceber que era o líder. Ouviu-o pela boca de um fã inglês que gritou “já temos campeão”.
Nos restantes buracos “só” precisou de controlar as emoções, fazer a volta da sua vida, e viver o momento mais importante da sua carreira.
“Foi um dia memorável para mim e para Portugal não tenho palavras para descrever o momento”, disse o jogador visivelmente emocionado.
À chegada do 18 tinha uma centena de apoiantes à sua espera, ouvia-se palmas, assobios e um coro de “olé, olé” ensaiado pelos jogadores portugueses que não quiseram perder a vitória do luso, entre eles o seu irmão mais velho Hugo, que não passou o “cut” do torneio. Mal a bola entra no buraco do “green” do 18, para “birdie”, uma chuva de champanhe brinda o campeão, e tal como nos confessou depois sentir-se pequeno: “tenho quase 1,90, mas naquele momento senti-me com meio metro”.
Ricardo Santos venceu a 20ª edição do Madeira Islands Open com um agregado de 266 pancadas (-22), voltas de 66+67+68+63.
Na hora de falar com os jornalistas de vários países europeus que se encontravam na Madeira a emoção falou mais alto e a voz tremeu-lhe ao dedicar a vitória à mulher, Rita Brissos, à filha Vitória e aos seus pais.
“ Quero agradecer ao meu “caddy” Jorge Gamarra , a minha mulher Rita Brissos, ao Almerindo Sequeira e David Moura que têm-me ajudando bastante. E claro, aos meus sponsers sem eles não era possível “, disse comovido, enaltecendo , ainda que o Santo da Serra é um campo muito especial para ele e que hoje confirmou-se.
O algarvio ainda não sabia como iria festejar tamanha proeza mas não hesitou em dizer que já só pensava em Wentworth Club, palco do BMW PGA Championship.
Magnus Carlsson foi o vice-campeão do 20º Madeira Islands Open com 270 pancadas (-18) scores de 66+66+71+67. No final não conseguiu esconder a tristeza de não ter subido ao primeiro lugar do pódio.
"Estou desapontado por não ter ganho mas estou satisfeito pelos 67 abaixo na ronda final, outra pessoa jogou melhor do que eu”, disse.
Em terceiro lugar ficou o dinamarquês Andreas Horto com 271 pancadas ( -17), 67+71+66+ 67.
Os portugueses, António Rosado e Nuno Henriques, terminaram a sua prestação de forma positiva, abaixo do par do campo.
O madeirense Nuno Henriques ficou na 53ª posição com 285 pancadas (-3) com 73+67+73+72 pancadas, recebeu um cheque de 2,256 euros.
António Rosado ficou sete posições abaixo (60º) com um total de 286 pancadas (-2) com 72+69+72+73.
Cerimónia em
Português
Foi a primeira
vez que a cerimónia de entrega de prémios do Madeira Islands Open celebrou-se
em português. O anfitrião, António Henriques, presidente do Clube de Golfe do
Santo da Serra destacou a vitória do Ricardo Santos como um orgulho para
Portugal e para a 20ª edição do Open Madeirense. Alberto João Jardim,
presidente do Governo Regional da Madeira, sublinhou a importância desta prova
com 20 anos de existência e agradeceu aos patrocinadores por continuarem com
esta aposta. Estiveram, também presentes João Cunha e Silva, vice-presidente do
Governo Regional da Madeira, a secretaria Regional de Turismo e Transportes,
Conceição Estudante, David Williams, director da prova, o presidente da
Federação Portuguesa de Golfe, Manuel Agrellos e o representante do sponser
Banco BPI, Carlos Agrellos.
Resultados:
1º Ricardo Santos - 266 pancadas -22 (66+67+68+63).
2º Magnus Carlsson - 270 pancadas -18 (66+66+71+67)
3º Andreas Horto - 271 pancadas -17 (67+71+66+67)
2º Magnus Carlsson - 270 pancadas -18 (66+66+71+67)
3º Andreas Horto - 271 pancadas -17 (67+71+66+67)
53ª Nuno Henriques - 285 pancadas -3 (73+67+73+72)
60º António Rosado - 286 pancadas -2 (72+69+72+73)
60º António Rosado - 286 pancadas -2 (72+69+72+73)





