domingo, setembro 18, 2022

60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

 PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOMÁS BESSA FOI O QUINTO PORTUGUÊS NA HISTÓRIA DA PROVA A TERMINAR NO TOP-10. 



Pierre Pineau quebrou um enguiço de seis 2.º lugares desde que tornou-se profissional e conquistou, finalmente, o seu primeiro título, com um final emocionante, graças a um putt de 15 metros para eagle, para vencer o play-off do 60.º Open de Portugal at Royal Óbidos, um torneio de 250 mil euros em prémios monetários. 
O segundo francês a triunfar no único torneio português do Challenge Tour – depois de Grégory Bourdy em 2008 – derrotou na “morte súbita”, no buraco 18, os seus compatriotas Félix Mory e David Ravetto, rodeado de mais de uma dúzia de espectadores franceses, alguns residentes em Óbidos e também de turistas.
“O Félix e o David são amigos, conheço-os desde os dez anos, pelo que foi especial defrontá-los no play-off”, disse Pineau, depois dos três companheiros e rivais, a jogarem em formações distintas, terem todos convertido birdies no 72.º e último buraco regulamentar para atingirem a marca das 15 pancadas abaixo do Par. Com os três gauleses empatados com 273 (-15), foi necessário recorrer a um play-off pela oitava vez na história do torneio da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) e apenas pela segunda vez entre jogadores da mesma nacionalidade.
Os três jogadores chegaram ao green em duas pancadas, mas foi Pineau quem ficou mais longe da bandeira. O jogador de 23 anos, que tinha feito voltas de 74, 66, 66 e 67, enfrentava um putt gigantesco de 15 metros e converteu-o para o eagle da vitória, provocando uma ovação de centenas de espectadores à volta do green do buraco 18.
Foi um play-off de luxo, uma vez que tanto Mory (70+71+66+66), de 28 anos, como Ravetto (70+71+64+68), de 25 anos, estiveram ao mais alto nível, fechando o play-off com birdies! 
“Espero vir a meter muitos bons putts na minha carreira, mas, até ao momento, este foi o melhor”, rejubilou Pineau, um grande amador há uns anos – em 2017 foi vice-campeão do Campeonato Internacional Amador de França –, que iniciou a sua carreira profissional no Alps Tour, uma das terceiras divisões da Europa, onde militou até junho.
No ano passado, Pineau já tinha alcançado dois 2.º lugares no Alps Tour. Este ano foram mais três vice-campeonatos nesse circuito satélite alpino e estava no top-10 da Ordem de Mérito. A sua ideia era fechar o ano no top-5 do Alps Tour e subir à segunda divisão europeia. Foi então que, em julho, foi jogar o Euram Bank Open, na Áustria, do Challenge Tour, onde voltou a ser… 2.º classificado.
«Esse 2.º lugar deu-me hipótese de começar a jogar no Challenge Tour», explicou-nos. Desde então, desde julho, disputou mais sete eventos deste circuito para, finalmente, sentir o doce sabor da vitória – e do cheque de 40 mil euros, que teve a curiosidade de chegar pelo ar, num drone da CEiiA, uma empresa portuguesa de Matosinhos.
Num ápice, saltou do 55.º para o 19.º lugar na Corrida para Maiorca, ou seja, dentro do top-20 que no final da época se qualifica para o DP World Tour. Uma ascensão vertiginosa de um jogador que começou a temporada na terceira divisão europeia e arrisca-se a terminá-la no escalão principal.
Tem agora pela frente uma decisão difícil: «Tenho entrada no Swiss Challenge da próxima semana, mas também tenho convite para o Open de França», um dos mais conceituados torneios do DP World Tour. Deverá ir à Suíça e reforçar o seu estatuto de top-20 da segunda divisão, ou ter o privilégio de atuar no Le Golf National em Paris? «Ainda não sei – admite – tenho de conversar com o meu treinador e o meu agente antes de decidir».
Como aconteceu com tantos outros grandes campeões do passado, o Open de Portugal foi uma rampa de lançamento na sua carreira. «É uma coisa de que não se tem logo a consciência e ainda não fui ver os nomes que estão naquela taça, mas depois irei fazê-lo, e dizem-me que grandes jogadores ganharam-no. Vencer no Challenge Tour já é super, mas num Open nacional é um valor acrescentado».
Ainda não foi desta que o Open de Portugal at Royal Óbidos teve um nome português inscrito na taça, mas voltou a ser uma prestação nacional muito positiva, com destaque para o 6.º lugar de Tomás Bessa, com 276 pancadas, 12 abaixo do Par, após voltas de 71,71, 66 e 68, 12 abaixo do Par, que lhe renderam um prémio de 9 mil euros. No início da semana estabeleceu como objetivo jogar as quatro voltas seguidas abaixo do Par e fê-lo com brilhantismo.
«Não é uma vitória mas é um resultado muito bom, é o meu melhor resultado de sempre no Challenge Tour e estou muito feliz», disse o jogador de 26 anos, que tornou-se apenas no quinto português a alcançar um top-10 no Open de Portugal, depois de Filipe Lima (2.º em 2018, com -5 e 3.º em 2005 com -11), Tiago Cruz (4.º em 2018 com -4), Ricardo Melo Gouveia (4.º em 2021 com -13) e Vítor Lopes (7.º em 2020 com -13). Tomás Bessa subiu ao 112.º lugar da Corrida para Maiorca e os 120 primeiros, no final do ano, já terão uma categoria razoável no Challenge Tour. É também por isso que vai agora para o Swiss Challenge na próxima semana, para reforçar a sua posição, antes de regressar aos dois últimos torneios do Alps Tour. É o 6.º da Ordem de Mérito e deseja o top-5, para dispor de uma categoria ainda melhor no Challenge Tour de 2023.
Pedro Figueiredo, por seu lado, não conseguiu um dos seus objetivos, que seria, pelo menos, um top-10 para aspirar a fechar o ano no top-45 da Corrida para Maiorca, de modo qualificar-se para a Rolex Challenge Tour Grand Final. “Figgy” esteve sempre no top-20 neste Open de Portugal mas, tal como no ano passado, soçobrou na última volta. Fechou no 22.º lugar, com 280 (70+70+68+72), -8, embolsando 2.350 euros. Era 85.º no ranking do Challenge Tour e subiu a 84.º.
«Vai ser difícil (ir à Grande Final em Maiorca). Preciso de uma grande semana. A esperança está sempre lá, faltam quatro torneios vou dar o máximo para esse top-45. Numa semana tudo muda e com uma vitória até se pensa logo no top-20 (de acesso ao DP World Tour)», disse o jogador de 31 anos, que sente-se a jogar bem: «O meu jogo está bastante sólido. Neste torneio fiz três duplos-bogey e eliminando esses três buracos estaria muito perto da liderança».
O terceiro português a passar o cut foi o amador Hugo Camelo, de apenas 19 anos, que terminou todas as voltas com um agregado abaixo do Par até este último dia de bandeiras difíceis e algum nervosismo atirarem-no para o 68.º posto (entre 144 jogadores), com 293 (68+73+72+79), +5. «Hoje foi um dia difícil, não joguei tão bem do tee ao green, o chip também não me permitiu salvar o Par e fiz bastante bogeys e só fiz um birdie no último buraco. No global o torneio foi bom, consegui um dos objetivos que era passar o cut, aprendi muito e cresci muito como jogador», disse aquele que foi o primeiro português a passar o cut desde que o torneio transitou para Royal Óbidos.
Na cerimónia de entrega de prémios estiveram Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG; Filipe Silva, administrador do Turismo de Portugal; Frederico Simões de Almeida, administrador do Royal Óbidos Spa & Golf Resort; e Gary Tait, o diretor de torneios do Challenge Tour.
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TEXTO de Hugo Ribeiro (tradução em português) - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias © Rodrigo Gatinho/FPG


​60.º Open de Portugal at Royal Óbidos

PEDRO FIGUEIREDO MANTEVE O 11.º LUGAR QUE OCUPAVA APÓS O SEGUNDO DIA DE PROVA. TOMÁS BESSA SÓ HOJE CONCLUIU A SEGUNDA VOLTA, PASSOU O CUT PELA SEGUNDA VEZ EM TRÊS ANOS E SUBIU PARA 11.º. O AMADOR HUGO CAMELO AGUENTOU-SE ABAIXO DO PAR. TODD CLEMENTS FEZ HOLE-IN-ONE.

O português Pedro Figueiredo precisou na terceira volta de um putt para birdie, executado da gola do green do buraco 18 de Royal Óbidos, para manter-se no 11.º lugar que ocupava na véspera. Enquanto isso, o inglês Todd Clements necessitou de um ‘hole-in-one’ no buraco 8 para segurar a liderança do Open de Portugal, o torneio do Challenge Tour que comanda desde o primeiro dia.​ ​Mas nem “Figgy” detém sozinho o estatuto de melhor português, nem Clements está isolando na frente do torneio de 250 mil euros em prémios.
Tomás Bessa, com uma sensacional volta de 6 abaixo do Par, integra igualmente o grupo dos 11.º classificados, que, para além dos dois portugueses, inclui ainda o escocês Euan Walker e o galês Stuart Manley, todos com 208 pancadas, 8 abaixo do Par do percurso concebido por Seve Ballesteros. Note-se que Bessa chegou a ocupar a 3.ª posição e a meter-se na luta pelo título, antes de sofrer um ‘bogey’ no seu último buraco, o 9.º do campo.
Já o francês Jeong Weon Ko (com voltas de 71, 66 e 67), de pais coreanos emigrados em França, também conseguiu igualar Clements (67+69+68) na frente, ambos com 204 pancadas, 11 abaixo do Par. Em 3.º vem outro francês, David Ravetto, com 205 (70+71+64), -11, que só não fixou hoje um novo recorde do campo (-8), porque o torneio está a permitir a colocação de bola no ‘fairway’, fazendo com que os resultados não possam ser homologados como recordes.​ ​O terceiro dia do principal torneio da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) começou com 76 jogadores a necessitarem de concluir a sua segunda volta, finda a qual, 73 jogadores passaram o cut.
Tomás Bessa fechou a segunda volta com 71 pancadas, 1 abaixo do Par, e passou o cut à vontade, por 2 ‘shots’, com um total de 142 (-2). Juntou-se, assim, a Pedro Figueiredo e Hugo Camelo, os dois portugueses que ontem (sexta-feira) já tinham assegurado o apuramento para os dois últimos dias de prova. Foi o sexto ano seguido em que, pelo menos, três portugueses passaram o cut no Open de Portugal. Para “Figgy”, de 31 anos, foi a sexta vez e é um recorde nacional. Bessa, de 26 anos, repetiu a proeza de 2020. O amador Camelo, de 19 anos, está a fazer uma estreia de sonho em torneios do Challenge Tour.​ ​Após a terceira volta, Figueiredo assinou cartões de 70, 70 e 68, Bessa leva ‘rondas’ de 71, 71 e 66, enquanto Camelo, no grupo dos 39.º classificados, registou ‘scores’ de 69, 73 e 72, para um agregado de 214 (-2).​ ​O último grupo, o dos líderes, sai às 10h10, com Clements, Ko e Ravetto, o que significa que é possível que o torneio esteja a realizar a sua cerimónia de entrega de prémios por volta das 15 horas.
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TEXTO de Hugo Ribeiro (tradução em português) - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias © Octávio Passos/Getty Images.

sexta-feira, agosto 12, 2022


O DOM PEDRO VICTORIA GOLF COURSE VOLTA A ACOLHER O MAIS IMPORTANTE TORNEIO DE GOLFE EM PORTUGAL, DE 27 A 30 DE OUTUBRO, COM PRÉMIOS MONETÁRIOS DE 1,75 MILHÕES DE EUROS. O ALGARVE SUCEDE A TRÊS SEMANAS EM ESPANHA

O Portugal Masters volta a fazer parte do calendário official do DP World Tour de 2022, tendo sido hoje confirmado para a data de 27 a 30 de outubro, com o Pro-Am no dia 26, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.
Será a 16.ª edição consecutiva do mais importante torneio de golfe português, o único a integrar a chamada primeira divisão do golfe profissional europeu. Criado em 2007, disputou-se todos os anos no Dom Pedro Victoria Golf Course, desenhado pelo saudoso Arnold Palmer. O torneio de 1,75 milhões de euros em prémios monetários será o culminar no ‘Iberian Swing’ da fase final da temporada, depois de três semanas seguidas em Espanha. 
O ‘Iberian Swing’ começa com o Aciona Open de Espana presented by Madrid (de 6 a 9 de outubro), prossegue com o Estrella Damm N.A. Andalucia Masters (de 13 a 16 de outubro) e continua com o Mallorca Golf Open (de 20 a 23 de outubro).
No ano passado, Thomas Pieters tornou-se no 14.º campeão diferente do Portugal Masters e no primeiro belga. Na história das 15 edições anteriores da prova, só o inglês Tom Lewis (2011 e 2018) foi capaz de vencê-la em duas ocasiões. E foram coroados campeões de oito países distintos. Thomas Pieters ganhou com um total de 19 pancadas abaixo do Par e uma vantagem de 2 pancadas sobre três jogadores, no Dom Pedro Victoria Golf Course.
O antigo jogador da seleção europeia da Ryder Cup fechou a sua prestação com uma última volta de 68 pancadas, para bater o francês Matthieu Pavon, e os dinamarqueses Lucas Bjerregaard – o vencedor da prova em 2017 – e Nicolai Højgaard, este último, autor de uma sensacional volta de 64. Foi o quinto título da carreira de Pieters no DP World Tour e, dois meses depois, o belga de 30 anos somou-lhe um sexto, no Abu Dhabi HSBC Championship, já em janeiro deste ano, o seu primeiro troféu na categoria Rolex Series.
Ben Cowen, o ‘Chief Tournament Business Officer’ no DP World Tour, declarou: «O Dom Pedro Victoria Golf Course tem providenciado imenso drama desportivo e entusiasmo ao longo dos anos. Estamos, por isso, encantados por regressar pelo 16.º ano consecutivo a este campo como palco do Portugal Masters».
«Valorizamos o apoio de há muito do Turismo de Portugal a este torneio, que leva Portugal à nossa audiência à escala global», acrescentou o dirigente do golfe europeu.
Stefano Saviotti, o ‘Chairman’ da Dom Pedro Hotels & Golf Collection, disse: «O The Portugal Masters é extremamente importante enquanto montra do golfe no Algarve e estamos satisfeitos por escolhermos os melhores golfistas do Mundo no Dom Pedro Victoria Course, em Vilamoura».
«Este tem sido um grande ano para a Dom Pedro Hotels & Golf Collection e sermos, uma vez mais, os anfitriões do DP World Tour no nosso campo de golfe e nos nossos hotéis, permite-nos reforçar a reputação de Vilamoura como um dos destinos de golfe mais requisitados na Europa. Estamos desejosos de receber um evento tão notável e de coroarmos o campeão de 2022», concluiu. Por seu lado, Luís Araújo, o Presidente do Turismo de Portugal, considerou: «Portugal tem consolidado o seu prestígio internacional como um destino de golfe ‘premium’, o que, em grande parte, deve-se à qualidade e diversidade dos campos de todo o país».
«Os numerosos prémios e distinções de que temos sido alvo apenas confirmam este facto e a confiança que o DP World Tour deposita no país é especialmente importante. Em cada um dos últimos 15 anos, Portugal tem recebido um dos torneios do calendário do Tour, o Portugal Masters», sublinhou Luís Araújo.
«Acolhermos de novo este reconhecido evento internacional, confirma que Portugal tem, não só, as condições perfeitas para qualquer golfista jogar e treinar, mas também a capacidade e as infraestruturas para albergar eventos da mais elevada exigência internacional», declarou o presidente do Turismo de Portugal.
«A 16.ª edição do Portugal Masters comprova o compromisso contínuo de todos os parceiros do torneio, do Turismo de Portugal, bem como das entidades regionais e empresas do Algarve. Todos partilhamos da mesma visão de um produto de excelência», concluiu.
O Dom Pedro Victoria é um dos cinco campos de golfe ‘premium’ integrados na Dom Pedro Hotels & Golf Collection. Para mais informações, visite: www.dompedrogolf.com .
 
TEXTO DP World Tour Media (em inglês) e Hugo Ribeiro (tradução em português) - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images Warren Little

sexta-feira, julho 22, 2022

Open XiraGolfe 2022


CAMPEÃO NACIONAL PEDRO LENCART COMANDA COM VOLTA DE SONHO COM 8 PANCADAS ABAIXO DO PAR, DEPOIS DE UMA SEGUNDA VOLTA DE -7, O PROFISSIONAL DE MIRAMAR ESTÁ COM UMA VANTAGEM DE 7 ‘SHOTS’ SOBRE PEDRO ALMEIDDA E O ESPANHOL NICOLAS GUTIERREZ 

O campeão nacional absoluto arrasou hoje (sexta-feira dia 22) com  menos oito pancadas,  assumindo a liderança do 2.º Open XiraGolfe, sendo o grande candidato a conquistar amanhã (Sábado dia 23),  torneio sancionado pelas PGA’s de Portugal e de Espanha, pois já dispõe de 7 pancadas de vantagem sobre uma dupla de 2.º classificados.
Pedro Lencart é o único dos 52 participantes com duas voltas abaixo do Par e totaliza 136, 8 abaixo do Par, após entregar cartões de 71 e 65. O 2.º lugar é partilhado pelo português Pedro Almeida (75+68) e pelo espanhol Nicolas Gutierrez (73+70), a 7 pancadas de distância.
Susana Ribeiro é a melhor jogadora, no 13.º lugar. A ex-tetracampeã nacional soma 150 (77+73), +6. Filipe Salazar de Sousa é agora o melhor amador, no 19.º posto, com 153 (77+76), +9. Recorde-se que o Open XiraGolfe, com 20 mil euros em prémios monetários, é um dos mais importantes torneios de golfe em Portugal. Com prémios superiores só mesmo o Portugal Masters do DP World Tour e o Open de Portugal at Royal Óbidos do Challenge Tour. Com 20 mil euros houve também o Optilink Tour Championship do PT Tour e haverá na próxima semana o Campeonato Nacional Absoluto Hyundai, da FPG. O Open XiraGolfe conta simultaneamente para os rankings da PGA de Portugal, da PGA de España e de profissionais da FPG, para além do ranking mundial amador.
É por isso que Pedro Lencart afirma que viria sempre jogar ao Ribagolfe Lakes, mesmo que não tivesse de defender o seu título de campeão nacional na próxima semana.
Vencedor do único torneio do Circuito FPG que disputou este ano, no Oporto Golf Club, o nortenho residente no Algarve pode manter a invencibilidade em solo nacional em 2022.
Pedro Lencart tem competido menos no circuito profissional português porque anda a jogar no Pro Golf Tour (a terceira divisão europeia) e no Challenge Tour (a segunda divisão). «Tem sido uma época de altos e baixos», refere.
«Hoje foi um dia em que correu quase tudo bem, bati bem do tee, também estive bem nos shots ao green, não há muito a dizer. É uma das minhas melhores voltas de sempre e então neste campo é mesmo a melhor. O campo está difícil, aliás, é sempre difícil. Só perdi uma pancada no 8 que era o meu 17.º buraco, mas fiz 8 birdies», disse à SportTV o português de 21 anos, que no próximo dia 27 inicia a defesa do título de campeão nacional.
«O Pedro está muito longe e vai ser difícil, mas este campo é tão exigente que nunca se sabe», disse ao Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal o espanhol de Madrid Nicolas Gutierrez, que partilha o 2.º lugar com o português Pedro Almeida. Este último fez a segunda melhor volta do dia em 4 abaixo do Par.
«Não é fácil, mas tudo pode ainda acontecer e mesmo o Pedro Lencart não pode estar totalmente à vontade no último dia», disse Kevin Esteve, o jogador de Andorra que ontem era 2.º e hoje caiu para 4.º, a 8 pancadas do líder..
A última volta começa às 8h30 do dia 23, com saídas em simultâneo dos buracos 1 e 10. O grupo dos líderes sai às 9h30 do buraco 1. 

 TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de  Rui Frazão



terça-feira, maio 17, 2022

PGA’s DE PORTUGAL E ESPANHA ANUNCIAM PRÉMIOS RECORDE

PROTOCOLO É ASSINADO NA QUARTA-FEIRA DIA 18, DEPOIS DA VISTORIA AOS CAMPOS DO SANTO ESTÊVÃO GOLFE E DO RIBAGOLFE LAKES, EM BENAVENTE

 
As PGA’s de Portugal e Espanha assinam amanhã (quarta-feira), dia 18 de maio, um protocolo com o Xira Golfe, oficializando a segunda edição do Open XiraGolfe e do Pro-Am Cimpor, que decorrerão de 21 a 24 de julho, no concelho de Benavente, nos campos de Ribagolfe Lakes e Santo Estêvão Golfe. 
Para além da assinatura do protocolo que transforma o torneio do PGA Portugal Tour num evento igualmente do circuito profissional espanhol, internacionalizando-o, aguarda-se com grande expectativa a anúncio do total de prémios monetários em jogo. No ano passado o Open Xiragolfe distribuiu 6 mil euros em prémios monetários e no passado mês de março, quando foi anunciado em Madrid que Portugal passaria a ter uma etapa no circuito da PGA de Espanha, falou-se logo que pelo menos a prova iria ser elevada para 10 mil euros.
No entanto, Fernando Carvalho, o presidente do Xira Golfe, garantiu hoje (terça-feira) que «vamos divulgar amanhã um valor muito mais elevado do que esse e vamos atingir um ‘prize-money’ recorde». Está dependente do final de um torneio que decorre de manhã para os sócios do Xira Golfe, pois a apresentação do Open será quase em simultâneo com cerimónia de entrega de prémios desse evento social.
Ander Martínez, o presidente da ‘PGA España’, vai também fazer uma vistoria aos dois campos, sendo que o Santo Estêvão Golfe irá este ano receber o Pro-Am Cimpor, enquanto o Ribagolfe Lakes será palco das três voltas destinadas aos profissionais (e alguns amadores de alto rendimento).
É um procedimento habitual em eventos do DP World Tour e do Challenge Tour, as duas primeiras divisões do golfe profissional europeu. Pelos vistos, é igualmente uma prática na PGA de Espanha, a de verificar se os campos estão de acordo com as exigências dos profissionais espanhóis.
Recorde-se que o Ribagolfe já acolheu etapas da Escola de Qualificação do European Tour (agora DP World Tour) e o Santo Estêvão Golfe já foi palco do Campeonato Nacional Absoluto da Federação Portuguesa de Golfe, pelo que estão preparados para os mais elevados requisitos. 
O 2.º Open Xiragolfe irá contar para a Ordem de Mérito da ‘PGA España’, para a Ordem de Mérito e Ranking da PGA de Portugal, para o Ranking Mundial Amador e ainda (muito provavelmente) para o ranking da seleção nacional de profissionais da FPG.
À semelhança do ano de estreia, em 2021, qualquer jogador amador pode ser apurado para participar no Pro-Am Cimpor, bastando classificar-se nos primeiros 15 lugares de uma das 3 provas de qualificação.
Na apresentação do ‘Spain Golf Tour 50º Aniversario PGA de España’, em Madrid, o Open XiraGolfe surgiu como a terceira de oito etapas, sendo o ponto alto o Campeonato de Profesionales de la RFEG, o Campeonato Nacional de Profissionais da Real Federação Espanhola de Golfe.
 TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira 

terça-feira, março 22, 2022

XXV Taça Macpherson no Axis Golfe Ponte de Lima

Realizou-se no último sábado, dia 19 de março, a XXV Taça Macpherson, uma competição que se realiza desde a abertura do campo de golfe, em homenagem a Ian Macpherson, o engenheiro que construiu o Axis Golfe Ponte de Lima. 


A prova foi disputada na modalidade Pares Texas Scramble – Stableford Net e Gross e contou com a participação de 84 jogadores, oriundos de diversos clubes do Norte.
Para a diretora do Axis Golfe Ponte de Lima, La Salete Correia: “(...) as temperaturas amenas aliadas à boa energia que se fazia sentir entre os participantes, proporcionou um jogo agradável, que culminou no sorteio de distribuição de prémios, onde os participantes receberam algumas ofertas de alojamento nas unidades Axis Hotéis e, ainda, dos patrocinadores que apoiaram este torneio”.
De realçar ainda as excelentes condições dos greens e fairways do Axis Golfe Ponte de Lima, reconhecidas por todos os presentes, bem como o cumprimento de todas as normas de higiene e segurança em vigor.
La Salete Correia antecipa ainda os próximos torneios previstos para o restante para o mês de março: “(...) depois da XXV TAÇA MACPHERSON, o segundo torneio deste mês será organizado pelo Clube de Golfe de
Viana, no dia 25 de março e, por último, no dia 26 de março, a TAÇA SPRING será disputada na modalidade 18 buracos stableford individual gross e net por categorias, com saídas em shot gun às 10h00”.
Desta forma, o Clube de Golfe de Ponte de Lima, além de o convidar a participar nos seus torneios, onde o espírito de aventura e de camaradagem são uma presença assídua, continua a proporcionar agradáveis estadias junto da natureza e da tradicional Vila desta região minhota.

CLASSIFICAÇÕES XXV TAÇA MACPHERSON

CLASSIFICAÇÃO GROSS GERAL

1o PAR GROSS: MATILDE FERNANDES / JOÃO FERNANDES – 36 PTS
2o PAR GROSS: JOSE CARLOS CARVALHO / PALMIRA PEREIRA – 35 PTS

CLASSIFICAÇÃO NET GERAL
1o PAR NET: PEDRO SILVA / CLARA CRUZ – 47 PTS
2o PAR NET: GO JOSE NUNO BRAGA / JORGE TORRES MOREIRA – 46 PTS
3o PAR NET: ERIC GEBEL / ANGELA GEBEL – 44 PTS

DRIVE MAIS LONGO SENHORAS: MATILDE FERNANDES

DRIVE MAIS LONGO HOMENS: IGNACIO SOSA

BOLA MAIS PERTO GERAL: PEDRO AGUIAR

quinta-feira, março 17, 2022

Optilink Tour Championship - RICARDO SANTOS CAMPEÃO QUEBRA JEJUM DE TRÊS ANOS

Ricardo Santos regressou às vitórias e quebrou um jejum de quase três anos sem títulos, ao vencer o Optilink Tour Championship, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, tornando-se no primeiro português a ganhar a final do PT Tour.


 
O campeão nacional de 2011 e 2016 aguentou bem os ataques da concorrência e ainda se deu ao luxo de dilatar a margem de vitória para 6 pancadas em relação aos 2.º classificados, o escocês Kieran Cantley e o inglês Ben Bailey.
Com uma terceira e última volta de 67 pancadas, 5 abaixo do Par, muito perto do seu registo de ontem de 66 (-6), que tinha-lhe permitido assaltar o comando, Ricardo Santos totalizou 203 (-13) e garantiu o cheque de 3.500 euros referente ao primeiro prémio, do ‘prize-money’ total de 20 mil euros.
O algarvio, a jogar em casa, num campo que ele representou durante muitos anos no DP World Tour, a primeira divisão europeia, só sofreu 3 bogeys em três dias de prova – hoje, apenas no último buraco, no 18, onde fizera birdie nos dias anteriores. Em contrapartida, converteu 16 birdies, mostrando que está de novo a atravessar uma boa fase da carreira.
«O meu jogo está a ir na direção que eu quero para poder ter mais oportunidades de vitórias ou andar na luta por elas», disse o profissional da Titleist, que não sente que tenha de fazer grandes adaptações ao seu jogo, passados tantos anos no circuito.
«O jogo é parecido ao dos últimos dez anos. A idade traz mais maturidade, sim, e é mais isso, o encarar de forma diferente o jogo», acrescentou o português de 39 anos.
Essa maturidade permitiu-lhe atacar a última volta logo desde o início e retirar quaisquer veleidades aos potenciais rivais, com 2 birdies nos primeiros dois buracos e 4 birdies nos primeiros nove. «O dia hoje esteve bem melhor, não choveu e não fez vento, estava perfeito para jogar golfe. Voltei a jogar muito sólido, especialmente nos shots ao green», explicou Ricardo Santos, que vai voltar mais motivado ao DP World Tour (ex-European Tour), onde tem estado a competir nesta época de 2022.
«É sempre muito bom voltar a ganhar, especialmente quando a última vitória já tinha sido há dois anos e meio, mais ou menos», disse o campeão de um título do European Tour (o Madeira Islands Open BPI de 2012) e de dois troféus no Challenge Tour (o Princess by Schuco, na Suécia, em 2011 e o Swiss Challenge, em 2019). Esse Challenge da Suíça, em junho de 2019, integrado na segunda divisão do golfe profissional europeu, tinha sido o seu último título. Neste PT Tour, Ricardo Santos não ganhava desde o 1.º Palmares Open, também no Algarve, em novembro de 2018, quando o circuito promovido por José Correia ainda tinha o nome de Portugal Pro Golf Tour.
O Optilink Tour Championship contou com um total de 70 participantes e mais três portugueses conseguiram ainda concluir a prova no top-10.
Pedro Figueiredo, também jogador do DP World Tour, foi o primeiro líder do torneio, após uma boa volta inicial de 68 (-4) e terminou no 8.º lugar com 213 (-3), recebendo 750 euros.
Tomás Melo Gouveia, membro do Challenge Tour, foi 9.º classificado, com 214 (-2), empatado com o também português Hugo Santos e com o escocês Jeff Wright, embolsando cada um 675 euros de prémio.
O PT Tour teve várias novidades em 2022, duas delas contar para o ranking mundial amador e ainda oferecer prémios monetários aos três melhores amadores de cada torneio, de acordo com os novos regulamentos internacionais da modalidade.
Graças à parceria estabelecida com a SGA (Season Golf Academy), onde o português David Silva é o Head Coach do programa de captação e desenvolvimento de jovens, foi possível atribuir 300 euros ao melhor amador, neste caso o escocês Jamie Mann, que, tal como Ricardo Santos, beneficiou do fator casa, pois reside no Algarve e representa o Clube de Golfe de Vilamoura.
Jamie Mann costuma jogar os circuitos da Federação Portuguesa de Golfe e neste Optilink Tour Championship quase alcançava um top-20, ficando no grupo dos 21.º classificados, com 219 pancadas, 3 abaixo do Par, após voltas de 73, 71 e 75.
Recorde-se que o PT Tour é um circuito internacional, sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe e pelo circuito britânico Jamega Pro Golf Tour. Conta ainda para o novo ranking da seleção nacional de profissionais da FPG.
 
As principais classificações do torneio e os resultados dos jogadores portugueses foram os seguintes:
 
1.º Ricardo Santos, 203 (70+66+67), -13;
2.º (empatado) Kieran Cantley (Escócia), 209 (73+70+66), -7;
2.º (empatado) Ben Bailey (Inglaterra), 209 (71+71+67), -7;
8.º Pedro Figueiredo, 213 (68+73+72), -3;
9.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 214 (71+73+70), -2;
9.º (empatado) Hugo Santos, 214 (69+72+73), -2;
21.º (empatado) João Girão, 219 (75+74+70), +3;
30.º (empatado) Pedro Lencart, 220 (76+73+71), +4;
35.º (empatado) Pedro Almeida, 224 (74+71+79), +8;
45.º (empatado) Hugo Camelo (amador), 227 (74+81+72), +11;
55.º (empatado) João Magalhães, 231 (78+83+70), +15;
57.º Miguel Gaspar, 233 (81+77+75), +17;
59.º (empatado) Guilherme Oliva (amador), 236 (77+79+80), +20;
63.º (empatado) Alexandre Abreu, 242 (79+80+83), +26.
 TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de  Berto Granja

60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

  PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...