segunda-feira, outubro 31, 2011

6º European Masters Golfplaying Journalists


A sexta edição European Masters Golfplaying Journalists, terminou no passado dia 20 de Outubro com a vitória da selecção Austríaca e Portugal é quarto.

O maior evento da europa para jornalistas que jogam golfe, disputou-se no percurso do Porto Santo com a participação de 107 concorrentes e acompanhantes de oito países - Portugal, Alemanha, Áustria, Itália, Suécia, Espanha, Holanda e França. O torneio disputou-se na modalidade de Stableford ¾ de handicap, 36 buracos agregado.
Do ponto vista competitivo a selecção austríaca entrou no torneio a dominar desde o primeiro dia, tanto no que respeita em equipas, como individualmente. Não obstante o primeiro dia de competição, ter ficado marcado por algum vento, mas com temperaturas bastante boas para esta altura do ano, os austríacos mantiveram o ritmo competitivo nos dois dias, ao contrario da selecção nacional que piorou no segundo dia, perdendo o terceiro lugar para a sua congénere alemã. No entanto convém reforçar a excelente classificação da equipa lusa, tendo em comparação a classificação da anterior edição disputada em Marbella, em 2009, onde  Portugal foi sétima entre as dez equipas. Mais ainda, se compararmos todas as outras questões envolventes, como preparação para a prova, apoios, treino, estágio, entre outras. 
A Áustria, terminou os dois dias de prova com 459 pontos (233-226), seguindo-se a Itália, que era a detentora do título, com 452 pontos (211-241), no terceiro lugar ficou a Alemanha com 435 pontos (197-238), lugar conquistado a Portugal, que era terceiro no primeiro dia. Desta forma a selecção das quinas terminou em 4º lugar com 405 pontos (201-204), seguindo-se a Suécia (403), França (351), Espanha (339) e Holanda (336).
No que respeita à classificação individual, também aqui os austriacos deram mostras do seu poderio, com o primeiro lugar Net, a pretencer a Andreas Richter com 65 pontos (32-33). Na segunda posição ficou a italiana Prisca Taruffi com 63 pontos (31-32), mais um que Miguel Veterano, que era o detentor do título. Miguel Veterano foi o melhor português ficando na terceira posição com 62 pontos (29-33).
ainda, e classificação Net e no que toca aos portugueses, o segundo melhor português foi Rogério Silva com 56 pontos, que ocupou o décimo sétimo lugar da geral Net. Valdemar Afonso foi vigésimo segundo com 54 pontos, Jorge Guerreiro ficou no trigésimo segundo lugar com 51 pontos, Luís Manuel Nogueira foi o quinto melhor português com 50 pontos, ocupando o lugar 34 da geral. Seguiu-se Gilda Sousa com 47 pontos (40 lugar da Geral), por fim no que respeita aos oito resultados que contavam ficaram Alexandre Franco e Luís Nogueira Pinto ambos com 42 pontos, ocupando os lugares 57 e 58 respectivamente da classificação geral Net.
A classificação Gross foi ganha pela italiana Prisca Taruffi com 54 pontos (26-28). O segundo lugar foi para Uff Hellman da Suécia com 53 pontos, a fechar o pódio fico o austríaco Andreas Richter também com a mesma pontuação do sueco Uff, no entanto com com a segunda volta pior do que Andreas. O melhor português com  foi Miguel Veterano, que ficou no 10º lugar com 47 pontos.
Em destaque na segunda volta ficou o italiano Renato d'Argénio que fez hole-in-one, primeiro da sua carreira no buraco 5.
No torneio para acompanhantes, designada Golden Island Cup, os vencedores foram Paulo Silva (Gross), Marie-Luise Pastor (Net) e Ondina Vital (Senhoras). Estes prémios foram patrocinados pelo Clube de Jornalistas.
A 7ª edição do European Masters of Golfplaying Journalists realiza-se na Alemanha, em 2013.

sexta-feira, outubro 28, 2011

Regras de Golfe de 2012 a 2015

Algumas das mais (in) ou significantes alterações ás regras de golfe já a partir de 1 de Janeiro de 2012

As regras para o próximo quadrienal eram aguardadas com muita expectativa. Se por um lado já se falava há muito, de alterações, por outro lado, a volta do golfe ás Olimpíadas era também motivo ansiedade.
Havia ainda um grupo de notáveis que esperava alterações bastantes profundas nas regras. Mas a revisão para os próximos quatro anos veio de certa forma defraudar esses mesmo adeptos da modalidade. Se não vejamos, vinha a ser pedido o free-drope para bolas em divots; que se pudessem reparar as marcas de spikes nos greens; havia quem quisesse acabar com a distinção entre água frontal e lateral; ou ter apenas penalidade de uma pancada para as bolas em Out-Of-Bounds, entre outros desejos, que vigoram na lista dos Dez Mais, nos desejo dos golfistas de todo o mundo. Muitos viam e justificam estas alterações, como o caminho para facilitar o entendimento deste desporto pelo potencial público-alvo, como forma de “trazer” mais jogadores para a modalidade. E afinal é o desejo de toda a indústria.
No entanto, a mudança mais significativa foi feita pelo R&A, responsável pelo golfe em todo mundo, incluindo Portugal, excepto EUA e México, que são “comandados” pela USGA. Assim, e a partir de Janeiro de 2012, o Estatuto do Amador do R&A, que antes limitava os prémios para hole-in-one em 500 libras (+/- 570 euros), agora passa a permitir prémios de qualquer valor, seja em dinheiro ou em bens, como, por exemplo, automóveis, mantendo o estatuto de amador. Esta situação já era permitida pela USGA. Mas, na prática, pouca coisa muda, pois essa era uma regra desrespeitada em todo o mundo, ou de forma descarada, ou através de subterfúgios como sorteios e concursos que davam os prémios justamente a quem tinha feito o hole-in-one. Afinal e como nos dicionários linguísticos, a R&A apenas se adaptou à realidade.
Ainda neste sentido, terminou mais um “Mito dos Fairways” – a bola andou ou não?, estava ou não já no stance?. Agora já não há desculpas a alteração da Regra 18-2b (Bola deslocada Depois da preparação da pancada (stance)). Agora, se for sabido ou virtualmente certo que o jogador não provocou o movimento da bola no green, ela deve ser jogada de sua nova posição, sem penalidade (antes havia uma pancada de penalidade e a bola tinha que ser reposta em seu local original sob pena de mais uma penalidade). O exemplo disso e mais plausível é quando jogamos com ventos fortes e a mesma (a bola) move-se sem que o jogador, mesmo tendo tomado o stance, tenha contribuído para isso. Exemplo: Na volta final do British Open deste ano Rory McIlroy foi penalizado depois que o vento moveu sua bola no green do 7, depois de feito o stance. Por seu lado, e em compensação, nas Definições, ficou claro que, para ser considerado que o jogador se preparou para bater na bola (capítulo: Addressing the Ball): O jogador tomou posição ao colocar seu taco na frente, ou atrás da bola, independente de fazer stance. Ou seja, se o jogador colocar o taco atrás da bola e ela mudou de posição, tem uma pancada de penalidade mesmo que o jogador não posicionou seus pés.
No que respeita a Bunkers ou zonas similares. Sobre este assunto existia na prática na USGA, desde 2008 uma regra, que permitia que um bunker de fairway, por exemplo, fosse alisado, mesmo que o jogador tenha ido parar ao bunker do green (antes da emenda feita via Condições de Competição pela USGA, mexer num bunker antes de jogar da outra, no mesmo buraco, era punido por o jogador ter testado um "hazard similar", ou seja, o caddie teria que voltar para arrumar a primeira banca mais tarde, atrasando o jogo). O responsável involuntário por essa mudança foi Stewart Cink, que foi desclassificado do Zurich Classic de 2008 por assinar um cartão errado com resultado menor, sem as duas penalidades por infringir involuntariamente a Regra 13-4. O drive de Cink no buraco 15 do TPC Louisiana parou quase dentro de um bunker de fairway. Ele entrou no bunker para estudar o lie, saiu e deu um shot de mais de 160 metros, e a bola foi cair em outro bunker ao lado do green. O seu caddie, negligentemente, alisou o bunker e eles (jogador e Caddie) seguiram para o próximo bunker, sem terem dado conta da infração à Regra. Esta situação revelou-se tão injusta e surrealista que a USGA emendou a Regra por contra própria, e um mês depois foi colocada em vigor.
Para os “atrasadinhos do tee”, a regra da Hora de Saída, também sofreu alterações, tornando-se mais benevelenta, ao facilitar de algum modo quem, e por motivos de trafego de ultima hora, ou acidentes no trajeto, etc. é “vitima de atraso”. Não, não necessita de trazer justificação das autoridades. A mudança na Regra 6-3a (Hora de Saída e Grupos), para quem chega atrasado ao tee até cinco minutos. O que antes só era permitido via Condições de Competição (e que na prática muitos não adotavam essa permissão), agora é lei, ou seja, se o atraso for inferior a cinco minutos o jogador pode começar seu round com duas pancadas de penalidade (stroke play) ou com a perda desse buraco (match play). Antes a “pena” era a desclassificação nos dois casos. Como esclarecimento; Numa partida em Stableford a regra 32-1 diz que; As competições contra , e são formas de competição por pancadas... Assim, o jogador terá a duas pancadas de penalidade nesse buraco (ou seja, no buraco onde começar o torneio.
As “novas” regras trazem uma alteração de alguma importância; A Regra 1-2 (Exercer influência sobre a Bola foi emendada para deixar claro que a Regra 1-2 só se aplica quando a situação não estiver coberta por outra regra. É o caso de melhorar o lie, quando a Regra13-2 deve ser aplicada. Se, por exemplo, um jogador melhorar intencionalmente o lie de seu parceiro, a Regra 13-2 não se aplica, mas a Regra 1-2 tem que ser usada.
A titulo de curiosidade, estas são as primeiras Regras de Golfe universais da história, válidas tanto para a USGA como para o R&A, independente do país e do circuito, o novo livro com as Regras de Golfe 2012-2015 terá pela primeira vez a mesma capa, formato e apresentação (mudam apenas os logos da entidade e a grafia de algumas palavras em inglês que se diferenciam no novo e no velho continente).
Por fim e por mim, em caso de duvida consulte sempre um árbitro, e na sua ausência jogue uma segunda bola.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Clube de Golfe dos Jornalistas


Nuno Ferreira e Luís Manuel Nogueira vencem a Ordem de Mérito e o Ranking do Clube de Golfe dos Jornalistas respectivamente
Nuno Ferreira conquistou a Ordem de Mérito de 2011 com um total de 1.475 pontos, após a sétima e última prova, que se realizou no passado dia 23 de Outubro no Aroeira I. Nuno Ferreira obteve uma inequívoca vitória na derradeira prova ao terminar com 41 pontos Net, mais três pontos do que Hubert D´Haro e Bessa Tavares. Com esta vitória, relegou Luís Manuel Nogueira, até então líder desde a primeira prova para o segundo lugar com 1.365 pontos. O terceiro lugar foi ocupado por Vitor Caldas com 1.090 pontos.  
No Ranking (classificação em Gross, dos sócios com Hcp gerido pelo clube), Luís Manuel Nogueira, foi o vencedor com 1.650 pontos, classificação que liderou desde a primeira prova, a exemplo da Ordem de Mérito, classificação que viria a perder para Nuno Ferreira, face ao desastroso resultado nesta prova. Na segunda posição ficou José Carlos Rodrigues com 1.475 pontos e no terceiro lugar ficou Nuno Ferreira com 1.340 pontos. Nesta classificação mais de 75% dos jogadores têm o seu handicap gerido pelo clube.
Este ano o circuito do Clube de Golfe dos Jornalistas, disputou-se entre os campos da Aroeira I e II, (Home Course) do clube, Golfe do Montado, Onyria Palmares e Campo Real onde disputou a Taça Valdemar Afonso, prova que contou para a Ordem de Mérito e Ranking.
No dia 1 de Dezembro irá se disputar a segunda edição da Taça do Presidente, no Aroeira I, seguido de um almoço de entrega de prémios.
Ainda, e no panorama desportivo do Clube de Golfe dos Jornalistas, o mesmo ficou no honroso 4.º lugar na
European Masters Golfplaying Journalists, que teve lugar em Porto Santo, que se disputou entre 19 e 20 de Outubro.   

Ordem de Mérito (TOP TEN)
1. Nuno Ferreira - 1.475 pontos
2. Luís Manuel Nogueira - 1.365 pontos
3. Vitor Caldas - 1.090 pontos.  
4. Luís Nogueira Pinto - 920 pontos.  
5. Jorge Guerreiro - 875 pontos.  
6. José Rocha Vieira – 860 pontos
7. Paulo Dias Agudo - 850 pontos.  
8. José Carlos Rodrigues - 810 pontos.  
9. Sérgio Veiga - 770 pontos.  
10. Francisco Sande e Castro - 730 pontos.  


Ranking (TOP TEN)
1. Luís Manuel Nogueira - 1.650 pontos
2. José Carlos Rodrigues - 1.475 pontos
3. Nuno Ferreira - 1.340 pontos
4. Jorge Guerreiro – 1.200 pontos.  
5. Sérgio Veiga - 995 pontos.  
6. Paulo Dias Agudo – 975 pontos
7. Vitor Caldas- 970 pontos.  
8. Luís Nogueira Pinto - 950 pontos.  
9. João Patricio - 740 pontos.  
10. José Silva Pires - 720 pontos.  

terça-feira, outubro 25, 2011

V Portugal Masters


TOM LEWIS IMITA TIGER WOODS FIGUEIREDO COM RECORDE NACIONAL

Se Tiger Woods precisou de jogar cinco torneios no PGA Tour para conquistar o primeiro título da sua carreira, Tom Lewis copiou-o ao se apoderar do primeiro troféu do European Tour à quinta competição deste nível que disputou.
O inglês de 20 anos é considerado um prodígio do golfe mundial e para sempre ficará gravado que o seu primeiro título foi alcançado no Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe português, de 2,5 milhões de euros em prémios monetários, que o PGA European Tour organizou no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, Algarve, sob o patrocínio do Turismo de Portugal.
«Havia neste torneio muitos e bons jogadores e ser eu a sobressair no topo foi incrível, sobretudo numa fase tão inicial da minha carreira. Nem consigo expressar por palavras o que sinto», disse Lewis, que jogou com o laço negro, em memória de Adam Hunter, o campeão do Open de Portugal de 1995.
Lewis já estava na história do golfe com o seu cartão de 65 pancadas na primeira volta do British Open deste ano, a melhor marca de sempre de um amador neste torneio do Grand Slam, tendo partilhado a liderança no final da primeira volta.
Depois disso, tornou-se profissional, andou a jogar torneios do European Tour com convites, em grande parte porque já chamou a atenção da maior agência mundial de gestão de carreiras desportivas, o IMG. «Nasceu uma estrela», disse na cerimónia de entrega de prémios Peter Adams, o director de torneios do European Tour.
A forma como jogou, com 1 único bogey e 22 birdies nos últimos 52 buracos, diz tudo.
O mesmo 65 de Sandwich, no British Open, foi repetido na última volta de hoje do Portugal Masters, 7 abaixo do Par do Oceânico Victoria Golf Club, o suficiente para agregar 267 pancadas (-21), batendo por duas o espanhol Rafael Cabrera-Bello, o líder na partida para a derradeira ronda.
Tom Lewis levou para casa 416.660 euros de prémio, mas diz que no campo «nem pensou no dinheiro, mas apenas em ganhar o torneio» e quando o interpelaram ao que iria fazer com o prémio nem soube responder. Claramente não é isso que o move.
Vencedor da Walker Cup (a Ryder Cup dos amadores), Lewis poderá tornar-se no primeiro jogador desde Tiger a vencer também na Ryder Cup logo depois de passar a profissional.
Seria preciso uma conjugação de factores mas não é impossível. Mais plausível é a qualificação para o Campeonato do Mundo do Dubai. O triunfo em Vilamoura atirou-o para o 53º lugar da Corrida para o Dubai e o top-60 a apura-se no final da época.
Do que está livre é da Escola de Qualificação. George O’Grady disse-lhe: «Sê bem-vindo ao European Tour». É o novo membro do circuito europeu e o êxito em Portugal dá-lhe isenção até ao final de 2013.
O Portugal Masters de 2011 começou com o elogio a quarentões como Colin Montgomerie, Miguel Angél Jiménez, José Maria Olazábal e John Daly, ídolos do golfe que ninguém esquece. Durante o torneio, deu a ideia que a ternura dos 40 iria prevalecer numa quarta vitória em 2011 de Thomas Bjorn, mas, afinal, foram dois jovens de 20 anos a prevalecer, para mais, amigos de longa data.
O primeiro é, naturalmente, o campeão, Tom Lewis. O segundo é português e chama-se Pedro Figueiredo. «Pedro é muito bom. É um tipo simpático, conheço-o há vários anos e estou contente por ter jogado tão bem esta semana. Quando terminar o curso nos Estados Unidos, irá aparecer em grande na Europa e vencerá um torneio, espero que em Portugal, seguramente o seu sonho».
Tal como Tom Lewis, Pedro Figueiredo nunca escondeu que quer ser «profissional do European Tour», mas enquanto o inglês passou a ‘pro’ este ano, o português não tem pressa. Diz que «se pode jogar golfe até aos 40 ou 50 anos e primeiro há que acabar o curso».
No Oceânico Victoria Golf Club Pedro Figueiredo poderia ter amealhado um prémio de 26.750 euros se fosse profissional, mas nem isso o apressa a mudar o rumo: «Sempre consegui fazer o que quis, nunca tive fome, portanto tento não pensar muito no dinheiro e consigo fazê-lo. Não me afecta nada o facto de não receber o dinheiro do prémio por ser amador. Isso não me deixa mais ansioso».
Em qualidade de jogo, esteve «como um profissional» e se o seu 23º lugar (empatado) não supera a classificação de Filipe Lima em 2007 (21º), já as 274 pancadas, 14 abaixo do Par, após uma última volta em 67 (-5), é o melhor resultado de sempre de um português no Portugal Masters.
Falando de recordes, o Portugal Masters de 2011 ficou marcado pela maior afluência de público numa terceira volta e no Pro-Am: 8.264 espectadores no sábado e 2.986 na quarta-feira. No final dos cinco dias não bateu o recorde de 2009 (37.479), mas ficou-se a apenas 342 bilhetes desse registo, com um total de 37.137, ou seja, uma afluência notável para uma época de crise, embora 3/4 dos espectadores sejam estrangeiros.
A esse propósito, Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe, declarou que «Portugal precisa de ser um país de golfe, para os estrangeiros e para os portugueses». Manuel Agrellos falava na conferência de Imprensa promovida pelo Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG) e realizada ao início da tarde, que contou ainda com as presenças do seu presidente, Diogo Gaspar Ferreira, do presidente da AlgarveGolf, Chrisopher Stilwell, e da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, para debater o futuro do golfe em Portugal.
O CNIG apresentou o Visit Portugal Golf (www.visitportugalgolf.com), a ser lançado em 2012, um portal de reservas online de campos de golfe, cujo orçamento, de meio milhão de euros, foi custeado pelo Turismo de Portugal.
Diogo Gaspar Ferreira disse que «o portal é inédito no Mundo e será a primeira vez que se poderá reservar online tee-times, pagar os gree-fees, receber um voucher, para todos os campos de golfe de Portugal. É uma estrutura complexa que está a ser desenvolvida há um ano, e uma vez concluída, permitirá um total de 5% de reservas online no primeiro ano, sendo o objectivo a médio prazo o de 15% a 17% por ano de todas as reservas de golfe em Portugal».
Cecília Meireles julgou «importante a aposta em novos meios de distribuição», acrescentando que «este portal é inovador a nível internacional e temos de adaptar-nos a um Mundo diferente». A governante sublinhou que «o Portugal Masters promove o destino Portugal e todos os que têm assistido às transmissões televisivas têm visto este tempo maravilhoso que é raro nesta altura do ano noutras partes do Mundo, numa infraestrutura bem pensada e concebida».
FOTOS: Cecília Meireles, secretária de Estado do Turismo, e Tom Lewis, fotografados por Getty Images. Pedro Figueiredo fotografados por João Lobato.

sexta-feira, outubro 14, 2011

V Portugal Masters


O sul-africano James Kingston lidera uma quinta edição do Portugal Masters o mais importante torneio de golfe português, de 2,5 milhões de euros em prémios monetários, que o PGA EuropeanTour está a organizar no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, sob opatrocínio do Turismo de Portugal.

Kingston cumpriu a primeira volta em 64 pancadas, 8 abaixo do Par, mas é logo seguido por um conjunto de cinco jogadores em segundo lugar, todos a apenas 1 shot. Entre estes, destaque para o dinamarquês Thomas Bjorn, o vencedor do Estoril Open de Portugal em 2010, na Penha Longa, e campeão de três torneios no European Tour de 2011, sendo o actual 7º na Corrida para o Dubai. Num dia soalheiro, de mais de 30 graus, que atraiu 6.134 espectadores com bilhete comprado (a segunda melhor bilheteira para uma primeira volta nestas cinco edições), os birdies caíram em cascata e o cut provisório fixou-se em 3 pancadas abaixo do Par. Dos 126 jogadores, 96 bateram o traçado de Arnold Palmer emVilamoura.
As grandes figuras fizeram questão de marcar território e para além de Bjorn (-7) são de referir os scores de Ross Fisher (-6), Steve Webster (-6), Colin Montgomerie (-5), Padraig Harrington (-5), Martin Kaymer(-5) e Francesco Molinari(-5).Dos nomes mais mediáticos, só falhou John Daly (+1).
Com o Oceânico Victoria a provar a qualidade da lista de participantes, a melhor de sempre, os portugueses encontram-se em sérias dificuldades.
O nº1 português Ricardo Santos e o amador Pedro Figueiredo, vindo de um sucesso num torneio universitário americano, são as duas melhores hipóteses nacionais depois de terem ambos entregue cartões de 71pancadas (-1), encontrando-se no grupo dos 82º classificados.
Estão a 2 pancadas do cut provisório e necessitam de uma boa segunda volta para seguirem em frente. E Figueiredo só se colocou nesta situação privilegiada graças a três birdies nos últimos três buracos.
O campeão nacional amador, Gonçalo Pinto, que passou o seu primeiro cut em provas do European Tour no Madeira Islands Open, também vê uma abertura na porta depois de um resultado de 72 (Par), Mais complicadas estão as tarefas de Nuno Campino (+1), Hugo Santos (+2) e António Rosado(+4).
FOTO DE: JoãoLobato.

Solverde Campeonato Nacional PGA -

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