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segunda-feira, abril 04, 2005
Golfe (Torneios)
Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos
O INGLÊS DE 39 ANOS QUEBROU UM JEJEM DE DEZ ANOS E SOMOU O SEU QUINTO TÍTULO NO EUROPEAN TOUR, ENQUANTO O PORTUGUÊS DE 23 ANOS ESTABELECEU UM NOVO RECORDE NACIONAL
Paul Broadhurst terminou um “jejum“ de títulos de dez anos, ao conquistar o seu quinto troféu em provas do European Tour, no Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos, o torneio da Federação Portuguesa de Golfe, de 1,25 milhões de euros em prémios, cuja 49ª edição terminou hoje (Domingo) no Quinta da Marinha Oitavos Golfe, sob a organização da Amen Corner.
Para um antigo nº9 da Ordem de Mérito Europeia e ex-representante da Europa na Ryder Cup, com uma brilhante vitória sobre o campeão do Masters e do British Open, Mark O'Meara, o sucesso de Cascais, que lhe valeu 208.330 euros e a ascensão ao 14º posto europeu, não deveria ter-lhe provocado a enorme «surpresa» que admitiu. Mas a verdade é que o inglês de 39 anos tinha confessado na véspera, por telefone, à sua mulher, que «não acreditava» na vitória, «por não estar a atravessar um período de grande confiança» no seu jogo.
As 67 pancadas (-4) que fez no último dia, foram o resultado mais elevado em últimas voltas dos seus cinco títulos e este antigo condutor de autocarro, ex-jardineiro e técnico de uma fábrica de fibra de vidro (empregos que lhe permitiram custear a transição do amadorismo para o profissionalismo) beneficiou de um conjunto de factores afortunados que lhe permitiram suceder a Miguel Angel Jimenez, o campeão do Open no ano passado.
Viveu-se um dia emocionante, decidido apenas pelo derradeiro grupo no último buraco. Paul Broadhurst andou quase sempre na peugada dos 'scores' de Paul Lawrie e Barry Lane, mas estes dois últimos jogadores acabaram por entregar-lhe o título de bandeja com asneiras fatais.
Paul Lawrie voltou a mostrar que não é capaz de ganhar torneios sob boas condições climatéricas e, no soalheiro dia de hoje, não aproveitou a vantagem de 5 'shots' de que chegou a dispor, acabando por fazer um “triplo-bogey“ no 17, o buraco que lhe custou o título. Em quatro voltas, o antigo campeão do British Open cedeu naquele Par-4 de 434 metros, nada mais, nada menos, do que seis pancadas (um 'bogey', um “duplo“ e um “triplo“). «Em geral, vivi uma boa semana, mas o mau 'shot' no 17 matou-me», comentou o ex-jogador da Ryder Cup, que não ganha qualquer torneio desde 2002.
Barry Lane, por seu lado, também considerou ter jogado «lindamente toda a semana». «Mas, fiz um mau 'shot' e fui crucificado», disse o inglês, que autoflagelou-se no último buraco, com um “quintuplo-bogey“: «'Drivei' para o mato e quando ia bater na bola atingi a raiz de uma árvore, indo parar fora dos limites do campo. “Dropei“, mas a bola caiu num local injogável, pelo que optei por outro “drop“».
A desgraça de Lane foi a alegria de Filipe Lima, o principal animador da semana, por ter mostrado, pela primeira vez, que um português poderia ganhar o Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos. O jovem de 23 anos falhou o seu segundo título do European Tour por pouco, mas uma dor nas costas, contraída durante o aquecimento, que o obrigou a ingerir analgésicos, comprometeu as suas aspirações. «No 12º buraco o efeito dos medicamentos desapareceu e tornou-se mais difícil», disse Lima, que admitiu ter perdido as esperanças de ganhar quando fez um 'bogey' no 13º buraco. Mesmo assim, Filipe Lima voltou a jogar abaixo do Par e o tombo de Lane permitiu-lhe ascender ao terceiro lugar da classificação geral, o melhor resultado de sempre de um português neste torneio, desde que o Open integrou o European Tour em 1973. Antes desta data, outro português, Nuno Brito e Cunha, alcançara um terceiro posto no Estoril.
«Estou muito feliz com o terceiro lugar, porque não estava a jogar bem esta semana. Fiz erros que não costumo, sobretudo nos ataques de ferro aos 'greens'», disse o português residente em França, que dedicou o brilhante lugar no pódio ao seu pai José e ao seu treinador Benoit, ambos presentes esta semana em Cascais. Filipe Lima parte agora para o Madeira Island Open Caixa Geral de Depósitos, que começa já na próxima quinta-feira, com a intenção de «jogar para ganhar», confiante no 33º lugar da Ordem de Mérito Europeia que ocupa, depois dos 78.250 euros que embolsou hoje, elevando o seu total de prémios em 2005 para 100.462,52 euros.
Razão teve Manuel Agrellos em destacar o feito histórico. Depois de um minuto de silêncio pelo falecimento do Papa João Paulo II, o presidente da Federação Portuguesa de golfe encerrou a cerimónia de entrega de prémios: «O Open foi um sucesso desportivo, organizativo e em termos de divulgação (...) e pela primeira vez tivemos alguém a jogar e a lutar pelos grandes prémios».
Ivan Ballesteros, o promotor da Amen Corner, também efectuou o seu balanço: «O público assistiu ao melhor golfe que há na Europa, tivemos um jogador português com um grande futuro pela frente a lutar pelo título, o que animou muito o torneio. Notou-se que o facto de a competição ter sido realizada próximo de Lisboa contibuiu muito para a afluência de espectadores e para a promoção do torneio e da modalidade. O campo estava em muito boas condições e o apoio da Caixa Geral de Depósitos foi excelente, assim como a colaboração da Junta do Turismo do Estoril e do ITP, que aproveitaram esta semana de golfe para a divulgação de Portugal, em geral, e do Estoril em particular. As muitas horas de transmissão do Open por todo o Mundo deram uma boa imagem de Portugal como destino turístico de qualidade. O Open contribuiu e potenciou o desenvolvimento da economia portuguesa, uma vez que representa turismo de qualidade. Foi um evento muito concorrido e renhido que só ficou decidido mesmo no final, o que cria sempre mais expectativas».
Os resultados finais e a distribuição dos prémios monetários do 49º Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos foram os seguintes:
'Top-10'
1º Paul Broadhurst (Inglaterra), 271 (68+66+70+67), -13, €208.330,00
2º Paul Lawrie (Escócia), 272 (69+67+66+70), -12, €138.880,00
3º Filipe Lipa (Portugal), 273 (69+65+60+70), -11, €78.250,00
4º Richard Sterne (África do Sul), 274 (71+67+70+66), -10 €62.500,00
5º Barry Lane (Inglaterra), 275 (68+67+68+72), -9, €53.000,00
6º Stephen Dodd (País de Gales), 276 (68+69+70+69), -8, €43.750,00
7º Gary Emerson (Inglaterra), 277 (73+71+66+67), €37.500,00
8º Ignacio Garrido (Espanha), 279 (71+66+71+71), -5, €24.812,50
8º Jamie Donaldson (País de Gales), 279 (75+68+72+64), -5, €24.812,50
8º Niclas Fasth (Suécia), 279 (70+71+68+70), -5, €24.812,50
8º Charl Schwartzel (África do Sul), 279 (72+65+74+68), -5, €24.812,50
8º Stephen Scahill (Nova Zelândia), 279 (67+70+72+70), -5, €24.812,50
8º Ian Garbutt (Inglaterra), 279 (67+70+72+70), -5, €24.812,50
75º Sérgio Ribeiro (Portugal), 300 (74+70+81+75), +16, €1.863,00*
* último classificado dos que passaram o 'cut'.
FONTE: F.P.G.
Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos
O INGLÊS DE 39 ANOS QUEBROU UM JEJEM DE DEZ ANOS E SOMOU O SEU QUINTO TÍTULO NO EUROPEAN TOUR, ENQUANTO O PORTUGUÊS DE 23 ANOS ESTABELECEU UM NOVO RECORDE NACIONAL
Paul Broadhurst terminou um “jejum“ de títulos de dez anos, ao conquistar o seu quinto troféu em provas do European Tour, no Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos, o torneio da Federação Portuguesa de Golfe, de 1,25 milhões de euros em prémios, cuja 49ª edição terminou hoje (Domingo) no Quinta da Marinha Oitavos Golfe, sob a organização da Amen Corner.
Para um antigo nº9 da Ordem de Mérito Europeia e ex-representante da Europa na Ryder Cup, com uma brilhante vitória sobre o campeão do Masters e do British Open, Mark O'Meara, o sucesso de Cascais, que lhe valeu 208.330 euros e a ascensão ao 14º posto europeu, não deveria ter-lhe provocado a enorme «surpresa» que admitiu. Mas a verdade é que o inglês de 39 anos tinha confessado na véspera, por telefone, à sua mulher, que «não acreditava» na vitória, «por não estar a atravessar um período de grande confiança» no seu jogo.
As 67 pancadas (-4) que fez no último dia, foram o resultado mais elevado em últimas voltas dos seus cinco títulos e este antigo condutor de autocarro, ex-jardineiro e técnico de uma fábrica de fibra de vidro (empregos que lhe permitiram custear a transição do amadorismo para o profissionalismo) beneficiou de um conjunto de factores afortunados que lhe permitiram suceder a Miguel Angel Jimenez, o campeão do Open no ano passado.
Viveu-se um dia emocionante, decidido apenas pelo derradeiro grupo no último buraco. Paul Broadhurst andou quase sempre na peugada dos 'scores' de Paul Lawrie e Barry Lane, mas estes dois últimos jogadores acabaram por entregar-lhe o título de bandeja com asneiras fatais.
Paul Lawrie voltou a mostrar que não é capaz de ganhar torneios sob boas condições climatéricas e, no soalheiro dia de hoje, não aproveitou a vantagem de 5 'shots' de que chegou a dispor, acabando por fazer um “triplo-bogey“ no 17, o buraco que lhe custou o título. Em quatro voltas, o antigo campeão do British Open cedeu naquele Par-4 de 434 metros, nada mais, nada menos, do que seis pancadas (um 'bogey', um “duplo“ e um “triplo“). «Em geral, vivi uma boa semana, mas o mau 'shot' no 17 matou-me», comentou o ex-jogador da Ryder Cup, que não ganha qualquer torneio desde 2002.
Barry Lane, por seu lado, também considerou ter jogado «lindamente toda a semana». «Mas, fiz um mau 'shot' e fui crucificado», disse o inglês, que autoflagelou-se no último buraco, com um “quintuplo-bogey“: «'Drivei' para o mato e quando ia bater na bola atingi a raiz de uma árvore, indo parar fora dos limites do campo. “Dropei“, mas a bola caiu num local injogável, pelo que optei por outro “drop“».
A desgraça de Lane foi a alegria de Filipe Lima, o principal animador da semana, por ter mostrado, pela primeira vez, que um português poderia ganhar o Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos. O jovem de 23 anos falhou o seu segundo título do European Tour por pouco, mas uma dor nas costas, contraída durante o aquecimento, que o obrigou a ingerir analgésicos, comprometeu as suas aspirações. «No 12º buraco o efeito dos medicamentos desapareceu e tornou-se mais difícil», disse Lima, que admitiu ter perdido as esperanças de ganhar quando fez um 'bogey' no 13º buraco. Mesmo assim, Filipe Lima voltou a jogar abaixo do Par e o tombo de Lane permitiu-lhe ascender ao terceiro lugar da classificação geral, o melhor resultado de sempre de um português neste torneio, desde que o Open integrou o European Tour em 1973. Antes desta data, outro português, Nuno Brito e Cunha, alcançara um terceiro posto no Estoril.
«Estou muito feliz com o terceiro lugar, porque não estava a jogar bem esta semana. Fiz erros que não costumo, sobretudo nos ataques de ferro aos 'greens'», disse o português residente em França, que dedicou o brilhante lugar no pódio ao seu pai José e ao seu treinador Benoit, ambos presentes esta semana em Cascais. Filipe Lima parte agora para o Madeira Island Open Caixa Geral de Depósitos, que começa já na próxima quinta-feira, com a intenção de «jogar para ganhar», confiante no 33º lugar da Ordem de Mérito Europeia que ocupa, depois dos 78.250 euros que embolsou hoje, elevando o seu total de prémios em 2005 para 100.462,52 euros.
Razão teve Manuel Agrellos em destacar o feito histórico. Depois de um minuto de silêncio pelo falecimento do Papa João Paulo II, o presidente da Federação Portuguesa de golfe encerrou a cerimónia de entrega de prémios: «O Open foi um sucesso desportivo, organizativo e em termos de divulgação (...) e pela primeira vez tivemos alguém a jogar e a lutar pelos grandes prémios».
Ivan Ballesteros, o promotor da Amen Corner, também efectuou o seu balanço: «O público assistiu ao melhor golfe que há na Europa, tivemos um jogador português com um grande futuro pela frente a lutar pelo título, o que animou muito o torneio. Notou-se que o facto de a competição ter sido realizada próximo de Lisboa contibuiu muito para a afluência de espectadores e para a promoção do torneio e da modalidade. O campo estava em muito boas condições e o apoio da Caixa Geral de Depósitos foi excelente, assim como a colaboração da Junta do Turismo do Estoril e do ITP, que aproveitaram esta semana de golfe para a divulgação de Portugal, em geral, e do Estoril em particular. As muitas horas de transmissão do Open por todo o Mundo deram uma boa imagem de Portugal como destino turístico de qualidade. O Open contribuiu e potenciou o desenvolvimento da economia portuguesa, uma vez que representa turismo de qualidade. Foi um evento muito concorrido e renhido que só ficou decidido mesmo no final, o que cria sempre mais expectativas».
Os resultados finais e a distribuição dos prémios monetários do 49º Estoril Open de Portugal Caixa Geral de Depósitos foram os seguintes:
'Top-10'
1º Paul Broadhurst (Inglaterra), 271 (68+66+70+67), -13, €208.330,00
2º Paul Lawrie (Escócia), 272 (69+67+66+70), -12, €138.880,00
3º Filipe Lipa (Portugal), 273 (69+65+60+70), -11, €78.250,00
4º Richard Sterne (África do Sul), 274 (71+67+70+66), -10 €62.500,00
5º Barry Lane (Inglaterra), 275 (68+67+68+72), -9, €53.000,00
6º Stephen Dodd (País de Gales), 276 (68+69+70+69), -8, €43.750,00
7º Gary Emerson (Inglaterra), 277 (73+71+66+67), €37.500,00
8º Ignacio Garrido (Espanha), 279 (71+66+71+71), -5, €24.812,50
8º Jamie Donaldson (País de Gales), 279 (75+68+72+64), -5, €24.812,50
8º Niclas Fasth (Suécia), 279 (70+71+68+70), -5, €24.812,50
8º Charl Schwartzel (África do Sul), 279 (72+65+74+68), -5, €24.812,50
8º Stephen Scahill (Nova Zelândia), 279 (67+70+72+70), -5, €24.812,50
8º Ian Garbutt (Inglaterra), 279 (67+70+72+70), -5, €24.812,50
75º Sérgio Ribeiro (Portugal), 300 (74+70+81+75), +16, €1.863,00*
* último classificado dos que passaram o 'cut'.
FONTE: F.P.G.
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