Um extraordinário percurso de golfe, um dos
melhores do Brasil, vai passar a apenas constar na “nossa” memoria
Estou
com uma dificuldade enorme em saber como poderei iniciar este texto. Se por um
lado acho (a esta distância) um absurdo e conta-corrente o encerramento de um
dos melhores traçados Brasileiros, acresce a isto, uma questão pessoal sobre
este campo.

Depois de ler alguns textos que têm saído na imprensa brasileira, sobre a
“morte” de um campo de golfe, um dos melhores traçados em terras de “Vera Cruz”.
Tendo como mote de partida, o que alguma imprensa especializada escreve; a “morte” de
um dos melhores percursos brasileiros e o único LINK do Brasil. O Golf do Sauipe acabou! Esta tomada de
posição foi dada por um lacónico comunicado de imprensa de cinco parágrafos.
Segundo esse mesmo comunicado é para dar lugar a outras actividades turísticas,
se não veja-se um dos parágrafos do comunicado sobre o encerramento; "a
mudança na infraestrutura de
lazer e entretenimento do resort se
faz necessária, o que modifica nossa operação e descontinua as atividades do
golfe". Continuando e segundo a imprensa baiana, o espaço será para
lotear, o que poderá ser, é apenas uma opinião, revelador de alguma falta de
planeamento para a gestão concreta do que é a essência do campo de golfe,
enquando espaço desportivo.Ainda por cima, o comunicado assinado pelo Mark
Campbell, director de operações da Costa do Sauípe, refere que um dos motivos, se não o principal. Mas tudo
isto é conta a corrente; o reposicionamento de mercado “Após identificarem
mudanças importantes no comportamento e nas necessidades do nosso público, foi
desenvolvida uma nova estratégia de atuação, em conjunto com uma consultoria de negócios e nossas
lideranças, com o objetivo de
aprimorarmos as operações da Companhia. Fruto do amadurecimento do mercado
consumidor do País, levamos em conta as necessidades do públic

o-alvo, além de
estudos de mercado, pesquisas, análises dos concorrentes e tendências do setor”.
Ponto isto, não quero entrar em “ERRO”, mas acho que esta decisão é
pioneira, acabar com um campo de golfe inserido num resort que
serve entre outras questões como um excelente argumento de vendas a toda a hoteleiria ali
existente, mesmo apesar das constantes mudanças de “brand”.
Não querendo entrar em dados muito detalhados, ( o será feito num artigo a publicar naSOUTHGOLA MAGAZINE),
apesar da indiscutível ressecção mundial, o golfe apresentou um crescimento em
vendas em 2012 de aproximadamente 9,3% em vendas pelos operadores turísticos de
golfe,
Mas, talvez o quase “Profano” desta situação
é o encerramento de um campo de golfe, num País que vai receber os Jogos
Olímpico 2016, e onde vai estar de volta depois de quase 112 anos de ausência o
golfe como modalidade olímpica. Estranho este tipo de avaliação.
Mesmo, não sendo ainda o Brasil como um destino mundial de golfe. No entanto
com registos de crescimento bastante interessantes, por exemplo; Em 1991 a
modalidade passava quase despercebido com apenas 7 mil jogadores, passando para
os 25 mil em 2011, Hoje, já um campo público, emJaperi, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro e o numero de
participantes tem subindo, sendo previsível

que a grande explosão da modalidade
seja após os Jogos Olímpicos.
Um destino de golfe (pode ser considerado todo aquele que tem
campos de golfe), tem ainda a capacidade de captar
turistas, que de outra maneira não teriam um determinado destino, cogitado para
as suas férias. O golfe consegue movimentar milhões de jogadores pelo mundo,
apenas na busca de poderem jogar num determinado campo de golfe, por vezes
suplantando o próprio destino. Ao destino compete acrescentar a sua cultura a
sua culinária a sua historia. E a Baia (mesmo este resort ser a
aproximadamente 100 km) de Salvador, é um espelho da CULTURA brasileira.
A titulo de despedida, (por agora), no Brasil o golfe esta em franco
crescimento, no que respeita tanto no numero de jogadores amadores e
profissionais. Tem alguns projectos pioneiros no mundo no que respeita levar o
golfe a jovens mas desprotegidos e sem recursos, proporcionando-lhes com o
golfe uma vida melhor.
Um campo de golfe, vive além das vendas (green-fee, loja, restauração), tem também uma quota de
responsabilidade civil. Além do enorme peso que os campos de golfe têm para o
ambiente, na preservação das espécies. Assim, onde dantes víamos os mais
variados animais pelo campo do Sauipe, irá (quem por lá passar) ver edificações de CONCRETO
(cimento) em vez da magnifica fauna já existente. Pessoalmente espero, e por
esta ordem de ideias não colocarem “Pedágio” para as Tartarugas.Se por acaso, o texto foi muito levado em demasia na primeira-pessoa, desculpem-me, mas é por forças das circunstancias.