domingo, maio 14, 2017

55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort - MATT WALLACE CAMPEÃO DESLUMBRADO COM O PAÍS

O INGLÊS DE 27 ANOS CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO NO EUROPEAN TOUR E SUBIU AO EUROPEAN TOUR. FILIPE LIMA FOI 22º, PEDRO FIGUEREDO REGISTOU UM RECORDE PESSOAL EM 42º E RICARDO SANTOS FOI 68º. MIN ISTRO DA ECONOMIA, MANUEL CALDEIRA CABRAL ELOGIOU O REGRESSO DO TORNEIO E DESEJA VÊ-LO CRESCER

O inglês Matt Wallace conquistou hoje (Domingo) o seu primeiro título do European Tour no 55º Open de Portugal@Morgado Golf Resort, um torneio de meio milhão de euros em prémios monetários, que se disputou em Portimão, depois de uma ausência de sete anos. Wallace, de 27 anos, já tinha ganho oito títulos como profissional de golfe, mas em divisões menores, designadamente seis no ano passado, quando militava no Alps Tour, uma das terceiras divisões europeias. 
Esse sucesso levou-o a subir ao Challenge Tour, a segunda divisão, onde estava desde o início da presente temporada, mas o sucesso de hoje no Morgado Golf Course promoveu-o automaticamente à primeira divisão, o European Tour, onde hoje já aparece como o 111º classificado na Corrida para o Dubai, depois de embolsar um prémio de 83.330 euros. 
Matt Wallace liderou desde a primeira volta e totalizou 271 pancadas, 21 abaixo do Par, agregando voltas de 63, 66, 73 e 69, batendo por 3 pancadas o norte-americano Julian Suri, que, por seu lado, somou rondas de 67, 68, 74 e 65. As 63 pancadas de Wallace no primeiro dia, 10 abaixo do Par, fixaram um novo recorde do campo, superando as 64 (-9) de António Sobrinho no Algarve Open da PGA de Portugal em 2006.
Durante os quatro dias, Wallace só foi ameaçado quando hoje Suri chegou a empatar com ele na frente com 19 pancadas abaixo do Par, mas o inglês respondeu ao desafio com birdies nos buracos  13 e 16, para elevar a fasquia para -21, enquanto Suri sofreu 1 bogey no 17 para cair para -18.
«Portugal é um país espantoso, lindo, com ótima comida, o tempo está bom em geral e ouvi que aqui, em maio, costuma estar muito bom tempo. Portugal vai passar a ter um lugar especial no meu coração a partir deste momento», palavras do campeão que devem ter soado como um paraíso para Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia, que lhe entregou a taça, juntamente com Miguel Franco de Sousa, o presidente da FPG.
Manuel Caldeira Cabral, no seu discurso em nome do Governo, elogiou «o regresso do Open de Portugal», salientou «a sua importância para o turismo e a economia do país» e manifestou o desejo de que a prova se mantenha. Foi esse também o voto de Filipe Lima, uma vez mais o melhor português neste torneio de que guarda tão boas memórias, no qual foi 3º classificado em 2005.
 «O Open de Portugal tem de realizar-se todos os anos. É importantíssimo, é o torneio mais antigo que temos. Têm de subir um pouco mais o “prize Money”, para atrair os jogadores mais importantes. Mas adorei vir cá outra vez e espero que vá demorar ainda muitos anos», disse o atleta olímpico português.
Filipe Lima foi 22º classificado, com 283 pancadas, 9 abaixo do Par, ficando empatado com o espanhol Álvaro Quirós, o campeão do Portugal Masters de 2008; o finlandês Roope Kakko, o vencedor do último Open da Madeira em 2015; e o inglês Aaron Rai, o vencedor do Open do Quénia deste ano. O português residente em França, que veio pela primeira vez a um torneio acompanhado da sua família completa – a filha Charline e a mulher Isabel – assinou voltas de 67, 71, 71 e 74. Hoje chegou a andar com -12, no top-10, mas 2 bogeys nos dois últimos buracos penalizaram-no bastante.
O prémio de 5.425 euros permitiram-lhe ascender do 240º ao 224º posto da Corrida para o Dubai. Ricardo Melo Gouveia, apesar de eliminado aos 36 buracos, continua a ser o melhor português, no 95º lugar deste ranking da primeira divisão europeia.
Ricardo Santos, por seu lado, milita no Challenge Tour e o Open de Portugal poderia tê-lo lançado para o top-15 da Corrida para Omã, onde necessita de terminar a época, para poder voltar ao European Tour.
No entanto, à semelhança do que já tinha sucedido no Turkish Airlines Challenge, em abril, o campeão nacional fez duas boas primeiras voltas (71 e 69) e duas voltas finais muito aquém do que sabe (74 e 77).
Ricardo Santos totalizou 291 pancadas, 1 abaixo do Par, integrou o grupo dos 68º classificados entre 71 jogadores que passaram o cut, e ganhou 905 euros. Valeu-lhe as celebrações do “seu” Benfica.
Se Ricardo Santos é fã dos “encarnados”, Pedro Figueiredo é mesmo oficialmente atleta do Sport Lisboa e Benfica e «não foi por acaso que hoje» jogou «de encarnado». “Figgy” foi o único dos 11 portugueses presentes à partida a fixar um novo recorde pessoal.
 A sua melhor classificação de sempre no Open de Portugal era um 71º lugar em 2008, ainda como amador. Hoje, já como profissional, concluiu a prova no grupo dos 42º classificados, com 286 pancadas, 6 abaixo do Par, juntando voltas de 75, 68, 72 e 71.
Ricardo Santos irá continuar no Challenge Tour e depois deste Open de Portugal desceu de 21º para 34º na Corrida para Omã.
Pedro Figueiredo vai regressar ao ProGolf Tour, uma das terceiras divisões da Europa. O campeão nacional de 2013 precisa de terminar a época no top-5 da Ordem de Mérito para subir ao Challenge Tour em 2018 e para já está bem lançado nesse ranking, onde é o 2º classificado.   
 O Open de Portugal @ Morgado Golf Resort foi organizado pelo Grupo Nau Hotels & Resorts, pela FPG e pela PGA de Portugal. Conta para o ranking mundial, a Corrida para o Dubai do European Tour e a Corrida para Omã do Challenge Tour, tendo distribuído meio milhão de euros em prémios.
 Na cerimónia de encerramento estiveram Manuel Caldeira Cabral (Ministro da Economia), Augusto Baganha (presidente do IPDJ), Isilda Gomes (presidente da C.M. Portimão), Filipe Silva (administrador do Turismo de Portugal), Desidério Silva (presidente do Turismo Algarve), Miguel Franco de Sousa (presidente da FPG), José Correia (presidente da PGA de Portugal), Fernando Esmeraldo (presidente da ECS Capital), Mário Azevedo Ferreira (presidente-executivo do Grupo Nau) e Miguel Vidaor (diretor de torneios do European Tour).
 Foto de:Ramiro de Jesus / FPG Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, maio 12, 2017

55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort - FILIPE LIMA E RICARDO SANTOS PASSAM O CUT

EMBORA A SEGUNDA VOLTA SÓ SE CONCLUA AMANHÃ, OS DOIS PORTUGUESES JÁ ASSEGURARAM QUE IRÃO JOGAR TODO O FIM DE SEMANA. PEDRO FIGUEIREDO, JOÃO CARLOTA E RICARDO MELO GOUVEIA AINDA TÊM HIPÓTESE

Filipe Lima e Ricardo Santos garantiram hoje (sexta-feira) a qualificação para as duas últimas voltas do Open de Portugal@Morgado Golf Resort, embora esta 55ª edição só vá decidir o cut amanhã (Sábado), quando se concluir a segunda volta.
O torneio do European Tour, de meio milhão de euros em prémios monetários, foi fustigado ontem (quinta-feira) por fortes chuvas que se abateram sobre Portimão, levando a que só hoje se fechasse a primeira ronda.
Imediatamente iniciou-se a segunda, mas, apesar do bom tempo ter voltado ao Algarve durante toda a tarde, não foi possível encerrar a segunda volta, que recomeçará às 8h00 de amanhã.
Filipe Lima e Ricardo Santos foram dois dos jogadores forçados a uma jornada dupla, mas aproveitaram-na bem e, independentemente do que se passar amanhã, irão continuar em prova.
Filipe Lima passou apenas o seu segundo cut da época no European Tour, depois do Tshwane Open, em março, na África do Sul, enquanto Ricardo Santos não passava um cut nesta primeira divisão europeia desde o Open de Itália em setembro de 2015. Em 2016 e 2017 tem jogado no Challenge Tour (segunda divisão).
Embora as classificações da segunda volta sejam provisórias, Lima, um português residente em França, integra o grupo dos 7º classificados, com 138 pancadas, 8 abaixo do Par, após voltas de 67 e 71. Santos, a jogar em casa, pois é algarvio, está empatado no 22º lugar com 140 pancadas, 6 abaixo do Par, tendo apresentado cartões de 71 e 69.
 Foto de: 
Getty Images (Wallace) Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

quinta-feira, maio 11, 2017

PRO-AM 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort


FILIPE LIMA GANHA PRO-AM LUÍS FIGO RECUSA POLÉMICA


Filipe Lima é o rei dos Pro-Am e tornou-se no primeiro português a vencer por duas vezes esta competição na história do Open de Portugal, e logo duas seguidas.
Em 2010, da última vez que se tinha disputado o torneio da Federação Portuguesa de Golfe, o vencedor do Pro-Am na Penha Longa foi… Filipe Lima, com 21 pancadas abaixo do Par. 
O n.º2 português também venceu um Pro-Am do European Tour há sete anos em Sevilha, jogando ao lado do antigo guarda-redes de futebol, Ricardo Pereira, e em 2011 triunfou num dos dois Pro-Am da Grande Final do Challenge Tour, em Itália.

«Tivemos um grande profissional ao lado e é a ele que devemos esta vitória. Está a jogar muito bem», disse Carlos Tinoco, no discurso oficial da equipa campeã, na cerimónia de entrega de prémios. Filipe Lima, um português residente em França, emparceirou com os amadores Carlos Tinoco, Francisco Brito e Paulo Nuno Martins e foi preciso recorrer ao sistema de desempate dos melhores últimos nove buracos para superarem a formação do espanhol Álvaro Quirós, o campeão do Portugal Masters de 2008, associado aos amadores Ricardo Pereira, Pedro Silvestre e Luís Filipe Luís, que também fizeram -35.
O Pro-Am foi muito mediatizado graças à presença dos embaixadores da prova, convidados pelo presidente-executivo do Grupo Nau Hotels & Resorts, Mário Azevedo Ferreira: Luís Figo, Ricardo Pereira e Humberto Coelho.
Equipas de reportagem da RTP, SIC, SportTV e também do programa “Fama Show”, acompanharam de perto as exibições dos craques do futebol de outros tempos, mais ou menos recentes, e no final houve entrevistas para todos os gostos.
Humberto Coelho, por exemplo, recusou falar de futebol, mas sempre contou que o golfe permite-lhe «manter aquele espírito competitivo», que nunca abandona um atleta de alta competição, sobretudo por ser um desporto «tão difícil e desafiador». Ricardo Pereira contou que o golfe tem-lhe permitido «conhecer muitas pessoas diferentes, novos amigos», mas nem por isso deixa de querer «jogar para ganhar» e considera os Pro-Am como momentos preciosos: «Só de ver jogar o profissional que estava connosco, apreendi imenso». Luís Figo enfrentou sem rodeios uma série de perguntas difíceis sobre uma suposta crise no Sporting, mas, sem querer entrar em polémica, lá deu a sua opinião: «Só posso falar de fora, mas posso dar a minha opinião pessoal sobre o Jesus – acho que é um belíssimo treinador, e não é por ele ganhar ou deixar de ganhar um ano ou outro que não tem qualidade». O ex-melhor jogador de futebol do Mundo sentiu-se, porém, muito mais à vontade para falar de golfe: «Jogo sempre a sério e dedico-me muito a isto, mas a qualidade não me permite chegar a outros patamares, pratico por hobby e as minhas expectativas são baixas».
"Acho que eu e os restantes jogadores portugueses estamos numa média boa, ou seja, temos condições de lutar pela vitória, embora o golfe, ao contrário de modalidades como o ténis e o futebol, permita que qualquer um possa vencer um torneio», disse Filipe Lima, o bicampeão do Pro-Am, que ainda detém o recorde do melhor resultado de um profissional luso na prova, quando foi 3º classificado em 2005.
«Sem dúvida que pode haver um vencedor português. Temos qualidade para isso. O Ricardo Santos e o Filipe Lima já mostraram isso. Estamos a jogar em casa e muitos de nós já jogámos bastantes torneios neste campo, temos essa vantagem, e sem dúvida vamos ter boas hipóteses de ter um vencedor português», corroborou Ricardo Melo Gouveia.

 Foto de: PGA PORTUGAL Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

segunda-feira, maio 08, 2017

Campeonato Internacional de Espanha de Stroke Play

LEONOR BESSA NO 7º LUGAR
MELHOR PORTUGUESA DE SEMPRE e SARA GOUVEIA NO 23º POSTO

Leonor Bessa obteve a melhor classificação de sempre de uma jogadora portuguesa no Campeonato Internacional de España Stroke Play Femenino, organizado pela Real Federación Española de Golf no Panorámica Golf & Country Club, em Castellón. A recém-coroada campeã nacional amadora e ainda bicampeã nacional de sub-18 terminou a prova no 7º lugar, empatada com a espanhola Sara Navarro Morilla, ambas com 221 pancadas, 5 acima do Par.
«O balanço é muito positivo, porque joguei muito bom golfe, nunca me senti tão confiante e tão segura do meu jogo», disse Leonor Bessa, que alinhou voltas de 73, 74 e 74, superando o anterior recorde nacional nesta prova, que pertencia a Susana Ribeiro, com um 15º lugar em 2014. Leonor Bessa, de 18 anos, não pode jogar no ano passado por lesão e em 2015 tinha sido 28ª com 15 pancadas acima do Par. Também Sara Gouveia, a recente vice-campeã nacional amadora, alcançou um máximo pessoal, ao concluir o torneio no 23º lugar, empatada com a espanhola Maria Serrano Torres, com 233 pancadas, 17 acima do Par.
«Foi muito positivo, visto que foi apenas a segunda vez que estive a jogar pela seleção nacional no estrangeiro, o que é sempre diferente. Em geral, senti-me bem a jogar», declarou a jogadora de 17 anos, que assinou cartões de 78, 78 e 77 e que, em 2016 tinha falhado o cut no 65º posto (+23).
A sexta edição do Campeonato Internacional de España Stroke Play Femenino contou para o ranking mundial amador e foi disputada por 58 jogadoras.
Só duas conseguiram ficar abaixo do Par, ambas espanholas: a campeã Elena Arias Quiros com 213 (69+76+68), -3, e a vice-campeã Blanca Garcia-Poggio, com 214 (71+73+70), -2. Houve apenas 9 voltas abaixo do Par, o que mostra bem da qualidade dos resultados das portuguesas, sobretudo de Leonor Bessa. O selecionador nacional, Nélson Ribeiro, ficou, naturalmente, satisfeito com as classificações das suas jogadoras:


«O desempenho foi positivo, até porque chegaram a Espanha com a recordação de que quatro jogadoras portuguesas tinham falhado o cut no ano passado. A Sara esteve muito bem, dado que foi apenas a terceira vez que participou num torneio internacional (duas vezes em Espanha e uma em Portugal). Conseguiu manter o resultado durante os três dias e passou o cut com uma margem de 10 pancadas. Demonstrou uma evolução tremenda. A Leonor, mais experiente a nível internacional, conhecia bem as jogadoras que estavam presentes em campo, conseguiu também manter o resultado durante os três dias».
Os três protagonistas lusos acreditam, porém, que há aspetos a melhorar. «Fiz 4 duplos-bogeys que fizeram-me perder 8 pancadas. Saio descontente porque sei que tive nível esta semana para ficar em primeiro lugar, mas venho com vontade de treinar e trabalhar para o próximo», disse Leonor Bessa. «Sinto e sei que estive bastante aquém em termos de resultados do que poderia ter feito», acrescentou Sara Gouveia.
«Numa visão mais técnica, o desempenho das nossas jogadoras, comparativamente às líderes, mostra não estivemos bem em situações como um chip à volta do green; shot do rough com greens rápidos; e a distância do tee, pois as líderes batem muito mais longe», concluiu Nelson Ribeiro.
Foto de: Hugo Ribeiro Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


domingo, maio 07, 2017

Optilink PGA Open


RICARDO SANTOS REVALIDA TÍTULO  COM 3 EAGLES NA ÚLTIMA VOLTA

Ricardo Santos revalidou o título de campeão do Optilink PGA Open e tornou-se no primeiro bicampeão deste torneio de 6 mil euros em prémios monetários, que inaugurou o PGA Portugal Tour de 2017. Há um ano o algarvio de 34 anos tinha regressado aos triunfos neste circuito profissional português após um jejum de cinco anos, motivado em grande parte por competir sobretudo no European Tour. O torneio jogou-se então nos percursos Alvor e Lagos do Onyria Palmares Beach & Golf Resort, no Algarve, onde fez 134 pancadas, 10 abaixo do Par. Este ano, o campeão nacional revalidou o título de forma ainda mais impressionante. O torneio voltou a disputar-se no Onyria Palmares Beach & Golf Resort, mas desta feita nos percursos Lagos e Praia, e Ricardo Santos totalizou 130 pancadas, 14 abaixo do Par, com voltas de 68 e 62. Não é habitual uma volta de 62 pancadas e muitos menos com 3 eagles (todos em buracos de Par-5) e 4 birdies, sem sofrer qualquer bogey. Aliás, nos dois dias de prova, o profissional do Victoria Clube de Golfe só perdeu 1 pancada.
O prémio de mil euros coloca-o como o primeiro líder da Ordem de Mérito 1080 produções da PGA de Portugal de 2017, ele que bateu Tomás Silva por apenas 2 pancadas. O jogador do Clube de Golfe do Estoril até tinha liderado aos 18 buracos com 64 (-2) e apesar da boa segunda volta de 68 (-4) viu-se ultrapassado pela sensacional volta final de Ricardo Santos.
Tomás Silva ganhou 800 euros de prémios e consolou-se com a vitória no Pro-Am. Fez equipa com os amadores João Paulo Pingo, José Carlos Marques e José Lourenço, e somaram 91 pontos stableford net fourball. O 2º lugar no Pro-Am, com 87 pontos, foi para o profissional Hugo Santos, com os amadores Gonçalo Mota Carmo, Luís Gambino e Pedro Tomé.
Dos 26 participantes do Optilink PGA Open, 7 terminaram as duas voltas abaixo do Par, o que revela bem a subida de nível de jogo no circuito nacional, algo que se nota desde que a PGA de Portugal se juntou ao circuito britânico Jamega Pro Golf Tour para organizar o Portugal Pro Golf Tour, um circuito internacional de 25 torneios de 10 mil euros, que decorreu entre novembro e abril.
A rodagem competitiva é fundamental para que os melhores jogadores portugueses cheguem em forma ao 55º Open de Portugal@Morgado Golf Resort que se inicia já no dia 11.
Ricardo Melo Gouveia, Ricardo Santos, Pedro Figueiredo, Tiago Cruz e Tiago Rodrigues venceram torneios nesse Portugal Pro Golf Tour de 2016/2017, enquanto Tomás Silva e João Carlota, mesmo sem terem ganho, estiveram a um nível elevado, com, respetivamente, 14 e 10 top-10 alcançados.
No Optilink PGA Open esses jogadores voltaram a sobressair e Carlota foi 3º classificado, com 133 (69+64), -11, recebendo 700 euros; Tiago Cruz foi 5º, com 138 (70+68), -6, embolsando 525 euros. Pelo meio, em 4º, ficou o britânico Jay Taylor, com 137 (68+69), -7, arrecadando 600 euros.
Os campeões das quatro edições do Optilink PGA Open foram António Rosado em 2013, Sean Hawker em 2014 e Ricardo Santos em 2015 e 2016.   


Foto de: PGA PORTUGAL Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

sexta-feira, abril 28, 2017

55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort

TOMÁS MELO GOUVEIA
JUNTA-SE AO IRMÃO RICARDO

O CAMPEÃO NACIONAL AMADOR, DE 22 ANOS, GESTOR DE PROFISSÃO MAS MEMBRO DAS SELEÇÕES NACIONAIS DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE GOLFE, RECEBEU UM CONVITE E VAI JOGAR PELA PRIMEIRA VEZ NO EUROPEAN TOUR

Tomás Melo Gouveia recebeu hoje (sexta-feira) um convite da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) para disputar o 55º Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, o torneio do European Tour que irá decorrer de 11 a 14 de maio, no Morgado Golf Course, em Portimão. A organização do torneio de meio milhão de euros em prémios monetários está a cargo da FPG, PGA de Portugal e Grupo Nau Hotels & Resorts e decidiu que só haveria um amador português a receber um “wild card”.

Nesse contexto, a escolha óbvia recaiu sobre o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia, o atual nº1 do golfe português. Afinal, Tomás Melo Gouveia, de 22 anos, detém neste momento os dois títulos “Majors” amadores: no final do ano passado conquistou a Taça FPG/BPI e esta semana venceu o Campeonato Nacional Absoluto Peugeot. Vai dar-se, assim, um caso não muito habitual de termos dois irmãos portugueses a disputarem um torneio da primeira divisão europeia, sendo que Ricardo Melo Gouveia, de 26 anos, devido à sua boa cotação internacional, entrou diretamente na lista de inscritos do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, tal como Filipe Lima e Ricardo Santos.
«Não estava nada à espera (do convite). O dia de hoje não estava a correr-me muito bem, mas esta notícia meteu-me um grande sorriso na cara e fiquei logo todo entusiasmado», comentou Tomás Melo Gouveia, ao saber do “wild Card”.«Será o meu primeiro torneio do European Tour e será muito especial por ser o regresso do Open de Portugal. É um torneio muito importante para o golfe nacional e para o país e é uma honra e um privilégio fazer parte dele», acrescentou o jogador do Clube de Golfe de Vilamoura, que reside e trabalha como gestor em Lisboa.
Tomás Melo Gouveia referia-se a esta 55ª edição histórica, por ser o regresso de um torneio que tinha sido interrompido em 2010, voltando agora como um “dual ranking”, por contar simultaneamente para a Corrida para o Dubai do European Tour e para a Corrida para Omã do Challenge Tour, para além de também distribuir pontos para o ranking mundial.
Como os promotores e o European Tour tem a prerrogativa de poderem organizar grupos mais mediáticos nas duas primeiras voltas, Tomás não esconde que apreciaria poder jogar ao lado de Ricardo nos dias 11 e 12.
«Jogar num mesmo torneio que o meu irmão é simplesmente um sonho tornado realidade. Quando acabei o curso nos Estados Unidos não sonharia vir a jogar um torneio do European Tour e ainda por cima com o meu irmão. Não poderia pedir melhor. É uma semana que irei aproveitar ao máximo e tentar aprender o máximo que conseguir. Adoraria poder jogar com o meu irmão nos primeiros dois dias. Seria um espetáculo estar "inside the ropes" com ele. Diria que seria a cereja no topo do bolo», concluiu Tomás, que até ao ano passado representou o Rollins College, na Florida, onde se licenciou.
Em dezembro, na Taça Manuel Agrellos, em Palmela, Tomás integrou a seleção nacional da FPG e Ricardo a equipa da PGA de Portugal. Defrontaram-se duas vezes em pares e registou-se uma vitória para Tomás e um empate.
Outro momento importante em que estiveram juntos no campo foi quando Ricardo conquistou o seu segundo título do Challenge Tour, na época de 2015, Aegean Airlines Challenge Tour by Hartl Resort, em Bad Griesbach, na Alemanha, onde Tomás foi o caddie de luxo do irmão mais velho, ajudando-o a vencer a prova.

Foto de: Filipe Guerra / GolfTattoo Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira


60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

  PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...