- 1.o da classificação de
TEXTO F.P.G. - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de: Federação Portuguesa de Golfe/Filipe Guerra
TEXTO F.P.G. - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de: Federação Portuguesa de Golfe/Filipe Guerra
O Portugal Tour (PT Tour) regressou esta semana após uma paragem forçada de mais de um mês, devido à pandemia e arrancou da forma que tinha terminado, ou seja, com um triunfo do português Tomás Bessa. O campeão nacional de 2020 tinha vencido a última etapa em 2021, o San Lorenzo Open, em dezembro, com 10 pancadas abaixo do Par, e hoje (Sábado) triunfou de novo no NAU Morgado Open, igualmente de 10 mil euros em prémios monetários, de novo com um grande resultado, neste caso de -8.
TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Berto Granja
THOMAS PIETERS vence a 15.ª edição do Portugal Masters
RICARDO SANTOS FOI O MELHOR PORTUGUÊS, VÍTOR LOPES
FOI 61.º e TOMÁS MELO GOUVEIA 62.º.
Estas foram as grandes novidades da lista definitiva de inscritos, que foi
divulgada esta semana pelo European Tour. O Portugal Masters distribui este ano
1,5 milhões de euros em prémios monetários e é o último torneio de qualificação
para o torneio de encerramento da primeira divisão europeia, o DP World Tour
Championship, no Dubai.
O irlandês Padraig Harrington, de 50 anos, conquistou o seu 15.º e último
título do European Tour no Portugal Masters de 2016 e mantém toda a sua competitividade.
Este ano, brilhou num dos torneios do Grand Slam, tendo sido 4.º (-2) no PGA
Championship, e foi ainda 6.º (-9) no Omega Dubai Desert Classic.
«Gostei sempre de jogar o Portugal Masters. É um torneio fantástico, onde,
normalmente, faz bom tempo e tem muito bom ambiente», disse Harrington, o
selecionador da Europa que perdeu este ano a Ryder Cup para os Estados Unidos.
Harrington junta-se, assim, a outros cinco campeões do Portugal Masters que
regressam em 2021 a Vilamoura: o sul-africano George Coetzee (defende o título
conquistado em 2020), os ingleses Andy Sullivan (2015) e Steve Brown (2019), o
francês Alex Levy (2014) e o dinamarquês Lucas Bjerregaard (2017).
Se para o simpático irlandês o Portugal Masters é o último troféu do seu excelente
palmarés, onde se destacam três títulos do Grand Slam, para Matt Wallace a
vitória no Open de Portugal - Morgado
Golf Resort, em 2017, foi o início de uma bela história.
O inglês de 31 anos não era uma grande figura do circuito internacional quando conquistou
o seu primeiro título do European Tour, em Portimão, em maio de 2017. Nem
sequer ainda tinha ganho qualquer torneio no Challenge Tour, a segunda divisão
do golfe europeu, embora em 2016 tivesse sido o n.º1 do Alps Tour, com seis
títulos arrebatados nessa terceira divisão europeia.
O Open de Portugal foi um desbloqueador e depois disso pareceu um furacão,
somando de rajada, em 2018, mais três troféus ao seu palmarés. Em 2018 ficou
seriamente desgostoso por não ter sido chamado para a seleção europeia que
venceu a Ryder Cup em França e desforrou-se com um 2.º lugar no DP World Tour
Championship do Dubai, no encerramento da temporada de 2018. Em 2019 voltar a
provar o seu valor, com um 3.º lugar num dos Majors, o PGA Championship. «Ganhei
o meu primeiro título do European Tour no Morgado, não muito longe de
Vilamoura, e tenho sempre boas sensações quando retorno ao Algarve. É um local
excelente para se jogar golfe nesta altura do ano e o Portugal Masters é um
torneio que apreciei sempre jogar», disse Matt Wallace, que este ano tem dois
top-10 no European Tour e mais três top-10 no PGA Tour, com destaque para o 4.º
lugar (-6) na semana passada no Zozo Championsip, no Japão.
Tal como já tinha sido anunciado previamente, o 15.º Portugal Masters conta
ainda com quatro jogadores que venceram torneios do European Tour este ano, os
escoceses Grant Forrest e Calum Hill, e os irmãos dinamarqueses Nicolai e
Rasmus Hojgaard, para além do francês Victor Perez, que terminou a época
transata com um bom 7.º lugar no DP World Tour Championship, no Dubai, e, em
2021, tem brilhado no PGA Tour da América do Norte: foi 4.º no WGC/Dell
Technologies Match Play e 9.º no The Players Championship. No European Tour foi
4.º no Saudi International.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images
Os gémeos Hojgaard fizeram história este ano quando tornaram-se nos primeiros irmãos a vencerem em semanas consecutivas no European Tour. Rasmus foi o melhor no Omega European Masters, na Suíça, e depois Nicolai impôs-se no DS Automobiles Italian Open.
Calum Hill iniciou o que se prevê que possa vir a ser uma coleção de troféus no Cazoo Open, em Inglaterra. Uma semana antes, Grant Forrest tinha-se cotado como o primeiro escocês da última década a triunfar na Escócia, no Hero Open.
O inglês Sam Horsfield, que em 2020 somou dois títulos seguidos no Reino Unido, será outra das estrelas do European Tour no 15.º Portugal Masters, de 4 a 7 de novembro, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, com o Pro-Am no dia 3. O torneio de 1,5 milhões de euros em prémios monetários estava originalmente marcado para abril, mas foi adiado devido às dificuldades de deslocações e viagens provocadas pela pandemia da COVID-19.
Rory Colville, o novo Championship Diretor do Portugal Masters regozijou-se pelo regresso do público ao Algarve: «Estamos encantados por podermos receber de novo espectadores no Portugal Masters deste ano. Queremos agradecer à Direção Geral de Saúde e ao Dom Pedro Hotels and Golf Collection pelo seu apoio, pela sua orientação no planeamento e na organização deste evento fantástico»
«É um torneio muito popular entre os jogadores e os espectadores e estamos desejosos de realizar mais uma edição memorável do Portugal Masters», frisou Rory Colville, que vai estrear-se em 2021 na liderança do torneio que antecede o DP World Tour Championship, sendo a última etapa de apuramento para o prestigiado evento do Dubai, que encerra a época de 2021 do European Tour.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira
Pedro Figueiredo e Miguel Gaspar também passaram o cut, respetivamente nas 36.ª e 46.ª posições, sendo estes três jogadores os únicos portugueses a qualificarem-se para os dois últimos dias de prova, de um total de 15 inscritos.
“Figgy” igualou o Par-72 do campo e manteve as mesmas 2 pancadas abaixo do Par (agora com um agregado de 142) com que já vinha da primeira volta, enquanto Gaspar completou a segunda ronda em 73 (+1), passando o cut mesmo “à queima” com o total de 143 (-1).
Um dos grandes candidatos a seguir em frente nem sequer chegou a entrar em campo. Vítor Lopes, o melhor português no ano passado, quando foi 7.º classificado depois de ter liderado a prova, viu-se forçado a desistir. «O Vítor Lopes retirou-se da competição porque está com uma amigdalite e com 39 graus de febre», especificou o diretor técnico nacional da FPG, João Coutinho.
O 59.º Open de Portugal at Royal Óbidos tem um novo comandante, o norueguês Kristian Krogh Johannessen, que igualou a volta de 66 (-6) de Melo Gouveia e ascendeu da 4.ª à 1.ª posição, somando 133 (-11). É perseguido por apenas 1 pancada a mais pelo alemão Marcel Schneider (68+66).
Kristian Krogh Johannessen, de 26 anos, persegue o seu primeiro título no Challenge Tour, mas este ano já somou cinco top-10, enquanto Marcel Schneider é um dos 13 jogadores que vieram a Portugal já com um título conquistado em 2021, no seu caso, na República Checa em julho, tendo-se sagrado vice-campeão na semana passada no Open da Provença, em França.
Johannessen, Schneider e Melo Gouveia têm muito em comum. Não só apresentam-se como sérios candidatos ao título, não só assinaram hoje cartões de 66 (-6), mas também – e sobretudo – não sofreram qualquer bogey nesta segunda jornada. E no Royal Óbidos Spa & Golf Resort é fundamental evitarem-se os erros.
«Já caíram mais alguns putts e foi a diferença da volta de hoje. Cometi muito poucos erros. Quando aconteceram, consegui fazer shot e putt e nunca estive em grande risco de fazer bogeys. Continuo com a confiança alta e sinto que tenho boas hipóteses de estar a lutar pelo título no Domingo», disse Ricardo Melo Gouveia, de 30 anos. O jogador da Quinta do Lago passou o cut pelo segundo ano seguido.
Os outros dois portugueses que seguiram em frente têm igualmente razões para celebrar, mesmo que tenham ficado aquém do que desejavam neste segundo dia. «O Par do campo não é um bom nem um mau resultado. Senti que joguei mais do que isso. Não estive bem nos greens. Fiz um green a três putts e falhei várias oportunidades para birdie», lamentou-se Pedro Figueiredo, de 30 anos.
«Infelizmente, tive um mau shot no buraco 15, se calhar por excesso de confiança. Fui à água, fiz um duplo-bogey e passei de uma situação em que a minha cabeça estava para cima para, de repente, ver-me na luta pelo cut», recriminou-se Miguel Gaspar, de 29 anos.
É certo que Pedro Figueiredo queria mais, depois da volta positiva de ontem de -2. «Em dois dias tenho seis birdies, o que não é muito, embora esteja a jogar de forma consistente», admitiu o profissional da Vanguard. Mas o campeão nacional de 2013 alcançou hoje um feito histórico. Afinal, ao passar o cut pela sexta vez no Open de Portugal, igualou o recorde nacional de Daniel Silva e Filipe Lima. Miguel Gaspar também viu-se a dada altura com um agregado de 5 pancadas abaixo do Par e parte amanhã para a penúltima volta com -1. Perdeu 4 pancadas nos últimos cinco buracos.
«Joguei super bem nos primeiros 13 buracos, joguei mesmo muito bom golfe e ia com 3 abaixo do Par, cheguei a andar com -5 (no agregado) e sinceramente nem estava a pensar (apenas) em passar o cut e quando vi que com -6 estava-se no 10.º lugar pensei que se calhar conseguiria acabar o dia no top-10. (…) Fui para o buraco 18 numa situação (de aflição) que era desnecessária», declarou.
Contudo, o profissional do Belas Clube de Campo também pode festejar a primeira vez que passa o cut em torneios portugueses do European Tour ou do Challenge Tour. Tinha jogado por quatro vezes no Portugal Masters e outras tantas no Open de Portugal e falhara sempre o cut. À nona foi de vez.
«É o nosso Open. Se eu pudesse escolher um torneio do Challenge Tour para ganhar seria logo o Open de Portugal. Tem o nosso público, nos nossos campos, com tudo o que há de bom em Portugal. É óbvio que (passar o cut) tem um sabor especial. Infelizmente não estou já em posição de lutar pelos lugares cimeiros, mas passando o cut, uma boa volta no sábado colocar-me-á numa boa posição», reiterou.
A prova da Federação Portuguesa de Golfe prossegue amanhã (Sábado), dia 25, às 8h10, e termina no Domingo, dia 26. Dos 132 jogadores, 64 bateram o Par do campo aos 36 buracos e foram esses a passar o cut.
TIAGO CRUZ REGRESSA AOS TÍTULOS EM PLAY-OFF FRENTE A TOMÁS MELO GOUVEIA O CAMPEÃO NACIONAL 2014 E 2015 METEU UM PUTT DE 14 METROS PARA EAGLE NO BURACO 18 DO SANTO ESTÊVÃO GOLFE PARA DERROTAR O N.º5 DO RANKING DO PRO GOLF TOUR GERMÂNICO
Tiago Cruz regressou no passado dia 26 aos títulos, quebrando um jejum de quase
dois anos, e precisou de um monstruoso
putt para eagle no buraco 18 do Santo
Estêvão Golfe em Benavente, para vencer o
play-off do Xira PGA Open, de 6 mil euros
em prémios monetários.
O campeão nacional de 2014 e 2015
terminou as duas voltas regulamentares do
torneio organizado pelo Xira Golfe e pela
PGA de Portugal empatado com Tomás
Melo Gouveia, com 138 pancadas, 8 abaixo
do Par. Ambos dispuseram de putt para
birdie no último buraco para vencer, mas
não converteram-nos.
«O putt do play-off tinha demasiada linha,
com duas lombas à esquerda. Era um putt
de 14 ou 15 metros e felizmente fiz um bom
putt», disse Tiago Cruz, que somou voltas
de 68 e 70, face ás 70 e 68 de Tomás Melo
Gouveia. Ambos vão agora para o
Campeonato Nacional Absoluto Hyundai
da FPG, que começa já no dia 28.
Este ano, no Circuito da FPG, o
profissional do banco BiG fora 6.º (-4) no
O’Connor Course e 7.º (Par) no Montado
Hotel & Golf Resort, ambos em abril. Em
junho fora 4.º (+3) no Troia Golf.
Não
ganhava, contudo, um torneio desde o
Open Pro-Am do Clube de Golfe da Ilha
Terceira, em setembro de 2019.
«Nos torneios do Circuito da FPG tenho
jogado bem no primeiro dia, mas as coisas
não me têm saído bem no segundo dia
quando jogo no grupo dos líderes»,
comentou o jogador de 39 anos. Valeu a
pena a decisão de última hora participar no
Xira PGA Open, dois dias depois de ter
sido 2.º no Pro-Am. Agora vai motivado
para o ataque a um eventual terceiro título
de campeão nacional de profissionais.
A melhor jogadora foi a ex-tetracampeã
nacional, Susana Ribeiro, no 11.º lugar
(+9); A melhor amadora foi Filipa Capelo,
em 12.ª (+10); E o melhor amador
masculino foi João Fortes, em 13.º (+14).
Foto de: Hortense Infante / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira
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PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...