terça-feira, novembro 09, 2021

THOMAS PIETERS vence a 15.ª edição do Portugal Masters

THOMAS PIETERS vence a 15.ª edição  do  Portugal Masters 
RICARDO SANTOS FOI O MELHOR PORTUGUÊS,  VÍTOR LOPES FOI 61.º e TOMÁS MELO GOUVEIA 62.º.


Thomas Pieters entrou hoje (Domingo) para o prestigiado lote de cinco campeões do Portugal Masters que já integraram nas suas carreiras a seleção europeia da Ryder Cup. Após um final de última volta emocionante, concluída com um resultado final de 19 pancadas abaixo do Par, o jogador de 29 anos passou também para a história como o primeiro belga a vencer o mais importante torneio de golfe português.
A 15.ª edição do evento de Vilamoura ficou marcada pelo regresso do público, com mais de 24 mil espectadores a afluírem ao Dom Pedro Victoria Golf Course ao longo dos últimos quatro dias.
O melhor português foi Ricardo Santos, no 32.º lugar (-5), registando uma interessante regularidade, pois andou toda a semana no top-35 do único torneio nacional do European Tour, que este ano voltou a distribuir 1,5 milhões de euros em prémios monetários.
E se os talentosos gémeos dinamarqueses Hojgaard, de 20 anos, deslumbraram no Algarve – com Nicolai a chegar ao 2.º lugar (-17), empatado com o compatriota Lucas Bjerregaard e o francês Mathieu Pavon –, também houve (quase) gémeos portugueses. Vítor Londot Lopes e Tomás Melo Gouveia jogaram juntos os quatro dias, tiveram resultados iguais nas três primeiras voltas, e só hoje se desirmanaram, com Lopes a fechar a sua participação no 61.º lugar (+6) e Gouveia em 62.º (+7).
Na cerimónia de entrega de prémios, presidida pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, a governante prognosticou, no seu discurso, o regresso do Portugal Masters em 2022. João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, visitou pela primeira vez o Portugal Masters, sublinhou a importância da vertente desportiva do evento algarvio e celebrou ainda o facto de três em seis portugueses terem passado o cut.
Thomas Pieters visita Portugal desde os seus tempos de amador. Lembra-se «de ter jogado aqui Campeonatos da Europa de sub-16 e sub-18» e o Portugal Masters foi um torneio obrigatório para ele, entre 2014 e 2017, mas não vinha a Vilamoura desde então. Já tinha provado poder jogar bem no traçado desenhado pelo mítico Arnold Palmer e em 2015 foi 6.º classificado (-12). Hoje juntou-se a Lee Westwood (2009), Shane e Lowry (2012), Andy Sullivan (2015) e Padraig Harrington (2016) como os “Ryder Cuppers” vencedores no Portugal Masters.
A três buracos do fim havia três jogadores a partilharem a liderança. Foi uma vitória arrancada a ferros, mostrando nervos de aço, sendo a terceira vez na sua carreira que foi capaz de segurar o comando alcançado aos 54 buracos. No entanto, este quinto título da sua carreira no European Tour teve «um sabor especial», porque andava a viver um jejum de troféus há exatamente dois anos e 81 dias, desde que triunfara no D+D Real Czech Masters em 2019.
«É uma sensação espantosa. Realmente… é uma sensação de muito tempo sem vitórias. Mas o Adam (Marrow, o caddie) e eu trabalhámos muito e sinto que mereço isto», começou por dizer o belga aos media internacionais.
Mais tarde, aos media portugueses, acrescentou: «Para mim foi muito especial fazer isto neste campo, pois venho aqui desde os meus 14 ou 16 anos, joguei neste campo Europeus de sub-16 e sub-18, e ter ganho finalmente aqui foi mesmo fixe. Foi o meu quinto título e agora quero seis, sete, oito… Eu adoro Portugal, estamos em novembro e estamos a jogar com uns 20 graus, num país lindo, num bom campo, que se adequa ao meu jogo… estou na lua».
Há pelo menos sete anos que Thomas Pieters é considerado um talento do golfe mundial. Em 2016 já era chamado para a Ryder Cup e em Majors obteve dois top-10’s em 2017 e 2018, mas nos últimos dois anos parecia que só se motivava para grandes eventos.
«Nestes dois anos sem ganhar não tive bem momentos de dúvida. Era mais uma certa impaciência, porque até tenho jogado bom golfe, mas faltava-me aquela pequena coisa… mesmo hoje poderia ter tudo caído para o lado do Mathieu (Pavon). Se ele não tivesse ido parar à água no buraco 17, poderia ter sido um torneio completamente diferente. É preciso um pouco de sorte para ganhar e eu tive isso nos dois últimos buracos», considerou.
Não foi só sorte, longe disso. Jogar o seu melhor golfe nos momentos importantes foi vital para esta vitória. Ontem precisou de um putt gigantesco e cheio de linha para fazer 1 birdie no buraco 18 e igualar Pavon no topo da classificação. Hoje, depois de ver Nicolai Hojgaard ir ao bunker no 18 e perder 1 pancada, assistiu à derrocada do seu parceiro de jogo, Mathieu Pavon, que meteu a bola na água no 17, para sofrer igualmente 1 bogey. Por seu lado, Pieters esteve firme: arrancou 1 birdie no 17 e voltou a ser enorme no putt de 6 metros para Par no 18 para ganhar com 2 pancadas de vantagem sobre o trio de perseguidores. Os putts no 18 no Sábado e no Domingo vão ficar como dos melhores da história dos vencedores do Portugal Masters. «Foi um bom birdie no 17. No 18, sinceramente, só tentei fechar em 5 pancadas mas fazê-lo em 4 foi um bónus», admitiu, depois de embolsar um prémio de 237.810 euros.
A vitória no Algarve garantiu-lhe a subida do 70.º para o 29.º lugar na Corrida para o Dubai, fazendo com que esteja automaticamente qualificado para o DP World Tour Championship, no Dubai, em duas semanas, um torneio este ano reservado ao top-50 do ranking europeu. Será o seu sétimo ano seguido a apurar-se para o Dubai, mostrando que, realmente, foi jogando sempre consistente, mesmo nos dois anos em que não ganhou troféus. Aliás, este ano, já leva quatro top-10’s e oito top-20’s no European Tour!
«O campeão foi belga, um mercado que está a crescer para o Algarve e também aí correu tudo bem», frisou João Fernandes, o presidente do Turismo Algarve. O Portugal Masters também tem sido importante na captação ou consolidação de diversos mercados turísticos para o golfe na chamada Florida da Europa e é sintomático que em 15 anos tenhamos campeões de oito nacionalidades diferentes: Inglaterra, Irlanda, França, Espanha, Dinamarca, Bélgica, Austrália e África do Sul. Claro que sonha-se com um campeão português, mas, como salientou João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, nota-se a subida do nível médio dos nossos jogadores: «É o reconhecimento do trabalho que tem sido feito no golfe em Portugal. Foi a primeira notícia que tive quando cheguei foi saber justamente que, da meia dúzia de jogadores portugueses em prova, três tinham chegado a esta fase final, o que há muitos anos seria um sonho. Se o sonho está a ser concretizado é porque alguém trabalhou bem».
Ricardo Santos foi o melhor português no Portugal Masters pela segunda vez na sua carreira, depois de 2012. Nesse ano foi 16.º (-6) e o 32.º posto deste ano acabou por ser a sua melhor classificação na prova desde então. O português de 39 anos teve uma prestação sólida, sobretudo regular, mantendo-se todos os dias no top-35: 31.º, 30.º, 34.º e 32.º, com um agregado de 279 pancadas (70+69+71+69), 5 abaixo do Par. Ficou empatado com outros três jogadores e arrecadou 11.935 euros, que bem jeito irão dar para ajudá-lo à dispendiosa viagem ao Dubai na próxima semana, onde irá fechar a sua época e tentar entrar no top-122 que irá manter-se no European Tour em 2022. Para já, este 32.º posto em Vilamoura permitiu-lhe ascender do 169.º ao 160.º lugar na Corrida para o Dubai.
«Posso dizer que a semana foi bastante positiva. Hoje foi o dia em que “patei” melhor, embora não tenha sido aquele em que joguei melhor do tee ao green. Retiro daqui muitas coisas boas para a próxima semana, embora tenha ficado um pouco aquém do que eu gostaria, mas houve muitas coisas boas (…) e não vamos deixar que um shot mau manche a semana», disse o campeão nacional de 2011 e 2016, referindo-se à bola que enviou para a água no último buraco e que custou-lhe 2 pancadas. Não fosse esse duplo-bogey e Santos seria 26.º, com um prémio de cerca de 14 mil euros.
Se Ricardo Santos passou o cut no Portugal Masters pela quinta vez na sua carreira (o segundo melhor registo português de sempre), Vítor Lopes e Tomás Melo Gouveia fizeram-no pela primeira vez. Não mostraram tudo o que sabem nos dois últimos dias de prova, mas também retiraram ilações das suas participações.
 «Agradeço ao público por ter-me acompanhado as quatro voltas… eu queria muito mais, porque fiz uma boa preparação, mas há que aprender e preparar-me para o próximo ano», disse Vítor Lopes, de 25 anos, que foi 61.º com 290 pancadas (71+69+76+74), 6 acima do Par, faturando 4.900 euros. Para ele, a época internacional acabou e vai jogar para o ano em “part-time” no Challenge Tour (a segunda divisão europeia) e com direitos totais de membro do Alps Tour (uma das terceiras divisões da Europa).
«O jogo não correspondeu outra vez, sobretudo nos greens. Mas foi uma experiência muito positiva, ao passar o cut e jogar no fim de semana, o que nunca tinha feito, pelo que fica sempre uma nota positiva. Estou feliz por ter jogado porque é assim que se aprende, é a jogar contra estes jogadores e fica a grande lição que levo daqui», declarou Tomás Melo Gouveia, que terminou em 62.º com 291 pancadas (71+69+76+75), 7 acima do Par, embolsando 4.761 euros. Também o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia dá por finda a época internacional e em 2022 já sabe que será membro do Challenge Tour.      
A 15.ª edição do Portugal Masters encerrou com a cerimónia de entrega de prémios que contou com Rita Marques (secretária de Estado do Turismo), João Paulo Rebelo (secretário de Estado da Juventude e Desporto), Vítor Aleixo (presidente da Câmara Municipal de Loulé), Miguel Franco de Sousa (presidente da Federação Portuguesa de Golfe), Nelson Cavalheiro (presidente da PGA de Portugal), Filipe Silva (administrador do Turismo de Portugal), Stefano Saviotti (proprietário do Dom Pedro Hotels & Golf Collection), Luís Correia da Silva (presidente do CNIG) e Keith Waters (Chief Operating Officer do European Tour). «Há 15 anos que trabalhamos com o Portugal Masters e estamos desejosos de prosseguir com esta parceria e muito entusiasmados com a possibilidade de estarmos aqui todos no próximo ano», disse Rita Marques, no seu discurso em inglês, na cerimónia. Mais tarde, em declarações aos media, acrescentou: «Ao fim de 15 edições, estamos muito empenhados em acolher o próximo ano e estamos a fazer tudo para que Portugal possa figurar novamente no calendário do European Tour».
Rory Colville, que este ano estreou-se nas funções de Championship Diretor do European Tour, frisou que «foi um torneio entusiasmante, só tivemos seis semanas para montá-lo e voltarmos a poder ter público, com mais de 24 mil espectadores, com quatro lindos dias de sol e um grande campeão em Thomas Pieters… sinceramente, não poderíamos estar mais satisfeitos. Ainda não temos uma data estabelecida mas estamos confiantes de que voltaremos para o ano».

Os principais resultados do 15.º Portugal Masters foram os seguintes 

1.º Thomas Pieters (Bélgica), 265 pancadas (68+64+65+68), -19, €237.810.
2.º Mathieu Pavon (França), 267 (68+64+65+70), -17, €104.546.
2.º Lucas Bjerregaard (Dinamarca), 267 (67+65+69+66), -17, €104.546.
2.º Nicolai Hojgaard (Dinamarca), 267 (67+69+67+64), -17, €104.546.
 
Os resultados dos três portugueses que passaram o cut

 
32.º Ricardo Santos (Titleist), 279 (70+69+71+69), -5, €11.935.
61.º Vítor Londot Lopes (CG Vilamoura), 290 (71+69+76+74), +6, €4.900.
62.º Tomás Melo Gouveia (San Lorenzo), 291 (71+69+76+75), +7, €4.761.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images

sexta-feira, outubro 29, 2021

15.º Portugal Masters HARRINGTON e WALLACE REGRESSAM A VILAMOURA

 

O capitão da Europa na Ryder Cup e antigo campeão do Portugal Masters, Pádraig Harrington, e o vencedor de quatro títulos do European Tour, Matt Wallace, confirmaram a sua presença no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 4 a 7 de novembro, para a 15.ª edição do mais importante torneio de golfe português.


Estas foram as grandes novidades da lista definitiva de inscritos, que foi divulgada esta semana pelo European Tour. O Portugal Masters distribui este ano 1,5 milhões de euros em prémios monetários e é o último torneio de qualificação para o torneio de encerramento da primeira divisão europeia, o DP World Tour Championship, no Dubai.
O irlandês Padraig Harrington, de 50 anos, conquistou o seu 15.º e último título do European Tour no Portugal Masters de 2016 e mantém toda a sua competitividade. Este ano, brilhou num dos torneios do Grand Slam, tendo sido 4.º (-2) no PGA Championship, e foi ainda 6.º (-9) no Omega Dubai Desert Classic.
«Gostei sempre de jogar o Portugal Masters. É um torneio fantástico, onde, normalmente, faz bom tempo e tem muito bom ambiente», disse Harrington, o selecionador da Europa que perdeu este ano a Ryder Cup para os Estados Unidos.
Harrington junta-se, assim, a outros cinco campeões do Portugal Masters que regressam em 2021 a Vilamoura: o sul-africano George Coetzee (defende o título conquistado em 2020), os ingleses Andy Sullivan (2015) e Steve Brown (2019), o francês Alex Levy (2014) e o dinamarquês Lucas Bjerregaard (2017).
Se para o simpático irlandês o Portugal Masters é o último troféu do seu excelente palmarés, onde se destacam três títulos do Grand Slam, para Matt Wallace a vitória no Open de Portugal -  Morgado Golf Resort, em 2017, foi o início de uma bela história.
O inglês de 31 anos não era uma grande figura do circuito internacional quando conquistou o seu primeiro título do European Tour, em Portimão, em maio de 2017. Nem sequer ainda tinha ganho qualquer torneio no Challenge Tour, a segunda divisão do golfe europeu, embora em 2016 tivesse sido o n.º1 do Alps Tour, com seis títulos arrebatados nessa terceira divisão europeia.
O Open de Portugal foi um desbloqueador e depois disso pareceu um furacão, somando de rajada, em 2018, mais três troféus ao seu palmarés. Em 2018 ficou seriamente desgostoso por não ter sido chamado para a seleção europeia que venceu a Ryder Cup em França e desforrou-se com um 2.º lugar no DP World Tour Championship do Dubai, no encerramento da temporada de 2018. Em 2019 voltar a provar o seu valor, com um 3.º lugar num dos Majors, o PGA Championship. «Ganhei o meu primeiro título do European Tour no Morgado, não muito longe de Vilamoura, e tenho sempre boas sensações quando retorno ao Algarve. É um local excelente para se jogar golfe nesta altura do ano e o Portugal Masters é um torneio que apreciei sempre jogar», disse Matt Wallace, que este ano tem dois top-10 no European Tour e mais três top-10 no PGA Tour, com destaque para o 4.º lugar (-6) na semana passada no Zozo Championsip, no Japão.
Tal como já tinha sido anunciado previamente, o 15.º Portugal Masters conta ainda com quatro jogadores que venceram torneios do European Tour este ano, os escoceses Grant Forrest e Calum Hill, e os irmãos dinamarqueses Nicolai e Rasmus Hojgaard, para além do francês Victor Perez, que terminou a época transata com um bom 7.º lugar no DP World Tour Championship, no Dubai, e, em 2021, tem brilhado no PGA Tour da América do Norte: foi 4.º no WGC/Dell Technologies Match Play e 9.º no The Players Championship. No European Tour foi 4.º no Saudi International.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images

segunda-feira, outubro 25, 2021

15.º Portugal Masters - GEORGE COETZEE DEFENDE TÍTULO EM VILAMOURA

O sul-africano George Coetzee confirmou que virá defender o título do Portugal Masters em 2021 e vários jogadores que venceram torneios do European Tour na presente temporada também jogarão a 15.ª edição do mais importante torneio de golfe português, designadamente os escoceses Grant Forrest e Calum Hill, e os dinamarqueses Nicolai e Rasmus Hojgaard. Há um ano, em contexto de pandemia, sob uma rigorosa bolha sanitária, num evento realizado à porta fechada, George Coetzee conquistou o seu quinto título do European Tour, mas o primeiro em solo europeu. Para além dele, atuarão ainda, no Dom Pedro Victoria Golf Course, mais quatro ex-campeões da prova: o dinamarquês Lucas Bjerregaard (2017), os ingleses Steven Brown (2019) e Andy Sullivan (2015) e o francês Alex Levy (2014).
Embora ainda não tenha sido anunciada a lista definitiva de inscritos, é possível que o francês Victor Perez venha a ser a grande figura antes do torneio começar. O 61.º classificado no ranking mundial terminou a época transata com um bom 7.º lugar no DP World Tour Championship, no Dubai, e, em 2021, tem brilhado no PGA Tour da América do Norte: 4.º no WGC/Dell Technologies Match Play e 9.º no The Players Championship. No European Tour foi 4.º no Saudi International.

Os gémeos Hojgaard fizeram história este ano quando tornaram-se nos primeiros irmãos a vencerem em semanas consecutivas no European Tour. Rasmus foi o melhor no Omega European Masters, na Suíça, e depois Nicolai impôs-se no DS Automobiles Italian Open.
Calum Hill iniciou o que se prevê que possa vir a ser uma coleção de troféus no Cazoo Open, em Inglaterra. Uma semana antes, Grant Forrest tinha-se cotado como o primeiro escocês da última década a triunfar na Escócia, no Hero Open.
O inglês Sam Horsfield, que em 2020 somou dois títulos seguidos no Reino Unido, será outra das estrelas do European Tour no 15.º Portugal Masters, de 4 a 7 de novembro, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, com o Pro-Am no dia 3. O torneio de 1,5 milhões de euros em prémios monetários estava originalmente marcado para abril, mas foi adiado devido às dificuldades de deslocações e viagens provocadas pela pandemia da COVID-19.
Rory Colville, o novo Championship Diretor do Portugal Masters regozijou-se pelo regresso do público ao Algarve: «Estamos encantados por podermos receber de novo espectadores no Portugal Masters deste ano. Queremos agradecer à Direção Geral de Saúde e ao Dom Pedro Hotels and Golf Collection pelo seu apoio, pela sua orientação no planeamento e na organização deste evento fantástico»
«É um torneio muito popular entre os jogadores e os espectadores e estamos desejosos de realizar mais uma edição memorável do Portugal Masters», frisou Rory Colville, que vai estrear-se em 2021 na liderança do torneio que antecede o DP World Tour Championship, sendo a última etapa de apuramento para o prestigiado evento do Dubai, que encerra a época de 2021 do European Tour. 
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira 

sexta-feira, setembro 24, 2021

59.º Open de Portugal at Royal Óbidos

RICARDO MELO GOUVEIA ENTRA NO TOP-10 E CONFIRMA CANDIDATURA AO TÍTULO.SÓ TRÊS PORTUGUESES PASSARAM O CUT, MAS PEDRO FIGUEIREDO IGUALOU O RECORDE NACIONAL NO TORNEIO E MIGUEL GASPAR FÊ-LO PELA PRIMEIRA VEZ EM EVENTOS EM PORTUGAL. NORUEGUÊS KRISTIAN KROGH JOANNESSEN É O NOVO LÍDER

Ricardo Melo Gouveia abriu o livro e provou porque tinha apresentado a sua candidatura ao título ainda antes do início do 59.º Open de Portugal at Royal Óbidos. A segunda volta de hoje (sexta-feira) do campeão nacional absoluto de 2020 foi o quinto melhor resultado do dia, em 66 pancadas, 6 abaixo do Par do campo desenhado por Seve Ballesteros, atirando-o para o 10.º lugar com um total de 138 (-6). 

Pedro Figueiredo e Miguel Gaspar também passaram o cut, respetivamente nas 36.ª e 46.ª posições, sendo estes três jogadores os únicos portugueses a qualificarem-se para os dois últimos dias de prova, de um total de 15 inscritos. 
“Figgy” igualou o Par-72 do campo e manteve as mesmas 2 pancadas abaixo do Par (agora com um agregado de 142) com que já vinha da primeira volta, enquanto Gaspar completou a segunda ronda em 73 (+1), passando o cut mesmo “à queima” com o total de 143 (-1). 
Um dos grandes candidatos a seguir em frente nem sequer chegou a entrar em campo. Vítor Lopes, o melhor português no ano passado, quando foi 7.º classificado depois de ter liderado a prova, viu-se forçado a desistir. «O Vítor Lopes retirou-se da competição porque está com uma amigdalite e com 39 graus de febre», especificou o diretor técnico nacional da FPG, João Coutinho. 
O 59.º Open de Portugal at Royal Óbidos tem um novo comandante, o norueguês Kristian Krogh Johannessen, que igualou a volta de 66 (-6) de Melo Gouveia e ascendeu da 4.ª à 1.ª posição, somando 133 (-11). É perseguido por apenas 1 pancada a mais pelo alemão Marcel Schneider (68+66). 
Kristian Krogh Johannessen, de 26 anos, persegue o seu primeiro título no Challenge Tour, mas este ano já somou cinco top-10, enquanto Marcel Schneider é um dos 13 jogadores que vieram a Portugal já com um título conquistado em 2021, no seu caso, na República Checa em julho, tendo-se sagrado vice-campeão na semana passada no Open da Provença, em França. 
Johannessen, Schneider e Melo Gouveia têm muito em comum. Não só apresentam-se como sérios candidatos ao título, não só assinaram hoje cartões de 66 (-6), mas também – e sobretudo – não sofreram qualquer bogey nesta segunda jornada. E no Royal Óbidos Spa & Golf Resort é fundamental evitarem-se os erros. 
«Já caíram mais alguns putts e foi a diferença da volta de hoje. Cometi muito poucos erros. Quando aconteceram, consegui fazer shot e putt e nunca estive em grande risco de fazer bogeys. Continuo com a confiança alta e sinto que tenho boas hipóteses de estar a lutar pelo título no Domingo», disse Ricardo Melo Gouveia, de 30 anos. O jogador da Quinta do Lago passou o cut pelo segundo ano seguido. 
Os outros dois portugueses que seguiram em frente têm igualmente razões para celebrar, mesmo que tenham ficado aquém do que desejavam neste segundo dia. «O Par do campo não é um bom nem um mau resultado. Senti que joguei mais do que isso. Não estive bem nos greens. Fiz um green a três putts e falhei várias oportunidades para birdie», lamentou-se Pedro Figueiredo, de 30 anos. 
«Infelizmente, tive um mau shot no buraco 15, se calhar por excesso de confiança. Fui à água, fiz um duplo-bogey e passei de uma situação em que a minha cabeça estava para cima para, de repente, ver-me na luta pelo cut», recriminou-se Miguel Gaspar, de 29 anos. 
É certo que Pedro Figueiredo queria mais, depois da volta positiva de ontem de -2. «Em dois dias tenho seis birdies, o que não é muito, embora esteja a jogar de forma consistente», admitiu o profissional da Vanguard. Mas o campeão nacional de 2013 alcançou hoje um feito histórico. Afinal, ao passar o cut pela sexta vez no Open de Portugal, igualou o recorde nacional de Daniel Silva e Filipe Lima. Miguel Gaspar também viu-se a dada altura com um agregado de 5 pancadas abaixo do Par e parte amanhã para a penúltima volta com -1. Perdeu 4 pancadas nos últimos cinco buracos. 
«Joguei super bem nos primeiros 13 buracos, joguei mesmo muito bom golfe e ia com 3 abaixo do Par, cheguei a andar com -5 (no agregado) e sinceramente nem estava a pensar (apenas) em passar o cut e quando vi que com -6 estava-se no 10.º lugar pensei que se calhar conseguiria acabar o dia no top-10. (…) Fui para o buraco 18 numa situação (de aflição) que era desnecessária», declarou. 
Contudo, o profissional do Belas Clube de Campo também pode festejar a primeira vez que passa o cut em torneios portugueses do European Tour ou do Challenge Tour. Tinha jogado por quatro vezes no Portugal Masters e outras tantas no Open de Portugal e falhara sempre o cut. À nona foi de vez. 
«É o nosso Open. Se eu pudesse escolher um torneio do Challenge Tour para ganhar seria logo o Open de Portugal. Tem o nosso público, nos nossos campos, com tudo o que há de bom em Portugal. É óbvio que (passar o cut) tem um sabor especial. Infelizmente não estou já em posição de lutar pelos lugares cimeiros, mas passando o cut, uma boa volta no sábado colocar-me-á numa boa posição», reiterou. 
A prova da Federação Portuguesa de Golfe prossegue amanhã (Sábado), dia 25, às 8h10, e termina no Domingo, dia 26. Dos 132 jogadores, 64 bateram o Par do campo aos 36 buracos e foram esses a passar o cut.

TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - FOTO Ramiro Jesus
 

quinta-feira, julho 29, 2021

XiraGolfe Open PGA & Pro-Am

TIAGO CRUZ REGRESSA AOS TÍTULOS EM PLAY-OFF FRENTE A TOMÁS MELO GOUVEIA O CAMPEÃO NACIONAL 2014 E 2015 METEU UM PUTT DE 14 METROS PARA EAGLE NO BURACO 18 DO SANTO ESTÊVÃO GOLFE PARA DERROTAR O N.º5 DO RANKING DO PRO GOLF TOUR GERMÂNICO 



Tiago Cruz regressou no passado dia 26 aos títulos, quebrando um jejum de quase dois anos, e precisou de um monstruoso putt para eagle no buraco 18 do Santo Estêvão Golfe em Benavente, para vencer o play-off do Xira PGA Open, de 6 mil euros em prémios monetários.
O campeão nacional de 2014 e 2015 terminou as duas voltas regulamentares do torneio organizado pelo Xira Golfe e pela PGA de Portugal empatado com Tomás Melo Gouveia, com 138 pancadas, 8 abaixo do Par. Ambos dispuseram de putt para birdie no último buraco para vencer, mas não converteram-nos. «O putt do play-off tinha demasiada linha, com duas lombas à esquerda. Era um putt de 14 ou 15 metros e felizmente fiz um bom putt», disse Tiago Cruz, que somou voltas de 68 e 70, face ás 70 e 68 de Tomás Melo Gouveia. Ambos vão agora para o Campeonato Nacional Absoluto Hyundai da FPG, que começa já no dia 28. Este ano, no Circuito da FPG, o profissional do banco BiG fora 6.º (-4) no O’Connor Course e 7.º (Par) no Montado Hotel & Golf Resort, ambos em abril. Em junho fora 4.º (+3) no Troia Golf.
Não ganhava, contudo, um torneio desde o Open Pro-Am do Clube de Golfe da Ilha Terceira, em setembro de 2019. «Nos torneios do Circuito da FPG tenho jogado bem no primeiro dia, mas as coisas não me têm saído bem no segundo dia quando jogo no grupo dos líderes», comentou o jogador de 39 anos. Valeu a pena a decisão de última hora participar no Xira PGA Open, dois dias depois de ter sido 2.º no Pro-Am. Agora vai motivado para o ataque a um eventual terceiro título de campeão nacional de profissionais. A melhor jogadora foi a ex-tetracampeã nacional, Susana Ribeiro, no 11.º lugar (+9); A melhor amadora foi Filipa Capelo, em 12.ª (+10); E o melhor amador masculino foi João Fortes, em 13.º (+14).

Foto de: Hortense Infante / Texto: Hugo Ribeiro Adaptação: Luís Manuel Nogueira

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quarta-feira, março 17, 2021

A minha sardinha é o golfe

A minha sardinha é o golfe: Hoje deixem-me por favor puxar a brasa à minha sardinha. Peço desculpa, mas ninguém percebe porque é que o golfe, enquanto desporto individual ao ar livre, continua confinado.

quinta-feira, março 11, 2021

PROFISSIONAIS PORTUGUESES TREINAM NO AMENDOEIRA GOLF RESORT, em Alcantarilha.

Durante duas semanas, os profissionais portugueses puderam usufruir das infra
estruturas do Amendoeira Golf Resort para treinarem, com vista aos compromissos internacionais do EUROPEAN TOUR. Esta situação, foi uma forma que a PGA PORTUGAL conseguiu, por modo a manter o ritmo competitivo o mais perto do desejado pelos atletas
Um dos atletas que aproveitou esta oportunidade foi Ricardo Santos, tendo em conta a participação no Commercial Bank Qatar Masters 2020, que se disputa de 11 a 14 deste mês.
RIcardo Santos é juntamente com Pedro Figueiredo que competente no European Tour. Neste campo, Ricardo Santos, já conta no seu palmarés com  três vitórias, em 2011 o Princess by Schüco, em 2012 Madeira Island Open e mais recente em 2019, o 
Swiss Challenge Presented by Swiss Golf.




60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

  PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...