quinta-feira, fevereiro 17, 2022

Campeonato Internacional Amador de Portugal masculino 2021

FRANK KENNEDY CAMPEÃO RECORDISTA DO INTERNACIONAL DE PORTUGAL

O inglês de apenas 16 anos venceu o torneio da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) com 19 pancadas abaixo do Par, um recorde da prova para 18 buracos, depois de, no penúltimo dia, ter igualado o recorde do Montado para 18 buracos. Português Hugo Camelo terminou no top-20



Frank Kennedy tornou-se Sábado, (12) num dos mais jovens vencedores de sempre do Campeonato Internacional Amador de Portugal masculino e, com apenas 16 anos, já fez história, ao conquistar a 92.ª edição da prova da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) com 19 pancadas abaixo do Par, um novo recorde do torneio para 72 buracos. 
“Já tinha havido um vencedor com -19, mas nesse torneio podia colocar-se a bola no ‘fairway’, pelo que o resultado final não pôde ser homologado como recorde do torneio. Pelo contrário, este ano não houve ‘prefered lies’ e é mesmo recorde”, explicou João Coutinho, o diretor-técnico nacional da FPG. 
O inglês residente em Manchester – e, claro, fã de CR7 – mas que passa largos meses por ano em Jupiter, na Florida, onde tem ‘vizinhos’ como Tiger Woods e Rory McIlroy, totalizou 269 pancadas, 19 abaixo do Par do Montado Hotel & Golf Resort, após voltas de 65, 69, 64 e 71. Foi um triunfo ‘wire-to-wire’, ou seja, comandou da primeira à última volta e ainda teve o bónus de ter igualado o recorde do campo de Palmela com a sua terceira volta de 64 (-8), fixado pela primeira vez um dia antes, na quinta-feira, pelo italiano Flavio Michetti. 
“Estou muito orgulhoso pela minha vitória e espero voltar para o ano (para defender o título). É o meu primeiro título no escalão principal (da EGA, Associação Europeia de Golfe), é o mais importante que já ganhei”, disse Frank Kennedy, que acrescentou pouco depois ter “grandes sonhos” de carreira. De sonho foi também o seu golfe. Apesar de ter partido um ferro-8 na segunda volta, por ter embatido num tronco de árvore – e admitiu que mais tarde sentiu a falta dele –, só perdeu 5 pancadas em 72 buracos! E se não fosse o bogey no último buraco, teria fechado a prova com 20 abaixo do Par, um resultado nunca alcançado antes. A outra vez em que um campeão concluiu com -19 (mas não teve o recorde homologado) foi com o inglês Harry Goddard em 2020, quando o português Pedro Lencart foi vice-campeão com -18.
Frank Kennedy tem um ‘putting’ de ouro, talvez nada alheio a treinar na Florida com Brad Faxon, o norte-americano que tem oito títulos no PGA Tour e que ‘patava’ como um mago. Mas o seu ‘caddie’ e treinador, Dan Haughain, explicou ao Gabinete de Imprensa da FPG que “desde os 7 anos se percebeu que era especial. Tem uma mente forte, é mais maduro do que a sua idade e hoje em dia tem um jogo de ferros apurado”. O resultado foi o que se viu: 22 birdies e 1 eagle, para deixar o 2.º classificado a uma confortável distância de 4 pancadas – o alemão Finn Koelle, que foi o seu delfim em todas as voltas e terminou com 273 pancadas, 15 abaixo do Par, juntando ‘scores’ de 67, 68, 66 e 72.
A Taça das Nações, que contou os resultados dos três primeiros dias, foi conquistada pela Alemanha, que somou 413 pancadas, também 19 abaixo do Par, somando parciais de 142, 134 e 137. A Alemanha fora vice-campeã em 2021 e bateu este ano a segunda formação dos Países Baixos por 2 pancadas. Mais impressionante foi o facto de a terceira formação da Alemanha ter empatado no 2.º lugar com -17. Portugal ficou em 14.º com 430 (145+143+142), -2, entre um total de 32 equipas, representando 23 países.
Claro que para a FPG foram bem mais importantes os resultados individuais dos portugueses e o balanço é esperançoso, sobretudo numa fase de renovação da seleção nacional, pela saída de jogadores importantes como Pedro Lencart e João Girão, que tornaram-se profissionais em 2021, ou como Daniel da Costa Rodrigues e Pedro Silva, que foram para os Estados Unidos estudar e competir. É preciso dar tempo à nova geração.
“Consideramos uma participação positiva (…) e são classificações que fazem parte deste processo de amadurecimento em competições internacionais. Teremos de aguardar para que estes resultados, que são indicadores positivos, possam a curto ou médio prazo terem as mesmas consequências que os resultados da geração anterior, frisou o selecionador nacional, Nelson Ribeiro.
O presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, fez uma análise semelhante: “Tivemos três portugueses a passar o cut, o que é uma nota positiva a assinalar; claro que queremos mais e melhores resultados dos jogadores portugueses, mas cremos que estamos no bom caminho e temos projetos em curso que irão permitir voltarmos a ter grandes vencedores em Campeonatos Internacionais Amadores de Portugal, como tivemos recentemente alguns”. 
Não podemos, por isso, comparar os resultados de 2022 com as vitórias de Vítor Lopes em 2018 e de Daniel da Costa Rodrigues em 2019, ou com o 2.º lugar de Pedro Lencart em 2020. Mas este ano o melhor português superou o melhor português do ano passado, Pedro Silva, 20.º (-3).
É nesse contexto de progresso que deve avaliar-se as classificações dos três portugueses que passaram o cut. Hugo Camelo Ferreira, de apenas 18 anos, foi 16.º com 282 (70+72+72+68), -6. Ou seja, nunca jogou acima do Par. Chegou a andar no top-10 aos 18 no final do primeiro dia e melhorou muito em relação a 2021, ano em que nem sequer se tinha qualificado para a última volta. “Foi positivo, consegui jogar abaixo do Par no agregado, mas não cumpri o outro objetivo, o de fazer quatro voltas abaixo do Par”, comentou o jogador de Amarante que representa o Club de Golf de Miramar.
João Miguel Pereira, de apenas 17 anos, que passou o cut pelo segundo ano seguido, fora 46.º (+10) em 2021 e terminou agora em 35.º com 287 (74+69+74+70), -1. Jogou duas das quatro voltas abaixo do Par e foi um dos 40 jogadores entre 120 participantes a bater o par do campo aos 72 buracos. “Este ano fui muito mais regular do que no ano passado. O objetivo era passar o cut e acabar em ‘números vermelhos’ e consegui, foi um bom torneio”, afirmou o jogador que representa o Clube de Campo da Aroeira, mas treina com Hugo Pinto no Centro Nacional de Formação de Golfe da FPG, no Jamor.
Pedro Clare Neves, de 21 anos, também passou o seu segundo cut consecutivo na prova. Em 2021 fora 38.º (+2) e este ano concluiu em 41.º, mas com melhor resultado, a Par do campo, com 288 pancadas (75+72+70+71). “Não comecei o torneio muito bem, mas foi ótimo ter acabado com duas voltas finais abaixo do Par. Foi importante a experiência, tive a oportunidade de jogar muitas vezes este torneio e isso permitiu-me manter a calma, mesmo quando as coisas não estavam a correr bem”, disse o jogador de Miramar, que, tal como Hugo Camelo, é treinado por Carlos Magalhães.
 

TEXTO F.P.G.- ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Filipe Guerra 

sexta-feira, fevereiro 11, 2022

GOLFE NA GRAN CANÁRIA

 

Do tratado ALCÁÇOVAS a Rafa Cabrera-Bello

Estávamos em 1891, quando foi fundado o campo mais antigo de Espanha, Real Club de Golf de Las Palmas. Clube fundado, então, por várias famílias britânicas que na altura viviam na ilha, em Las Palmas, em 1957.
O campo “mudou-se” de Las Palmas, mais concretamente para Santa Brigída a nordeste da ilha. Foi então, que o conhecido arquiteto Mackenzie Ross, arquiteto que em Portugal desenhou as Furnas nos Açores, Oporto, Vidago e o Estoril, aliás ambos os campos com muita similitude, desenhou o atual traçado do Real Club de Golf de Las Palmas.

O golfe na Gran Canário não se resume apenas a um marco histórico do golfe, mesmo que tão importante. Este destino tão perto de Portugal, aliás outrora parte do império Português, cedido a Espanha em 1479 (confirmado pelo Papa em 1481). Portugal assinaria o tratado ALCÁÇOVAS, que visava a cedência deste território aos Espanhóis. No entanto, a Gran Canária, nunca deixou de ter a presença dos portugueses, deixando e mantendo algum legado, como por exemplo a nossa língua, sendo que algumas palavras são portuguesas, como por exemplo (Por favor, espere a ser atendido. Gracias), este é dos inúmeros exemplos. A nossa presença, continua a ser perpetuado pelos próprios habitantes da Gran Canária, na conservação da memoria e da cultura, exemplo disso é no centro na cidade velha de Las Palmas, (Calle de Colon antes de los Portugueses).
Voltando aos “fairways”, na Gran Canária, existem 6 campos de golfe, três deles estão localizados na parte norte da ilha, enquanto os outros estão localizados na parte sul da ilha. No entanto, é no sul que podemos encontrar os melhores; Anfi Tauro Golf, Lopesan Meloneras Golf e Maspalomas Golf. Alguns destes campos têm muito em comum com campos de golfe desérticos no Arizona, EUA, significa que os campos de golfe na Gran Canária estão muito bem integrados na natureza. Desenhados nos terrenos vulcânicos e juntos às falésias proporcionando vistas deslumbrantes. Acrescido de se poder jogar durante todo o ano, graças ao clima ameno


Anfi Tauro Golf
inaugurado em 2006 este championship está inserido numa área de 650.00m2. O Anfi e é um verdadeiro oásis para se jogar, além do soberbo desenho, as paisagem de tirar o fôlego.
Os dois campos, 9 e 18 buracos de Anfi Tauro estão majestosamente desenhados entre uma paisagem espetacular de palmeiras, lagos e montanhas vulcânicas. Os percursos foram concebidos pelos designers von Hagge, Smelek e Baril, oferecem o equilíbrio perfeito entre a beleza e o desafio. O arquitecto von Hagge, Smelek e Baril é reconhecido na actualidade como um dos dez arquitectos de campos de golfe mais prestigiados do mundo, e recebeu reconhecimento mundial por ter concebido mais de mil campos de golfe, incluindo o Doral Country Club na Flórida, o Costa Resort and Spa na Califórnia e o Horai Club no Japão. Os seus projectos destacam-se pelo seu estilo, elegância subtil e beleza extraordinária dos quais Anfi Tauro é talvez o exemplo mais distinto.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 1 Gran Canária – 17º Espanha – 84 Europa (EU)


The Lopesan Meloneras Golf:
O golfe Lopesan Meloneras encontra-se excelentemente situado junto ao mar, na zona turística exclusiva da Costa Meloneras, na parte sul da Gran Canária. Este extraordinário campo, "saído" das mãos de outro americano arquiteto, Ron kirby, que conseguiu nos seus 520,00m2 enquadrar um percurso de 18 buracos (par 71), entre lagos, ribeiros e palmeiras.
O campo inclui um putting green, pitching green, chipping green, driving range e uma área de bunker para praticar.
No club house, pode encontrar um Snack Bar, uma loja de golfe, um vestiário e uma área de estacionamento. O Lopesan Meloneras Golf pode oferecer-lhe um serviço de aluguer de tacos e trolleys, e a possibilidade de alugar Buggies equipados com GPS, sendo este o primeiro campo da ilha a oferecer esta tecnologia nos seus carros. Para aqueles que querem começar a praticar este desporto ou apenas para melhorar a sua técnica, a Escola de Golfe oferece aulas para todos os diferentes níveis, utilizando um sofisticado sistema de vídeo e os mais modernos métodos de aprendizagem.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 10 Gran Canária – 82º Espanha



Salobre Golf Resort (Old Course)
É talvez um dos campos mais emocionantes do conjunto dos campos da Gran Canária, graças ao seu conjunto de buracos, que variam entre buracos "divertidos" e outros com um recorte técnico muito exigente. Uma “paleta” de buracos para todos os golfistas.
O campo, é, semelhante em aparência aos campos desertos do Arizona nos EUA, não só em termos de design como da paisagem, toda ela natural em seu redor. A vegetação é dominada, pelos 'cardones' uma planta semelhante ao cacto, mas exclusivamente autóctone das Ilhas Canárias.
O Salobre Golf Resort está totalmente integrado na paisagem do sul da ilha. A sua localização elevada oferece vistas espectaculares sobre o mar e as montanhas, realçando o contraste entre o verde do campo e o ambiente árido da terra vulcânica, dando ao campo uma sensação única.
As magníficas instalações satisfazem os mais exigentes jogadores.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante*****
Balneareos*****
RANKING*: 12º Gran Canária – 90º Espanha


Maspalomas Golf Course, está localizado no sudeste da ilha das Canárias, um dos lugares do mundo com mais horas de sol por ano. É também a zona turística mais importante de Gran Canaria, com grandes praias de areia fina e dourada. Nesta região da Gran Canaria, o turista vai encontrar de tudo, desde hotéis de luxo a pequenos complexos habitacionais com todo o tipo de conforto. Lojas, supermercados, hospital,. Não menos importante é o facto da região estar rodeada pela Reserva Natural Maspalomas Dunes, uma área protegida de mais de 400 hectares, uma paisagem marítima e um bosque de palmeiras que formam o horizonte.
O campo de golfe Maspalomas, situado nesta área paradisíaca, é rodeado por dunas, uma característica que influenciou o desenho do campo de golfe, desenhado por Mackenzie Ross. Este campo, todo plano proporciona aos jogadores uma boa experiência de golfe, onde o resultado será (quase) sempre favorável a quem aqui joga. Fairways planos e aceitavelmente largos, apenas com greens de dimensões mais pequenas, com alguns uns bunkers “à espreita” e uns pequenos lagos pelo caminho, é a receita para uma partida muito agradável.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens****
Bunkers****
Rough****
Club House ****
Restaurante*****
Balneareos****

Real Club de Golf de Las Palmas,  Os 18 buracos deste campo, são bastantes variados, entre doglegs e longos pares 3, exigem aos jogadores shots bem precisos. Este é o campo onde o jogador coloca em "ação" todos os tacos.
Os fairways são estreitos rodeados de palmeiras, árvores da típica flora das Ilhas Canárias, tais como mimosas, palmeiras e pinheiros das Ilhas Canárias. Com greens protegidos por bunkers. Os fairways estão dispostos como se um "carrossel" se trata-se graças à tipologia do terreno; a cratera de um vulcão. Uma paisagem de uma beleza incrível.
Uma nota incrível, é o respirar da história neste campo, por onde quer que passemos, da entrada aos balneários ao salão nobre dos troféus somos “agarrados” pelas memórias deste clube. Por aqui já passaram a maior parte dos jogadores dos nossos sonhos; Ballesteros, Sir. Henry Cotton, Dai Rees, 
Christy O´Connor, José María Cañizares, Christy O´Connor ou Thomas Björn, entre outros. No entanto, e atualmente Rafa Cabrera Bello é talvez o nome mais sonante deste campo, não fosse ele filho da terra. Aliado a este fator, é também o facto que o clube ter um circuito juvenil co o seu nome.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 6 Gran Canária – 47º Espanha

*Fonte top100golfcourse

CINCO PERGUNTAS - PAR 5

QUAL É A PERCENTAGEM DO MERCADO DO GOLFE, NO MERCADO DO TURISMO RECEPTOR NA GRAN CANÁRIA?

- Atualmente à de 3% do número total de turistas que visitam a Gran Canária. 

 QUAIS SÃO OS CINCO PRINCIPAIS MERCADOS PARA O GOLFE EM GRAN CANARIA?

- Reino Unido
- Alemanha
- Suécia
- Bélgica
- Espanha Continental

QUE TIPO DE ALOJAMENTO OS GOLFISTAS PREFEREM?(4 OU 5 ESTRELAS, OU APARTAMENTOS)  

- Segundo dados do Governo das Canárias em 2017 (estes são os últimos dados das Ilhas Canárias especificamente neste sector) 30,3% dos golfistas permanecem em hotéis de 4 estrelas em comparação com 25,20% que permanecem em hotéis de 5 estrelas.

OS GOLFISTAS QUE VISITAM GRAN CANARIA VOAM EM VOOS CHARTER OU VOOS DE BANDEIRA? 

- Sem haver dados concretos, a maioria dos golfistas utiliza voos regulares e, se possível, voos diretos dos principais mercados para Gran Canaria. 

QUAL É A IMPORTÂNCIA DO MERCADO PORTUGUÊS PARA OS GOLFISTAS EM GRAN CANARIA?  

- Actualmente, embora não tenhamos uma grande percentagem de turistas que vêm para Gran Canaria para jogar golfe, é um mercado interessante para Gran Canaria devido às ligações directas e voos diários, bem como à sua proximidade e facilidade de ligação com o continente. Portanto, mostrar os benefícios da Gran Canaria como destino de golfe aos golfistas de Portugal é um dos objectivos da Gran Canaria na procura de novos mercados. Portugal continental tem um voo TAP direto e diário com partida de Lisboa



Onde ficar: Hotel Seaside Palm Beach
Quarto*****
Restaurante*****
Serviços*****
Localização*****






Como ir: Voo TAP direto – diário Saida Lisboa ás 11, saida de Las Palmas ás 13h35

Aeronave: Airbus 320 - (consultar custo do saco de golfe)

domingo, fevereiro 06, 2022

SOFIA BARROSO SÁ FAZ HISTÓRIA COMO PRIMEIRA MULHER CAMPEÃ

Pela primeira vez uma jogadora venceu um torneio do Circuito da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), uma categoria competitiva que, desde o ano passado, integra também participantes profissionais. A campeã nacional absoluta, ainda amadora, ganhou no Montado, num torneio em que houve duas mulheres no top-3 final.


Sofia Barroso Sá, ainda amadora, de apenas 17 anos, tornou-se hoje (Domingo) na primeira mulher a vencer um torneio do Circuito da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), ao encabeçar a classificação final que contemplou 111 atletas, 22 dos quais profissionais.
A campeã nacional absoluta ganhou o 1.o Torneio do Circuito FPG, de 7.500 euros em prémios monetários, que decorreu no Montado Hotel & Golf Resort, em Palmela, superando por 1 única pancada um membro do
Challenge Tour, Tomás Melo Gouveia, e por 5 pancadas uma jogadora do Ladies European Tour Access Series, Leonor Guimarães Bessa.
Esses três jogadores foram os únicos a bater o Par do campo desenhado por Jorge Santana da Silva, com Sofia Sá a totalizar 138 pancadas, 6 abaixo do Par, após voltas de 69 e 69, enquanto Tomás Melo Gouveia somou 139 (71+68), -5, e Leonor Bessa contentou-se com 143 (69+74), -1. As jogadoras saíram das marcas azuis com o campo a medir 5.543 metros e os jogadores das brancas com o percurso a estender-se para 6.380 metros.
Vale a pena recordar que no dia 1 de dezembro de 2020 Leonor Bessa já tinha sido pioneira, ao tornar-se na primeira jogadora a vencer um torneio misto de profissionais, no PGA Portugal Open, no Amendoeira Golf Resort, em Silves, onde, curiosamente, para vencer, teve derrotar num play-off o seu namorado, Tomás Melo Gouveia, que hoje voltou a ser o vice-campeão. Uma coincidência espantosa.
Mas o feito de hoje de Sofia Sá é ainda mais impressionante, por ser uma prova com os melhores amadores e
muitos dos bons profissionais portugueses e ter o triplo dos participantes. A jogadora que representa a Associação Quinta do Lago, garantiu a vitória da classificação mista, graças a 1 birdie no último buraco, no emblemático 18 de Par-3, com o green situado numa ilha.
“No último buraco, sabíamos que estávamos empatados e  ́picámo-nos’ um bocadinho eu disse-lhe que quem metesse ganhava, ela meteu o putt e ganhou”, contou Tomás Melo Gouveia que, no ano passado, quando o Circuito FPG visitou o Montado, no 2.o Torneio de 2021, já tinha ficado igualmente no 2.o lugar, com 6 abaixo do Par, perdendo o título exatamente por 1 pancada, diante de Tomás Silva.
O irmão mais novo do n.o1 português, Ricardo Melo Gouveia, só teve elogios para a inédita campeã: “A Sofia tem feito um percurso muito positivo. Na semana passada, na terceira volta do Campeonato Internacional Amador de Portugal, teve hipótese de ganhar. Agora vai para uma universidade nos Estados Unidos e fico muito contente que o golfe feminino esteja a crescer em Portugal”.
Leonor Bessa jogou no último grupo com ambos e ainda com Hugo Santos, o líder no final da primeira volta, que hoje esteve na luta pelo título até enterrar-se com 10 pancadas no buraco 17 (de Par-5), caindo para o grupo dos 4.o classificados com 145 (+1), empatado com os profissionais João Girão e Pedro Almeida.
A irmã de Tomás Bessa foi, por isso, uma testemunha desse momento em que Sofia Sá, sua rival e amiga, derrotou no último buraco Tomás Melo Gouveia para fazer história e admite que foram sentimentos fortes:
“Quando cheguei ao final e percebi que a Sofia tinha ganho, apesar de ter batido o Tomás, que é o meu namorado, fiquei com uma energia diferente porque foi uma menina que ganhou. Vejam que o mundo do
golfe não é só dos rapazes, que o golfe feminino português está a crescer, temos boas jogadoras e haver duas meninas no top-3 final deve ser um orgulho para as outras jogadoras, para a Federação Portuguesa de Golfe”.
A resposta de Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG, não poderia ter sido mais célere e inequívoca, em declarações ao programa “Golfe Report” da SIC Notícias: “Meninas, acreditem que é possível, claramente. A Sofia tem apresentado uma regularidade de resultados absolutamente extraordinária. Agora é possível, há cada vez mais meninas a jogar, a treinar, têm condições, têm quadros competitivos nacionais e internacionais, têm bons apoios dos seus clubes e das suas estruturas técnicas. E um dos grandes objetivos da FPG é recuperar o Ladies Open de Portugal, uma prova que merece estar no calendário do Ladies European Tour”.
E quanto a Sofia Sá? O que teve a dizer a jovem que, com uma aparente facilidade estonteante, jogou quatro das últimas seis voltas competitivas abaixo do Par, sendo que, na semana passada, defrontou algumas das
melhores amadoras da Europa e neste final de semana alguns dos melhores profissionais portugueses?
“O meu objetivo, como é óbvio, não era ganhar aos profissionais, mas claro que fico contente, é sinal que o trabalho que tenho vindo a desenvolver tem dado frutos”, disse a jogadora residente em Belmonte, apesar de representar um clube no Algarve, onde treina com José Ferreira. “Ontem fiz 27 putts e tive um resultado de 3 abaixo do Par, enquanto na semana passada, no Internacional de Portugal, nos dois dias em que joguei abaixo do Par, tinha feito 32 putts, acertando bastantes greens. Já hoje acertei mais greens e fiz 31 putts”, acrescentou Sofia Sá que, no verão, irá para o Texas militar numa universidade onde irá estudar Economia e competir na primeira divisão feminina da NCAA.
Quem também está a estudar Economia, mas em Portugal, é Pedro Clare Neves. Faltam-lhe apenas duas disciplinas para licenciar-se e já pensa no mestrado em Finanças. O golfe, admite, passou um pouco para
segundo plano, mas o amador que no ano passado foi selecionado para atuar no Portugal Masters do European Tour continua a mostrar que sabe jogar e foi o melhor amador em prova nos últimos dois dias,
embora tenha sido necessário derrotar num play-off Pedro Sousa Machado, depois de ambos terem concluído a prova com 146 (+2), o 7.o lugar da classificação geral.
Os premiados do 1.o Torneio do Circuito FPG de 2022, no Montado Hotel & Golf Resort, foram os seguintes:
- 1.a da classificação geral, Sofia Barroso Sá (Associação Quinta do Lago), 138 (69+69), -6;
- 1.o da classificação de
profissionais, Tomás Melo Gouveia (Atlantic Partners Asia), 139 (71+68), -5, €1.700; 1.o da classificação masculina de amadores, Pedro Clare Neves (Club de Golf de Miramar), 146 (74+72), +2 (em play-off); 1.a da
classificação feminina net, Francisca Salgado (Quinta do Peru Golf & Country Club), 142 (71+71), -2 (net); 
- 1.o da classificação masculina net, Duarte Gonçalves (Club de Golf de Miramar), 136 (67+69), -8 (net).
- 2.o Torneio do Circuito FPG está marcado para os dias 2 e 3 de abril, no Oporto Golf Club, em Espinho, igualmente com 7.500 euros em prémios monetários.
 

TEXTO F.P.G. - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de: Federação Portuguesa de Golfe/Filipe Guerra

sábado, fevereiro 05, 2022

Portugal Tour 2021/2022

O Portugal Tour (PT Tour) regressou esta semana após uma paragem forçada de mais de um mês, devido à pandemia e arrancou da forma que tinha terminado, ou seja, com um triunfo do português Tomás Bessa. O campeão nacional de 2020 tinha vencido a última etapa em 2021, o San Lorenzo Open, em dezembro, com 10 pancadas abaixo do Par, e hoje (Sábado) triunfou de novo no NAU Morgado Open, igualmente de 10 mil euros em prémios monetários, de novo com um grande resultado, neste caso de -8.



Como logo no início de dezembro Tomás Bessa já tinha sido o melhor no PGA Portugal Players Championship, um evento do circuito profissional português, isto quer dizer que atravessa a melhor fase da sua carreira, com três títulos consecutivos.
«É a minha terceira vitória seguida, estou muito feliz, é também a segunda neste circuito, mas recentemente tive COVID19, felizmente assintomático», disse o jogador de Paredes mas residente no Algarve. Com voltas de 73, 69 e 66, Tomás Bessa superou o sul-coreano Jung-Min Hong por 3 pancadas (71+71+69), fazendo um percurso em crescendo: «Sabia que se fizesse hoje uma boa volta tinha hipóteses. O segredo esteve em não querer saber o resultado dos outros e focar-me em fazer bons shots e acabei muitíssimo bem, com um chip-in para birdie no buraco 18. Acabei por fazer uma grande volta de 7 abaixo do Par».
Com estes dois títulos de rajada, Tomás Bessa iguala o inglês Jordan Wrisdale, que tinha vencido os dois primeiros torneios da temporada, em Vilamoura, ainda em 2021 e são os dois grandes candidatos ao posto de n.º1 do ranking.
O PT Tour é único circuito internacional para golfistas profissionais e amadores de alta competição a realizar-se em Portugal e irá organizar ainda mais seis torneios até ao final da época de 2021/2022. Todos os torneios decorrerão no Algarve, ajudando a combater a sazonalidade do turismo naquela região durante o inverno.
Cada um dos seis primeiros torneios terá a dotação de 10 mil euros em prémios monetários, enquanto o último, que apresenta uma lógica de “Masters”, reunirá os melhores do circuito no Optilink Tour Championship, de 14 a 16 de março, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.
Essa cimeira distribuirá 20 mil euros, um “prize-money” igual ao Campeonato Nacional Absoluto Hyundai da Federação Portuguesa de Golfe (FPG).
Mesmo antes do Natal, os promotores viram-se forçados a anunciar que os quatro torneios previstos para janeiro seriam cancelados, dadas as dificuldades apresentadas pelos elevados números de infeções de COVID19 em toda a Europa e as limitações às deslocações entre países. Com o aligeiramento das normas de transporte aéreo, foi possível reiniciar o PT Tour.
O PT Tour conta para o ranking da seleção nacional de profissionais que, por sua vez, atribui os convites para alguns torneios do Challenge Tour.
A grande novidade é que, em 2022, todos os torneios irão igualmente contar para o ranking mundial amador.
«O circuito tem a homologação da FPG e estamos ainda a desenvolver contactos no sentido obtermos alguns convites para o Challenge Tour», disse o promotor, José Correia.
José Correia, membro da Direção da FPG, sublinhou que há uma novidade em 2022: «Para além do JJW International Pro-Am, de 4 a 6 de março, em Pinheiros Altos e San Lorenzo, iremos também organizar o Optilink Pro-Am, no dia 12 de março».
«A parceria com a Optilink é uma novidade, prolonga-se por três anos, começa com um prémio de 20 mil euros para o Optilink Tour Championship em 2022, mas com um aumento gradual nos anos seguintes», especificou.
Para os jogadores portugueses, o PT Tour é uma oportunidade de ouro para competirem a nível internacional antes do regresso à Europa de alguns dos principais circuitos como o DP World Tour (ex-European Tour), o Challenge Tour, o Alps Tour e o Pro Golf Tour. «É um grande circuito, sobretudo para os portugueses, é uma oportunidade para jogarmos no inverno quando não há torneios em mais lado nenhum, e poder fazê-lo em casa é perfeito. É também bom para os profissionais estrangeiros, que apanham bom tempo e vêm cá preparar a época seguinte», disse Tomás Melo Gouveia, que em 2021 garantiu a ascensão ao Challenge Tour, a segunda divisão europeia. Mas o PT Tour não é apenas vital para os jogadores profissionais que procuram aceder aos principais circuitos europeus. Para os amadores é igualmente, cada vez mais, uma rampa de lançamento.
«De acordo com as novas regras do estatuto amador, é possível premiar agora não profissionais. Em Portugal o limite máximo é de 750 euros. Neste contexto, o PT Tour vai premiar os três primeiros amadores de cada torneio num máximo de 600 euros. O melhor amador receberá 300 euros, o segundo 200 e o terceiro 100 euros. Penso que o PT Tour é o primeiro e único circuito em Portugal a premiar monetariamente os amadores em competição, facto que me parece relevante», disse o promotor.
«O PT Tour assinou uma parceria e um patrocínio com a SGA (Season Golf Academy), onde o David Silva é o Head Coach do programa de captação e desenvolvimento de jovens que ambicionem alcançar um lugar nos diversos circuitos profissionais. Será criada uma Ordem de Mérito exclusiva para amadores e o n.º1 deste ranking irá receber um wild card para o Optilink Tour Championship. Vemos esta iniciativa como uma motivação extra e um contributo importante para os amadores», concluiu José Correia.

 

TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Berto Granja

terça-feira, novembro 09, 2021

THOMAS PIETERS vence a 15.ª edição do Portugal Masters

THOMAS PIETERS vence a 15.ª edição  do  Portugal Masters 
RICARDO SANTOS FOI O MELHOR PORTUGUÊS,  VÍTOR LOPES FOI 61.º e TOMÁS MELO GOUVEIA 62.º.


Thomas Pieters entrou hoje (Domingo) para o prestigiado lote de cinco campeões do Portugal Masters que já integraram nas suas carreiras a seleção europeia da Ryder Cup. Após um final de última volta emocionante, concluída com um resultado final de 19 pancadas abaixo do Par, o jogador de 29 anos passou também para a história como o primeiro belga a vencer o mais importante torneio de golfe português.
A 15.ª edição do evento de Vilamoura ficou marcada pelo regresso do público, com mais de 24 mil espectadores a afluírem ao Dom Pedro Victoria Golf Course ao longo dos últimos quatro dias.
O melhor português foi Ricardo Santos, no 32.º lugar (-5), registando uma interessante regularidade, pois andou toda a semana no top-35 do único torneio nacional do European Tour, que este ano voltou a distribuir 1,5 milhões de euros em prémios monetários.
E se os talentosos gémeos dinamarqueses Hojgaard, de 20 anos, deslumbraram no Algarve – com Nicolai a chegar ao 2.º lugar (-17), empatado com o compatriota Lucas Bjerregaard e o francês Mathieu Pavon –, também houve (quase) gémeos portugueses. Vítor Londot Lopes e Tomás Melo Gouveia jogaram juntos os quatro dias, tiveram resultados iguais nas três primeiras voltas, e só hoje se desirmanaram, com Lopes a fechar a sua participação no 61.º lugar (+6) e Gouveia em 62.º (+7).
Na cerimónia de entrega de prémios, presidida pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, a governante prognosticou, no seu discurso, o regresso do Portugal Masters em 2022. João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, visitou pela primeira vez o Portugal Masters, sublinhou a importância da vertente desportiva do evento algarvio e celebrou ainda o facto de três em seis portugueses terem passado o cut.
Thomas Pieters visita Portugal desde os seus tempos de amador. Lembra-se «de ter jogado aqui Campeonatos da Europa de sub-16 e sub-18» e o Portugal Masters foi um torneio obrigatório para ele, entre 2014 e 2017, mas não vinha a Vilamoura desde então. Já tinha provado poder jogar bem no traçado desenhado pelo mítico Arnold Palmer e em 2015 foi 6.º classificado (-12). Hoje juntou-se a Lee Westwood (2009), Shane e Lowry (2012), Andy Sullivan (2015) e Padraig Harrington (2016) como os “Ryder Cuppers” vencedores no Portugal Masters.
A três buracos do fim havia três jogadores a partilharem a liderança. Foi uma vitória arrancada a ferros, mostrando nervos de aço, sendo a terceira vez na sua carreira que foi capaz de segurar o comando alcançado aos 54 buracos. No entanto, este quinto título da sua carreira no European Tour teve «um sabor especial», porque andava a viver um jejum de troféus há exatamente dois anos e 81 dias, desde que triunfara no D+D Real Czech Masters em 2019.
«É uma sensação espantosa. Realmente… é uma sensação de muito tempo sem vitórias. Mas o Adam (Marrow, o caddie) e eu trabalhámos muito e sinto que mereço isto», começou por dizer o belga aos media internacionais.
Mais tarde, aos media portugueses, acrescentou: «Para mim foi muito especial fazer isto neste campo, pois venho aqui desde os meus 14 ou 16 anos, joguei neste campo Europeus de sub-16 e sub-18, e ter ganho finalmente aqui foi mesmo fixe. Foi o meu quinto título e agora quero seis, sete, oito… Eu adoro Portugal, estamos em novembro e estamos a jogar com uns 20 graus, num país lindo, num bom campo, que se adequa ao meu jogo… estou na lua».
Há pelo menos sete anos que Thomas Pieters é considerado um talento do golfe mundial. Em 2016 já era chamado para a Ryder Cup e em Majors obteve dois top-10’s em 2017 e 2018, mas nos últimos dois anos parecia que só se motivava para grandes eventos.
«Nestes dois anos sem ganhar não tive bem momentos de dúvida. Era mais uma certa impaciência, porque até tenho jogado bom golfe, mas faltava-me aquela pequena coisa… mesmo hoje poderia ter tudo caído para o lado do Mathieu (Pavon). Se ele não tivesse ido parar à água no buraco 17, poderia ter sido um torneio completamente diferente. É preciso um pouco de sorte para ganhar e eu tive isso nos dois últimos buracos», considerou.
Não foi só sorte, longe disso. Jogar o seu melhor golfe nos momentos importantes foi vital para esta vitória. Ontem precisou de um putt gigantesco e cheio de linha para fazer 1 birdie no buraco 18 e igualar Pavon no topo da classificação. Hoje, depois de ver Nicolai Hojgaard ir ao bunker no 18 e perder 1 pancada, assistiu à derrocada do seu parceiro de jogo, Mathieu Pavon, que meteu a bola na água no 17, para sofrer igualmente 1 bogey. Por seu lado, Pieters esteve firme: arrancou 1 birdie no 17 e voltou a ser enorme no putt de 6 metros para Par no 18 para ganhar com 2 pancadas de vantagem sobre o trio de perseguidores. Os putts no 18 no Sábado e no Domingo vão ficar como dos melhores da história dos vencedores do Portugal Masters. «Foi um bom birdie no 17. No 18, sinceramente, só tentei fechar em 5 pancadas mas fazê-lo em 4 foi um bónus», admitiu, depois de embolsar um prémio de 237.810 euros.
A vitória no Algarve garantiu-lhe a subida do 70.º para o 29.º lugar na Corrida para o Dubai, fazendo com que esteja automaticamente qualificado para o DP World Tour Championship, no Dubai, em duas semanas, um torneio este ano reservado ao top-50 do ranking europeu. Será o seu sétimo ano seguido a apurar-se para o Dubai, mostrando que, realmente, foi jogando sempre consistente, mesmo nos dois anos em que não ganhou troféus. Aliás, este ano, já leva quatro top-10’s e oito top-20’s no European Tour!
«O campeão foi belga, um mercado que está a crescer para o Algarve e também aí correu tudo bem», frisou João Fernandes, o presidente do Turismo Algarve. O Portugal Masters também tem sido importante na captação ou consolidação de diversos mercados turísticos para o golfe na chamada Florida da Europa e é sintomático que em 15 anos tenhamos campeões de oito nacionalidades diferentes: Inglaterra, Irlanda, França, Espanha, Dinamarca, Bélgica, Austrália e África do Sul. Claro que sonha-se com um campeão português, mas, como salientou João Paulo Rebelo, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, nota-se a subida do nível médio dos nossos jogadores: «É o reconhecimento do trabalho que tem sido feito no golfe em Portugal. Foi a primeira notícia que tive quando cheguei foi saber justamente que, da meia dúzia de jogadores portugueses em prova, três tinham chegado a esta fase final, o que há muitos anos seria um sonho. Se o sonho está a ser concretizado é porque alguém trabalhou bem».
Ricardo Santos foi o melhor português no Portugal Masters pela segunda vez na sua carreira, depois de 2012. Nesse ano foi 16.º (-6) e o 32.º posto deste ano acabou por ser a sua melhor classificação na prova desde então. O português de 39 anos teve uma prestação sólida, sobretudo regular, mantendo-se todos os dias no top-35: 31.º, 30.º, 34.º e 32.º, com um agregado de 279 pancadas (70+69+71+69), 5 abaixo do Par. Ficou empatado com outros três jogadores e arrecadou 11.935 euros, que bem jeito irão dar para ajudá-lo à dispendiosa viagem ao Dubai na próxima semana, onde irá fechar a sua época e tentar entrar no top-122 que irá manter-se no European Tour em 2022. Para já, este 32.º posto em Vilamoura permitiu-lhe ascender do 169.º ao 160.º lugar na Corrida para o Dubai.
«Posso dizer que a semana foi bastante positiva. Hoje foi o dia em que “patei” melhor, embora não tenha sido aquele em que joguei melhor do tee ao green. Retiro daqui muitas coisas boas para a próxima semana, embora tenha ficado um pouco aquém do que eu gostaria, mas houve muitas coisas boas (…) e não vamos deixar que um shot mau manche a semana», disse o campeão nacional de 2011 e 2016, referindo-se à bola que enviou para a água no último buraco e que custou-lhe 2 pancadas. Não fosse esse duplo-bogey e Santos seria 26.º, com um prémio de cerca de 14 mil euros.
Se Ricardo Santos passou o cut no Portugal Masters pela quinta vez na sua carreira (o segundo melhor registo português de sempre), Vítor Lopes e Tomás Melo Gouveia fizeram-no pela primeira vez. Não mostraram tudo o que sabem nos dois últimos dias de prova, mas também retiraram ilações das suas participações.
 «Agradeço ao público por ter-me acompanhado as quatro voltas… eu queria muito mais, porque fiz uma boa preparação, mas há que aprender e preparar-me para o próximo ano», disse Vítor Lopes, de 25 anos, que foi 61.º com 290 pancadas (71+69+76+74), 6 acima do Par, faturando 4.900 euros. Para ele, a época internacional acabou e vai jogar para o ano em “part-time” no Challenge Tour (a segunda divisão europeia) e com direitos totais de membro do Alps Tour (uma das terceiras divisões da Europa).
«O jogo não correspondeu outra vez, sobretudo nos greens. Mas foi uma experiência muito positiva, ao passar o cut e jogar no fim de semana, o que nunca tinha feito, pelo que fica sempre uma nota positiva. Estou feliz por ter jogado porque é assim que se aprende, é a jogar contra estes jogadores e fica a grande lição que levo daqui», declarou Tomás Melo Gouveia, que terminou em 62.º com 291 pancadas (71+69+76+75), 7 acima do Par, embolsando 4.761 euros. Também o irmão mais novo de Ricardo Melo Gouveia dá por finda a época internacional e em 2022 já sabe que será membro do Challenge Tour.      
A 15.ª edição do Portugal Masters encerrou com a cerimónia de entrega de prémios que contou com Rita Marques (secretária de Estado do Turismo), João Paulo Rebelo (secretário de Estado da Juventude e Desporto), Vítor Aleixo (presidente da Câmara Municipal de Loulé), Miguel Franco de Sousa (presidente da Federação Portuguesa de Golfe), Nelson Cavalheiro (presidente da PGA de Portugal), Filipe Silva (administrador do Turismo de Portugal), Stefano Saviotti (proprietário do Dom Pedro Hotels & Golf Collection), Luís Correia da Silva (presidente do CNIG) e Keith Waters (Chief Operating Officer do European Tour). «Há 15 anos que trabalhamos com o Portugal Masters e estamos desejosos de prosseguir com esta parceria e muito entusiasmados com a possibilidade de estarmos aqui todos no próximo ano», disse Rita Marques, no seu discurso em inglês, na cerimónia. Mais tarde, em declarações aos media, acrescentou: «Ao fim de 15 edições, estamos muito empenhados em acolher o próximo ano e estamos a fazer tudo para que Portugal possa figurar novamente no calendário do European Tour».
Rory Colville, que este ano estreou-se nas funções de Championship Diretor do European Tour, frisou que «foi um torneio entusiasmante, só tivemos seis semanas para montá-lo e voltarmos a poder ter público, com mais de 24 mil espectadores, com quatro lindos dias de sol e um grande campeão em Thomas Pieters… sinceramente, não poderíamos estar mais satisfeitos. Ainda não temos uma data estabelecida mas estamos confiantes de que voltaremos para o ano».

Os principais resultados do 15.º Portugal Masters foram os seguintes 

1.º Thomas Pieters (Bélgica), 265 pancadas (68+64+65+68), -19, €237.810.
2.º Mathieu Pavon (França), 267 (68+64+65+70), -17, €104.546.
2.º Lucas Bjerregaard (Dinamarca), 267 (67+65+69+66), -17, €104.546.
2.º Nicolai Hojgaard (Dinamarca), 267 (67+69+67+64), -17, €104.546.
 
Os resultados dos três portugueses que passaram o cut

 
32.º Ricardo Santos (Titleist), 279 (70+69+71+69), -5, €11.935.
61.º Vítor Londot Lopes (CG Vilamoura), 290 (71+69+76+74), +6, €4.900.
62.º Tomás Melo Gouveia (San Lorenzo), 291 (71+69+76+75), +7, €4.761.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images

sexta-feira, outubro 29, 2021

15.º Portugal Masters HARRINGTON e WALLACE REGRESSAM A VILAMOURA

 

O capitão da Europa na Ryder Cup e antigo campeão do Portugal Masters, Pádraig Harrington, e o vencedor de quatro títulos do European Tour, Matt Wallace, confirmaram a sua presença no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, de 4 a 7 de novembro, para a 15.ª edição do mais importante torneio de golfe português.


Estas foram as grandes novidades da lista definitiva de inscritos, que foi divulgada esta semana pelo European Tour. O Portugal Masters distribui este ano 1,5 milhões de euros em prémios monetários e é o último torneio de qualificação para o torneio de encerramento da primeira divisão europeia, o DP World Tour Championship, no Dubai.
O irlandês Padraig Harrington, de 50 anos, conquistou o seu 15.º e último título do European Tour no Portugal Masters de 2016 e mantém toda a sua competitividade. Este ano, brilhou num dos torneios do Grand Slam, tendo sido 4.º (-2) no PGA Championship, e foi ainda 6.º (-9) no Omega Dubai Desert Classic.
«Gostei sempre de jogar o Portugal Masters. É um torneio fantástico, onde, normalmente, faz bom tempo e tem muito bom ambiente», disse Harrington, o selecionador da Europa que perdeu este ano a Ryder Cup para os Estados Unidos.
Harrington junta-se, assim, a outros cinco campeões do Portugal Masters que regressam em 2021 a Vilamoura: o sul-africano George Coetzee (defende o título conquistado em 2020), os ingleses Andy Sullivan (2015) e Steve Brown (2019), o francês Alex Levy (2014) e o dinamarquês Lucas Bjerregaard (2017).
Se para o simpático irlandês o Portugal Masters é o último troféu do seu excelente palmarés, onde se destacam três títulos do Grand Slam, para Matt Wallace a vitória no Open de Portugal -  Morgado Golf Resort, em 2017, foi o início de uma bela história.
O inglês de 31 anos não era uma grande figura do circuito internacional quando conquistou o seu primeiro título do European Tour, em Portimão, em maio de 2017. Nem sequer ainda tinha ganho qualquer torneio no Challenge Tour, a segunda divisão do golfe europeu, embora em 2016 tivesse sido o n.º1 do Alps Tour, com seis títulos arrebatados nessa terceira divisão europeia.
O Open de Portugal foi um desbloqueador e depois disso pareceu um furacão, somando de rajada, em 2018, mais três troféus ao seu palmarés. Em 2018 ficou seriamente desgostoso por não ter sido chamado para a seleção europeia que venceu a Ryder Cup em França e desforrou-se com um 2.º lugar no DP World Tour Championship do Dubai, no encerramento da temporada de 2018. Em 2019 voltar a provar o seu valor, com um 3.º lugar num dos Majors, o PGA Championship. «Ganhei o meu primeiro título do European Tour no Morgado, não muito longe de Vilamoura, e tenho sempre boas sensações quando retorno ao Algarve. É um local excelente para se jogar golfe nesta altura do ano e o Portugal Masters é um torneio que apreciei sempre jogar», disse Matt Wallace, que este ano tem dois top-10 no European Tour e mais três top-10 no PGA Tour, com destaque para o 4.º lugar (-6) na semana passada no Zozo Championsip, no Japão.
Tal como já tinha sido anunciado previamente, o 15.º Portugal Masters conta ainda com quatro jogadores que venceram torneios do European Tour este ano, os escoceses Grant Forrest e Calum Hill, e os irmãos dinamarqueses Nicolai e Rasmus Hojgaard, para além do francês Victor Perez, que terminou a época transata com um bom 7.º lugar no DP World Tour Championship, no Dubai, e, em 2021, tem brilhado no PGA Tour da América do Norte: foi 4.º no WGC/Dell Technologies Match Play e 9.º no The Players Championship. No European Tour foi 4.º no Saudi International.
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Getty Images

segunda-feira, outubro 25, 2021

15.º Portugal Masters - GEORGE COETZEE DEFENDE TÍTULO EM VILAMOURA

O sul-africano George Coetzee confirmou que virá defender o título do Portugal Masters em 2021 e vários jogadores que venceram torneios do European Tour na presente temporada também jogarão a 15.ª edição do mais importante torneio de golfe português, designadamente os escoceses Grant Forrest e Calum Hill, e os dinamarqueses Nicolai e Rasmus Hojgaard. Há um ano, em contexto de pandemia, sob uma rigorosa bolha sanitária, num evento realizado à porta fechada, George Coetzee conquistou o seu quinto título do European Tour, mas o primeiro em solo europeu. Para além dele, atuarão ainda, no Dom Pedro Victoria Golf Course, mais quatro ex-campeões da prova: o dinamarquês Lucas Bjerregaard (2017), os ingleses Steven Brown (2019) e Andy Sullivan (2015) e o francês Alex Levy (2014).
Embora ainda não tenha sido anunciada a lista definitiva de inscritos, é possível que o francês Victor Perez venha a ser a grande figura antes do torneio começar. O 61.º classificado no ranking mundial terminou a época transata com um bom 7.º lugar no DP World Tour Championship, no Dubai, e, em 2021, tem brilhado no PGA Tour da América do Norte: 4.º no WGC/Dell Technologies Match Play e 9.º no The Players Championship. No European Tour foi 4.º no Saudi International.

Os gémeos Hojgaard fizeram história este ano quando tornaram-se nos primeiros irmãos a vencerem em semanas consecutivas no European Tour. Rasmus foi o melhor no Omega European Masters, na Suíça, e depois Nicolai impôs-se no DS Automobiles Italian Open.
Calum Hill iniciou o que se prevê que possa vir a ser uma coleção de troféus no Cazoo Open, em Inglaterra. Uma semana antes, Grant Forrest tinha-se cotado como o primeiro escocês da última década a triunfar na Escócia, no Hero Open.
O inglês Sam Horsfield, que em 2020 somou dois títulos seguidos no Reino Unido, será outra das estrelas do European Tour no 15.º Portugal Masters, de 4 a 7 de novembro, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, com o Pro-Am no dia 3. O torneio de 1,5 milhões de euros em prémios monetários estava originalmente marcado para abril, mas foi adiado devido às dificuldades de deslocações e viagens provocadas pela pandemia da COVID-19.
Rory Colville, o novo Championship Diretor do Portugal Masters regozijou-se pelo regresso do público ao Algarve: «Estamos encantados por podermos receber de novo espectadores no Portugal Masters deste ano. Queremos agradecer à Direção Geral de Saúde e ao Dom Pedro Hotels and Golf Collection pelo seu apoio, pela sua orientação no planeamento e na organização deste evento fantástico»
«É um torneio muito popular entre os jogadores e os espectadores e estamos desejosos de realizar mais uma edição memorável do Portugal Masters», frisou Rory Colville, que vai estrear-se em 2021 na liderança do torneio que antecede o DP World Tour Championship, sendo a última etapa de apuramento para o prestigiado evento do Dubai, que encerra a época de 2021 do European Tour. 
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TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira 

60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

  PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...