terça-feira, maio 17, 2022
PGA’s DE PORTUGAL E ESPANHA ANUNCIAM PRÉMIOS RECORDE
terça-feira, março 22, 2022
XXV Taça Macpherson no Axis Golfe Ponte de Lima
Para a diretora do Axis Golfe Ponte de Lima, La Salete Correia: “(...) as temperaturas amenas aliadas à boa energia que se fazia sentir entre os participantes, proporcionou um jogo agradável, que culminou no sorteio de distribuição de prémios, onde os participantes receberam algumas ofertas de alojamento nas unidades Axis Hotéis e, ainda, dos patrocinadores que apoiaram este torneio”.
De realçar ainda as excelentes condições dos greens e fairways do Axis Golfe Ponte de Lima, reconhecidas por todos os presentes, bem como o cumprimento de todas as normas de higiene e segurança em vigor.
La Salete Correia antecipa ainda os próximos torneios previstos para o restante para o mês de março: “(...) depois da XXV TAÇA MACPHERSON, o segundo torneio deste mês será organizado pelo Clube de Golfe de
Viana, no dia 25 de março e, por último, no dia 26 de março, a TAÇA SPRING será disputada na modalidade 18 buracos stableford individual gross e net por categorias, com saídas em shot gun às 10h00”.
Desta forma, o Clube de Golfe de Ponte de Lima, além de o convidar a participar nos seus torneios, onde o espírito de aventura e de camaradagem são uma presença assídua, continua a proporcionar agradáveis estadias junto da natureza e da tradicional Vila desta região minhota.
CLASSIFICAÇÃO GROSS GERAL
1o PAR GROSS: MATILDE FERNANDES / JOÃO FERNANDES – 36 PTS
2o PAR GROSS: JOSE CARLOS CARVALHO / PALMIRA PEREIRA – 35 PTS
1o PAR NET: PEDRO SILVA / CLARA CRUZ – 47 PTS
2o PAR NET: GO JOSE NUNO BRAGA / JORGE TORRES MOREIRA – 46 PTS
3o PAR NET: ERIC GEBEL / ANGELA GEBEL – 44 PTS
BOLA MAIS PERTO GERAL: PEDRO AGUIAR
quinta-feira, março 17, 2022
Optilink Tour Championship - RICARDO SANTOS CAMPEÃO QUEBRA JEJUM DE TRÊS ANOS
Ricardo Santos regressou às vitórias e quebrou um jejum de quase três anos sem títulos, ao vencer o Optilink Tour Championship, no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura, tornando-se no primeiro português a ganhar a final do PT Tour.
O campeão nacional de 2011 e 2016 aguentou bem os ataques da concorrência e ainda se deu ao luxo de dilatar a margem de vitória para 6 pancadas em relação aos 2.º classificados, o escocês Kieran Cantley e o inglês Ben Bailey.Com uma terceira e última volta de 67 pancadas, 5 abaixo do Par, muito perto do seu registo de ontem de 66 (-6), que tinha-lhe permitido assaltar o comando, Ricardo Santos totalizou 203 (-13) e garantiu o cheque de 3.500 euros referente ao primeiro prémio, do ‘prize-money’ total de 20 mil euros.O algarvio, a jogar em casa, num campo que ele representou durante muitos anos no DP World Tour, a primeira divisão europeia, só sofreu 3 bogeys em três dias de prova – hoje, apenas no último buraco, no 18, onde fizera birdie nos dias anteriores. Em contrapartida, converteu 16 birdies, mostrando que está de novo a atravessar uma boa fase da carreira.«O meu jogo está a ir na direção que eu quero para poder ter mais oportunidades de vitórias ou andar na luta por elas», disse o profissional da Titleist, que não sente que tenha de fazer grandes adaptações ao seu jogo, passados tantos anos no circuito.
«O jogo é parecido ao dos últimos dez anos. A idade traz mais maturidade, sim, e é mais isso, o encarar de forma diferente o jogo», acrescentou o português de 39 anos.Essa maturidade permitiu-lhe atacar a última volta logo desde o início e retirar quaisquer veleidades aos potenciais rivais, com 2 birdies nos primeiros dois buracos e 4 birdies nos primeiros nove. «O dia hoje esteve bem melhor, não choveu e não fez vento, estava perfeito para jogar golfe. Voltei a jogar muito sólido, especialmente nos shots ao green», explicou Ricardo Santos, que vai voltar mais motivado ao DP World Tour (ex-European Tour), onde tem estado a competir nesta época de 2022.«É sempre muito bom voltar a ganhar, especialmente quando a última vitória já tinha sido há dois anos e meio, mais ou menos», disse o campeão de um título do European Tour (o Madeira Islands Open BPI de 2012) e de dois troféus no Challenge Tour (o Princess by Schuco, na Suécia, em 2011 e o Swiss Challenge, em 2019). Esse Challenge da Suíça, em junho de 2019, integrado na segunda divisão do golfe profissional europeu, tinha sido o seu último título. Neste PT Tour, Ricardo Santos não ganhava desde o 1.º Palmares Open, também no Algarve, em novembro de 2018, quando o circuito promovido por José Correia ainda tinha o nome de Portugal Pro Golf Tour.O Optilink Tour Championship contou com um total de 70 participantes e mais três portugueses conseguiram ainda concluir a prova no top-10.Pedro Figueiredo, também jogador do DP World Tour, foi o primeiro líder do torneio, após uma boa volta inicial de 68 (-4) e terminou no 8.º lugar com 213 (-3), recebendo 750 euros.Tomás Melo Gouveia, membro do Challenge Tour, foi 9.º classificado, com 214 (-2), empatado com o também português Hugo Santos e com o escocês Jeff Wright, embolsando cada um 675 euros de prémio.
O PT Tour teve várias novidades em 2022, duas delas contar para o ranking mundial amador e ainda oferecer prémios monetários aos três melhores amadores de cada torneio, de acordo com os novos regulamentos internacionais da modalidade.Graças à parceria estabelecida com a SGA (Season Golf Academy), onde o português David Silva é o Head Coach do programa de captação e desenvolvimento de jovens, foi possível atribuir 300 euros ao melhor amador, neste caso o escocês Jamie Mann, que, tal como Ricardo Santos, beneficiou do fator casa, pois reside no Algarve e representa o Clube de Golfe de Vilamoura.Jamie Mann costuma jogar os circuitos da Federação Portuguesa de Golfe e neste Optilink Tour Championship quase alcançava um top-20, ficando no grupo dos 21.º classificados, com 219 pancadas, 3 abaixo do Par, após voltas de 73, 71 e 75.Recorde-se que o PT Tour é um circuito internacional, sancionado pela Federação Portuguesa de Golfe e pelo circuito britânico Jamega Pro Golf Tour. Conta ainda para o novo ranking da seleção nacional de profissionais da FPG. As principais classificações do torneio e os resultados dos jogadores portugueses foram os seguintes: 1.º Ricardo Santos, 203 (70+66+67), -13;2.º (empatado) Kieran Cantley (Escócia), 209 (73+70+66), -7;2.º (empatado) Ben Bailey (Inglaterra), 209 (71+71+67), -7;8.º Pedro Figueiredo, 213 (68+73+72), -3;9.º (empatado) Tomás Melo Gouveia, 214 (71+73+70), -2;9.º (empatado) Hugo Santos, 214 (69+72+73), -2;21.º (empatado) João Girão, 219 (75+74+70), +3;30.º (empatado) Pedro Lencart, 220 (76+73+71), +4;35.º (empatado) Pedro Almeida, 224 (74+71+79), +8;45.º (empatado) Hugo Camelo (amador), 227 (74+81+72), +11;55.º (empatado) João Magalhães, 231 (78+83+70), +15;57.º Miguel Gaspar, 233 (81+77+75), +17;59.º (empatado) Guilherme Oliva (amador), 236 (77+79+80), +20;63.º (empatado) Alexandre Abreu, 242 (79+80+83), +26. TEXTO Hugo Ribeiro - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Berto Granja
quarta-feira, março 09, 2022
Open XiraGolfe 2022
O Open XiraGolfe vai tornar-se num evento internacional e elevar os seus prémios monetários de 6 mil para um mínimo de 10 mil euros, depois do acordo realizado entre as PGA’s de Portugal e de Espanha.
A segunda edição do torneio organizado pelo Xira Golfe e pela PGA de Portugal realiza-se de 21 a 24 de julho, no Santo Estêvão Golfe e no Ribagolfe Lakes, em Benavente, e fará parte dos calendários oficiais das duas PGA’s, bem como das duas federações nacionais.
Irá contar para a Ordem de Mérito da PGA España, para a Ordem de Mérito e Ranking da PGA de Portugal e ainda para o ranking da seleção nacional de profissionais da Federação Portuguesa de Golfe (FPG).
«Com o sucesso da prova em 2021 o desafio era fazermos mais e melhor. A ideia surgiu em conversa com o Fernando Carvalho, o presidente do Xira Golfe, e consistiu em internacionalizar o torneio», disse Nelson Cavalheiro, o presidente da PGA de Portugal.
«Com o acesso a jogadores profissionais fora do âmbito da PGA Portugal, a competitividade será mais elevada e o ‘prize money’ mais apetecível. Surgiu a ideia de falarmos com a PGA España. O Torneio será aberto a todos os profissionais de uma PGA reconhecida», acrescentou Nelson Cavalheiro.
Note-se que, se excetuarmos o Portugal Masters (do DP World Tour), o Open de Portugal at Royal Óbidos (do Challenge Tour) e o Optilink Tour Championship (do PT Tour), todos integrados em circuitos internacionais, só haverá duas provas portuguesas em 2022 com prémios monetários mais elevados do que o Open XiraGolfe de 2022: o Campeonato Nacional Absoluto Hyundai (20 mil euros) e o Amarante Golfe Open (15 mil euros).
«Iremos ter uma fortíssima presença de profissionais espanhóis, conjugado com um aumento significativo dos nossos profissionais, que passam a ter acesso a prémios bem mais significativos. Aspiramos também a multiplicar o número dos amadores que venham participar nas provas de qualificação. O nosso objetivo é atingir as 250 voltas de qualificação e marcar o verão no Ribatejo nos próximos anos», disse Fernando Carvalho.
À semelhança do ano de estreia, em 2021, qualquer jogador amador pode ser apurado para participar no Pro-Am, bastando classificar-se nos primeiros 15 lugares de uma das 3 provas de qualificação. Mas a festa dos amadores não se fica pelo sempre apetecível Pro-Am, este ano ainda mais forte com a presença de profissionais estrangeiros.
Como explica o presidente do clube anfitrião, «os dois primeiros da classificação gross de cada prova de qualificação têm acesso ao próprio Open, jogando os três dias com os profissionais, sabendo que poderão pontuar para o World Amateur Golf Ranking».
Esse é outro dos grandes atributos da prova. Ao contar para o ranking mundial amador, poderá cativar os melhores amadores portugueses. Nessa data, no calendário da FPG, só há o Campeonato Nacional de 3.ª e 4.ª Categorias.
De 21 a 24 de julho, o 2.º Open XiraGolfe coincidirá com o Roma Alps Open do Alps Tour, de 40 mil euros em prémios monetários; com o Big Green Egg German Challenge do Challenge Tour, de 250 mil euros; e com o Cazoo Classic do DP World Tour, de 1,75 milhões de euros. Portanto, alguns dos portugueses que militam nestes circuitos europeus poderão estar ausentes – tal como, aliás, está previsto que possa acontecer na maioria dos torneios nacionais de profissionais.
No entanto, a previsão é que haja uma boa lista de inscritos de profissionais e amadores. Aliás, a edição de 2021 foi a prova disso, com Tiago Cruz a bater Tomás Melo Gouveia num play-off para conquistar o título. Tiago Cruz foi o campeão nacional de 2014 e 2015 e Tomás Melo Gouveia é atualmente membro do Challenge Tour.
De Espanha, esperam-se jogadores de bom nível. «Somos a associação de profissionais mais antiga de Espanha. Em 2022 celebramos o nosso 50.º aniversário e entre os nossos membros tempos grandes profissionais bem comprometidos com a sua associação», sublinhou Ander Martínez, o presidente da PGA España. Na apresentação do ‘Spain Golf Tour 50º Aniversario PGA de España’, em Madrid, o Open XiraGolfe surgiu como a terceira de oito etapas, sendo o ponto alto o Campeonato de Profesionales de la RFEG, o Campeonato Nacional de Profissionais da Real Federação Espanhola de Golfe.
quinta-feira, fevereiro 17, 2022
Campeonato Internacional Amador de Portugal masculino 2021
FRANK KENNEDY CAMPEÃO RECORDISTA DO INTERNACIONAL DE PORTUGAL
O inglês de apenas 16 anos venceu o torneio da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) com 19 pancadas abaixo do Par, um recorde da prova para 18 buracos, depois de, no penúltimo dia, ter igualado o recorde do Montado para 18 buracos. Português Hugo Camelo terminou no top-20
“Já tinha havido um vencedor com -19, mas nesse torneio podia colocar-se a bola no ‘fairway’, pelo que o resultado final não pôde ser homologado como recorde do torneio. Pelo contrário, este ano não houve ‘prefered lies’ e é mesmo recorde”, explicou João Coutinho, o diretor-técnico nacional da FPG.
O inglês residente em Manchester – e, claro, fã de CR7 – mas que passa largos meses por ano em Jupiter, na Florida, onde tem ‘vizinhos’ como Tiger Woods e Rory McIlroy, totalizou 269 pancadas, 19 abaixo do Par do Montado Hotel & Golf Resort, após voltas de 65, 69, 64 e 71. Foi um triunfo ‘wire-to-wire’, ou seja, comandou da primeira à última volta e ainda teve o bónus de ter igualado o recorde do campo de Palmela com a sua terceira volta de 64 (-8), fixado pela primeira vez um dia antes, na quinta-feira, pelo italiano Flavio Michetti.
“Estou muito orgulhoso pela minha vitória e espero voltar para o ano (para defender o título). É o meu primeiro título no escalão principal (da EGA, Associação Europeia de Golfe), é o mais importante que já ganhei”, disse Frank Kennedy, que acrescentou pouco depois ter “grandes sonhos” de carreira. De sonho foi também o seu golfe. Apesar de ter partido um ferro-8 na segunda volta, por ter embatido num tronco de árvore – e admitiu que mais tarde sentiu a falta dele –, só perdeu 5 pancadas em 72 buracos! E se não fosse o bogey no último buraco, teria fechado a prova com 20 abaixo do Par, um resultado nunca alcançado antes. A outra vez em que um campeão concluiu com -19 (mas não teve o recorde homologado) foi com o inglês Harry Goddard em 2020, quando o português Pedro Lencart foi vice-campeão com -18.
Frank Kennedy tem um ‘putting’ de ouro, talvez nada alheio a treinar na Florida com Brad Faxon, o norte-americano que tem oito títulos no PGA Tour e que ‘patava’ como um mago. Mas o seu ‘caddie’ e treinador, Dan Haughain, explicou ao Gabinete de Imprensa da FPG que “desde os 7 anos se percebeu que era especial. Tem uma mente forte, é mais maduro do que a sua idade e hoje em dia tem um jogo de ferros apurado”. O resultado foi o que se viu: 22 birdies e 1 eagle, para deixar o 2.º classificado a uma confortável distância de 4 pancadas – o alemão Finn Koelle, que foi o seu delfim em todas as voltas e terminou com 273 pancadas, 15 abaixo do Par, juntando ‘scores’ de 67, 68, 66 e 72.
A Taça das Nações, que contou os resultados dos três primeiros dias, foi conquistada pela Alemanha, que somou 413 pancadas, também 19 abaixo do Par, somando parciais de 142, 134 e 137. A Alemanha fora vice-campeã em 2021 e bateu este ano a segunda formação dos Países Baixos por 2 pancadas. Mais impressionante foi o facto de a terceira formação da Alemanha ter empatado no 2.º lugar com -17. Portugal ficou em 14.º com 430 (145+143+142), -2, entre um total de 32 equipas, representando 23 países.
Claro que para a FPG foram bem mais importantes os resultados individuais dos portugueses e o balanço é esperançoso, sobretudo numa fase de renovação da seleção nacional, pela saída de jogadores importantes como Pedro Lencart e João Girão, que tornaram-se profissionais em 2021, ou como Daniel da Costa Rodrigues e Pedro Silva, que foram para os Estados Unidos estudar e competir. É preciso dar tempo à nova geração.
“Consideramos uma participação positiva (…) e são classificações que fazem parte deste processo de amadurecimento em competições internacionais. Teremos de aguardar para que estes resultados, que são indicadores positivos, possam a curto ou médio prazo terem as mesmas consequências que os resultados da geração anterior”, frisou o selecionador nacional, Nelson Ribeiro.
O presidente da FPG, Miguel Franco de Sousa, fez uma análise semelhante: “Tivemos três portugueses a passar o cut, o que é uma nota positiva a assinalar; claro que queremos mais e melhores resultados dos jogadores portugueses, mas cremos que estamos no bom caminho e temos projetos em curso que irão permitir voltarmos a ter grandes vencedores em Campeonatos Internacionais Amadores de Portugal, como tivemos recentemente alguns”.
Não podemos, por isso, comparar os resultados de 2022 com as vitórias de Vítor Lopes em 2018 e de Daniel da Costa Rodrigues em 2019, ou com o 2.º lugar de Pedro Lencart em 2020. Mas este ano o melhor português superou o melhor português do ano passado, Pedro Silva, 20.º (-3).
É nesse contexto de progresso que deve avaliar-se as classificações dos três portugueses que passaram o cut. Hugo Camelo Ferreira, de apenas 18 anos, foi 16.º com 282 (70+72+72+68), -6. Ou seja, nunca jogou acima do Par. Chegou a andar no top-10 aos 18 no final do primeiro dia e melhorou muito em relação a 2021, ano em que nem sequer se tinha qualificado para a última volta. “Foi positivo, consegui jogar abaixo do Par no agregado, mas não cumpri o outro objetivo, o de fazer quatro voltas abaixo do Par”, comentou o jogador de Amarante que representa o Club de Golf de Miramar.
João Miguel Pereira, de apenas 17 anos, que passou o cut pelo segundo ano seguido, fora 46.º (+10) em 2021 e terminou agora em 35.º com 287 (74+69+74+70), -1. Jogou duas das quatro voltas abaixo do Par e foi um dos 40 jogadores entre 120 participantes a bater o par do campo aos 72 buracos. “Este ano fui muito mais regular do que no ano passado. O objetivo era passar o cut e acabar em ‘números vermelhos’ e consegui, foi um bom torneio”, afirmou o jogador que representa o Clube de Campo da Aroeira, mas treina com Hugo Pinto no Centro Nacional de Formação de Golfe da FPG, no Jamor.
Pedro Clare Neves, de 21 anos, também passou o seu segundo cut consecutivo na prova. Em 2021 fora 38.º (+2) e este ano concluiu em 41.º, mas com melhor resultado, a Par do campo, com 288 pancadas (75+72+70+71). “Não comecei o torneio muito bem, mas foi ótimo ter acabado com duas voltas finais abaixo do Par. Foi importante a experiência, tive a oportunidade de jogar muitas vezes este torneio e isso permitiu-me manter a calma, mesmo quando as coisas não estavam a correr bem”, disse o jogador de Miramar, que, tal como Hugo Camelo, é treinado por Carlos Magalhães.
TEXTO F.P.G.- ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de Filipe Guerra
sexta-feira, fevereiro 11, 2022
GOLFE NA GRAN CANÁRIA
Do tratado ALCÁÇOVAS a Rafa Cabrera-Bello
Estávamos em 1891, quando foi fundado o campo mais antigo
de Espanha, Real Club de Golf de Las Palmas. Clube fundado, então, por várias
famílias britânicas que na altura viviam na ilha, em Las Palmas, em 1957.
O campo “mudou-se” de Las Palmas, mais concretamente para Santa Brigída a
nordeste da ilha. Foi então, que o conhecido arquiteto Mackenzie
Ross, arquiteto que em Portugal desenhou as Furnas nos Açores, Oporto, Vidago e
o Estoril, aliás ambos os campos com muita similitude, desenhou o atual traçado
do Real Club de Golf de Las Palmas.
O golfe na Gran Canário não se resume apenas a um marco
histórico do golfe, mesmo que tão importante. Este destino tão perto de
Portugal, aliás outrora parte do império Português, cedido a Espanha em 1479
(confirmado pelo Papa em 1481). Portugal assinaria o tratado ALCÁÇOVAS, que
visava a cedência deste território aos Espanhóis. No entanto, a Gran Canária,
nunca deixou de ter a presença dos portugueses, deixando e mantendo algum
legado, como por exemplo a nossa língua, sendo que algumas palavras são portuguesas,
como por exemplo (Por favor, espere a ser atendido. Gracias), este é dos inúmeros exemplos. A nossa presença, continua a ser perpetuado pelos próprios habitantes da Gran Canária, na conservação da memoria e da cultura, exemplo
disso é no centro na cidade velha de Las Palmas, (Calle de Colon antes de los Portugueses).
Voltando aos “fairways”, na Gran Canária, existem 6 campos de golfe, três deles
estão localizados na parte norte da ilha, enquanto os outros estão localizados
na parte sul da ilha. No entanto, é no sul que podemos encontrar os melhores;
Anfi Tauro Golf, Lopesan Meloneras Golf e Maspalomas Golf. Alguns destes campos
têm muito em comum com campos de golfe desérticos no Arizona, EUA, significa
que os campos de golfe na Gran Canária estão muito bem integrados na natureza.
Desenhados nos terrenos vulcânicos e juntos às falésias proporcionando vistas
deslumbrantes. Acrescido de se poder jogar durante todo o ano, graças ao clima
ameno
Anfi Tauro Golf inaugurado em 2006 este championship está inserido numa área de 650.00m2. O Anfi e é um verdadeiro oásis para se jogar, além do soberbo desenho, as paisagem de tirar o fôlego.
Os dois campos, 9 e 18 buracos de Anfi Tauro estão majestosamente desenhados entre uma paisagem espetacular de palmeiras, lagos e montanhas vulcânicas. Os percursos foram concebidos pelos designers von Hagge, Smelek e Baril, oferecem o equilíbrio perfeito entre a beleza e o desafio. O arquitecto von Hagge, Smelek e Baril é reconhecido na actualidade como um dos dez arquitectos de campos de golfe mais prestigiados do mundo, e recebeu reconhecimento mundial por ter concebido mais de mil campos de golfe, incluindo o Doral Country Club na Flórida, o Costa Resort and Spa na Califórnia e o Horai Club no Japão. Os seus projectos destacam-se pelo seu estilo, elegância subtil e beleza extraordinária dos quais Anfi Tauro é talvez o exemplo mais distinto.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 1 Gran Canária – 17º Espanha – 84 Europa (EU)
The Lopesan Meloneras Golf: O golfe Lopesan Meloneras encontra-se excelentemente situado junto ao mar, na zona turística exclusiva da Costa Meloneras, na parte sul da Gran Canária. Este extraordinário campo, "saído" das mãos de outro americano arquiteto, Ron kirby, que conseguiu nos seus 520,00m2 enquadrar um percurso de 18 buracos (par 71), entre lagos, ribeiros e palmeiras.
O campo inclui um putting green, pitching green, chipping green, driving range e uma área de bunker para praticar.
No club house, pode encontrar um Snack Bar, uma loja de golfe, um vestiário e uma área de estacionamento. O Lopesan Meloneras Golf pode oferecer-lhe um serviço de aluguer de tacos e trolleys, e a possibilidade de alugar Buggies equipados com GPS, sendo este o primeiro campo da ilha a oferecer esta tecnologia nos seus carros. Para aqueles que querem começar a praticar este desporto ou apenas para melhorar a sua técnica, a Escola de Golfe oferece aulas para todos os diferentes níveis, utilizando um sofisticado sistema de vídeo e os mais modernos métodos de aprendizagem.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 10 Gran Canária – 82º Espanha
Salobre Golf Resort (Old Course) É talvez um dos campos mais emocionantes do conjunto dos campos da Gran Canária, graças ao seu conjunto de buracos, que variam entre buracos "divertidos" e outros com um recorte técnico muito exigente. Uma “paleta” de buracos para todos os golfistas.
O campo, é, semelhante em aparência aos campos desertos do Arizona nos EUA, não só em termos de design como da paisagem, toda ela natural em seu redor. A vegetação é dominada, pelos 'cardones' uma planta semelhante ao cacto, mas exclusivamente autóctone das Ilhas Canárias.
O Salobre Golf Resort está totalmente integrado na paisagem do sul da ilha. A sua localização elevada oferece vistas espectaculares sobre o mar e as montanhas, realçando o contraste entre o verde do campo e o ambiente árido da terra vulcânica, dando ao campo uma sensação única.
As magníficas instalações satisfazem os mais exigentes jogadores.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante*****
Balneareos*****
RANKING*: 12º Gran Canária – 90º Espanha
Maspalomas Golf Course, está localizado no sudeste da ilha das Canárias, um dos lugares do mundo com mais horas de sol por ano. É também a zona turística mais importante de Gran Canaria, com grandes praias de areia fina e dourada. Nesta região da Gran Canaria, o turista vai encontrar de tudo, desde hotéis de luxo a pequenos complexos habitacionais com todo o tipo de conforto. Lojas, supermercados, hospital,. Não menos importante é o facto da região estar rodeada pela Reserva Natural Maspalomas Dunes, uma área protegida de mais de 400 hectares, uma paisagem marítima e um bosque de palmeiras que formam o horizonte.
O campo de golfe Maspalomas, situado nesta área paradisíaca, é rodeado por dunas, uma característica que influenciou o desenho do campo de golfe, desenhado por Mackenzie Ross. Este campo, todo plano proporciona aos jogadores uma boa experiência de golfe, onde o resultado será (quase) sempre favorável a quem aqui joga. Fairways planos e aceitavelmente largos, apenas com greens de dimensões mais pequenas, com alguns uns bunkers “à espreita” e uns pequenos lagos pelo caminho, é a receita para uma partida muito agradável.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens****
Bunkers****
Rough****
Club House ****
Restaurante*****
Balneareos****
Os fairways são estreitos rodeados de palmeiras, árvores da típica flora das Ilhas Canárias, tais como mimosas, palmeiras e pinheiros das Ilhas Canárias. Com greens protegidos por bunkers. Os fairways estão dispostos como se um "carrossel" se trata-se graças à tipologia do terreno; a cratera de um vulcão. Uma paisagem de uma beleza incrível.
Uma nota incrível, é o respirar da história neste campo, por onde quer que passemos, da entrada aos balneários ao salão nobre dos troféus somos “agarrados” pelas memórias deste clube. Por aqui já passaram a maior parte dos jogadores dos nossos sonhos; Ballesteros, Sir. Henry Cotton, Dai Rees, Christy O´Connor, José María Cañizares, Christy O´Connor ou Thomas Björn, entre outros. No entanto, e atualmente Rafa Cabrera Bello é talvez o nome mais sonante deste campo, não fosse ele filho da terra. Aliado a este fator, é também o facto que o clube ter um circuito juvenil co o seu nome.
DISTIÇÕES:
Manutenção Geral do Campo: *****
Greens*****
Bunkers*****
Rough****
Club House *****
Restaurante
Balneareos*****
RANKING*: 6 Gran Canária – 47º Espanha
*Fonte top100golfcourse
CINCO PERGUNTAS - PAR 5
QUAL É A PERCENTAGEM DO MERCADO DO GOLFE, NO MERCADO DO TURISMO RECEPTOR NA GRAN CANÁRIA?
- Atualmente à de 3% do número total
de turistas que visitam a Gran Canária.
QUAIS SÃO OS CINCO PRINCIPAIS MERCADOS PARA O GOLFE EM GRAN CANARIA?
- Reino Unido
- Alemanha
- Suécia
- Bélgica
- Espanha Continental
QUE TIPO DE ALOJAMENTO OS GOLFISTAS PREFEREM?(4 OU 5 ESTRELAS, OU APARTAMENTOS)
- Segundo dados do Governo das
Canárias em 2017 (estes são os últimos dados das Ilhas Canárias especificamente
neste sector) 30,3% dos golfistas permanecem em hotéis de 4 estrelas em
comparação com 25,20% que permanecem em hotéis de 5 estrelas.
OS GOLFISTAS QUE VISITAM GRAN CANARIA VOAM EM VOOS CHARTER OU VOOS DE BANDEIRA?
- Sem haver dados concretos, a maioria dos golfistas utiliza voos
regulares e, se possível, voos diretos dos principais mercados para Gran Canaria.
QUAL É A IMPORTÂNCIA DO MERCADO PORTUGUÊS PARA OS GOLFISTAS EM GRAN CANARIA?
- Actualmente, embora não tenhamos uma grande percentagem de turistas que vêm para Gran Canaria para jogar golfe, é um mercado interessante para Gran Canaria devido às ligações directas e voos diários, bem como à sua proximidade e facilidade de ligação com o continente. Portanto, mostrar os benefícios da Gran Canaria como destino de golfe aos golfistas de Portugal é um dos objectivos da Gran Canaria na procura de novos mercados. Portugal continental tem um voo TAP direto e diário com partida de Lisboa
Onde ficar: Hotel Seaside Palm Beach
Quarto*****
Restaurante*****
Serviços*****
Localização*****
Como ir: Voo TAP direto – diário Saida Lisboa ás 11, saida de Las Palmas ás 13h35
Aeronave: Airbus 320 - (consultar custo do saco de golfe)
domingo, fevereiro 06, 2022
SOFIA BARROSO SÁ FAZ HISTÓRIA COMO PRIMEIRA MULHER CAMPEÃ
- 1.o da classificação de
TEXTO F.P.G. - ADAPTAÇÃO Luís Manuel Nogueira - Fotografias de: Federação Portuguesa de Golfe/Filipe Guerra
60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau
PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...
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