sexta-feira, julho 16, 2004

Golfe (Torneios)

PORTUGAL GARANTE ACESSO DIRECTO EM 2005

AS SELECÇÕES NACIONAIS DE SUB-18 E DE SUB-21 TIVERAM ACTUAÇÕES DISCRETAS, TERMINANDO EM 17º E 16º LUGAR, RESPECTIVAMENTE, NA FINLÂNDIA E NA IRLANDA

Portugal garantiu que em 2005 irá de novo aceder directamente aos Campeonatos da Europa para Equipas Masculinas nos escalões de Sub-18 e de Sub-21, um objectivo, sem dúvida, importante que foi conseguido, mas os 17º e 16º lugares que alcançou, respectivamente, na Finlândia e na Irlanda souberam a pouco, ficando a sensação de que os jogadores ficaram aquém do seu potencial. Os Europeus foram conquistados pela Escócia (Sub-21) e pela Inglaterra (Sub-18).
No Campeonato da Europa de Juniores (Sub-21), disputado entre 6 e 10 de Julho, no The Island Golf Club, na Irlanda, Portugal começou por classificar-se no 16º lugar, entre 17 países, na fase de stroke play, com um total de 780 pancadas, tendo o primeiro lugar sorrido à Inglaterra, com 723. Os resultados dos jogadores portugueses foram os seguintes: Tiago Tavares, 154 pancadas (76+78), +12; António Rosado, 154 (74+80), +12; Pedro Lemos, 156 (73+83), +14; Paulo Ferreira, 157 (75+82), +15; José Folhadela Furtado, 160 (80+80), +18; Salvador Castro, 163 (81+82), +21.
Recambiada para o Terceiro e último ‘Flight’, a selecção nacional bateu a República Checa por 3,5-1,2, mas cedeu depois diante da Islândia por esclarecedores 4-1, mantendo, por isso, a 16ª e penúltima posição do Europeu. António Rosado foi o único português a vencer os seus dois ‘matches’ de ‘singles’.
«Não levámos uma equipa extremamente forte, mas tínhamos potencialidades para fazer melhor. Foi uma desilusão total e completa», lamentou Miguel Franco de Sousa. O capitão de Portugal ainda ficou esperançado no final do primeiro dia: «o 13º lugar que ocupávamos então, dava-nos entrada no Segundo ‘Flight’, mas o vento do segundo dia e o facto de termos registado quatro resultados na casa das oitenta pancadas, atiraram-nos pela tabela abaixo». É certo que o Segundo ‘Flight’ «foi composto por seis equipas em vez das oito habituais, senão, teríamos entrado», mas o próprio Terceiro ‘Flight’ não nos foi tão favorável como se desejava: «vencemos a República Checa, mesmo sem termos jogado muito bem, mas, pelo menos, com um golfe sólido, mas levámos uma tremenda derrota da Islândia que não esperávamos».

Quanto ao Campeonato da Europa de ‘Boys’, decorreu no Kymen Golf Club, na Finlândia, também entre 6 e 10 de Julho. Participaram 20 nações e o 17º posto de Portugal era o último com acesso directo ao Europeu de 2005. A República Checa, a Polónia e a Turquia, que ficaram nas posições abaixo de Portugal, terão de passar pelas qualificações (‘Challenge’) no próximo ano.
Na fase de ‘stroke play’, a selecção nacional já tinha ocupado o mesmo 17º lugar, com 795 pancadas, tendo o primeiro posto pertencido à Inglaterra com 732. Os resultados dos jogadores portugueses foram os seguintes: Pedro Figueiredo, 149 pancadas (75+74), +5; João Carlota, 149 (77+72), +5; Gonçalo Brito, 163 (83+80), +19; Manuel Violas, 167 (81+86), +23; Ricardo Melo Gouveia, 168 (84+84), +24; Daniel Silva, 182 (83+99), +38. Destaque-se a segunda volta de João Carlota, que igualou o Par do campo.
O 16º lugar ter-nos-ia dado a entrada no Segundo ‘Flight’, que era o objectivo estabelecido pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG), mas Portugal ficou algo longe desse alvo, uma vez que a Suíça ainda nos bateu por 14 pancadas. Relegada para o Terceiro ‘Flight’, a selecção nacional encheu-se de brio e somou vitórias sucessivas sobre a Polónia (3/2), a República Checa (3,5-1,5) e Turquia (4-1).
«Os resultados poderiam ter sido melhores – afiançou Salvador Costa Macedo – mas houve jogadores, como o Pedro Figueiredo e o João Carlota, que tiveram boas prestações individuais». O capitão de Portugal sabe que «não foi cumprido o objectivo do Segundo ‘Flight’», mas sublinha que nem tudo foi negativo porque «assim que ficámos no Terceiro ‘Flight’, sabíamos que tínhamos de vencer todos os ‘matches’ para podermos regressar ao Europeu no próximo ano e conseguimo-lo. Os jogadores provaram que são capazes de jogar para um objectivo específico».
Em jeito de conclusão, Miguel Franco de Sousa, já na posição de gestor do Projecto Pequim 2008 da FPG, prometeu «tirar as devidas conclusões destes resultados. Estamos a levar equipas pouco homogéneas para os Europeus, porque há jogadores de grande qualidade e outros que acumulam más prestações. Iremos agora debater este problema no âmbito do Projecto Pequim 2008».

GABINETE DE IMPRENSA DA F.P.G.

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