
GOLFE - OPEN DE ESPANHA
FILIPE LIMA LIDERA OPEN DE ESPANHA
Com uma espectacular volta de 65 pancadas, Filipe Lima comanda o Open de Espanha. Nuno Campino, fez 77 e será difícil passar o ‘cut’.
Dando seguimento à bem sucedida digressão pela China, o português Filipe Lima iniciou hoje da melhor forma a sua prestação no Open de Espanha, dotado com 1,65 milhões de euros em prémios: com uma volta inaugural de 65 pancadas ao percurso andaluz de San Roque (Par 72), o seu melhor registo da época, partilha o comando com o inglês Graeme Storm.
Ainda a refazer-se da longa viagem de regresso à Europa, depois de ter sido 15º e 3º classificado, nos dois últimos domingos, em Pequim e em Xangai (em provas co-sancionadas pelos principais circuitos da Europa e da Ásia), Lima foi dos que mais cedo começou a jogar (9h05m locais) e esteve no topo do ‘leaderboard’ durante praticamente todo o dia.
Jogando no mesmo grupo do sul-africano Darren Fichtard e do galês Philip Price (duplo vencedor do Open de Portugal (em 1994 e 1999), o português começou a sua prestação no buraco 10 e fê-lo de forma quase perfeita: somava seis abaixo do Par após os primeiros sete buracos, com quatro ‘birdies’ (10, 11, 12 e 15) e um ‘eagle’ (16), este num Par 5 de 457 metros, onde bateu ‘driver’e ferro 5 para depois concretizar com êxito um ‘putt’ de três metros.
O único ‘bogey’ do dia aconteceu logo na entrada para a segunda metade do campo, no buraco 1, mas Lima não se deixou ir abaixo e fez mais dois ‘birdies’ (7 e 8). «Estou motivado e a aproveitar o momento. O resultado foi mais baixo aqui porque o campo é mais simples que os da China», disse o jogador ao Gabinete de Imprensa da FPG.
O melhor golfista nacional da actualidade considera mesmo que podia ter feito melhor: «Fui-me abaixo após os primeiros nove buracos, falhando alguns ‘shots’ e ‘putts’, porque fiquei cansado. Ainda estou com o ‘jet-lag’ e ontem até participei no ‘pro-am’ de manhã. Mas depois voltei a jogar bem e espero descansar hoje», explicou.
Lima e Storm iniciam amanhã a segunda ronda com a vantagem mínima sobre um quinteto composto pelos espanhóis Raul Ballesteros e Juan Parron, o sul-africano Titch Moore, o inglês Miles Tunniclif e o irlandês Stephen Browne. O detentor do título, o sueco Peter Hanson, encontra-se um degrau abaixo, com 67.
Domingo passado, Lima partilhou o terceiro lugar do BMW Asian Open, em Xangai, com o escocês Colin Montgomerie (68 na primeira volta do Open de Espanha), o que lhe valeu o maior prémio da sua carreira (83,7 mil euros) e a subida de 74 lugares na Ordem de Mérito 2006 do European Tour (do 131º para 57º), uma tabela na qual foi 73º em 2005. No ‘ranking’ mundial passou de 297º para 231º.
A excelência da exibição de Lima contrastou com as dos outros três portugueses que também hoje começaram a competir no estrangeiro. Nuno Campino entregou um cartão com 77 pancadas no Open de Espanha, ocupa a 150ª posição e dificilmente conseguirá passar amanhã o ‘cut’, fixado provisoriamente em 71 (-1).