sexta-feira, abril 14, 2006


GOLFE – Internacional

Filipe Lima a uma pancada do líder no Open da China

O jogador português Filipe Lima, mantém o segundo lugar da classificação provisória após a segunda volta do Volvo Open da China, prova co-sancionada pelo European Tour que está a decorrer em Pequim


O português Filipe Lima mantém o segundo lugar no Volvo China Open, em Pequim, ao concluir a segunda volta ao percurso do Honghua International GC (Par 72) com 69 pancadas. E se ontem, com um cartão de 67, estava empatado com cincos adversários, agora são apenas três os que lhe fazem companhia, todos com 136. O líder inglês David Lynn soma 137 (68-67).
Depois de ter falhado o ‘cut’ em cinco das sete provas que disputou em 2006, o único representante luso na alta-roda do golfe mundial confirma desta forma que está de volta às boas exibições. Não só passou à fase final com distinção, como está na luta pelo triunfo nesta prova do calendário internacional do European Tour, co-sancionada com o circuito asiático e dotada com 1,4 milhões de euros em prémios (247 mil para o vencedor).
«Nos Opens da Madeira e de Portugal, já senti melhorias, mas ainda fiz asneiras», esclarece Lima, em declarações ao Gabinete de Imprensa da Federação Portuguesa de Golfe. «Na semana passada, desenvolvi um treino intensivo com o meu treinador e parece ter dado resultado. Trabalhámos muito o ‘putting’ e o ‘chipping’, que é onde se ganham pancadas. Tenho estado muito sólido aqui em Pequim, quase sem erros, batendo ‘drives’ para o meio do ‘fairway’ e ferros para o ‘green’ – depois os ‘putts entram ou não…»
Na primeira volta, jogada na quinta-feira, Lima obteve sete ‘birdies’ e dois ‘bogeys’, um deles no último buraco, com um ‘green’ a três ‘putts’, que o impediu de partilhar a liderança com o anterior líder, o francês Christian Cevaer. Hoje, iniciando a sua prestação no buraco 10, fez quatro ‘birdies’ (11, 14, 5 e 6) e um ‘bogey’ (3) para partilhar a vice liderança com o tailandês Prayad Marsaeng (69-67) e o zimbabwaeano Marc Cayeux (71-65), autor do melhor ‘score’ do dia.
Novamente a jogar com os seus novos tacos Titleist, após um interregno nos Opens da Madeira e de Portugal, para que as afinações nos ferros e madeiras fossem revistas, Filipe Lima conta também com o apoio pontual do ‘caddie’ do sueco Joakim Haeggman, ao qual não poupa elogios: «Tem-me transmitido tranquilidade e, além disso, erra pouco. E gosto da maneira como ele diz as coisas.»
Lima nega, no entanto, que esteja a pensar em abdicar de imediato do seu ‘caddie’ argentino Sergio Palma, com quem trabalha há ano e meio. «O Sergio não veio comigo até à China apenas porque não podia. Com ele fiz bons resultados a época passada, os problemas recentes vinham mais de mim. Mas vamos a ver, se continuar a jogar mal com ele…», salvaguarda o jogador.
Como curiosidade, refira-se, que o português teve uma visita inesperada de uma fã especial, a caddie chinesa que carregou o seu saco no Open da China do ano passado, no Shangai Silport Golf Club. «É incrível que ela tenha vindo de Shangai para me ver jogar. Hoje de manhã quando estava no tee, olhei para ela e pensei: ‘Eu conheço-te’. Ela disse-me então que tinha sido a minha caddie em Shangai e que tinha feito a viagem até Pequim para me apoiar», revelou o jogador português ao ‘press-office’ do European Tour. «Tirámos umas fotografias juntos e ela seguiu-me durante os 18 buracos», disse ainda Lima.

GABINETE DE IMPRENSA DA FPG / GOLF PRESS

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