terça-feira, outubro 25, 2011

V Portugal Masters


TOM LEWIS IMITA TIGER WOODS FIGUEIREDO COM RECORDE NACIONAL

Se Tiger Woods precisou de jogar cinco torneios no PGA Tour para conquistar o primeiro título da sua carreira, Tom Lewis copiou-o ao se apoderar do primeiro troféu do European Tour à quinta competição deste nível que disputou.
O inglês de 20 anos é considerado um prodígio do golfe mundial e para sempre ficará gravado que o seu primeiro título foi alcançado no Portugal Masters, o mais importante torneio de golfe português, de 2,5 milhões de euros em prémios monetários, que o PGA European Tour organizou no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, Algarve, sob o patrocínio do Turismo de Portugal.
«Havia neste torneio muitos e bons jogadores e ser eu a sobressair no topo foi incrível, sobretudo numa fase tão inicial da minha carreira. Nem consigo expressar por palavras o que sinto», disse Lewis, que jogou com o laço negro, em memória de Adam Hunter, o campeão do Open de Portugal de 1995.
Lewis já estava na história do golfe com o seu cartão de 65 pancadas na primeira volta do British Open deste ano, a melhor marca de sempre de um amador neste torneio do Grand Slam, tendo partilhado a liderança no final da primeira volta.
Depois disso, tornou-se profissional, andou a jogar torneios do European Tour com convites, em grande parte porque já chamou a atenção da maior agência mundial de gestão de carreiras desportivas, o IMG. «Nasceu uma estrela», disse na cerimónia de entrega de prémios Peter Adams, o director de torneios do European Tour.
A forma como jogou, com 1 único bogey e 22 birdies nos últimos 52 buracos, diz tudo.
O mesmo 65 de Sandwich, no British Open, foi repetido na última volta de hoje do Portugal Masters, 7 abaixo do Par do Oceânico Victoria Golf Club, o suficiente para agregar 267 pancadas (-21), batendo por duas o espanhol Rafael Cabrera-Bello, o líder na partida para a derradeira ronda.
Tom Lewis levou para casa 416.660 euros de prémio, mas diz que no campo «nem pensou no dinheiro, mas apenas em ganhar o torneio» e quando o interpelaram ao que iria fazer com o prémio nem soube responder. Claramente não é isso que o move.
Vencedor da Walker Cup (a Ryder Cup dos amadores), Lewis poderá tornar-se no primeiro jogador desde Tiger a vencer também na Ryder Cup logo depois de passar a profissional.
Seria preciso uma conjugação de factores mas não é impossível. Mais plausível é a qualificação para o Campeonato do Mundo do Dubai. O triunfo em Vilamoura atirou-o para o 53º lugar da Corrida para o Dubai e o top-60 a apura-se no final da época.
Do que está livre é da Escola de Qualificação. George O’Grady disse-lhe: «Sê bem-vindo ao European Tour». É o novo membro do circuito europeu e o êxito em Portugal dá-lhe isenção até ao final de 2013.
O Portugal Masters de 2011 começou com o elogio a quarentões como Colin Montgomerie, Miguel Angél Jiménez, José Maria Olazábal e John Daly, ídolos do golfe que ninguém esquece. Durante o torneio, deu a ideia que a ternura dos 40 iria prevalecer numa quarta vitória em 2011 de Thomas Bjorn, mas, afinal, foram dois jovens de 20 anos a prevalecer, para mais, amigos de longa data.
O primeiro é, naturalmente, o campeão, Tom Lewis. O segundo é português e chama-se Pedro Figueiredo. «Pedro é muito bom. É um tipo simpático, conheço-o há vários anos e estou contente por ter jogado tão bem esta semana. Quando terminar o curso nos Estados Unidos, irá aparecer em grande na Europa e vencerá um torneio, espero que em Portugal, seguramente o seu sonho».
Tal como Tom Lewis, Pedro Figueiredo nunca escondeu que quer ser «profissional do European Tour», mas enquanto o inglês passou a ‘pro’ este ano, o português não tem pressa. Diz que «se pode jogar golfe até aos 40 ou 50 anos e primeiro há que acabar o curso».
No Oceânico Victoria Golf Club Pedro Figueiredo poderia ter amealhado um prémio de 26.750 euros se fosse profissional, mas nem isso o apressa a mudar o rumo: «Sempre consegui fazer o que quis, nunca tive fome, portanto tento não pensar muito no dinheiro e consigo fazê-lo. Não me afecta nada o facto de não receber o dinheiro do prémio por ser amador. Isso não me deixa mais ansioso».
Em qualidade de jogo, esteve «como um profissional» e se o seu 23º lugar (empatado) não supera a classificação de Filipe Lima em 2007 (21º), já as 274 pancadas, 14 abaixo do Par, após uma última volta em 67 (-5), é o melhor resultado de sempre de um português no Portugal Masters.
Falando de recordes, o Portugal Masters de 2011 ficou marcado pela maior afluência de público numa terceira volta e no Pro-Am: 8.264 espectadores no sábado e 2.986 na quarta-feira. No final dos cinco dias não bateu o recorde de 2009 (37.479), mas ficou-se a apenas 342 bilhetes desse registo, com um total de 37.137, ou seja, uma afluência notável para uma época de crise, embora 3/4 dos espectadores sejam estrangeiros.
A esse propósito, Manuel Agrellos, presidente da Federação Portuguesa de Golfe, declarou que «Portugal precisa de ser um país de golfe, para os estrangeiros e para os portugueses». Manuel Agrellos falava na conferência de Imprensa promovida pelo Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG) e realizada ao início da tarde, que contou ainda com as presenças do seu presidente, Diogo Gaspar Ferreira, do presidente da AlgarveGolf, Chrisopher Stilwell, e da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, para debater o futuro do golfe em Portugal.
O CNIG apresentou o Visit Portugal Golf (www.visitportugalgolf.com), a ser lançado em 2012, um portal de reservas online de campos de golfe, cujo orçamento, de meio milhão de euros, foi custeado pelo Turismo de Portugal.
Diogo Gaspar Ferreira disse que «o portal é inédito no Mundo e será a primeira vez que se poderá reservar online tee-times, pagar os gree-fees, receber um voucher, para todos os campos de golfe de Portugal. É uma estrutura complexa que está a ser desenvolvida há um ano, e uma vez concluída, permitirá um total de 5% de reservas online no primeiro ano, sendo o objectivo a médio prazo o de 15% a 17% por ano de todas as reservas de golfe em Portugal».
Cecília Meireles julgou «importante a aposta em novos meios de distribuição», acrescentando que «este portal é inovador a nível internacional e temos de adaptar-nos a um Mundo diferente». A governante sublinhou que «o Portugal Masters promove o destino Portugal e todos os que têm assistido às transmissões televisivas têm visto este tempo maravilhoso que é raro nesta altura do ano noutras partes do Mundo, numa infraestrutura bem pensada e concebida».
FOTOS: Cecília Meireles, secretária de Estado do Turismo, e Tom Lewis, fotografados por Getty Images. Pedro Figueiredo fotografados por João Lobato.

sexta-feira, outubro 14, 2011

V Portugal Masters


O sul-africano James Kingston lidera uma quinta edição do Portugal Masters o mais importante torneio de golfe português, de 2,5 milhões de euros em prémios monetários, que o PGA EuropeanTour está a organizar no Oceânico Victoria Golf Club, em Vilamoura, sob opatrocínio do Turismo de Portugal.

Kingston cumpriu a primeira volta em 64 pancadas, 8 abaixo do Par, mas é logo seguido por um conjunto de cinco jogadores em segundo lugar, todos a apenas 1 shot. Entre estes, destaque para o dinamarquês Thomas Bjorn, o vencedor do Estoril Open de Portugal em 2010, na Penha Longa, e campeão de três torneios no European Tour de 2011, sendo o actual 7º na Corrida para o Dubai. Num dia soalheiro, de mais de 30 graus, que atraiu 6.134 espectadores com bilhete comprado (a segunda melhor bilheteira para uma primeira volta nestas cinco edições), os birdies caíram em cascata e o cut provisório fixou-se em 3 pancadas abaixo do Par. Dos 126 jogadores, 96 bateram o traçado de Arnold Palmer emVilamoura.
As grandes figuras fizeram questão de marcar território e para além de Bjorn (-7) são de referir os scores de Ross Fisher (-6), Steve Webster (-6), Colin Montgomerie (-5), Padraig Harrington (-5), Martin Kaymer(-5) e Francesco Molinari(-5).Dos nomes mais mediáticos, só falhou John Daly (+1).
Com o Oceânico Victoria a provar a qualidade da lista de participantes, a melhor de sempre, os portugueses encontram-se em sérias dificuldades.
O nº1 português Ricardo Santos e o amador Pedro Figueiredo, vindo de um sucesso num torneio universitário americano, são as duas melhores hipóteses nacionais depois de terem ambos entregue cartões de 71pancadas (-1), encontrando-se no grupo dos 82º classificados.
Estão a 2 pancadas do cut provisório e necessitam de uma boa segunda volta para seguirem em frente. E Figueiredo só se colocou nesta situação privilegiada graças a três birdies nos últimos três buracos.
O campeão nacional amador, Gonçalo Pinto, que passou o seu primeiro cut em provas do European Tour no Madeira Islands Open, também vê uma abertura na porta depois de um resultado de 72 (Par), Mais complicadas estão as tarefas de Nuno Campino (+1), Hugo Santos (+2) e António Rosado(+4).
FOTO DE: JoãoLobato.

quarta-feira, outubro 12, 2011

European Masters Golfplaying Journalists



A sexta edição do European Masters Golfplaying Journalists (EMGJ) vai decorrer no Porto Santo entre 17 e 21 de Outubro, com a participação de mais de uma centena de jogadores e acompanhantes de 8 países – Portugal, Alemanha, Espanha, Itália, França, Holanda, Suécia, Áustria e República Checa.

O torneio de golfe, que se realiza de dois em dois anos, reúne não só jornalistas ligados a publicações da especialidade, mas também a jornais e revistas, televisões e rádios de âmbito nacional, membros das Associações de Jornalistas dos respectivos países.
O Masters de Jornalistas foi criado em 1999 na Holanda, onde se disputaram as duas primeiras edições, prosseguindo depois na Áustria, Itália e Espanha.
Portugal participou pela primeira vez no torneio em 2009 em Marbella (Espanha), a convite da organização espanhola, candidatando-se então à sexta edição que o Porto Santo aceitou receber. Em 2013 irá ter lugar na Alemanha.
Do ponto de vista competitivo a Itália defende o título conquistado no desempate em Marbella, onde bateu a França, e Portugal ficou em 7º lugar empatado com a Espanha, entre dez países. Cada selecção integra no máximo dez jogadores, pontuando por dia os sete melhores resultados por equipa.
O Masters tem um regulamento próprio, elaborado pela comissão directiva da Associação Europeia a que preside o italiano Paolo Pacciani, chefe de redacção da Gazzetta Di Parma. 
Em simultâneo ao Masters de Jornalistas, em duas voltas (36 buracos), disputa-se a Gold Island Cup, torneio também em duas voltas destinado aos acompanhantes de todos os países.
Além das coberturas jornalísticas para os vários países representados e da consequente promoção turística da Ilha de Porto Santo, este torneio vai proporcionar uma grande receita turística para o Porto Santo, em plena época baixa para o turismo na região e Portugal em geral. Este factor deve-se ao facto de cada jogador participante, paga a respectiva deslocação e o alojamento, além das normais e consequentes despesas locais, sendo ainda que, muitos dos jogadores deslocam-se ao Porto Santo acompanhados de familiares, e com o prolongamento da estadia na ilha. No entanto, entrada de receitas poderia ser maior se não fosse a débil ligação a esta ilha, o que fez que houvesse três desistências de última hora, Suíça, Bélgica e Republica Checa.
A selecção portuguesa é composta por 14 jogadores, sendo constituída por jornalistas ligados a jornais regionais, nacionais, televisões e revistas da especialidade. A maior delegação é a alemã com 18 pessoas, seguindo-se a Itália com 17.
As delegações começam a chegar a Porto Santo no dia 14 de Outubro e os últimos partem no dia 23 à noite, alguns com escalas mais prolongadas no Funchal.

Golf & Leisure – 11 anos a marcar presença no mercado Nacional e Internacional


Este ano, o guia de campos de golfe português comemora onze anos de edições ininterruptas. 

O Golf & Leisure “ocupa” desde o seu inicio um lugar no saco dos golfistas, afirmando-se como um “taco” indispensável no que respeita à informação necessária dos campos de golfe portugueses, sendo uma ferramenta indispensável no que respeita á informação de campos e não só; Restaurantes, Hotéis, entre outras informações úteis.
Na edição deste ano, além dos mais oitenta campos de golfe de Norte a Sul incluindo as ilhas, o Golf & Leisure possui e pelo terceiro ano consecutivo, conjuntamente com a PGA PORTUGUÊSA, um suplemento sobre os profissionais de golfe em Portugal, incluindo o Ranking PGA PORTUGAL.
Ainda e no que respeita a novidades, este ano, o Golf & Leisure vem com um conjunto de informações sobre o Portugal Masters, onde se destaca o campo do Victória Hole by Hole.

terça-feira, outubro 11, 2011

Nuno Campino vai ser o novo Treinador Nacional de golfe


Nuno Campino, antigo campeão nacional amador e de profissionais, foi escolhido pela Federação Portuguesa de Golfe para ser o novo Treinador Nacional. Sucede a Sebastião Gil, que estava no cargo desde 2003. David Moura mantém o cargo de Treinador Nacional Adjunto.

Nuno Campino vai ser o novo Treinador Nacional, sucedendo a Sebastião Gil. O antigo campeão nacional amador e de profissionais inicia-se no cargo a partir de 1 de Dezembro, tendo como Treinador Adjunto David Moura, o mesmo profissional que foi o braço direito de Sebastião Gil desde que este assumiu a função em 2003.
“É o reconhecimento do trabalho que tenho feito até agora”, disse Nuno Campino. “Vai ser um desafio novo na minha vida e na minha carreira. Quero tentar continuar o bom trabalho do Sebastião, mas melhorando algumas coisas que penso que podem ser alteradas,” perspectivou Campino, que como responsável pelas equipas nacionais fará a selecção dos jogadores e coordenará o seu acompanhamento técnico.
Nuno Campino nasceu há 35 anos em Évora, residindo actualmente na Parede, concelho de Cascais. Como amador, representou o Clube de Campo da Aroeira e venceu duas vezes o Campeonato Nacional Absoluto (em 1999 e 2004), tendo ainda representado as selecções nacionais durante oito anos, antes de se tornar profissional em 2004. Em 2006, conquistou o Campeonato Nacional de Profissionais. Em termos de formação, é treinador de Nível III da PGA de Portugal e fez também o curso do TPI (Titleist Performance Institute) Nível I, bem como o Nível II de Juniores. Dentro de duas semanas, irá à Alemanha fazer o curso de Nível II Profissional.
O presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Manuel Agrellos, começa por enaltecer o trabalho de Sebastião Gil: “Sempre desempenhou de forma digna e com brio as suas funções e foi com ele ao leme das nossas selecções que o golfe amador nacional alcançou os seus melhores resultados de sempre.”
Manuel Agrellos recorda o 4º lugar de Portugal, em 2008, no Campeonato da Europa por Equipas de Boys (Sub-18), bem como o 13º lugar, em Outubro de 2010, no último Campeonato do Mundo em Buenos Aires, entre 70 nações participantes. Em termos individuais, foram conquistados sete campeonatos internacionais, com destaque para o triunfo de Pedro Figueiredo, em 2008, no British Boys Amateur Championship, o mais importante torneio mundial do escalão sub-18.
Manuel Agrellos considera a escolha de Nuno Campino como natural: “Tem uma boa formação técnica e possui a vantagem suplementar de conhecer o trabalho das selecções como jogador, pelo que nos parece ser a pessoa com o perfil ideal para liderar o golfe de alto rendimento.”
Na hora da despedida, Sebastião Gil agradeceu a confiança nele depositada pela Federação Portuguesa de Golfe: “Sinto-me privilegiado por terem apostado em mim durante tanto tempo. Desejo que o Nuno tenha ainda mais sorte que eu.”
E faz um balanço positivo do seu trabalho: “Implementou-se um trabalho rigoroso, com muita disciplina. Mas isso também se deveu à própria Federação e à sua aposta a cem por cento nos jogadores de Alta Competição.”

Gabinete de Imprensa da FPG / Golf Press

60.º Open de Portugal at Royal Óbidos - Vitória do francês Pierre Pineau

  PIERRE PINEAU CONQUISTOU O SEU PRIMEIRO TÍTULO, É O SEGUNDO FRANCÊS A VENCER O TORNEIO E BATEU DOIS COMPATRIOTAS NUM PLAY-OFF DE LUXO. TOM...